IAC recebe interlocutores do ISS – Unidade de Apoio a Programas para acompanhamento aos Projectos PIEF

Julho 25, 2014 às 12:01 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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No âmbito do Programa PAOPIEF – ano letivo 2013-2014, o IAC, enquanto entidade beneficiária de financiamento, recebeu os interlocutores do ISS – Unidade de Apoio a Programas, para realizar a visita de acompanhamento aos Projectos PIEF.

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Alunos de turmas PIEF de Lisboa dizem não aos rótulos! – Vídeo

Junho 16, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Jovens que frequentam o Programa Integrado de Educação e Formação (PIEF) em diversas escolas na grande Lisboa juntaram-se numa campanha de combate à estigmatização, organizada pelas 6 entidades que trabalham em parceria com as respetivas escolas. Por frequentaram este programa, muitos são imediatamente “catalogados” de forma negativa por muitos dos agentes educativos e pela sociedade em geral.

Encontro Fórmula PIEF – Garantia para o Futuro

Maio 20, 2014 às 1:20 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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A Fundação “O Século”, em parceria com as entidades beneficiárias de financiamento do Programa de Apoio e Qualificação da Medida PIEF – PAQPIEF no distrito de Lisboa, a saber, Instituto de Apoio à Criança, Associação Pressley Ridge, Fundação António Silva Leal, Santa Casa da Misericórdia da Aldeia Galega da Merceana e Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, irá realizar o Encontro “Fórmula PIEF: garantia para o futuro”, o qual terá lugar no Auditório da Fundação “O Século”, em São Pedro do Estoril, no dia 23 de Maio de 2014.

Este encontro, inter-PIEFs, visa promover a missão, valores e boas práticas de um Programa nacional de inclusão escolar, que nos últimos 2 anos letivos tem procurado trabalhar com jovens em situação de risco, apostando numa lógica de articulação entre Segurança Social, escolas e entidades beneficiárias de financiamento.

Fundação “O Século”

Av. Marginal, 4350 S. Pedro do Estoril 2765-246 Estoril Portugal

fundacao@oseculo.pt

214.647.770

214.670.796

http://www.oseculo.pt

IAC – Projecto Rua continua a implementar o “Programa de Prevenção de Violência de Rua e entre Pares” do projeto ESCAPE

Abril 9, 2013 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O “Programa de Prevenção de Violência de Rua e entre Pares” desenvolvido pelo projeto ESCAPE está a ser implementado pelas equipas de terreno do Projecto Rua, mesmo tendo o referido projeto terminado no final do ano transato.

Uma vez que a implementação-piloto deste Programa teve muito bons resultados com o grupo-alvo do Projecto Rua e como a nossa filosofia de intervenção se baseia no desenvolvimento de competências pessoais e sociais, a equipa do Projecto Rua decidiu que seria uma mais-valia continuar a usar esta ferramenta, a qual já demonstrou ser de grande utilidade e interesse.

O Centro de Desenvolvimento e Inclusão Juvenil está a implementar este Programa de Desenvolvimento de Competências Pessoais e Sociais junto de crianças em fuga e/ou em contexto de rua, sinalizados por outras entidades e identificados pela própria equipa, bem como a outros que têm medidas tutelares educativas e que são encaminhados pela DGRSP.

Para além destes grupos, o Programa também está a ser aplicado às 9 turmas PIEF com as quais o Projecto Rua está a intervir desde o início do presente ano letivo. O trabalho com estas turmas inclui o treino de competências, tendo-se adaptado o “Programa de Prevenção de Violência de Rua e entre Pares” de acordo com as especificidades das diferentes turmas.

O IAC, forte apoiante deste Programa, continua a disseminar este instrumento em Portugal e espera que seja tão útil para organizações nacionais e internacionais, tal como tem sido para nós.

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Governo prepara “revolução” para crianças institucionalizadas…

Agosto 4, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário dos Açores de 28 de Lulho de 2012.

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Alunos com “comportamentos desviantes” ganham concurso internacional e vão a Paris

Junho 12, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 1 de Junho de 2012.

Por Lusa, PÚBLICO

Têm entre os 13 e os 18 anos, são alunos com comportamentos desviantes e que, por isso, estão numa turma de Projecto de Integração, Educação e Formação (PIEF), em Abrantes, para conseguir concluir o 2.º e 3.º ciclos. Em Maio ganharam um concurso internacional de promoção de produtos locais. Vão a Paris este mês.

Trata-se de um concurso organizado pela ONISEP – AGEFA PME, uma instituição francesa, a pensar em escolas de países europeus e do Norte de África. O trabalho dos alunos do PIEF da Escola Secundária com 2.º e 3.º ciclo Manuel Fernandes, em Abrantes, ganhou um dos cinco primeiros prémios. Ao todo concorreram 34 escolas de 15 países.

