Literacia digital dos alunos portugueses é boa, mas o que aprendem sozinhos não chega

Novembro 8, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia e foto do Expresso de 5 de novembro de 2019.

Portugal fica acima da média quanto ao conhecimento que os jovens de 13 e 14 anos têm sobre computadores. Só que não basta serem “nativos digitais”, conclui estudo internacional. É preciso ensiná-los e as escolas têm um papel importante a desempenhar.

Mesmo que as crianças comecem a usar telemóveis e computadores como se ninguém nunca as tivesse ensinado, isso não significa que consigam aprender sozinhas tudo o que é necessário para lidar com o mundo digital. E ainda que os alunos portugueses de 13 e 14 anos tenham um nível de literacia digital acima da média de outros países europeus, é preciso ensinar-lhes mais, conclui um estudo internacional sobre literacia digital de alunos de 8.º ano (ICILS), promovido pela IEA (International Association for the Evaluation of Educational Achievement) e divulgado esta terça-feira.

“O estudo mostra que dar aos estudantes e aos professores acesso a equipamentos tecnológicos não resulta automaticamente no desenvolvimento de aptidões de literacia digital sofisticada. Os estudantes precisam de ser ensinados a usar os computadores de forma eficiente e os professores precisam de ser apoiados para usar tecnologias no ensino”, conclui a IEA, associação responsável por este e outros estudos internacionais como o TIMMS (sobre o desempenho escolar a Matemática e Ciências).

Com base num inquérito feito a 46 mil estudantes do 8.º ano de escolaridade e 26 mil professores, em 14 países, entre os quais Portugal, o ICILS 2018 quis perceber se os alunos de hoje estão preparados para estudar, trabalhar e viver num mundo digital.

Avaliar as fontes de informação a que recorrem ou a força de segurança de uma password, construir um website ou criar uma base de dados são algumas das questões colocadas. E os estudantes portugueses ficam acima da média de outros países europeus em muitas destas perguntas. A maioria consegue editar fotografias (82%), um em cada três sabe criar uma base de dados e construir um website, quase todos escrevem textos no computador para trabalhos escolares (92%) e três em cada quatro (73%) conseguem avaliar a qualidade da informação que consultam na Internet.

Portugal fica acima dos estudantes com as mesmas idades em França, Itália ou Luxemburgo, mas abaixo do nível de literacia dos alunos de 8.º ano na Dinamarca ou Finlândia. Apenas 7% dos portugueses têm um nível de conhecimento digital insuficiente, mais que os 3% na Dinamarca, mas menos que os 18% de média nos restantes países. Um quinto (20%) dos alunos portugueses tem um nível de literacia autónomo ou avançado, mais baixo do que os 39% na Dinamarca e os 30% na Finlândia.

Contexto económico da família influencia

“Maior do que a diferença nos níveis de literacia digital entre países é a desigualdade desse conhecimento dentro de cada país”, alerta ao Expresso Dirk Hastedt, diretor executivo da IEA. E uma das variáveis que contribuem para essas desigualdades é o nível económico das famílias, medido neste estudo através profissões dos pais, a sua formação académica e a quantidade de livros existente em casa.

“Há uma enorme relação entre um melhor contexto socioeconómico e uma maior literacia digital”, afirma o responsável. Ou seja, quando os pais têm maior capacidade financeira, os filhos tendem a ter conhecimentos tecnológicos mais avançados e autónomos, derivados em parte de um maior acesso a tecnologia.

“Em Portugal, essa relação até é bastante menor do que a média dos outros países”, conclui Dirk Hastedt. O que também se distingue em Portugal é o facto de não haver muita diferença no nível de literacia entre os alunos com pais imigrantes, ao contrário do que tende a acontecer noutros países.

A “grande responsabilidade” das escolas

É o papel das escolas e dos professores que está em causa, sublinha Dirk Hastedt. Três em cada quatro estudantes (74%) dos países inquiridos – cerca de 80% em Portugal – admitem ter sido na escola que aprenderam a procurar informação na Internet. “Isso significa que 26% dos alunos não adquiriram esses conhecimentos na escola. Ou foi com os pais em casa ou nem sequer aprenderam.”

Às escolas cabe, por isso, uma “grande responsabilidade”, acrescenta Hastedt. “Perante um contexto socioeconómico desigual dos alunos, é à escola que cabe esse papel de elemento moderador do efeito da diferença”. Por isso, é importante assegurar que os professores se sentem “mais confiantes” em ensinar os alunos a lidar com a tecnologia. “É preciso dar mais atenção a esta questão porque hoje os professores, sobretudo acima dos 40 anos de idade, não estão confortáveis com isso. É preciso pôr fim à ideia de que os alunos sabem sempre mais do que eles no que diz respeito à tecnologia.”

Uma variável que agrava o problema é o envelhecimento dos docentes, o que faz com que a maioria se sinta ainda mais distante do mundo digital. “Esse é um problema não só de Portugal, mas de muitos outros países”, reconhece o diretor executivo da IEA. “É essencial ensinar estas competências aos jovens nas escolas e garantir que os seus professores estão bem apoiados para transmitir este alicerce da educação moderna.”

Mais informações no link:

https://www.iea.nl/news-events/events/release-icils-2018-results

La formación de usuarios y el uso de la información Una experiencia didáctica en la biblioteca del Colegio Público de Falces (Navarra)

Setembro 28, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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formacion

descarregar o documento no link:

https://www.educacion.navarra.es/web/publicaciones/catalogo/-/asset_publisher/JONi5m8mCym2/content/la-formacion-de-usuarios-y-el-uso-de-la-informacion;jsessionid=2C9024B5671ACB42A95220098E542D6B

La colección Bibliotecas Escolares presenta un nuevo número de la serie verde Blitz en la escuela titulado La formación de usuarios y el uso de la información. Se trata de una experiencia realizada por el profesorado del Colegio Público de Falces en la biblioteca escolar, bajo la experta coordinación de su profesor Francisco Soto.

La biblioteca escolar del colegio de Falces funciona como un centro de recursos que apoya el aprendizaje activo de todas las áreas del currículo y pone a disposición de su alumnado fuentes bibliográficas que se presentan en diversos soportes (libro, CD-ROM, DVD, etc.).

Desde hace años, la biblioteca es el lugar de encuentro con la lectura a través de exposiciones, conferencias, visitas de autores, etc. pero, especialmente, es para su alumnado un lugar agradable en donde poder disfrutar de las fuentes del conocimiento.

En esta publicación se propone una unidad didáctica, desde Educación Infantil hasta el primer ciclo de Secundaria, para utilizar la información de la biblioteca a través de los contenidos de diferentes áreas del currículo: la primavera, los animales, los mamíferos, los Borbones y Egipto.

Para enseñar a su alumnado la importancia de las normas y de su utilización en el mundo de las bibliotecas, el profesorado del colegio ha elaborado un vídeo titulado Doña Biblioteca, de gran valor creativo y divulgativo, que generosamente ponen a disposición de otras bibliotecas escolares y de sus usuarios a través del DVD que se adjunta en esta publicación.


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