Como os irmãos influenciam e moldam aquilo que somos

Janeiro 26, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto da http://visao.sapo.pt/ de 17 de janeiro de 2017.

jose-caria

O poder de influência dos nossos irmãos sobre nós próprios é enorme: podem interferir na nossa personalidade, na nossa saúde, no nosso peso e podem, até, ser um pilar para um casamento futuro

Os irmãos são autênticos companheiros de brincadeiras e aventuras, mas com certeza não será preciso muito esforço mental para se lembrar de alguns momentos onde percebeu que não havia alguém com maior capacidade no mundo para o tirar do sério.

Com ou sem exageros, a verdade é que os irmãos partilham connosco um vínculo que vai muito além da ligação de sangue. É com eles que passamos uma grande e importante parte da nossa vida – a infância. Portanto, é natural que tenham um impacto considerável na nossa formação enquanto pessoas. Aqui ficam seis formas através das quais os irmãos influenciam e moldam aquilo que nos tornamos.

1. Podem influenciar o seu peso

Principalmente se for o filho ou um dos filhos mais novos. Um estudo de 2014 publicado no American Journal of Preventive Medicine revelou que, quanto ao risco de obesidade, os irmãos podem ter uma influência maior do que os próprios pais.

Esta descoberta surpreendeu muito os investigadores. “Eu fui para este estudo à espera que, dado o grande papel dos pais nas vidas dos filhos, a obesidade parental tivesse uma associação mais forte do que a obesidade dos irmãos; mas estava errado”, disse Mark Pachucki, um dos autores do estudo, à Harvard Gazette.

Através do estudo de cerca de 2000 pessoas, os investigadores conseguiram perceber que, no caso de famílias com apenas um filho, o facto de um dos pais ser obeso duplicava o risco do filho se tornar obeso. Em famílias de dois filhos, ter um irmão obeso aumentava foi associado a um risco mais de cinco vezes maior de vir a ser obeso, do que foi se o irmão não for obeso. E, se estivermos a falar de irmãos do mesmo sexo, o risco ainda é maior.

2. Moldam o seu caráter

Não sendo consensual, para muitos investigadores a ordem de nascimentos – isto é, se somos o primeiro, o último ou o, ou um dos filhos do meio – tem influência na personalidade: os mais velhos tendem a ser mais inteligentes, os dos meio a ser mais preocupados e os mais novos a correr mais riscos.

No entanto, a personalidade dos nossos irmãos pode ajudar a moldar a nossa própria personalidade, mas talvez não da forma que imagina. Alguns académicos acreditam que a influência se dá através da desidentificação. Através deste processo, “os irmãos desenvolvem atributos distintos e envolvem-se em atividades e comportamentos diferentes, no sentido de estabelecerem identidade únicas dentro da família”, explicam os autores de um estudo de 2007. Desta forma, segundo a teoria, se temos um irmão muito extrovertido e brincalhão, tendemos a ser mais introvertidos e envergonhados.

3. São os primeiros professores que temos

Aqui quem sai a ganhar, normalmente, são os irmãos mais novos. Um estudo de 2014, publicado no Pediatrics Journal, analisou o vocabulário de 385 crianças e dos seus irmãos mais velhos, com proximidade etária.

Os resultados revelaram que, em famílias numerosas, onde a atenção individual por parte dos pais tende a ser menor, os irmãos mais novos beneficiavam, em termos de vocabulário, por terem um irmão mais velho sensível ao ponto de os querer ensinar.

4. Podem ser importantes para o seu casamento

Parece algo estranho ou, pelo menos, curioso. Mas um estudo de 2013, da Universidade de Ohio, descobriu que, por cada irmão que temos, a probabilidade de divórcio diminuía dois por cento.

Os investigadores recolheram informações de cerca de 57 mil americanos, durante um período de 40 anos – entre 1972 e 2012. Esta proteção contra o divórcio foi sentida tanto no início do estudo, como no final.

O estudo não apresentou explicações para este poder protetor, mas um dos autores do estudo, Doug Downey, acredita que os resultados se podem relacionar com a aprendizagem própria da relação entre irmão. “Ao crescer numa família com irmãos, desenvolvem-se um conjunto de capacidades de negociação de interação positivas. Tem de se considerar os pontos de vista do outro, e aprender a falar sobre os problemas. Quantos mais irmãos tem, maior é a probabilidade de ter posto em prática estas capacidades”, referiu o investigador.

5. Aumentam a probabilidade de ter depressão

Nem tudo é bom. Se tem irmãos, sabe que as discussões são algo natural. O problema não são as discussões em si, mas sim o assunto que promove a discussão.