Os estudantes elaboraram um blogue e um videoclip em torno das tigeladas de Rio de Moinhos, um doce tradicional, de origem conventual. E venceram, ao lado de escolas de França, Itália, Irlanda, Roménia e Marrocos.

“O objectivo do concurso era fazer a promoção de um produto regional de forma original e criativa”, explica Rui André, um dos professores do PIEF. “Não esperávamos ganhar, foi uma alegria imensa para esta equipa e para estes jovens, e vendo a lista das escolas concorrentes até parece que eram equipas da primeira divisão a jogar contra uma equipa amadora, o que nos deu ainda mais satisfação”, conta.

Rita Chambel, técnica de intervenção local, salienta o trabalho desenvolvido com os cerca de 20 alunos, entre os 13 e os 18 anos, jovens provenientes de famílias desfavorecidas ou com comportamentos considerados desviantes.

“Esta é uma oportunidade que se pode dar aos jovens em absentismo, abandono ou insucesso escolar, de concluírem o 2.º e 3.º ciclos e o que esta conquista pode mostrar é que estes jovens provaram que sabem trabalhar se acreditarem em si, se acreditarmos neles, e se forem devidamente acompanhados”, constata.

Segundo aquela responsável, o projeto PIEF “deve continuar em todo o país, reestruturado ou não”, tendo reiterado que os jovens em dificuldade “não podem ser abandonados”.

Uma ideia partilhada por Mónica Santarém, professora e autora da música recriada em videoclip para a promoção das tigeladas de Rio de Moinhos.

Jovens “habituados a conviver com o insucesso”

“Ao longo da vida estes jovens estão habituados a ouvir dizer que não sabem dizer ou fazer algo de positivo, e que não prestam para nada. Estão habituados a conviver com o insucesso”, vincou, acrescentando que ao ganharem agora um prémio desta envergadura e poderem conhecer um país europeu “é um sinal claro, para eles e para a sociedade, que vale a pena acreditar”.

Gonçalo Magalhães, 17 anos, diz que este prémio “é um incentivo e tem muito significado”, tendo assegurado que “todos deram o máximo para que tudo corresse bem”.

“Uma sensação óptima. Foi a melhor coisa que nos podia acontecer”, salientam Tiago Martins e Dário Morgado, de 15 e 16 anos. “Estamos ansiosos por ir a França”, acrescentam.

A equipa composta por dez alunos e dois professores vai estar em Paris entre os dias 27 de Junho e 2 de Julho. A cerimónia de entrega dos prémios ONISEP está agendada para 28 de Junho, no Palácio dos Congressos, em Paris, França.

Os cursos PIEF existem como “remediação quando tudo o mais falhou e à qual os jovens e suas famílias efectivamente aderem (depois de terem rejeitado outras existentes quer no sistema educativo quer na formação profissional ou de terem sido rejeitados…)”, aponta o portal do Programa para a Prevenção e Eliminação da Exploração do Trabalho Infantil. O PIEF funciona em protocolo entre os ministérios da Educação e Segurança Social e do Trabalho.

 

Programa de resgate de crianças em abandono escolar está sem verba

Março 16, 2012 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 12 de Março de 2012.

Reportagem sobre PIEF

Por Ana Cristina Pereira

Primeiro, não queria falar. Depois, quase não deixava falar os colegas de turma do PIEF (Programa Integrado de Educação e Formação), que tenta resgatar miúdos em abandono escolar ou perto disso. “Disseram: “Venham para a escola que pagamos o passe e o pequeno-almoço.” Vai fazer meio ano que estamos aqui e o quê? Não pagam! Não pagam passe, nem pagam pequeno-almoço.”

A medida nasceu no seio do Programa para Prevenção e Eliminação da Exploração do Trabalho Infantil, que em 2009 deu lugar ao Programa para a Inclusão e Cidadania (PIEC). Era gerido entre o Ministério da Educação, o Instituto de Segurança Social e o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), tutelados pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social.

Na reestruturação da administração central, o PIEF passou para a alçada directa do Instituto de Segurança Social. A coordenadora nacional e os coordenadores regionais (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve) foram dispensados. Instalou-se a incerteza entre alunos e técnicos. Desde Janeiro, não chega dinheiro para assegurar as despesas correntes.

Em Novembro de 2011, a actriz e deputada do Bloco de Esquerda Catarina Martins questionara o Governo sobre a eventual desagregação dos programas. O Governo garantiu o seu seguimento. A deputada visitou uma turma de 6.º ano a funcionar na Escola Secundária Infante D. Henrique, no Porto, onde verificou “um cenário bem diferente”. “A situação é insustentável, os alunos perdem esperança na continuidade do programa e as faltas multiplicam-se”, diz no requerimento que, entretanto, remeteu aos ministérios da Educação e da Solidariedade Social. “O PIEF irá continuar?”

