Crianças que comem mais peixe são mais inteligentes e dormem melhor

Janeiro 23, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.dn.pt/ de 4 de janeiro de 2018.

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Os participantes que comem peixe semanalmente obtiveram mais 4.8 pontos nos testes de QI, do que aqueles que responderam “raramente”, ou “nunca” comer peixe

Um estudo, publicado no Scientific Reports no mês passado, refere que as crianças que comem peixe uma ou mais vezes por semana dormem melhor e apresentam um maior QI.

Cientistas da Universidade da Pensilvânia, EUA, fizeram um inquérito a mais de 500 crianças na China, com idades entre os nove e os onze anos, questionando-as sobre a frequência com que tinham consumido peixe no mês anterior. As opções de resposta eram várias, nomeadamente “raramente”, “nunca” ou “pelo menos uma vez por semana”. Aos 12 anos, as mesmas crianças fizeram um teste de QI.

Depois de analisados os resultados, os investigadores concluíram que as crianças que comeram peixe uma ou mais vezes por semana apresentavam um maior nível de inteligência, quando comparadas com aquelas que responderam nunca comer peixe, ou comer menos de uma vez por semana.

Os que comiam peixe semanalmente obtiveram mais 4.8 pontos nos testes de QI do que aqueles que responderam “raramente”, ou “nunca” comer peixe. Os que disseram comer “às vezes” tiveram mais 3.31 pontos.

Os pais das crianças foram ainda questionados sobre a qualidade do sono dos filhos – duração do sono, a frequência com que dormiam a sesta e o cansaço. As crianças que comiam mais peixe apresentavam menores perturbações do sono.

Os especialistas recomendam, assim, que as crianças sejam incentivadas desde pequenas a comer peixe, para que cresçam a gostar do alimento, refere a CNN.

“Falta de horas de sono está associada a comportamentos antissociais e défice cognitivo. Nós descobrimos que os suplementos que contêm ómega 3 reduzem estes comportamentos, por isso não é surpreendente que o peixe esteja por detrás disto”, referiu Adrian Raine, coautor do estudo, citado pelo Daily Mail.

Tendo em conta a faixa etárias dos participantes, não foi questionado qual o peixe por eles ingerido. No entanto, os especialistas tencionam estudar o consumo de diferentes tipos de peixe, de forma a perceber quais apresentam maiores benefícios para a saúde, tanto a nível cognitivo, como em termos de qualidade do sono.

Depois de analisados os resultados, os investigadores concluíram que as crianças que comeram peixe uma ou mais vezes por semana apresentavam um maior nível de inteligência, quando comparadas com aquelas que responderam nunca comer peixe, ou comer menos de uma vez por semana.

Os que comiam peixe semanalmente obtiveram mais 4.8 pontos nos testes de QI do que aqueles que responderam “raramente”, ou “nunca” comer peixe. Os que disseram comer “às vezes” tiveram mais 3.31 pontos.

Os pais das crianças foram ainda questionados sobre a qualidade do sono dos filhos – duração do sono, a frequência com que dormiam a sesta e o cansaço. As crianças que comiam mais peixe apresentavam menores perturbações do sono.

Os especialistas recomendam, assim, que as crianças sejam incentivadas desde pequenas a comer peixe, para que cresçam a gostar do alimento, refere a CNN.

“Falta de horas de sono está associada a comportamentos antissociais e défice cognitivo. Nós descobrimos que os suplementos que contêm ómega 3 reduzem estes comportamentos, por isso não é surpreendente que o peixe esteja por detrás disto”, referiu Adrian Raine, coautor do estudo, citado pelo Daily Mail.

Tendo em conta a faixa etárias dos participantes, não foi questionado qual o peixe por eles ingerido. No entanto, os especialistas tencionam estudar o consumo de diferentes tipos de peixe, de forma a perceber quais apresentam maiores benefícios para a saúde, tanto a nível cognitivo, como em termos de qualidade do sono.

 

 

 

Sopa e peixe? Crianças consomem, adolescentes nem tanto

Outubro 10, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do http://observador.pt/ de 22 de setembro de 2016.

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Um relatório do projeto “Almoço Virtual” mostra que mais de metade dos alunos dos seis aos 14 anos leva sopa nos tabuleiros, mas que a percentagem desce quando vão ficando mais velhos.

Novo relatório do projeto “Almoço Virtual” mostra que, à medida que envelhecem, as escolhas alimentares dos estudantes mudam e passam a consumir menos peixe e menos sopa.

O projeto “Almoço Virtual”, com a parceria da Direção-Geral da Saúde, monitorizou as escolhas alimentares em mais de 14.g00 crianças e adolescentes que frequentam escolas da Grande Lisboa durante o ano letivo 2015-2016. A análise mostra que maior parte dos estudantes analisados dava preferência a produtos excessivamente calóricos.

O estudo mostra que em mais de metade (57,5%) dos alunos entre os seis e os 14 anos levavam sopa nos tabuleiros. Na faixa etária seguinte, entre os 15 e os 18 anos, apenas 44% dos alunos escolhia levar sopa. No peixe, a frequência era maior nos alunos mais novos (23% escolheram peixe) do que nos mais velhos (21%).

Nos tabuleiros dos alunos mais velhos existe, por norma, mais carne e refrigerantes do que nos dos mais novos.

