Workshop 4H | As Perturbações do Comportamento na Adolescência – 24 novembro em Lisboa

Novembro 14, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/453137655208912/

 

E se houvesse uma “vacina” para os problemas de comportamento?

Maio 19, 2015 às 8:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: ,

Notícia do Público de 12 de maio de 2015.

público

Graça Barbosa Ribeiro

O programa “Anos Incríveis” não é “uma vacina milagrosa”, mas produz efeitos positivos. A Universidade de Coimbra vai aplicá-lo em 60 jardins-de-infância com crianças em situação de desvantagem social e económica.

Se existisse uma “vacina” para reduzir o risco de perturbações de comportamento, ela seria aplicada prioritariamente no grupo onde aquele é mais alto. É o que vão fazer duas investigadoras da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, que obteve financiamento europeu para aplicar no distrito o programa “Anos Incríveis”. Neste momento, estão já a ser seleccionados os 60 jardins-de-infância e os centros de saúde das respectivas áreas em que existe maior número de crianças com famílias em situação de desvantagem social e económica, cujos pais também vão ser envolvidos no projecto.

Entre os três anos e os seis anos de idade cerca de 5% das crianças apresentam sintomas clínicos de perturbações de comportamento. Nas famílias com problemas sociais e económicos a percentagem dispara para os 20%, com uma agravante – a probabilidade de estas perturbações virem a traduzir-se em problemas sérios, anos depois, é alta. É com base nestes dados e na evidência científica de que é possível intervir – segundo revelam os resultados do programa “Anos Incríveis”, aplicado há 40 anos nos Estados Unidos da América e replicado noutros países – que a investigação em curso se iniciou em 2003, em Portugal.

Projectos desenvolvidos anteriormente pelas investigadoras Filomena Gaspar e Maria João Seabra Santos, primeiro com pais de crianças com problemas de comportamento vulgares e, depois, com os de meninos e meninas já com sintomas clínicos de perturbações do mesmo género, provaram que também em Portugal é possível obter melhorias promovendo aquilo a que se chama a “parentalidade positiva”. Isto pode traduzir-se, explica Filomena Gaspar, da FPCE, por aplicação, de forma consistente e persistente, de estratégias de educação que promovem os bons comportamentos e desincentivam as atitudes de oposição, de desafio e de agressividade das crianças.

Uma dessas estratégias – que fez títulos de jornais quando terminou um dos projectos desenvolvidos, em 2013 – é dedicar às crianças dez minutos de “atenção positiva”, por dia, todos os dias. Dez minutos em que os pais não estão a fazer perguntas ou a tentar ensinar (os números, as cores, os dias da semana ou os meses) mas a escutar os filhos e a brincar segundo as suas regras e ao seu ritmo. “É muito mais tempo do que os pais concedem, normalmente, às crianças, e impede que elas ajam da forma que é mais frequente: tentando conquistar essa atenção com birras e desafiando a autoridade dos pais”, nota Filomena Gaspar.

O elogio como estratégia

Aquela rotina constitui a base de sustentação de uma série de outras estratégias e visa evitar que a criança teime em tornar-se o centro das atenções dos pais (e também dos educadores de infância e dos colegas) pelos maus motivos. A partir daí, e numa segunda fase, definiu a investigação, há que reforçar os comportamentos positivos, através do elogio; e, ao mesmo tempo, estabelecer as regras de forma clara e pela positiva.

“Uma criança normalmente inquieta perceberá melhor o que se espera dela se os pais a elogiarem por estar algum tempo sossegada a desenhar, por exemplo; e também se em vez de ouvir constantemente ‘não corras’ e ‘não berres’ receber indicações, dadas de forma firme, mas serena, educada, de que deve andar devagar e falar baixinho e por quê”, exemplifica a investigadora.

No plano de formação de “Os anos incríveis” os adultos aprendem, ainda, que devem evitar os castigos. A estratégia correcta é dar às crianças a oportunidade de escolha, tempo para reflectir e, depois, aplicar consequências com firmeza, se elas optarem pelo comportamento negativo.

Um exemplo, aponta Filomena Gaspar: “Se não comeres a sopa vais para a cama imediatamente, sem brincar. Se a criança escolher a primeira opção, deve realmente ir para a cama logo. Aprenderá, aos poucos, que tem o poder de escolha e que é responsável pelas consequências”. No caso das birras, a regra é ignorar: “Se a criança chorar durante hora e meia chora. O importante é que não perceba que através delas pode captar a atenção e manipular o adulto”.

Evitar que pais sejam modelos desregulação

A questão, segundo as coordenadoras do programa em Portugal, é que, em famílias em circunstâncias de desvantagem social e económica, os próprios pais, devido a vários factores, entre os quais o stress, têm muita dificuldade em auto-regular o seu comportamento: “Não só são incapazes de aplicar as estratégias como se tornam um modelo de desregulação, criando círculos viciosos de desvantagem social que são muito difíceis de quebrar”.

