“Quero ir a Pé para a Escola” incentiva à atividade física na rua na Nazaré

Janeiro 28, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Câmara Municipal da Nazaré

Notícia e fotografia do site da Câmara Municipal da Nazaré de 10 de dezembro de 2018.

O Município da Nazaré irá lançar durante o segundo período do corrente ano letivo uma iniciativa destinada a incentivar à deslocação a pé dos alunos para a escola.

A ação destina-se a alunos do pré-escolar, 1º ciclo do ensino básico e comunidade educativa, e tem como objetivos levar as crianças a fazerem o trajeto de casa para a escola a pé, acompanhadas por uma equipa, e por percursos pré-definidos e em segurança.

Integrado no movimento mundial “iwalk”, o projeto promove a caminhada em detrimento do transporte privado, promovendo, assim, o desenvolvimento das capacidades cognitivas e sociais, a autonomia individual da criança no espaço público e a atividade física como aliada no combate à obesidade.

A iniciativa “Quero ir a pé para a escola” irá funcionar como programa-piloto no atual ano letivo, uma vez por semana, com partida dos participantes a partir de quatro pontos de encontro definidos pelo Gabinete de Educação da Câmara Municipal.

Pontos de Encontro:
JI do Bairro dos Pescadores: Edifício a Onda, na Nazaré
Centro Escolar da Nazaré: Pavilhão Municipal da Nazaré
Centro Escolar de Valado dos Frades: Centro de Saúde de Valado dos Frades
Escola Básica de Famalicão: CREN – Centro Recreativo Estrela do Norte, Famalicão

 

“Uma criança que vai a pé para a escola tem muito mais ganhos”

Outubro 28, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 16 de outubro de 2018.

Carlos Neto, professor e investigador da Faculdade de Motricidade Humana, defende que as crianças precisam de fazer o caminho para a escola de forma mais autónoma.

“Temos de acabar com esta dependência, automóvel!”, exclama Carlos Neto. “Uma criança que vai a pé, de bicicleta, ou mesmo de transportes públicos, tem muito mais ganhos”, assegura o investigador da Faculdade de Motricidade Humana.

O professor acredita que, ao descobrir o caminho, vivenciar o território, brincar e conviver com os amigos, a criança fica mais disposta a aprender. “As crianças não estão a viver o território, não estão a viver estas experiências e quando entram numa sala de aula, quando vão de carro, não estão preparadas para aprender”, defende.

E a partir de que idade é recomendável irem sozinhas? “Na Dinamarca, com 4 ou 5 anos vão de bicicleta de forma tranquila”, responde Carlos Neto. “Se vão de carro, colocadas à porta da escola, muitas delas transportadas ao colo para dentro da sala de aula numa forma absolutamente patológica do que é a super proteção, isso é negar aquilo que é o direito da criança ser autónoma, o direito dela brincar livremente e o direito de ser pessoa”.

Ouvir as declarações de Carlos Neto no link:

https://www.tsf.pt/sociedade/interior/uma-crianca-que-vai-a-pe-para-a-escola-tem-muito-mais-ganhos-10007728.html

Crianças pedalam de casa até à escola num “comboio” conduzido por alguns pais

Outubro 27, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Adriano Miranda

Notícia e fotografia do Público de 16 de outubro de 2018.

Projecto nascido em Lisboa, na zona do Parque das Nações, está a ser replicado, com grande sucesso, em Aveiro. E a ideia passa por fazê-lo chegar a outros pontos do país.

Maria José Santana

O ritual tem vindo a repetir-se todas as manhãs, desde o início do ano lectivo. Às 8h35, César Rodrigues e o seu filho Sebastião saem para a rua, cada um na sua bicicleta. Fazem a primeira paragem um minuto depois, escassos metros à frente, para apanhar Martinho e os seus três filhos: Mafalda, Gaspar e Baltazar. Ao longo do caminho que os conduz até à Escola Básica das Barrocas, em Aveiro, ainda efectuam mais duas paragens. Inês Domingues e Inês Brito, com os respectivos filhos, Tomás e Rodrigo, juntam-se ao grupo no segundo ponto de encontro. Mais à frente, é a vez de Ricardo Nunes, e os filhos Bárbara e João, engrossarem a caravana. Na verdade, é um “comboio” de bicicletas e até já tem nome próprio: Ciclo Expresso das Barrocas.