Uma investigação conduzida em 2012, por investigadores da Universidade do Missouri, revelou que, dentro da amostra, os irmãos que discutiam normalmente sobre questões de igualdade e justiça, tinham maior probabilidade de vir a ter sintomas de depressão um ano depois. Se o assunto de discussão tivesse a ver com espaço, os problemas futuros estariam relacionados com ansiedade e baixa autoestima.

6. Tornam-no mais feliz

No entanto, se falarmos de relações próximas, calorosas e com poucas discussões, ter um irmão pode fazer com que se sinta menos só, menos depressivo e com um autoestima mais elevada.

É a esta conclusão que chega o estudo publicado em 2005, pelo Journal of Social and Personal Relationships, através do análise de dados recolhidos de 247 participantes. De acordo com o estudo, o apoio entre irmãos tem um poder significativo, podendo compensar alguma falta de apoio dos pais ou de amigos. Avidan Milevsky, autor do estudo, diz mesmo que esta relação, por todas as suas particularidades, deve ser tida em elevada consideração pelos psicólogos ou terapeutas, principalmente em questões de terapia familiar.

 

Sabia que o peso com que nasce influencia a sua personalidade?

Agosto 16, 2015 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 29 de julho de 2015.

o estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Personality of adults who were born very preterm

DR

Adultos que nasceram com 1,5 quilogramas têm uma maior probabilidade de serem neuróticos e introvertidos, revela um estudo publicado no site BMJ e divulgado no Independent.

O estudo diz que os bebés que têm pouco peso ou os que nascem antes das 32 semanas de gestação correm o risco de ter “uma personalidade socialmente mais fechada”.

Os investigadores da Universidade de Warwick descobriram uma ligação entre o nascimento prematuro ou com muito pouco peso e interacções sociais mais tensas, ansiosas ou tímidas.

Essas pessoas também têm uma maior tendência para mostrarem “sinais de autismo”, dificuldades em conhecer pessoas novas ou tomar atitudes mais ousadas.

O estudo é feito com base na observação de 200 pessoas residente na Baviera, Alemanha, que têm agora 26 anos e que nasceram antes do tempo ou com pouco peso. Estas foram comparadas com outras 197 que nasceram no tempo previsto e com um peso normal.

Os adultos do primeiro grupo mostravam sinais que correspondem a uma personalidade neurótica, preocupavam-se facilmente, tinham dificuldades em socializar e não pensavam tanto nos outros, explica a investigação.

Os investigadores têm várias explicações para este fenómeno – problemas no desenvolvimento cerebral e, consequentemente, na infância.

Para ler o artigo publicado no Independent, clique aqui

 

10 maiores consequências dos contos infantis na formação da personalidade das crianças

Agosto 5, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://www.contioutra.com de 27 de janeiro de 2015.

Elena Shumilova

Na última semana nós publicamos o texto Uma reflexão psicológica da animação Frozen, da psicóloga Viviane Lajter Segal. A aceitação dos leitores foi incrível pois, mesmo que no fundo, todo mundo saibe da importância e das lições que as historias infantis têm na vida das crianças. É lá que, junto com seus personagens prediletos, elas enfrentam medos, superam obstáculos, sofrem perdas e lutam por seus objetivos.

Na lista abaixo, elaborada pela Juliana, mãe do Olavinho e administradora do Blog Just real Moms, você encontrará 10 consequências dos contos infantis na formação da personalidade das crianças.

Vale conferir.

1- Ajudam a criança a lidar com as dificuldades e seus sentimentos!

Os contos ajudam a criança a lidar com as dificuldades do seu dia a dia e a elaborar melhor os sentimentos negativos tão comuns na primeira infância, como medo, frustração, abandono, rejeição, rivalidade entre irmãos, inveja, relação com os pais, inferioridade, vingança etc. Por isso, elas pedem para ler diversas vezes a mesma história.

2- Aprendem a diferença entre o bom e o mau!

Os contos mostram que existem os bons e os maus, deixando transparecer valores sempre atuais. A bruxa, o lobo, o pirata e outros personagens maus, representam sentimentos ruins, são arquétipos desses sentimentos, portanto querer que estes personagens morram não é uma atitude violenta, mas sim a necessidade de acabar com estes sentimentos ruins. É preciso lembrar que nas histórias a morte não é violência, é o símbolo da transformação que vai ajudar a criança a elaborar os sentimentos ou sensações que a incomodam.

Não devemos nos preocupar quando a criança festeja a morte desses personagens, eles representam seus medos e esta é a forma que ela tem de vencê-los ou elaborar estes sentimentos que a angustiam.

3- Aprendem a lidar com as frustrações!

