1 em cada 5 crianças sofre de ansiedade e de depressão

Setembro 9, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Lucas Metz unsplash

Notícia e imagem do MAGG de 8 de maio de 2019.

por Miguel Lopes

É importante detetar o problema cedo, mas não é fácil em crianças com menos de 8 anos. Um estudo criou um algoritmo que promete ajudar.

A inteligência artificial já não pertence apenas aos filmes de ficção científica e agora está a ser testada com o propósito de detetar sintomas de ansiedade e depressão em humanos — mais especificamente, em crianças com menos de 8 anos.

De acordo com um estudo publicado no “Journal of Biomedical and Health Informatics”, citado pela “EurekAlert”, uma em cada cinco crianças sofre de ansiedade e de depressão. Como as crianças com menos de 8 anos não conseguem dar conta do seu sofrimento emocional, é preciso que os adultos consigam reconhecer o problema e agir depressa. E é aí que este tipo de tecnologia pretende focar.

“A maioria das crianças com menos de 8 anos não é diagnosticada [com este tipo de distúrbios]”, quem o diz é a psicóloga e uma das responsáveis pelo estudo, Ellen McGinnis. “São precisos testes rápidos e objetivos para ajudar as crianças quando elas estão a sofrer”, continua.

Foi então criado um algoritmo capaz de detetar este tipo de sintomas em crianças, onde foram avaliadas 71 miúdos entre os três e os oito anos.

Foi-lhes pedido que inventassem uma história de três minutos que iria ser avaliada por um júri. Depois de 90 segundos, soava uma campainha para apressar e tentar destabilizá-las.

O que os miúdos não sabiam era que o membro do júri era um dos psicólogos a trabalhar no estudo e que tinha como objetivo fazer comentários negativos sobre o que estava a ver.

“A tarefa foi projetada para ser stressante e para levar as crianças a acharem que alguém as estava a julgar”, afirmou Ellen McGinnis.

Além disso, as crianças foram ainda avaliadas através de uma entrevista clínica estruturada que depois foi complementada com um questionário realizado aos pais.

Ao que parece, o algoritmo funcionou de forma rápida e quase perfeita. “O algoritmo foi capaz de identificar crianças com distúrbios com 80% de precisão. Na maioria dos casos, isso foi facilmente comparado com a precisão da lista de verificação dos pais”, revelou o psicólogo e autor do estudo, Ryan McGinnis.

Segundo a mesma investigação, o algoritmo também identificou três características diferentes na gravação das histórias contadas pelas crianças — e que podem estar associadas a vários distúrbios psicológicos. São elas a baixa frequência da voz, a repetição de conteúdo e as respostas agudas ao ouvir a campainha.

Para a psicóloga Ellen McGinnis, o próximo passo vai ser “desenvolver o algoritmo e criar uma aplicação para os smartphones de forma a gravar e analisar os resultados mais rapidamente.” A ideia é alertar os pais o quanto antes para possíveis problemas dos filhos.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Giving Voice to Vulnerable Children: Machine Learning Analysis of Speech Detects Anxiety and Depression in Early Childhood

Quando a depressão e a ansiedade tramam vida aos adolescentes

Novembro 16, 2018 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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D.R.

 

Artigo de Clara Soares para a Visão, publicado em 29 de Outubro de 2018.

 

O artigo da VISÃO “Os Miúdos não estão bem” foi distinguido na categoria de Jornalistas, na 9ª edição do “AUA! – Angelini University Award”, este ano com o tema “viver com doença mental grave”. Recorde a versão digital do artigo e conheça os motivos da ansiedade e depressão nos adolescentes, os relatos na primeira pessoa, pareceres clínicos, um guia dirigido aos pais e pistas para enfrentar o mal-estar na primeira geração a crescer no mundo digital.

 

“Quando comecei a ter enjoos e vómitos, antes de ir para as aulas, percebi que tinha um problema. Ficava melhor quando comia menos, só que perdi peso e sentia-me mal e triste.” Beatriz tinha então 14 anos, frequentava um colégio privado e até tinha boas notas. O problema era a pressão dos testes e o ambiente competitivo entre colegas. “Foi um grande alívio entrar para o liceu público, mas durou pouco porque eu exigia muito de mim. E tudo piorou”, lembra agora. “Em situações novas ou que não podia controlar, tinha medo de falhar, de não estar à altura do que achava que esperavam de mim”, acrescenta.