Inspirada no projecto Ciclo Expresso do Oriente, que arrancou há cerca de três anos na zona do Parque das Nações, em Lisboa, por iniciativa de um pai (João Bernardino), a acção parece estar a querer ganhar cada vez mais adeptos. A começar, desde logo, pelo mais novos, que começam as suas manhãs cheios de energia. Riem, gritam, cantam. Tudo isto, curiosamente, às primeiras horas da manhã e enquanto fazem o percurso de casa para a escola. Mesmo aqueles que, por serem ainda demasiado pequenos ainda não vão a pedalar. “Os de três anos de idade ainda vão nas cadeiras das bicicletas dos pais, mas já começam a ficar entusiasmados”, relata Joana Ivónia, uma das promotoras do Ciclo Expresso das Barrocas. Daí até começarem a andar “nas bicicletas de equilíbrio, com os pais a acompanharem a pé” é um saltinho, acrescenta aquela responsável com base na experiência já vivida ao longo do último ano lectivo.

Em Aveiro, o projecto arrancou a 13 de Outubro de 2017, com uma periodicidade semanal (sexta-feira) e compreendeu, até ao final do ano lectivo, a realização de cerca de 30 comboios. “Este ano, como o início do ano lectivo coincidiu com a Semana Europeia da Mobilidade, começámos por ir todos os dias de bicicleta e como tem resultado tem havido comboio sempre”, justifica Joana Ivónia. O sinal de partida ou os cancelamentos da viagem (quando chove, por exemplo) são comunicados através da aplicação whatsapp, num grupo criado para o projecto.

No dia em que o PÚBLICO acompanhou o percurso do Ciclo Expresso das Barrocas, integraram o “comboio” cinco encarregados de educação e oito crianças (com idades entre os três e os oito anos). A ideia passa por desafiar outras crianças a juntarem-se a este comboio, uma vez que a vantagem destas viagens em “comboio” passa, precisamente, pela possibilidade de as crianças não terem de ir com os seus pais. “Sabemos que nem todos os pais têm horários ou locais de trabalho que permitem participar neste comboio, mas como já vão vários adultos no grupo podem levar as suas crianças aos pontos de paragem para elas integrarem o comboio”, nota César Rodrigues, marido de Joana Ivónia e outro dos mentores da iniciativa.

Automobilistas mais sensíveis às crianças

Ao longo deste primeiro ano de existência, o Ciclo Expresso das Barrocas tem merecido o reconhecimento de outros pais, mas nem todos passam das palavras aos actos. “Acham imensa piada mas dizem que não conseguem porque o percurso é feito em estrada e têm medo de andar no meio dos carros”, referem os promotores. E há razões para tal? “Noto que quando circulamos em grupo e quando há crianças no meio, os automobilistas têm muito mais cuidado. Sinto-me mais seguro a andar na estrada sempre que levo o meu filho”, testemunha César Rodrigues. Contudo, ainda há muito trabalho a fazer no que toca a motivar mais pessoas a optarem pela bicicleta, sendo certo que na escola das Barrocas o trabalho de casa está feito. A presidente da associação de pais, Susana Caixinha, dá também ela o exemplo no que concerne à mobilidade ciclável.

No ano passado, Susana Caixinha e o marido decidiram ter apenas um carro e começar a andar mais a pé e de bicicleta. Foi preciso alterar rotinas, nomeadamente a das deslocações diárias do casal e das suas duas filhas – uma de nove e outra de seis anos. “De manhã, o meu marido leva a mais velha à escola das Barrocas, eu levo a mais nova à escola de Santiago e sigo para o trabalho”, testemunha. À tarde, quando sai do emprego (Universidade de Aveiro), Susana Caixinha passa por Santiago para ir buscar a mais nova e segue com ela para as Barrocas. No fundo, acabam por cumprir um pequeno “comboio” familiar.