Reconhecer a dor e aceitá-la é um meio de superá-la e assim ser feliz. As crianças aceitam com mais naturalidade as desilusões que encontrarão no dia a dia, pois sabe que, à semelhança do que acontece nos contos de fadas, os esforços desprendidos hão de ter uma grandiosa recompensa.

4- Por meio das histórias podemos trabalhar sentimentos e sensações muito presentes nas crianças!

Ingenuidade: Branca de Neve e Pinóquio (acreditam no personagem do mal)

Feiura: Patinho Feio (um irmão mais bonito do que o outro)

Medo: Chapeuzinho Vermelho, Aladim (medo de estranhos)

Inexperiência: Os Três Porquinhos (o irmão mais velho sabe tudo)

Insegurança: Alice no Pais das Maravilhas, Mogli, Peter Pan (sentir-se inseguro diante de situações novas)

Rejeição: Cinderela

Culpa: Rei Leão, Pinóquio

Dor: A Pequena Sereia

Abandono: João e Maria (sentimento de abandono pela ausência dos pais)

5- Podemos trabalhar o conceito de “finitude”!

Tudo na vida tem um começo, meio e fim. As crianças precisam saber que as pessoas não são como os personagens dos desenhos ou jogos eletrônicos, que nunca morrem. Diante de tanta tecnologia, nunca os contos foram tão importantes e necessários na vida da criança como hoje.

6- Aprendem o “limite”!

Por meio dos contos de fadas a criança consegue discernir o certo do errado, o que pode e o que não pode fazer, enfim, reconhece o sim e o não.

7- Aprendem a ética e valores importantes da vida humana! 

Os contos de fada sobreviveram ao tempo justamente porque contêm ensinamentos que falam à alma da criança, falam de valores imutáveis, caso contrário já teriam desaparecido, apagados pelo tempo e caídos no esquecimento.

Passar valores à criança é algo complexo. As histórias são, por isso, um meio facilitador de resolver algumas das questões que esta tarefa nos coloca. Se, por um lado, divertem as crianças, estimulam a sua curiosidade e promovem competências cognitivas e de oralidade, por outro lado são também a forma de concretizarmos alguns dos valores que consideramos aceitáveis e oportunos transmitir à criança.

Por isso, os pais devem usar e abusar dos contos. Só assim poderão sonhar com um final feliz para nossa sociedade tão carente dos verdadeiros valores.

8- Tornam-se otimistas e com vontade de vencer obstáculos!

Os contos de fadas exercem uma influência muito benéfica na formação da personalidade porque, pela assimilação dos conteúdos da estória, as crianças aprendem que é possível vencer obstáculos e saírem vitoriosas (o herói sempre vence no final). Isso ocorre porque, durante o desenrolar da trama, a criança se identifica com as personagens e “vive” o drama que ali é apresentado de uma forma geralmente simples, porém impactante.

Essas estórias de contos de fadas normalmente começam com “Era uma vez…” e terminam com “viveram felizes para sempre”. Essa ideia cria a esperança de que as coisas na vida podem dar certo e elas podem ter sucesso em suas dificuldades.

9- Cada criança interpreta a estória da sua forma, entenda qual o significado do conto para seu filho! 

Os contos de fadas possuem significados e significantes diferentes em determinadas faixas etárias, como por exemplo, ter um significado para uma criança de cinco anos e outro para uma de treze na mesma estória, já que as situações, os sentimentos, os desejos e anseios são outros.

10- Serão adultos mais felizes!

Os contos de fadas são para serem escutados, apreciados e internalizados, cumprindo desta forma com seu papel que é a construção da personalidade infantil, criando bases sólidas que favoreçam o desenvolvimento intelectual, moral e psíquico. Dessa forma, ao se tornarem adultos, saberão resolver dificuldades, terão uma estrutura mais forte para aguentar seus problemas e saberão que mesmo depois de tantas amarguras terão uma recompensa que será a resolução do que os afligia. Pode não ser a resolução esperada, mas uma coisa é certa: sempre haverá a possibilidade para uma nova descoberta e um recomeço, pois a beleza da vida é justamente lutar por seus ideais e conquistá-los. E isso, só os contos de fadas são capazes de proporcionar ainda na tenra idade!

 

 

Estudo. Os irmãos mais novos são mais divertidos

Fevereiro 1, 2015 às 5:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do i de 29 de janeiro de 2015.

O estudo da YouGove pode ser consultado na notícia:

It’s true: birth order shapes personality

D.R.

O seu irmão mais novo é mais divertido que você? Um novo estudo da YouGove explica porquê. Os irmãos mais velhos são menos divertidos já que sentem uma maior responsabilidade, deixando o lado mais engraçado para os irmãos que vieram a seguir.