Beatriz não está sozinha. O estudo National Health Behaviour in School HBSC/OMS, de 2014 (com uma amostra de 6 026 adolescentes do 6º ao 10º anos) mostra que nem tudo vai bem com os jovens portugueses. Gina Tomé, psicóloga e investigadora da Aventura Social (grupo de investigação sobre o comportamento juvenil), nota que, entre 2010 e 2014, “houve menos 3,4% de alunos a gostarem da escola e aumentarem os sinais de mal-estar, desesperança e dificuldade em lidar com conflitos”. Tais resultados traduziram-se no plano psicológico: “Os que responderam que se sentem nervosos diariamente passaram dos 6,2% para os 8,4%; os que se dizem irritados quase todos os dias eram 3,7% e agora são 5,9%; e os que estão tristes ao ponto de parecer que não vão aguentar situavam-se nos 3,8%, uma percentagem que subiu para os 5,5%.” O projeto ES’COOL – Promoção da Saúde Mental nas Escolas, que envolveu 200 professores, permitiu apurar algumas causas: “Pressão ligada aos resultados escolares, problemas no ambiente familiar e nas relações interpessoais.”

 

 

Aos 19 anos, Beatriz pode dizer, por experiência própria, que pedir ajuda faz toda a diferença e que o facto de ser compreendida a levou a reorientar-se e a seguir em frente. Aprendeu a controlar a respiração e, com o apoio de um psicólogo, a conhecer e a respeitar os seus limites, no mundo virtual e no real. Convidada a dar dois exemplos, avança estes: “À noite, e em certas alturas do dia, passei a desligar as notificações do telemóvel e já não vejo as pressões dos outros como minhas.” 
E se a ansiedade lhe bater à porta sem pré-aviso? “Dou conselhos a mim própria como se fosse uma pessoa de quem goste muito!” Palavra de adolescente.

Continue a ler AQUI.

 

Instagram é a rede social mais nociva para a saúde mental

Junho 5, 2017 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Texto do http://exameinformatica.sapo.pt/ de 24 de maio de 2017.

O estudo citado na notícia pode ser consultado na notícia da Royal Society for Public Health:

Instagram ranked worst for young people’s mental health

Ruben Nascimento Oliveira

É o que diz um estudo realizado no Reino Unido que questionou 1500 pessoas para comparar os efeitos na saúde mental das redes sociais: Instagram, Snapchat, Facebook,Twitter e Youtube.

A Royal Society for Public Health em conjunto com o movimento Young Health publicou um estudo focado nos efeitos que cinco redes sociais diferentes têm na saúde dos jovens.

O estudo foi feito no Reino Unido, onde cerca de 1500 pessoas entre os 14 e 24 anos de idade foram questionadas sobre a sua saúde, bem-estar, suporte emocional, imagem corporal e bullying, noticia a Cnet.

Após análise às respostas, os investigadores concluíram que o Instagram era o mais prejudicial para a saúde dos jovens seguidos por ordem decrescente relativamente ao seu efeito nocivo nos utilizadores, pelo Snapchat, Facebook, Twitter e Youtube.

Os efeitos negativos superiores do Instagram e Snapchat parecem ser derivados do grande foco em imagens que existe em ambas as redes sociais, explica Shirley Cramer Chefe executiva do Public Health Group.

 

Quando a criança estiver com medo

Setembro 13, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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2º Workshop de Hipnose Pediátrica para Controlo da Dor e Ansiedade

Maio 29, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Núcleo Contra a Dor do Departamento de Pediatria do Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca, EPE está a organizar o 2º Workshop de Hipnose Pediátrica para Controlo da Dor e Ansiedade em Pediatria, com a Dra Leora Kuttner, que se realizará dias 22 e 23 de Setembro 2016.
O 1º workshop realizado o ano passado foi um sucesso e todos os participantes sem excepção adoraram e reconheceram o comprovado potencial (resultados da pesquisa apresentada pela Dra. Leora Kuttner nos últimos 30 anos) que a aplicação destas técnicas tem na prática clínica diária.
O workshop destina-se a médicos, enfermeiros, psicólogos e outros profissionais de saúde que trabalhem na área da Pediatria. Tem inscrição limitada a 40 participantes.

Podem visualizar o programa do workshop, bem como realizar inscrições através do site:

http://workshophipnosepediatrica.weebly.com/

 

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Saúde mental infantil afetada por separações

Janeiro 8, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Upset girl listening to parents quarreling in the kitchen

As crianças que crescem em famílias marcadas por divórcios ou separações dos pais têm três vezes mais riscos de apresentarem problemas de saúde mental, garante um estudo realizado pela University College de Londres. Os números obtidos por aquela instituição académica do Reino Unido indicam que cerca de 6,6 por cento dos menores que vivem com ambos os progenitores têm questões de saúde mental, contra 15 por cento dos que vivem apenas com um e 18,1 dos que residem em famílias de acolhimento ou que estão institucionalizadas.

