Alunos do 4.º ano têm dificuldades na leitura – e os rapazes estão piores

Janeiro 3, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Snews

Texto do https://www.educare.pt/ de 20 de dezembro de 2017.

Estudo internacional mostra que os alunos portugueses do 4.º ano pioraram nas competências de leitura. Uma análise, também internacional, revela que as raparigas estão melhores do que os rapazes. E um projeto nacional garante que promover a leitura no pré-escolar tem resultados positivos.

Sara R. Oliveira

Os alunos portugueses do 4.º ano estão piores nas competências de leitura, que abrangem os principais processos de compreensão nesta área, como localizar e retirar informação explícita, fazer interferências diretas, interpretar e integrar ideias e informação, analisar e avaliar o conteúdo e outros elementos textuais. E, nesta área, os rapazes estão piores do que as raparigas. Entre 2011 e 2016, Portugal caiu 11 lugares, passando do 19.º lugar para o 30.º, na lista dos 50 países que participam nos testes PIRLS – Progress in International Reading Literacy Study. Numa escala de mil pontos, Portugal atinge 528. A Rússia, Singapura e Hong Kong ocupam os três primeiros lugares.

Esta queda na leitura acaba por não ser assim tão surpreendente até porque os diretores escolares do 1.º Ciclo já vinham a alertar para uma pouca preocupação com os processos que envolvem a leitura, bem como para uma atenção excessiva para os resultados. Antecipar as provas de aferição, para não esperar pelo 4.º ano para perceber em que nível estão os alunos, é uma possibilidade em análise pela tutela. As metas curriculares não deverão ser alteradas.

Nesta avaliação internacional sobre a compreensão da Leitura dos alunos do 4.º ano de escolaridade, desenvolvida por uma associação internacional independente, constituída por instituições de investigação educacional e por agências governamentais de investigação dedicadas à melhoria da educação, só o Irão desceu mais do que Portugal, caindo 29 pontos. Curiosamente, os alunos portugueses são os que referem que mais gostam de ler, mas os resultados não encaixam nesse gosto.

O estudo internacional sobre alfabetização em leitura mostra que há uma diferença substancial no desempenho de meninos e meninas do 4.º ano. Os rapazes estão mais atrasados do que as raparigas na leitura. Nesse estudo da UNESCO e da Associação Internacional para a Avaliação de Desempenho Educacional (IEA), neste domínio da compreensão da leitura, há boas notícias quanto à evolução nesta área, mas, ao mesmo tempo, revela dados preocupantes em termos de género: as alunas superam os alunos em 48 países, em 18 pontos, liderando em áreas como leitura literária e leitura informativa. No nosso país, as raparigas continuam melhores do que os rapazes, embora essa diferença esteja a ser esbatida desde 2011.

A qualificação dos professores também tem peso na leitura dos alunos. A percentagem de docentes que tem pedagogia de leitura, métodos de ensino específicos para a instrução de leitura, anda pelos 20% em termos internacionais. O estudo concluiu que o desenvolvimento profissional dos professores não aborda adequadamente as habilidades especializadas necessárias para garantir a realização de leitura a todas as crianças. O que significa que os professores podem não estar devidamente preparados para assegurar uma aprendizagem de qualidade inclusiva e equitativa.

Há boas notícias neste assunto. Uma é que os pais estão mais envolvidos neste processo de alfabetização dos seus filhos e mais empenhados em criar o gosto pela leitura. E outra é que há mais alunos a frequentarem o pré-escolar e que, na sua maioria, têm um melhor desempenho médio na leitura quando estão no primeiro nível de ensino.

Atividades estruturadas
Há um projeto português que se debruça precisamente sobre essa vertente e que conclui que a promoção de leitura no jardim de infância reduz dificuldades no 1.º ano de escolaridade. O projeto, que envolveu cerca de mil crianças de quatro agrupamentos escolares, deteta que as atividades de leitura no jardim de infância diminuem em 50% o risco de dificuldades de aprendizagem no primeiro ano da escola.

Este projeto, coordenado pelo Politécnico do Porto, avaliou a linguagem e a consciência cronológica de crianças que frequentavam o pré-escolar e o 1.º ano de quatro agrupamentos de escolas do município do Porto, envolvendo-as de seguida na intervenção CiiL (Centro de Investigação e Intervenção na Leitura).

O projeto, iniciado em 2015 e atualmente em vigor, tem como objetivo prevenir “percursos de insucesso precoce na aprendizagem da leitura e da escrita”, para diminuir dificuldades que as crianças possam transportar para o 1.º ano, segundo adiantou Ana Sucena, coordenadora do projeto e professora do Politécnico do Porto, em declarações à Lusa. Para a responsável, é fundamental sensibilizar os educadores de infância para a promoção da linguagem, através de atividades estruturadas e sistematizadas.