Os irmãos mais novos são sempre mais alegres e divertidos que os mais velhos pois não acarretam tanta responsabilidade.

“A atenção dos pais muda para os filhos que chegaram por último e os mais velhos acabam por ter de se ‘desenvencilhar’. Os mais novos têm uma maior probabilidade de se sentirem mais favorecidos pelos pais”, revela este novo estudo, citado pelo jornal britânico Metro.

“A maior diferença está no peso da responsabilidade. A maioria dos primogénitos (54%) dizem ser mais responsáveis do que os irmãos mais novos”, conta-nos a empresa de investigação britânica de mercados, justificando a razão por que os filhos com mais idade não são tão divertidos. Quando nasce um novo irmão tornam-se mais organizados.

As conclusões foram retiradas de testemunhos de crianças que nasceram em último lugar. Os filhos mais novos acham-se mais relaxados e mais divertidos. A pesquisa conclui também que os últimos filhos são também sempre mais favorecidos pelos progenitores.

 

 

Só com tratamento se protege as crianças dos abusadores sexuais

Setembro 17, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 14 de setembro de 2013.

Rui Manuel Ferreira

Uma investigadora que traçou o perfil de 62 abusadores sexuais de crianças presos concluiu que a única forma de evitar a reincidência é submetê-los a programas de tratamento, lamentando que estes praticamente não existam em Portugal.

“Fazer com que o sujeito cumpra a pena não significa que o caso está resolvido”, afirmou à agência Lusa Filipa Carrola, autora do livro “Sexo, Crianças e Abusadores”, que resultou de uma investigação clínico-forense, no âmbito do mestrado em psicologia clínica e da saúde.

A autora avaliou 62 abusadores sexuais de crianças, a cumprir pena por este crime nos estabelecimentos prisionais da Guarda, Covilhã, Castelo Branco e Carregueira (Sintra).

Ao longo de três meses, a investigadora privou com estes condenados, não tendo nenhum deles assumido a culpa pelo crime.

“As frases mais repetidas [pelos abusadores] foram «eu não sei porque aqui estou», «tentaram-me tramar», «eu não sou culpado»”, disse.

Filipa Carrola ouviu algumas justificações para os crimes. Um deles apresentava-se como “uma espécie de messias que gostava apenas de dar amor às crianças”, enquanto outro dizia que preferia que fosse consigo que o menor iniciasse a vida sexual.

Uns garantiam que é “uma forma de dar afeto” às crianças e outros justificavam-no porque “foi ela [a criança] que se pôs a jeito”.

“Nenhum sentia remorso, o que reforça o que é já conhecido sobre o assunto”. Ou seja, “são sujeitos que possuem distorções cognitivas, concebem este crime sem remorsos, culpabilidade e sentimento, porque essa forma de pensar sobre a criança não é tida como má”, explicou a autora.

Ao traçar o perfil de personalidade destes abusadores sexuais, a autora identificou esquizofrenia e um desvio psicopático, o qual é indicativo de rebeldia, de um historial de conflitos familiares, uma inadaptação afetiva ou sexual, impulsividade, ausência de respostas emocionais e afetivas profundas, de reações ou formas de agir e de pensar, de caráter antissocial, bem como de historial de alcoolismo.

Ao nível da saúde mental dos abusadores investigados, esta pautou-se pela existência de patologia ao nível de indicadores sintomatológicos designados por somatização, obsessões-compulsões, sensibilidade interpessoal, depressão, ansiedade, hostilidade, ansiedade fóbica, ideação paranoide e psicoticíssimo.

“Uma das mais valiosas potencialidades destes estudos consiste no facto deles possibilitarem o desenvolvimento de programas de tratamento para este tipo de sujeitos e, deste modo, contribuírem para a diminuição da sua reincidência e, logo, para a prevenção deste crime”, defendeu a investigadora, considerando que a pena de prisão não resolve, por si, o problema.

“O tempo de prisão, se não for acompanhado de tratamento, ainda pode contribuir para que o sujeito tenha tempo mais que suficiente para premeditar o crime que vai cometer cá fora”, disse.

Em alguns casos, adiantou, “as fantasias que já tinham e continuam a ter dentro da prisão com as crianças são mantidas e reforçadas por masturbação”.

Por estas razões, Filipa Carrola concluiu que estes poderão voltar a cometer o mesmo delito se não se submeterem a programas de tratamento.

A este propósito lamentou que tais programas sejam praticamente inexistentes em Portugal, ao contrário do que acontece em outros países, onde são, inclusive obrigatórios.

“Sem ser a reação penal — a condenação — não se tem assistido a outro qualquer esforço nem medida para diminuir as taxas de reincidência no que diz respeito ao abuso sexual de crianças”, lamentou.

 

 


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