Apesar da análise realizada não indicar razões concretas para as diferenças, os especialistas sugerem que o colapso do núcleo familiar pode levar a um maior risco de pobreza infantil ou crescimento num ambiente de grande ansiedade, o que abre caminho a problemas mentais, com destaque para os relacionados com o comportamento.

“Este estudo adiciona uma grande fatia de evidência ao conceito de que a estabilidade familiar é importante e que a destruição deste núcleo pode ter um efeito negativo na saúde mental das crianças”, considera, em declarações ao jornal “The Telegraph”, Norman Cells, responsável da fundação “Family Education Trust”, adiantando: “o facto de um número crescente de crianças serem privadas das vantagens de crescerem com ambos os pais de uma forma unida e estável é algo que não nos podemos dar ao luxo de menosprezar”.

O estudo – baseado em mais de dez mil crianças de 11 anos em todo o Reino Unido – concluiu que as que vive em famílias de acolhimento são 19,5 por cento mais atingidas por explosões de comportamento e agressividade do que as que vivem com ambos os progenitores biológicos.

Revista Pais & Filhos em 28 de Dezembro de 2015

Sabia que o peso com que nasce influencia a sua personalidade?

Agosto 16, 2015 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 29 de julho de 2015.

o estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Personality of adults who were born very preterm

DR

Adultos que nasceram com 1,5 quilogramas têm uma maior probabilidade de serem neuróticos e introvertidos, revela um estudo publicado no site BMJ e divulgado no Independent.

O estudo diz que os bebés que têm pouco peso ou os que nascem antes das 32 semanas de gestação correm o risco de ter “uma personalidade socialmente mais fechada”.

Os investigadores da Universidade de Warwick descobriram uma ligação entre o nascimento prematuro ou com muito pouco peso e interacções sociais mais tensas, ansiosas ou tímidas.

Essas pessoas também têm uma maior tendência para mostrarem “sinais de autismo”, dificuldades em conhecer pessoas novas ou tomar atitudes mais ousadas.

O estudo é feito com base na observação de 200 pessoas residente na Baviera, Alemanha, que têm agora 26 anos e que nasceram antes do tempo ou com pouco peso. Estas foram comparadas com outras 197 que nasceram no tempo previsto e com um peso normal.

Os adultos do primeiro grupo mostravam sinais que correspondem a uma personalidade neurótica, preocupavam-se facilmente, tinham dificuldades em socializar e não pensavam tanto nos outros, explica a investigação.

Os investigadores têm várias explicações para este fenómeno – problemas no desenvolvimento cerebral e, consequentemente, na infância.

Para ler o artigo publicado no Independent, clique aqui

 

Sexting e bullying alimentam depressão nos adolescentes

Maio 28, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 19 de maio de 2015.

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A depressão na adolescência não pára de aumentar e os psiquiatras apontam o dedo às mensagens de teor sexual e ao bullying.

De acordo com dados do Priory Group – a maior Organização, em Inglaterra, de hospitais e clínicas de saúde mental – o “sexting”, partilhar fotografias explícitas de si mesmo, e o “bullying”, repetidos atos de violência física e psicológica sobre o mesmo indivíduo, estão a alimentar uma onda de transtornos de ansiedade e depressão grave nas gerações mais novas.  O problema é ainda mais grave quando se trata de humilhar “meninas” que “são vítimas de constantes comentários cruéis sobre a sua aparência e peso”, cita o Daily Mail.

Em 2014 um total de 262 jovens, de ambos os sexos e com idades compreendidas entre os 12 e 17 anos de idade, foram admitidos num dos centros Priory, comparativamente com os 178 em 2010. Mas estes números são apenas uma estimativa, pois existem centenas de outros adolescentes em lista de espera.

Outro dado preocupante do gabinete de estatítistas britânico revela que um quinto dos adolescentes e jovens adultos sofreram, só  ano passado, algum grau de depressão e ansiedade – uma percentagem maior do que noutras gerações passadas.

A questão do anonimato 

Os psiquiatras culpam sobretudo o “sexting”, um ato que os jovens vêem “como uma forma de namorar”  e a “chance de serem notados pelo sexo oposto”. Mas as fotografias enviadas ou partilhadas podem provocar comentários extremamente desagradáveis. Além disso, nestes casos é habitual “partilhar as fotografias com outros sem que a pessoa que as enviou saiba”.

O bullying online, nas redes sociais, também é algo que preocupa os especialistas.