No 1.º ano, é importante promover a consciência fonémica, um trabalho que pode ser iniciado no pré-escolar. “Enquanto não houver um patamar mínimo de desenvolvimento para esta competência, dificilmente a criança avança na leitura e na escrita, ou não avança de todo”, avisa Ana Sucena.

O estudo demonstra que uma “grande percentagem “das crianças, “que tinham tudo para ter um percurso de insucesso”, acabam por ter um percurso inserido “naquilo que é o esperado”. Sinal de que a leitura pode começar a fazer parte do dia a dia dos mais pequenos fora de casa.

Interpretar e integrar ideias
A literacia da leitura avaliada pelo PIRLS baseia-se numa noção abrangente do que é saber ler, que inclui a capacidade de refletir e de utilizar o que se lê para alcançar objetivos individuais e sociais. Por isso, o estudo internacional contempla a leitura como experiência literária e a leitura como meio para adquirir e utilizar informação. Na análise do desempenho, estas áreas são cruzadas com os principais processos de compreensão da leitura, nomeadamente localizar e retirar informação explícita, interpretar e integrar ideias.

A prova é constituída por um conjunto de cadernos, cada aluno responde a um caderno da prova, e os itens não são públicos de forma a permitir a comparação de resultados dos alunos ao longo das várias edições do estudo e identificar tendências nos resultados. Ao mesmo tempo, aplicam-se questionários para retirar informação do contexto social dos alunos e outros fatores que podem influenciar o desempenho na literacia da leitura.

O estudo internacional é realizado de cinco em cinco anos em vários países, o que permite comparações e abre perspetivas de se aprender com as experiências dos outros participantes. E é realizado com alunos do 4.º ano, com 9 ou 10 anos, por ser o momento em que as crianças já aprenderam a ler e passam a ler para aprender. No nosso país, cerca de 150 escolas e aproximadamente 4000 alunos participaram no PIRLS de 2011.

O estudo citado no texto é o seguinte:

PIRLS 2016 : International Results in Reading

mais informações no link:

http://timssandpirls.bc.edu/pirls2016/international-results/pirls/summary/

 

Alunos do 4.º ano foram melhores a matemática do que a leitura

Dezembro 16, 2012 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 22 de Dezembro de 2012.

Clara Viana

Em três estudos internacionais, os alunos portugueses de nove anos conseguiram ficar acima da média.

Os alunos portugueses do 4.º ano tiveram melhor desempenho a matemática do que em ciências ou leitura em dois estudos internacionais que foram realizados em 2011 para avaliar as competências das crianças de nove anos nestes domínios.

Dos 50 países que participaram no estudo que avalia o desempenho em matemática e ciências — Trends in International Mathematics and Science Study (TIMSS) —, Portugal ficou, respectivamente, em 15.º e 19.º lugar.

O desempenho em leitura foi avaliado pelo estudo Progress in International Reading Literacy Study (PIRLS), em que Portugal participou pela primeira vez, tendo também aqui ficado em 19.º lugar. Ambos os estudos são realizados pela International Association for the Evaluation of Educational Achievement (IEA).

Aos 15 anos, os alunos portugueses tinham, em 2009, conseguido melhores desempenhos em leitura do que em matemática ou ciências no PISA (Programme for International Student Assessment), um estudo da OCDE que visa aferir a literacia dos jovens desta idade nestes três domínios. Em 33 países, Portugal ficou, respectivamente, em 21.º, 26.º e 24.º lugar.

No âmbito do TIMMS e do PIRLS foi também avaliado o desempenho dos alunos do 8.º ano. Em 2011, o contributo de Portugal limitou-se ao 4.º ano. Participaram cerca de quatro mil alunos de 150 escolas.

Por comparação a 1995, o último ano em que os alunos portugueses deste nível foram avaliados pelo TIMMS, Portugal está no pequeno grupo de países que apresenta melhorias no desempenho dos seus estudantes, tendo ficado acima da média tanto em ciências como em matemática. Em 1995 ficou abaixo, tendo então ficado entre os cinco últimos colocados.

O Ministério da Educação e Ciência atribui a melhoria à “pressão por uma maior exigência por parte da sociedade civil, a introdução de uma avaliação continuada, através de provas de aferição no primeiro ciclo, e um maior controlo sobre os manuais escolares”. Em comunicado, o MEC destaca, contudo, que nos três estudos “mais de metade dos alunos portugueses não conseguem ultrapassar o nível intermédio, o segundo mais baixo em quatro níveis”.