Daí a opção, no caso do novo projecto, por intervir também junto dos educadores de infância e dos técnicos dos centros de saúde. “Por um lado, está provado que os resultados são melhores quando os educadores de infância são envolvidos, por outro, esta é uma forma de difusão das estratégias dos educadores de infância (em relação aos seus pares e aos pais) e dos técnicos de saúde (relativamente às famílias que acompanham e das quais, muitas, vezes são os principais conselheiros)”, justifica Filomena Gaspar.

A investigadora realça que o programa “não é uma vacina milagrosa”, “mas tem resultados francamente positivos” que, segundo estudos de seguimento, se mantêm ao longo de anos e têm reflexos directos no comportamento e indirectos em diversas áreas como, por exemplo, o sucesso escolar.

A dificuldade em envolver os pais  é um dos maiores obstáculos à promoção de programas como o que agora foi financiado em 295 mil euros pelo European Economic Area Grants, revelam as investigadoras da Universidade de Coimbra. “É preciso que tenham noção de que muitas vezes a origem dos problemas de comportamento dos filhos está neles próprios e não nas crianças” “e esse é um passo que”, segundo Filomena Gaspar, nem todos estão dispostos a dar.

Os pais que for possível motivar vão participar em sessões de duas horas, uma vez por semana, ao longo de 14 semanas. A partir de Outubro serão promovidas acções de formação para técnicos dos centros de saúde e terá início a primeira de duas séries de seis workshops, ao ritmo de um por mês, em que vão participar, no total, 60 educadores de infância. Os estabelecimentos de ensino a que estes pertencem serão seleccionados com o apoio da Associação Nacional de Intervenção Precoce e da Escola Superior de Educação de Coimbra.

 

 

 

 

Workshop Birras e problemas de comportamento

Fevereiro 28, 2015 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

10999897_10152680004966476_8848020956154118404_n

Workshop

Birras e problemas de comportamento

Os problemas de comportamento colocam em causa a capacidade de educar por parte dos pais, assumindo-se muitas vezes como os “culpados” da situação em si e muitas vezes geradora de tensões familiares e conjugais. Em algumas famílias, pai e mãe nem sempre estão de acordo quanto às práticas educativas dos seus filhos. Desta forma, a existência de conflitos entre os pais e a confusão exercida na criança é uma frequente. No que diz respeito à educação deste perfil de crianças, infelizmente, não existem respostas fáceis assim como não existem métodos ou estratégias “tipo” que funcionem em todo o tipo de casos na gestão de comportamentos. Neste sentido, com este workshop, pretendemos fornecer algumas sugestões úteis aos pais, que os possam ajudar a melhorar o comportamento dos seus filhos e a criar um bom ambiente familiar.

Destinatários

Pais, educadores de infância e outros profissionais e/ou estudantes de educação e/ou saúde

Formadores

Joana Horta e Magda Alves

Próximas datas

7 de Março 2015 | 09h30 – 16h30

Auditório do CADIn Cascais – Estrada da Malveira, Edifício CADIn

Inscrições

Pelo e-mail | congressos@cadin.net

Custo | 40€

Nº mínimo de participantes | 10

http://www.cadin.net/workshop-birras-e-problemas-de-comportamento/

 

UMinho promove estudo sobre crianças institucionalizadas

Dezembro 31, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Notícia do Diário do Minho de 21 de dezembro de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Quality of institutional care and early childhood development

clicar na imagem

DM

Brincar com os filhos em idade pré-escolar reduz distúrbios de comportamento

Abril 24, 2013 às 8:03 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia do i de 16 de Abril de 2013.

Por Agência Lusa

Um estudo da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra comprovou que brincar 10 minutos diários com os filhos em idade pré-escolar, de forma cooperativa, contribui para reduzir distúrbios de comportamento nas crianças.

O projeto, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e pelo programa FEDER-COMPETE, explica que estas brincadeiras, se feitas em exclusivo, contribuem para a redução da hiperatividade, défice de atenção, oposição (a criança opõe-se a qualquer ordem do adulto) e desafio e agressividade.

A ideia do estudo era testar, em Portugal, diz a Universidade de Coimbra, “o impacto e eficácia do programa americano ‘Anos Incríveis’ (http://www.incredibleyears.com), em figuras parentais de crianças dos três aos seis anos de idade, com problemas de comportamento diagnosticados e envolveu 125 mães e pais e outros cuidadores (avós), de Coimbra e do Porto, indicados por pediatras, psicólogos e jardins-de-infância”.