Na constituição da sua refeição, os adolescentes escolhem menos vezes sopa, peixe, água, legumes e fruta e mais vezes carne, cola e doces do que as crianças e do que os adultos, o que contribui para o facto de os adolescentes apresentarem um excesso calórico (67%) superior ao das crianças (62,6%).

João Martins, um dos responsáveis por este estudo, afirmou ao JN – na sua edição impressa – que os resultados “podem querer dizer que os mais novos ainda agem sob influência do que aprendem”.

O projeto “Almoço Virtual” promove a “informação e o espírito crítico das crianças e adolescentes” e pretende que estes façam escolhas alimentares saudáveis.

Depois do estudo, maior parte dos inquiridos revelaram querer mudar os hábitos alimentares, como se pode ver pelo gráfico abaixo.

A iniciativa do Almoço Virtual desenrola-se através da simulação de um self-service, disposto num autocarro, em que os inquiridos são convidados a escolher réplicas de silicone de alimentos comuns. O autocarro do Almoço Virtual vai rumar, durante o ano letivo 2016/2017, pelo Porto, Coimbra, Évora e Beja.

 

Crianças devem consumir mais peixe no início do ano lectivo para reforço das defesas

Setembro 23, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 12 de Setembro de 2013.

Adriano Miranda

Catarina Durão Machado

Estudo revela que dez por cento das mães servem peixe aos filhos apenas uma vez por semana. A dose mínima são duas

A Associação Portuguesa de Dietistas (APD) divulga nesta quinta-feira um estudo que se dedicou a explorar o baixo consumo de peixe das crianças em casa e que é especialmente dedicado ao início do ano escolar, aconselhando um reforço das doses. Os especialistas defendem que, nesta época, as crianças devem consumir mais do que a quantidade mínima recomendada de peixe, ou seja, mais do que duas vezes por semana.

O estudo, baseado num inquérito realizado a 100 mães de Lisboa e a 100 mães do Porto, teve como principal objectivo compreender o comportamento destas mulheres em relação à alimentação dos seus filhos entre os 4 e os 10 anos, durante o período crítico de adaptação ao novo ano lectivo. “Procurámos perceber quais os alimentos que são reforçados nas refeições à mesa, em casa, bem como o tipo de composição dos pratos, para perceber se a alimentação é variada”, explicou ao PÚBLICO Zélia Santos, presidente da APD.

Embora o estudo aponte para uma percentagem superior a 50% de mães que servem peixe aos seus filhos mais de três vezes por semana, 31,5% admitem dar duas vezes e 10% só dão uma vez. No entanto, 67% admitem que as crianças já almoçam peixe duas a três vezes por semana, na escola. “As escolhas recaem para os alimentos que os filhos mais gostam, permitindo uma refeição descansada e sem birras à mesa”, conclui o estudo.

As conclusões do estudo vêm agora alertar mães e pais para o reforço de uma alimentação mais rica em nutrientes, até porque é nesta altura que “as crianças estão mais expostas a certas doenças devido ao contacto que têm umas com as outras”, esclarece Zélia Santos. Podem assim surgir infecções transmitidas pelo ar ou através de secreções, sobretudo entre as crianças mais pequenas, que podem levar à falta de apetite, ao cansaço e ao enfraquecimento do sistema imunitário. Uma alimentação correcta ajudará “não só a evitar viroses como no desenvolvimento cognitivo dos mais novos, numa altura crucial das suas vidas”, acrescenta.

Outra das conclusões a que a APD chegou é que 85% das mães desconhecem as propriedades do selénio, “um mineral antioxidante fortíssimo responsável pelo desenvolvimento do sistema imunitário”, que existe em qualquer tipo de peixe. No entanto, são conhecedoras da importância dos Ómega 3, “um tipo de ácidos gordos essenciais para o desenvolvimento cognitivo, na saúde cardiovascular, na acuidade visual e no desenvolvimento ósseo”.

O mesmo estudo concluiu que os peixes preferidos para as refeições caseiras são o salmão, a pescada e o bacalhau, e que 71,5% das mães optam por peixe fresco contra 24% que recorre ao peixe congelado. A recomendação da APD é mais favorável à segunda opção, até porque “os congelados, além de serem mais em conta, conservam em maior quantidade os nutrientes, nomeadamente os minerais, lípidos e vitaminas”.

O problema do consumo insuficiente de peixe pode estar directamente relacionado com a fraca variedade das ementas confeccionadas em casa. 71,5% das mães insistem nas refeições de peixe, mas apenas 24% confessam ser criativas na forma como as preparam. A APD recomenda que os pais “devem insistir pelo menos dez vezes a fim de a criança se adaptar ao paladar. E ao insistir, deve fazê-lo inovando os seus menus, tornando-os mais criativos e apetecíveis para as crianças. Uma lasanha ou um pudim de peixe, uma salada de salmão ou panadinhos, são opções a ter em conta quando é difícil dar peixe lá em casa”.

A acompanhar o peixe ou a carne, 38% das mães preferem as batatas cozidas ou
outros vegetais cozidos. Mas porque muitas vezes as crianças torcem o nariz a estes alimentos, é preciso variar um pouco. O arroz, a massa ou os vegetais confeccionados de outra forma também podem ser boas ideias. “Um prato de peixe deverá ter acompanhamentos divertidos como as cenouras baby, vegetais panados ou massinhas de várias cores”, recomenda a APD.

 


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