Isto quer dizer, acrescenta-se na nota, “que em ciências estes alunos têm quando muito conhecimentos e compreensão elementares sobre situações práticas, mas não têm domínio suficiente desses conhecimentos; em matemática, podem conseguir aplicar conhecimentos básicos em situações de resolução imediata, mas não têm domínio desses conhecimentos suficiente para resolver problemas; e em leitura, podem ser capazes de fazer inferência directa, mas não têm fluência suficiente de fazer inferências e interpretações baseando-se no texto”.

Considerando que ainda há muito a fazer, o MEC frisa que “a avaliação externa é um factor fundamental para o progresso de qualquer sistema de ensino”, lembrando, a propósito, que este ano lectivo, “pela primeira vez, os alunos de todos os ciclos de ensino realizam provas finais e exames, que permitem ter um melhor conhecimento do sistema”.

No ano passado, os alunos do 6.º ano realizaram pela primeira vez exames que contam para a nota final. Em 2013 será a vez do 4.º ano estrear-se nestas provas.

Alunos portugueses já compreendem melhor o que lêem

Julho 19, 2011 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 11 de Julho de 2011.

Por Clara Viana

Cerca de 18 por cento dos alunos portugueses com 15 anos têm sérias dificuldades na leitura, apenas conseguindo responder neste domínio às questões mais básicas como, por exemplo, identificar qual é o tema principal de um texto. Um estudo realizado pela rede Eurydice, que foi divulgado hoje pela Comissão Europeia, dá conta, contudo, que os alunos portugueses estão abaixo da média da União Europeia, o que neste caso é uma boa notícia.

No conjunto dos países da UE, a percentagem de alunos com 15 anos na mesma situação é de cerca de 20 por cento. Androulla Vassiliou, comissária europeia da Educação e Cultura, reagiu assim a este resultado: “É totalmente inaceitável que tantos jovens na Europa continuem a não ter capacidades básicas de leitura e escrita. Isso coloca-os em risco de exclusão social, torna-lhes mais difícil encontrar um emprego e reduz a sua qualidade de vida”.

Segundo a Comissão Europeia, é a primeira vez que se apresenta num estudo europeu um retrato aprofundado da literacia em leitura e se apontam alguns dos factores principais que têm impacto na aquisição e competências em leitura entre os 3 e os 15 anos.

Em relação aos alunos com 15 anos, o estudo baseia-se nos resultados alcançados por estes nos testes do Programme for International Student Assessment (PISA) de 2000 e de 2009, especialmente dedicados à literacia em leitura. Nestes testes, levados a cabo pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento, Portugal é um dos cinco países que sofreu uma evolução positiva neste intervalo. Os outros são a Holanda, Letónia, Polónia e Liechtenstein. À excepção da Letónia, os restantes quatro estão agora também abaixo da média europeia. Mas com resultados melhores que os portugueses.

A Holanda e a Polónia fazem parte do pequeno grupo de países que já atingiu a meta que a UE se propôs chegar em 2020: reduzir para menos de 15 por cento a percentagem de maus leitores entre os alunos de 15 anos. A Dinamarca, a Estónia, Finlândia e Noruega, bem como a Bélgica flamenga, são os outros que já lá chegaram. Na Finlândia apenas oito por cento dos alunos com 15 anos têm problemas com a leitura.

A Bulgária e a Roménia estão na situação oposta e são os que apresentam piores resultados: 40 por cento dos seus alunos com 15 anos não atingem o nível dois dos testes PISA ou seja, ficam-se apenas pelas competências mais básicas.

O estudo hoje divulgado confirma que o género é um dos factores com mais impacto na aquisição de competências em leitura: “em média as raparigas ultrapassam os rapazes na leitura e esta diferença de género aumenta com a idade”. Aos 9 anos, 18 por cento das raparigas e 22 por cento dos rapazes têm dificuldades na leitura. Aos 15, o número de rapazes em dificuldades já duplica o das raparigas. Em média, 12 por cento das raparigas e 26 por cento dos rapazes são maus leitores nesta idade. O risco de um aluno português do sexo masculino ter dificuldades em leitura aos 15 anos é superior em duas vezes ao de uma aluna. Na UE a média desta probabilidade é de 1.9.

A situação dos alunos do 4º ano tem sido avaliada através de um estudo internacional em que Portugal não participou. Trata-se do PIRLS (Progress in International Reading Literacy Study). com inquéritos realizados em 2001, 2006 e 2011.

Para além do género, o outro factor com maior impacto na aprendizagem da leitura é a origem socioeconómica dos alunos.