“Os primeiros resultados do estudo, que incluiu 14 semanas de trabalho intensivo com cada um dos grupos de pais, revelaram que o programa é eficaz em Portugal, tendo-se registado a redução de sintomatologias de hiperatividade, défice de atenção e oposição e desafio, agressividade e impulsividade, assim como um aumento das competências parentais”, diz também a Universidade de Coimbra.

O programa “Anos Incríveis”, desenvolvido há várias décadas nos Estados Unidos e aplicado em vários países do mundo – no Reino Unido, na grande maioria dos países nórdicos e até na China, na Palestina e na Nova Zelândia -não tem “fórmulas mágicas para uma família feliz, mas ajuda muito”.

“É um guia que oferece aos pais um conjunto alargado de competências para cuidar melhor das crianças com características que se podem tornar desadaptativas”, diz Maria Filomena Gaspar, uma das coordenadoras do estudo iniciado em 2010, na sequência de outros estudos desenvolvidos entre 2003 e 2009, que abrangeu a tradução e adaptação do programa americano à realidade portuguesa e aplicações voluntárias na comunidade, incluindo a grupos em vulnerabilidade social.

Os pais, apostando na técnica do jornalismo pirâmide invertida, ao invés de darem ordem e imporem castigos às crianças que se portam mal, optam por estratégias positivas: “Colocam óculos cor-de-rosa e assumem-se como ‘detetives do bom comportamento’, treinando competências como elogiar os filhos, brincar alguns minutos com eles, recompensar a criança, estabelecer regras e limites com calma e mesmo ignorar alguns dos comportamentos negativos porque uma birra não faz mal a ninguém”, explica ainda a especialista em Psicologia da Educação.

A Universidade de Coimbra diz também que seis a 15% das crianças apresentem sintomas clínicos de perturbações de comportamento, mas em contexto de risco social a percentagem aumenta, podendo atingir os 35%.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa

 

Interacção pai-filho influencia comportamento da criança

Setembro 18, 2012 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , ,

Notícia do Diário de Aveiro de 22 de Agosto de 2012.

Interacção pai-filho influencia comportamento da criança

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Do early father–infant interactions predict the onset of externalising behaviours in young children? Findings from a longitudinal cohort study

 

 

Consulta Pública – Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil

Julho 20, 2012 às 4:00 pm | Publicado em Divulgação, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , ,

A Direção-Geral da Saúde coloca em consulta pública, até ao próximo dia 3 de agosto de 2012, o documento “Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil”, na sequência do Programa-tipo de Atuação em Saúde Infantil e juvenil, criado em 1992 e cuja última revisão havia sido efetuada em 2005.

 Podem responder a esta consulta pessoas singulares ou coletivas, públicas ou privadas, com interesses ou competências nas referidas áreas.

A submissão dos contributos pode ser efetuada através do endereço contributos.pnsij@dgs.pt

Consultar o documento aqui

 

PÓS-GRADUAÇÃO EM “AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA E TÉCNICAS PSICOTERAPÊUTICAS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES”

Janeiro 18, 2012 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

Desenvolver competências de Avaliação Psicológica e Intervenção Psicoterapêutica com Crianças e Adolescentes, para uma correcta actuação profissional.

Local: Odivelas
Data: Início 25 Fevereiro 2012

Mais informações Aqui

4º SEMINÁRIO SOBRE SAÚDE MENTAL INFANTIL E JUVENIL

Junho 25, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação, Uncategorized | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

4º SEMINÁRIO SOBRE SAÚDE MENTAL INFANTIL E JUVENIL

De Setembro de 2011 a Junho de 2012

Por Pedro Strecht

Médico de Psiquiatria da Infância e Adolescência

Local:

Gabinete de Atendimento Médico e Psicológico

Rua António Enes, nº18-R/C esqº

1050-025 Lisboa

(ao Saldanha, junto ao Instituto Franco-Português e Hospital Particular)

Duração:

18 Sessões, de periodicidade quinzenal (terças-feiras) entre Setembro de 2011 e Junho de 2012, com 1h30 cada, entre as 21h30 e as 23horas; sessões para grupo entre 5 a 7 pessoas.

Público-Alvo:

Médicos, Licenciados ou Estudantes de Psicologia Clínica ou Educacional, Professores, Educadores, Assistentes Sociais, Técnicos de Psicomotricidade, Terapeutas da Fala, ou outros profissionais interessados que lidem com crianças e/ou adolescentes.