O anonimato encobre as maiores crueldades e, por exemplo, sabe-se que em 2012-2013 o site Ask.fm foi diretamente responsabilizado pela morte de quatro adolescentes na Inglaterra e Irlanda. O caso de Hannah Smith é um deles: aos 14 anos, a jovem enforcou-se depois ter sido durante meses provocada por utilizadores anónimos, com questões relacionadas com o peso.

Os psiquiatras não traçam um cenário otimista: O sexting “juntamente com o bullying online, vai fazer disparar o número de pessoas que sofre com questões de confiança, vergonha e auto-aversão” e, consequentemente aumentarão os casos de “auto-mutilação”, avança o doutor Natasha Bijlani, psiquiatra no Hospital Priory Roehampton, ao Daily Mail.

“É necessário educar os jovens sobre os riscos de enviar imagens comprometedoras, de comunicar com desconhecidos online e lidar com o bullying”, acrescentou. Até porque mais de metade dos adultos com graves problemas mentais, foram diagnosticados pela primeira vez quando crianças.

 

 

 

 

 

As 8 novas perturbações provocadas pelo uso da tecnologia

Agosto 22, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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texto do site http://pplware.sapo.pt de 4 de agosto de 2014.

Criado por Marisa Pinto

A Internet é um Mundo onde podemos encontrar de tudo. Por ser um meio de tão fácil utilização, é natural que aqui passemos inúmeras horas e que por aqui tenhamos começado a realizar diversas tarefas do nosso quotidiano, bem como utilizando dispositivos móveis, que antes realizávamos pela via tradicional.

Assim, esta tendência de utilização da tecnologia, pode provocar alterações no nosso comportamento e na nossa intuição, tendo agora surgido novas perturbações ligadas ao mundo digital.

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A 5º edição do DSM (Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais), veio incluir algumas perturbações relacionadas com as tecnologias, que os antecedentes não abrangeram. Esta, e outras inclusões, têm sido alvo de alguma polémica entre os profissionais de saúde mental como psicólogos.

Vamos conhecer as 8 novas perturbações provocadas pelo uso da tecnologia.

Síndrome do toque fantasma

O sintoma característico desta perturbação é termos a sensação de que o nosso telemóvel está a tocar e, assim, vamos buscá-lo de forma a saber quem está a ligar. É já um comportamento automatizado e condicionado (teoria de Pavlov) em que basta um pequeno estímulo, para reagirmos, e realizarmos um determinado comportamento.

Segundo o Dr. Larry Rosen, autor do livro iDisorder, 70% dos utilizadores intensivos de smartphones/tablets, afirmaram ter passado por esta experiência. Para Rosen, se antigamente quando sentíamos um ‘formigueiro’ no bolso, pensávamos que seria alguma comichão, actualmente, assumimos que seja o nosso telemóvel, uma vez que esse estímulo envia informação ao nosso cérebro, através dos neurotransmissores, que causam ansiedade ou prazer e nos fazem reagir, tendo determinado comportamento.

Esta perturbação poderá evoluir para outras aquando da existência em massa das tecnologias ‘vestíveis’.

Depressão devida ao Facebook

É claro que para se considerar uma depressão, deve haver já alguma predisposição na personalidade da pessoa para ter esta perturbação.

Agora o que podemos ver e induzir em muitos casos, são estados depressivos que, facilmente, são expostos no Facebook.

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Esta depressão é causada pela excessiva interação social online, o que pode provocar sentimentos de isolamento, inutilidade, comparação da nossa vida com a dos outros, falta de energia, falta de sono, etc.

Um estudo da Universidade de Michigan demonstra que o grau de depressão entre os jovens, está correlacionado com o tempo que gastam no Facebook.

Isto pode dever-se a que, por norma, as pessoas tendem a colocar coisas boas, férias, vida descansada, carros, casas, promoções no trabalho, festas, etc. Assim, facilmente nos comparamos com os outros e temos tendência a desvalorizarmos a nossa vida.

O conselho é não acreditar em tudo o que se lê nesta e noutras redes sociais. Vejam aqui os tipos de pessoas que encontramos no Facebook.

Dependência em Jogos Online

Já aqui escrevemos sobre a Dependência na Internet e nos Jogos Electrónicos, e existem um conjunto de sintomas que até podem ser familiares a muitos dos nossos leitores.

Sabemos que os jogos têm a característica de ser aditivos, e por isso passamos muito tempo a jogá-los.

Mas o problema é quando não conseguimos controlar e temos a necessidade de estar sempre a jogar e, consequentemente, negligenciarmos as tarefas básicas do ser humano como dormir, comer, tomar banho, etc.

