Conduct disorders in children and young people: NICE guideline

Abril 24, 2013 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Guia para distinguir crianças traquinas das que precisam de ajuda profissional

Abril 23, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 16 de Abril de 2013.

Especialistas britânicos da saúde publicaram recentemente um guia de auxílio aos pais para distinguir crianças que são traquinas das que realmente precisam de atenção profissional.

Um guia foi levado a cabo pelo Nation Institute for Health and Clinical Excellence (NICE na sigla inglesa), o órgão britânico que orienta os médicos britânicos para ensinar os pais a identificar problemas psicológicos graves nas crianças que podem vir a determinar sérios problemas mentais em adultos.

À BBC um dos autores do guia, Peter Fonogy, explicou que um comportamento que se pode revelar bastante grave é despistado através da frequência e consistência com que os acontecimentos ocorrem, ou seja, todas as crianças podem ser traquinas mas uma criança com um transtorno de conduta tem um comportamento bem mais persistente.

Atos como roubar, bater, destruir propriedade, ser cruel com animais, faltar à escola, desrespeitar normas sociais, mas principalmente a frequência com que estes acontecimentos ocorrem, podem revelar uma criança mais do que problemática, mas potencialmente perigosa em adulta.

Tomando o exemplo da crueldade para com os animais, Peter Fonagy professor de psicanálise na Universidade College London, explica: “Digamos que a criança deu um pontapé num cão e este ficou magoado. Se a criança já tem idade suficiente para perceber o que aconteceu e continua a repetir o comportamento isso chama-me a atenção”, ainda assim explica que isso não é razão suficiente, por si só, para diagnosticar uma criança com transtorno de conduta.

O comportamento poderá revelar-se grave se, por exemplo, o progenitor verificar que os incidentes de crueldade para com animais acontecem em vários contextos, com muitos animais, e que a criança não tem consideração com as outras pessoas.

Posto isto, o NICE explica que este é um diagnóstico sério e por isso só é confirmado quando uma criança tem comportamentos que afetam seriamente os direitos humanos de outra pessoa ou os direitos de um animal com muita frequência.

Quando é feito o reconhecimento do problema, a forma de o ultrapassar difere consoante a idade da criança. Se for nova, muitas vezes, o acompanhamento é direcionado para os pais, para que estes saibam lidar com as situações.

Para o psicanalista, um passo importante é o convívio entre pais e filhos. Os progenitores não devem ignorem os filhos quando estes fazem uma boa ação, ou seja, não basta apenas dizer não, é preciso reforçar um bom comportamento.

Em Inglaterra foi revelado que uma em cada 20 crianças sofre do que os especialistas qualificam de transtornos de conduta, comportamento persistente e extremo.

Peter Fonagy revelou ainda que em casos mais difíceis, ou quando a criança é mais velha, é necessário um acompanhamento da criança sozinha para se identificar a origem do problema. Ainda assim o processo envolve normalmente a crianças e os progenitores e por vezes até um profissional que vai morar em casa da família.

Para o NICE, o mais importante é mesmo identificar a origem do problema o mais cedo possível para que os pais e crianças possam ser encaminhados e recebam o apoio a tempo.

Adolescentes difíceis têm cérebros diferentes

Abril 19, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da Pais & Filhos de 7 de Abril de 2011.

O Estudo  mencionado na notícia é o seguinte:

Brain Structure Abnormalities in Early-Onset and Adolescent-Onset Conduct Disorder

Um novo estudo publicado no American Journal of Psychiatry mostra que os adolescentes que sofrem de transtorno de conduta apresentam uma estrutura cerebral diferente, que pode estar associada aos seus problemas de comportamento. O transtorno de conduta é uma doença psiquiátrica caracterizada por aumento de comportamento agressivo e anti-social. Esta doença pode desenvolver-se na infância ou na adolescência e os afectados estão sob maior risco de desenvolverem problemas de saúde mental e física na idade adulta.

Para este estudo, os neurocientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, contaram com a participação de 65 rapazes adolescentes com transtorno de conduta e 27 rapazes adolescentes sem sintomas deste distúrbio de comportamento. Todos eles foram submetidos a uma ressonância magnética para medir o tamanho de determinadas regiões específicas do cérebro.

O estudo revelou que a amígdala e a ínsula — regiões do cérebro que contribuem para a percepção da emoção, empatia e reconhecimento de quando outras pessoas estão em perigo — eram muito menores nos adolescentes que apresentavam comportamento anti-social, em comparação com os adolescentes que não apresentavam este desvio de comportamento. Estas alterações estavam presentes nos transtornos de conduta com início na infância e na adolescência. Além disso, verificou-se também que quanto mais graves eram os problemas de comportamento, menor era o volume da ínsula.

Um menor volume das estruturas do cérebro envolvidas no comportamento emocional tem sido associado ao aparecimento do transtorno de conduta na infância. Alguns investigadores defendiam que a manifestação do transtorno de conduta com início na adolescência era causada apenas pela imitação do mau comportamento de outras pessoas. Contudo, os resultados agora divulgados não apoiam esta teoria e sugerem que existe uma base neurológica para estas doenças, quer elas tenham início na infância ou na adolescência.

O líder do estudo, Ian Goodyer, revelou em comunicado de imprensa que as «alterações no volume de substância cinzenta nestas áreas do cérebro poderiam explicar por que é que os adolescentes com transtorno de conduta têm dificuldades em reconhecer as emoções nos outros. São necessários mais estudos para investigar se estas mudanças na estrutura do cérebro são uma causa ou uma consequência da desordem». «Esperamos que nossos resultados possam contribuir para estratégias psicossociais que permitam a detecção de crianças com alto risco de desenvolverem comportamentos anti-sociais», acrescentou ainda o investigador.


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