Temas a Abordar:

Os primeiros anos de vida

Entre os 6 e os 12 anos

Especificidades da Adolescência

Observação de Crianças e Adolescentes

Bases da Psicopatologia

Problemas de Comportamento

Dificuldades de Aprendizagem

Perturbações Psicóticas

Depressão Infantil e Juvenil

Abuso, Negligência e Maus-Tratos

Evoluções Marginais e Delinquentes

Tentativas de Suicídio e Suicídio

Consumos de Álcool e Drogas

Crianças e Adolescentes Perante a Morte

Separação de Pais e Impacto na Vida Psíquica dos Filhos

Trabalho Terapêutico com Crianças e Adolescentes Institucionalizados

Abordagens Terapêuticas

Preço:

100 euros por mês (emissão de recibo)

Certificação:

Certificado Final de Frequência se cumpridas 2/3 das sessões

Datas de Formação:

Setembro, 13 e 27

Outubro, 11 e 25

Novembro, 8 e 22

Dezembro, 6 e 20

Janeiro, 10 e 24

Fevereiro, 7 e 21

Março, 13 e 27

Abril, 10 e 24

Maio, 8 e 22

Junho12 e 26

 Inscrições: por sms para 964084823 ou por mail para plstrecht@gmail.com

Haverá crianças más?

Maio 2, 2011 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: ,

Artigo publico no portal Educare no dia 13 de Abril de 2011.

Por Adriana Campos

Crianças com perturbações de comportamento têm fraca empatia e pouca preocupação com os sentimentos, desejos e bem-estar dos outros.

“Com alguma frequência tenho ouvido comentários como: esta criança é mesmo má, tem prazer em fazer mal aos outros, tem prazer em irritar, desafia o tempo todo, sensibilizamos mas sem qualquer sucesso! Há mesmo crianças más? Que aconselhar a esses pais para que possam ter êxito na sensibilização? Gostaria que partilhassem este tema que leva ao desespero de muitos pais.”

Helena Inácio

Não há crianças más, há crianças perturbadas. Quando uma criança apresenta “um padrão de comportamento repetitivo e persistente, em que são violadas os direitos básicos dos outros ou importantes regras ou normas sociais próprias da idade”, estamos perante uma perturbação de comportamento, que aparece devidamente caracterizada na DSM-IV (Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais).

Quem trabalha em contexto escolar sabe bem o quanto estas crianças são difíceis de “agarrar”, uma vez que as palavras parecem ter pouca ressonância junto delas, pois, como diz o povo, as mensagens “entram a cem e saem a duzentos”. Crianças com perturbações de comportamento têm fraca empatia e pouca preocupação com os sentimentos, desejos e bem-estar dos outros. Podem ser insensíveis e não ter sentimentos de culpa e remorso. A leitura que fazem da intenção dos outros, sobretudo em situações ambíguas, é distorcida, interpretando-as como mais hostis e ameaçadoras do que na realidade são.

Por este motivo têm muitas reações de agressividade desproporcional aos comportamentos que lhe deram origem. As crianças com este tipo de perturbação tentam habitualmente culpar os outros dos seus próprios comportamentos, apresentam baixa autoestima, baixa tolerância à frustração, temperamento explosivo e comportamentos marcados por grande imprudência.

O porquê da existência deste tipo de comportamentos é a grande questão. Segundo estudos realizados, a perturbação de comportamento tem componentes genéticas e ambientais, aumentando o risco sempre que os pais biológicos ou adotivos apresentam perturbação antissocial da personalidade ou têm um irmão com perturbação de comportamento. Este tipo de perturbação é também mais frequente quando os pais biológicos apresentam dependência do álcool, perturbação de humor ou esquizofrenia, histórias de perturbação de hiperatividade com défice de atenção ou perturbação de comportamento.

Estudos recentes no âmbito da neurologia mostram que pessoas com personalidade antissocial apresentam alterações ao nível do sistema límbico, que é uma parte do cérebro responsável pela empatia e pela solidariedade.

O que concluir de tudo isto? As crianças que habitualmente caracterizamos como sendo “más”, com comportamentos que, efetivamente, podem caracterizar-se como tal, terão de ser alvo de tratamento psiquiátrico. Quanto mais precoce for a intervenção, melhor poderá ser o prognóstico. Felizmente, na maioria dos sujeitos, a perturbação remite na idade adulta. No entanto, existe uma substancial proporção de indivíduos que, quando adultos, continuam a revelar comportamentos que podem ser enquadrados na perturbação antissocial de personalidade. Quanto mais precoce for o início da perturbação de comportamento pior é o prognóstico.

Para concluir, poder-se-á afirmar que embora não exista cura para as perturbações de comportamento é fundamental que estas sejam identificadas e tratadas precocemente, de forma a minimizar os efeitos habitualmente devastadores que a elas estão associados. Pela minha experiência de muitos anos a trabalhar em contexto escolar, posso afirmar que as comissões de proteção de crianças e jovens poderão ser excelentes parceiros, na busca das melhores soluções para estas, crianças profundamente perturbadas!

Página seguinte »


Entries e comentários feeds.