Um estudo realizado em 2010, na Coreia do Norte, demonstra que cerca de 18% dos jovens entre os 9 – 39 anos sofrem de dependência de jogos online. Existe mesmo uma lei, Lei Cinderela que limita o acesso aos jogos entre a meia noite e as 6h da manhã para os utilizadores menores de 16 anos.

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No DSM-V ainda não foi incluído como perturbação única, no entanto existe uma secção na American Psychiatric Association, o que leva a entender que este comportamento será alvo de mais investigação para que possa vir a ser colocado junto de outras perturbações aditivas como de psicotrópicos, estupefacientes e gambling.

Segundo o Dr. Rosen, quando somos dependentes de alguma coisa, o cérebro está constantemente a indicar-nos que necessitamos de alguns neurotransmissores, como dopamina e seretonina, de forma a saciar o nosso desejo.

Nomophobia

Esta perturbação demonstra-se a partir de ansiedade que surge devido a não termos acesso ao dispositivo móvel ou Internet. Imaginem-se num local onde não possam levar o vosso telemóvel/tablet/pc, ou até que ficam sem bateria. Uma vez que estamos habituados a ter acesso a estes equipamentos, é difícil conseguirmos lidar com o facto de não os termos por um período significativo de tempo.

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Temos necessidade de ir ver o e-mail, se temos chamadas, o que se passa no Facebook, tirar as tão famosas selfies e até ver as horas. Nomophobia surge da apreviatura de Mobile Phobia que significa ficar medo de ficar sem telemóvel. E essa ausência causa-nos ansiedade, sendo mais significativa nos utilizadores mais intensivos.

O DSM-V incluiu esta perturbação, e existe forma de tratamento no Centro de Recuperação Morningside em Newport Beach, Califórnia.

Cybersickness – Náusea Digital

Esta perturbação caracteriza-se pela desorientação e vertigem sentida quando somos expostos a determinados ambientes gráficos.

Demasiada cor e estímulos visuais podem mesmo desencadear conflitos nos circuitos cerebrais e levar a convulsões.

Por exemplo, apesar do aspecto do iOS 7 da Apple ser bonito e limpo, a verdade é que originou várias reclamações de utilizadores que se sentiram desorientados e com náuseas depois de utilizarem a nova interface.

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Um dos motivos está relacionado com os efeitos que o aspecto faz, o que leva a que os utilizadores tenham a falaciosa percepção de que os icons estão a mover-se num mundo tridimensional.

O termo, designado cybersickness, surgiu em 1990 para descrever a sensação de desorientação sentida por utilizadores iniciantes dos sistemas de realidade virtual.

Dependência da Internet

Semelhante aos jogos electrónicos, a dependência da Internet caracteriza-se pela vontade constante de acedermos à Internet.

No nosso post de 2010, a Dr. Kimberly Young – responsável pelo Centro de dependência da Internet- , indicava como sendo sintomas da Dependência da Internet:

Preocupação excessiva com a Internet;

Necessidade de aumentar o tempo online para ter satisfação;

Exibir esforços repetidos para diminuir o tempo de uso da Internet;

Presença de irritabilidade e/ou depressão;

Quando o uso da Internet é restringido, apresenta labilidade emocional (Internet serve como forma de regulação emocional);

Permanecer mais online que o programado;

Trabalho e relações sociais em risco pelo uso excessivo;

Mentir aos outros a respeito da quantidade de horas online.

Assim, trata-se de um uso excessivo e irracional da Internet, negligenciando as consequências que possa ter no nosso quotidiano.

A Dra. Young, correlaciona ainda esta dependência a uma baixa auto-estima, baixa-auto-suficiência e más habilidades.

Cybercondria – Hipocondria Digital

Decerto que já vos aconteceu ter alguma dor ou sintoma qualquer e, quando pesquisam na Internet sobre isso, descobrem que têm alguma coisa má. Por norma surgem logo resultados para doenças como Cancro, Tumores, Sida, etc.

Assim, há a tendência para se acreditar nesse ‘diagnóstico’ e assumir que se tem mesmo aquela doença sem primeiro consultar um médico/especialista.

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Um estudo da Microsoft de 2008 revelou que os auto diagnósticos feitos a partir de pesquisas online, por norma, levam a que concluamos o pior.

Segundo o Dr. Rosen, a Internet pode acentuar os sentimentos existentes de hipocondria e, consequentemente, causar ansiedade. Existem muitas informações online, umas verdadeiras e outras nem por isso. Portanto, na dúvida, consulte o seu médico.