Apesar de na maior parte dos países existirem programas de promoção da leitura, estes pecam por ser excessivamente generalistas. Ou seja, conclui o estudo não têm como destinatários aqueles que mais necessitam por serem os que apresentam maiores dificuldades, como são os casos dos rapazes, dos alunos oriundos de meios desfavorecidos e dos jovens imigrantes.

No estudo frisa-se que as dificuldades em leitura são ultrapassáveis, mas que este sucesso depende em grande medida destas serem identificadas, e adoptadas medidas, o mais cedo passível. Um ensino intensivo e por objectivos, ministrado a nível individual ou a pequenos grupos, pode ser particularmente eficaz, frisa-se. No entanto, acrescenta-se, “são poucos os professores que têm a oportunidade de se especializar nesta área”. Dos 27 países da UE, só em oito os professores contam, nas aulas, com o apoio de especialistas em dificuldade de aprendizagem na leitura.

Promoção da literacia ignora grupos de risco

Julho 15, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Artigo do Público de 12 de Junho de 2011.

Clara Viana

O risco de um aluno português do sexo masculino ter dificuldades em leitura aos 15 anos é superior em duas vezes ao de uma aluna

A promoção da literacia através de políticas e programas nacionais é comum à maior parte dos países da União Europeia, mas este esforço não tem tido como destinatários aqueles que têm maiores probabilidades de experimentar dificuldades neste campo que é essencial a toda a aprendizagem, sublinha um estudo ontem divulgado pela Comissão Europeia.

O estudo “Teaching Reading in Europe: Contexts, Policies and Practices”, elaborado pela rede europeia Eurydice, identifica os grupos de risco (rapazes, jovens oriundos de meios desfavorecidos e imigrantes)e confirma que a diferença de género é um dos factores com mais impacto na aquisição de competências na leitura. Aos 15 anos, o número de rapazes em dificuldades duplica o das raparigas. Em média, 12 por cento das raparigas e 26 por cento dos rapazes têm dificuldades em ler nesta idade.

O risco de um aluno português do sexo masculino ter dificuldades na leitura aos 15 anos é superior em duas vezes ao de uma aluna. Na UE, a média desta probabilidade é de 1,9. Entre 2000 e 2009, os anos em que os testes do PISA (Programme for International Student Assessment) se centraram na literacia de leitura, a diferença entre géneros agravou-se 11 pontos em Portugal.

Nestes últimos testes do programa desenvolvido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, os alunos portugueses de 15 anos conseguiram, contudo, e pela primeira vez, aproximar-se da média da OCDE – como também foram menos aqueles que não conseguiram alcançar o nível dois (existem cinco). Só a partir do nível três é que se entende que um jovem está preparado para participar na sociedade.

Cerca de 18 por cento não conseguiram ir além de questões básicas como identificar qual o tema principal de um texto. Em média, na União Europeia, esta é a situação de um em cada cinco jovens de 15 anos: “É totalmente inaceitável que, na Europa, tantos jovens continuem sem alcançar competências básicas na leitura e na escrita. Isso coloca-os em risco de exclusão social”, avisou a comissária europeia para a Educação e Cultura, Androulla Vassiliou.

Para além do PISA, foram também utilizados para retratar os alunos do 4.º ano os resultados de um estudo internacional em que Portugal não participou. Trata-se do PIRLS (Progress in International Reading Literacy Study). No 4.º ano, 20 por cento dos alunos que realizaram os testes também não foram além das competências básicas.

“Esperar e ver”

A intervenção precoce é uma das chaves primordiais em educação. Para que as dificuldades na leitura sejam ultrapassáveis é necessário que sejam identificadas, e adoptadas medidas o mais cedo possível, sublinha-se. Mas os inquéritos feitos aos professores mostraram que o comportamento mais generalizado é o de “esperar e ver”, uma “estratégia” que tem na base a suposição de que a ultrapassagem daquelas dificuldades se fará a par do maior grau de maturidade dos alunos, sendo assim encarada como um resultado natural do crescimento.

A estratégia aconselhada pelo estudo da rede Eurydice é outra: “Um ensino intensivo e por objectivos, ministrado a nível individual ou de pequenos grupos, pode ser particularmente eficaz.” Também a formação dos professores é um dos factores decisivos na aprendizagem da leitura. Na formação inicial têm de obter os conhecimentos e os instrumentos necessários para, quando confrontados com a prática, serem capazes de reconstruir algumas convicções anteriores que são inconsistentes com uma efectiva aprendizagem da leitura – como, por exemplo, a de atribuir apenas as dificuldades neste campo ao meio de origem do aluno, afirma-se.

Quanto à formação contínua, constata-se que continua a centrar-se em acções de curta duração, menos eficazes do que as de longo prazo.

 


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