Questionado pelo PÚBLICO, respondeu por correio electrónico a assessora do conselho directivo: “O Instituto da Segurança Social garante a boa execução do programa até final do corrente ano lectivo, nomeadamente os pagamentos às entidades gestoras.” O que se está a passar? “Foi necessário proceder a algumas alterações organizativas, que levaram a um reajustamento no calendário de pagamentos, prevendo-se que as verbas sejam disponibilizadas às entidades gestoras nos próximos dias.”

Os alunos sentem-se enganados. E isso mesmo quiseram deixar claro – ainda que sem nomes, já que estão debaixo de olho das equipas de apoio aos tribunais ou comissões de Protecção de Crianças e Jovens. “Meta aí “Oculinhos””, pede o rapaz de 16 anos, que estava em abandono escolar há três, tratando de abafar a risota do que se sentara ao lado. “Deves pensar que tenho vergonha. Vergonha é roubar e ser caço. Eu já roubei, mas nunca fui caço!”

Quem se ria era um rapaz de 17 anos, que se identifica como “Pitbull”. Mora num bairro próximo. Vem a pé. Dois colegas têm passe pago pela Câmara de Gondomar, outros dois pelas famílias. O de “Oculinhos” é pago pela mãe: “Se a minha mãe não trabalhasse, não tinha dinheiro. Ficava no bairro, não queria saber. Há alunos que não vêm porque não têm dinheiro para o passe!”

Impossível saber se desistiram por isso ou usaram isso como pretexto. As técnicas têm tirado dinheiro do próprio bolso para pagar o passe de seis alunos. Não os querem perder. Antes, alguns passavam os dias de pijama, entre a mesa, a televisão e o computador. Só vestiam um fato de treino para ir ao café. Foram “caçados” e encaixados ali, com um plano de Educação e Formação.

Direitos retirados em caso de incumprimento
A cara da directora de turma, Odete Esteves, diz tudo: é uma luta tê-los na sala, a aprender Português, Inglês ou Matemática, mas também a interiorizar regras de convivência. “Os alunos com falta de pontualidade e de assiduidade poderão ter de cumprir serviço cívico”, lê-se numa cartolina na parede. Sucedem-na outras: “Não é permitido usar bonés, chapéus ou gorros dentro da sala de aula.” “Os alunos têm de almoçar na escola com a monitora.” “Todos os direitos oferecidos pelo PIEF podem ser retirados no caso de incumprimento destas regras.”

A monitora deixou de trazer o pão com manteiga e o pacote de leite achocolatado a meio da manhã, a única coisa que alguns comiam antes do almoço. As visitas de estudo estão reduzidas a orçamento zero. Podia ser pior. Usa materiais da escola nas aulas práticas – operação ambiental, serralharia, electricidade. Outras turmas não o podem fazer – têm culinária e outras actividades que exigem compras. As turmas formam-se à margem das escolas. Só quando se sinaliza um grupo que justifica abrir uma nova turma se procura uma escola que a aceite. Muitas não querem. Temem o pior. Afinal, nada funcionou com aqueles jovens de 14 a 18 anos que é preciso certificar com o primeiro, segundo ou terceiro ciclo.

No ano lectivo 2009-2010, abriram 2130 vagas em 142 turmas: 1964 foram ocupadas. Há um ano, garantia a então coordenadora nacional do PIEC, Fátima Matos, 80% dos jovens abrangidos pelo PIEF tinham iniciado ou mantido o seu percurso de reintegração escolar e social: 43,53% conseguiram aumentar a certificação escolar. No ano seguinte, 188 turmas, 2820 vagas. Este ano, 212 turmas, 3081 alunos.

O que “Pitbull” ou “Oculinhos” gostavam era de estar na mesma escola dos amigos, mas esses já saíram ou andam anos à frente. Na velha escola estariam rodeados de miúdos de 11 ou 12 anos, a idade típica para o 6.º ano. Ali há alunos da sua idade. E uma monitora que não os larga: é mais do que uma mãe para alguns, está dentro da sala, leva-os a almoçar, telefona para os pais se algum desaparece.

A técnica da equipa multidisciplinar, a quem cabe identificar as necessidades, é que deixou de vir às reuniões agendadas na escola. E de ir a casa das famílias dos alunos, como já teria feito a propósito de um rapaz que já não vinha há três semanas e que na passada terça-feira apareceu na sala, como se nada fosse, tornando a sumir-se. Não tem autorização para se deslocar. Os alunos saem de contextos densos, às vezes sufocantes. Podem chegar perturbados porque a polícia esteve em casa e atirou tudo para o chão. Ou armar-se, como “Oculinhos” estava a fazer naquele dia: “O meu advogado é o Carlos Macanjo. Ele tira qualquer um de Custóias. A tropa é minha amiga e está toda cá fora.”

 


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