O Efeito Google

O Google é, sem dúvida, uma ajuda preciosa para pesquisar diversos assuntos, tirar dúvidas, encontrar imagens, procurar algo, etc. Mas, isso também traz algumas consequências. Uma vez que podemos ter acesso fácil e simples a esta funcionalidade, temos tendência a não reter tanta informação de forma a recuperá-la posteriormente, uma vez que sabemos que o Google nos dá a informação que necessitamos em poucos segundos, substituindo, por assim dizer, a nossa memória.

Este cenário promove a preguiça e, segundo o Dr. Rosen, o efeito Google até pode não ser uma coisa má, podendo ser visto como um novo paradigma social em que o ser-humano tem acesso a muita mais informação, tornando-nos mais informados.

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Por outro lado isso vai também promover que não tenhamos tantos conhecimentos de forma intrínseca, ou seja, sempre que não estejamos junto de um equipamento onde possamos aceder ao Google, temos que recorrer aos conhecimentos que temos na nossa memória a longo prazo e que são menores a nível quantitativo.

 

Medos e fobias

Julho 17, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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artigo da Pais & Filhos de 7 de maio de 2014.

pais & filhos

 

Os medos na infância são tão comuns quanto importantes para o desenvolvimento. Vão variando consoante a idade, mas todos requerem confiança e segurança. Porque a única fórmula para os resolver é conseguir enfrentá-los. 

O Rodrigo tem dois sprays anti-monstros no quarto, um em cima da mesa-de-cabeceira, não vá ser preciso atuar durante a noite, e outro no móvel dos brinquedos, para ter a certeza de que não é apanhado desprevenido enquanto brinca. Todas as noites, antes de ir para a cama, a mãe acompanha-o na ronda em busca de seres assustadores debaixo da cama, dentro do guarda-fatos, atrás do cortinado… Sempre com o spray mágico na mão. Só se deita depois de se certificar que não há nenhum monstro escondido. A mãe fica no quarto até ele adormecer e a luz de presença fica acesa a noite inteira. À falta de uma solução melhor, a mãe do Rodrigo, de cinco anos, resolveu munir o filho de uma ferramenta implacável contra os monstros imaginários que lhe causam tanto medo e que tornavam a hora de deitar num suplício. Inspirou-se nas ideias que encontrou na internet, agarrou num vaporizador vazio, enche-o de água, colou um rótulo apropriado a um produto anti-monstros e disse-lhe que agora já não precisava de ter medo: se aparecesse algum monstro, bastava usar o seu spray mágico! A ideia agradou-lhe e, embora ainda com algum receio, a ida para a cama assumiu contornos de brincadeira e tornou-se muito mais fácil. Ao mesmo tempo, a inspeção exaustiva ao quarto permite-lhe enfrentar o medo e verificar que, afinal, ali não há monstros.

A “técnica” do spray anti-monstros é usada por muitas famílias por esse mundo fora, como se pode constatar nos inúmeros mommy blogs que a sugerem. Para algumas crianças, como é o caso do Rodrigo, pode de facto ser uma grande ajuda e transmitir a tão desejada segurança para enfrentar as criaturas imaginárias, mas para outras esta estratégia pode não se revelar eficiente. Antes pelo contrário: a caça aos monstros significa que existe a possibilidade real de estar frente-a-frente com um deles e esta ideia é ainda mais assustadora. Por outro lado, a inspeção ao guarda-fatos ou debaixo da cama pode levar a criança a pensar que se os adultos estão à procura é porque os monstros existem mesmo. Ou seja, cada caso é um caso e o melhor é escolher a estratégia de ataque com bom senso, porque o que resulta para uma criança pode agravar ainda mais a ansiedade de outra.

“Os medos na infância são muito comuns, mas variam naturalmente de criança para criança, de acordo com as suas caraterísticas individuais e dos contextos. O mesmo estímulo pode ser ameaçador para uma criança e ser indiferente para outra. Além disso, um mesmo estímulo pode numa dada circunstância ser ameaçador para a criança e noutra situação ser-lhe totalmente indiferente”, sublinha Maria de Jesus Candeias, psicóloga clínica e psicoterapeuta infantil. Uma criança de três anos pode, por exemplo, ter medo de entrar sozinha numa sala cheia de crianças que não conhece, mas sentir-se completamente à vontade se estiver acompanhada pela mãe ou pelo pai.