A opção pela bicicleta tem trazido inúmeras vantagens, garante Susana Caixinha, em especial para as miúdas. “A Mafalda costumava ir calada no carro e agora vai o caminho todo a falar. Como passamos nos jardins da cidade é muito engraçado para ela e para mim ouvir os barulhos dos animais”, argumenta. A recomendação passa, assim, para que muitas mais famílias comecem a optar pela bicicleta nas suas deslocações diárias. “Em especial em Aveiro, uma cidade plana” onde é simples andar de bicicleta repara Susana Caixinha, sem deixar de reconhecer que a situação fica mais facilitada quando, tal como ela e a família, se vive no centro da cidade.

 

 

Inquérito sobre as Deslocações entre Casa e Escola – CML

Maio 26, 2018 às 8:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto da Câmara Municipal de Lisboa

Exmos(as) Senhores(as)

Promover a segurança nas deslocações entre Casa e Escola é uma prioridade para a Câmara Municipal de Lisboa.

Para apoiar o esforço municipal, estamos a realizar um inquérito sobre as deslocações de Crianças que frequentam Escolas de Lisboa (públicas ou privadas), e que estão entre o 1.º e o 7.º ano de escolaridade do ensino básico.​

Trata-se de um inquérito online, que estará disponível para resposta nos próximos 10 dias. O questionário está aqui: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfxsFtH3s1U4Jd5UT1Ep9St1uNkEFLmxU-X9HPVD6xlKcj_Wg/viewform

Se pudessem escolher, as crianças iriam a pé para a escola

Janeiro 18, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 9 de janeiro de 2018.

 

“As cidades não estão pensadas para elas”, diz a autora de estudo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Samuel Silva

O cenário poderia ser diferente se as crianças decidissem, concluiu Andreia Ramos. Foi perguntado aos participantes qual o meio de transporte que utilizariam na deslocação casa-escola-casa se pudessem escolher. Oito em cada dez disseram preferir fazer o percurso por meios não motorizados.

As crianças evidenciaram uma “grande vontade de terem uma determinada autonomia” nas deslocações de que actualmente não dispõem, diz Andreia Ramos, em declarações ao PÚBLICO.

Na resposta ao questionário que foi aplicado aos estudantes, estes explicam ainda que não se sentem seguros nas deslocações sem supervisão de adultos, apontando como principais motivos aspectos relacionados com o espaço físico como o trânsito excessivo ou o reduzido número de passeios e passadeiras. Só depois destes aparecem nas respostas dos alunos questões relacionadas com a segurança pessoal, como o medo de serem assaltados ou de se perderem.

“Prioridade ao peão”

Estes dados permitem a Andreia Ramos concluir que o escasso uso de meios de transporte não motorizados nas deslocações entre casa e escola tem esta explicação: as cidades “não são pensadas para as crianças”.

“As cidades são projectadas pensando no transporte motorizado. Têm poucas preocupações com os acessos pedonais e são muitas vezes demasiado dispersas”, explica a arquitecta paisagista.

No estudo de Andreia Ramos foram inquiridos 191 estudantes do Agrupamento de Escolas de Rio Tinto, no concelho de Gondomar, dos 1.º e 2.º ciclos — ou seja, crianças entre os 6 e os 11 anos. De modo a evitar que o cansaço ou a falta de atenção afectassem as respostas dos participantes, a investigadora aplicou o questionário por meio de jogos didácticos e visitas de estudo.

“Quando andávamos com eles na rua, eles ficavam maravilhados. Tinham liberdade e não estavam acostumados”, conta a arquitecta paisagista, que trabalha agora no Instituto A Criança na Cidade, com sede em Vila Nova de Gaia. “As crianças parecem conceber a rua como o espaço do automóvel, e, por isso, considera-se urgente recentrar a rua nos peões e especificamente nas crianças, para os casos dos percursos casa-escola.”

Andreia Ramos recomenda, assim, uma maior atenção ao conceito de zonas de coexistência, o que pressupõe a partilha dos espaços urbanos por diferentes utilizadores e tipos de meios de transporte, passando a ser dada “prioridade ao peão” e a outros modos de deslocação não motorizados nos percursos casa-escola.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Mobilidade e interação social da criança na cidade

 

 


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