O medo é um sentimento universal “que faz parte de todos nós e, em particular, faz parte do crescimento das crianças”. Transmite-nos a sensação de que corremos perigo e é geralmente acompanhado de sintomas físicos, “tais como aceleração cardíaca, vermelhidão e angústia”. Embora estes sintomas possam ser bastante incómodos, servem muitas vezes para “nos alertar do perigo e como tal para nos proteger”. Na verdade, sem a capacidade de sentirmos medo, dificilmente teríamos sobrevivido enquanto espécie. E esta função protetora e adaptativa é especialmente importante nas crianças. “É este medo que faz com que as crianças reajam a estranhos, não se aproximem de certos animais entendidos como perigosos, não se afastem dos pais em locais desconhecidos, evitem entrar em sítios escuros ou sintam a necessidade de recorrer a um adulto para o fazer. É este medo que faz com que as crianças se atirem para o colo da mãe ou do pai quando ouvem um barulho violento”, explica a psicopedagoga Daniela Sciaccaluga, sublinhando, porém, que “é importante que, uma vez cumprido o papel do medo de avisar o organismo do risco iminente e provocar uma reação ajustada, este diminua, caso contrário torna-se inútil e perigoso”. Numa situação “normal”, quando uma criança se apercebe, por exemplo, que afinal aquele barulho violento não se trata de algo ameaçador, o medo “deverá de imediato e naturalmente recuar”.

 

Das trovoadas às bruxas

A natureza dos medos varia consoante a idade da criança e há medos “típicos” em cada fase do crescimento. Assim, é natural que os bebés reajam com medo ao escuro, a ruídos fortes, a estranhos e ao afastamento da mãe ou do pai. Entre os três e os seis anos de idade são frequentes “os medos sobre as coisas que não são baseadas na realidade (como o escuro, monstros e fantasmas), animais, ruídos muito altos e estridentes”, esclarece Maria de Jesus Candeias, referindo que “ esses medos são transportados muitas vezes para a noite na forma de pesadelos”. Já o medo de perda dos pais é, geralmente, “transportado para a recusa escolar”. Nas crianças entre os sete e os 12 anos, os medos refletem circunstâncias reais que lhes podem acontecer: “É comum o medo da morte, de doenças, de catástrofes naturais”.

No apartamento em frente ao de Catarina, três anos, vive uma família simpática, com duas filhas pequenas, com quem a menina brincava, tardes a fio… até que ao agregado familiar vizinho se juntou um cão. Minúsculo, enérgico e meigo, que procurava apenas festas e colo. Mas, para Catarina, aquele é um ser demasiado assustador, que a deixa em pânico e sem saber onde se esconder. Deixou de visitar as amigas e tem pavor de se cruzar com o cão à porta de casa. “Sempre que saímos de casa, a Catarina esconde-se atrás do sofá e obriga-me a verificar se o Óscar não está no hall. Só quando tem a certeza de que ele não está é que sai disparada, entra no elevador e implora-me que me despache a fechar a porta de casa e do elevador. Se demoro mais do que um minuto, desata aos gritos e a tremer, com medo que ele apareça. É inexplicável”, conta a mãe, sublinhando que Catarina nunca foi mordida por nenhum cão, nem passou por qualquer episódio traumático com animais. A mãe já lhe explicou que o Óscar é um bom cão, é inofensivo e só quer ser amigo dela, mas Catarina encolhe-se só de ouvir falar nele. Se, por azar, se cruzam à entrada do prédio, Catarina trepa pela mãe acima, esconde a cara no seu pescoço e grita como se estivesse a ser atacada por um monstro. “É irracional e já não sei o que fazer para que ela perca este pânico. Evito a todo o custo que se cruzem, mas às vezes acontece… e é terrível”.

Quando uma criança apresenta um medo assim, seja de um cão, de estranhos ou de um corredor longo e escuro, é natural que os pais a tentem proteger dessa situação. No entanto, este instinto protetor pode ser prejudicial. De acordo com um estudo recente, publicado na “Behavior Therapy”, as crianças que evitam situações assustadoras têm mais tendência para sofrerem de distúrbios de ansiedade na idade adulta.

Os investigadores explicam que evitar situações que provocam medo é contraproducente, a longo prazo, porque impede as crianças de descobrirem que a situação que temem, afinal, não é assim tão assustadora. Ou seja, impede-as de aprenderem que são capazes de lidar com situações desafiantes e de controlar a ansiedade.

Os pais têm aqui um papel determinante: “podem e devem ajudar as crianças a enfrentar os seus medos, aumentando-lhes a confiança” e evitando que “evoluam para reações fóbicas”, esclarece Maria de Jesus Candeias. Em primeiro lugar, é essencial que reconheçam que o medo é real. Depois devem incentivar a criança a falar sobre o assunto, ajudando-a assim a “libertar-se da angústia” para que o medo se torne menos intenso. Expressões como “Não sejas ridículo! Não existem monstros no armário” são proibidas. “Nunca se deve menosprezar o medo da criança, nem forçá-la a superá-lo sozinha”, sublinha a psicoterapeuta infantil. “É importante que os pais olhem para os medos dos filhos como naturais e próprios do seu desenvolvimento e que aprendam, eles próprios, a relacionar-se com estes medos de forma descontraída”, acrescenta a psicopedagoga Daniela Sciaccaluga.

A criatividade e a brincadeira podem ser fortes aliadas na luta contra os medos. “No que toca ao medo do escuro, de fantasmas, monstros, bruxas diabólicas, por exemplo, sugiro aos pais que, em conjunto com os filhos, tornem esse medo concreto, lhe deem um nome, uma cara, um tamanho, um peso, enfim, que lhe deem uma identidade e o coloquem no contexto real, fora da imaginação da criança, pois aí já poderão vê-lo, falar com ele, tocá-lo, construir histórias e chegar a finais felizes”, sugere a Daniela Sciaccaluga, referindo que “essas histórias podem ser de variadíssimas índoles: um jogo de futebol contra o medo, uma aventura em que o João fica amigo do monstro ao salvar o seu gatinho, a história do fantasma que afinal tinha era medo do João… Enfim, as possibilidades são infinitas, mas a ideia base é retirar o poder da bruxa, do monstro, do fantasma, do escuro ao humanizá-los e torná-los próximos da família, logo, num lugar concreto e controlável, sempre num contexto humorizado, divertido e descontraído”.

Na maioria dos casos, o medo é passageiro, próprio da idade e tende a desaparecer de forma natural. Contudo, quando se torna exagerado, desproporcionado, excessivamente intenso e persistente, acaba por resultar em sofrimento para a criança. Nestes casos, estamos já perante um quadro fóbico. “Uma fobia é um medo persistente e irracional que leva a criança a evitar a todo o custo, ou a suportar com um sofrimento enorme, situações, objetos ou atividades que são assustadoras para si. A fobia carateriza-se por um aumento da ansiedade a limites que impedem a criança de funcionar normalmente”, explica Maria de Jesus Candeias. De acordo com a psicóloga e psicoterapeuta, “as fobias nas crianças têm como pano de fundo a angústia de desamparo, o medo de abandono e as relações pais filhos pouco securizantes”. As crianças inseguras e com pouca autoestima “tendem a desenvolver mais frequentemente fobias”.

Estes medos irracionais e desproporcionados podem ser acompanhados de sintomas físicos (dificuldade em respirar, palpitações, suores, vómitos, diarreia, dores de estômago), sintomas cognitivos (preocupações excessivas, dificuldade de concentração), alterações de humor (irritabilidade) e variações no sono (pesadelos). Implicam por isso uma abordagem e acompanhamento profissional especializado. “Se for um episódio isolado, os pais não devem torná-lo mais significativo do que é, mas se surge um padrão que é persistente e muito intenso, devem tomar uma atitude, porque se não procuram ajuda, a fobia continuará a afetar a criança com consequências graves no seu processo de desenvolvimento e de socialização”, lembra Maria de Jesus Candeias. Cabe aos pais estarem atentos aos sinais e ajudarem a criança a desenvolver confiança para enfrentar os seus medos com naturalidade, antes que evoluam para reações fóbicas.

Contra seres imaginários

Se o seu filho está na idade do medo de monstros, fantasmas, bruxas e outros seres imaginários assustadores, saiba que há estratégias que o podem ajudar a superá-lo. A psicóloga Maria de Jesus Candeias sugere algumas dicas.

 Durante o dia:

– Ajude o seu filho a certificar-se de que não existem fantasmas nem monstros debaixo da cama nem dentro do armário;

– Ajude-o a entender os sentimentos descontrolados que ocorreram durante o pesadelo;

– Explique e dê-lhe informações simples, claras e credíveis para que ele possa entender os acontecimentos da vida familiar que possam estar a perturbá-lo;

– Evite filmes, programas de televisão e jogos de computador que possam ser violentos e provocar medo, insegurança ou incompreensão.

Na hora de dormir:

– Sente-se junto dele e explique-lhe o que o preocupa;

– Aceite os seus receios e a necessidade de se agarrar aos pais;

– Deixe uma luz de presença no quarto;

– Encoraje-o a usar objetos de conforto (ursinho ou cobertor preferido);

– Conte histórias que ajudam a compreender os medos e sentimentos vivenciados de forma indireta;

– Se ele recorre à cama dos pais, depois de um pesadelo, deve acalmá-lo e levá-lo de volta a cama dele, onde lhe deve dar alguns minutos de aconchego e conforto.

 

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