Autoridades de Berlim entregaram crianças sem-abrigo a pedófilos durante quase 30 anos

Junho 23, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 17 de junho de 2020.

A ‘experiência’ remonta aos anos 1970, partiu de um professor de Psicologia e envolveu uma “rede de instituições de educação”, o gabinete estadual de assistência social à juventude e o Senado da capital alemã. A pedofilia era “aceite, apoiada e defendida”, concluíram os investigadores.

O professor de Psicologia Helmut Kentler começou nos anos 1970 a desenvolver uma ‘experiência’ que consistia em colocar crianças sem-abrigo à guarda de pedófilos na Berlim Ocidental. Segundo Kentler, estes homens dariam pais adotivos especialmente extremosos. Um estudo conduzido pela Universidade de Hildesheim concluiu que as autoridades da capital alemã toleraram esta prática durante quase 30 anos. Os pais adotivos chegaram mesmo a receber um subsídio regular de assistência, segundo noticiou esta semana a Deutsche Welle.

Investigação a pedófilos portugueses é ‘case study’ internacional

Fevereiro 2, 2020 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 23 de janeiro de 2020.

Valentina Marcelino

Dois pedófilos portugueses, condenados à pena máxima de prisão, 25 anos, abusaram e violaram bebés e crianças, com idades entre os 2 meses e os 10 anos. O caso Baby Heart trouxe a Lisboa, à sede da PJ, a Europol, a Interpol e a Homeland Security.

Durante, pelo menos, quatro anos, abusaram sexualmente de 12 crianças e bebés em Portugal, filmando e partilhando na internet estes crimes com pedófilos de todo o mundo. Um deles, de 27 anos, que usava o pseudónimo Twinkle, já tinha sido condenado antes por partilhar na internet este género de conteúdos. Criou, alimentou e geriu um site a partir de uma sucata em Águeda e utilizava oito menores seus familiares. O outro condenado, que usava o pseudónimo Forgotten, abusou, entre outros, de um enteado, de 6 anos, e da própria filha, uma bebé de 2 meses, filmou e partilhou na net.

Os dois pedófilos portugueses foram condenados pelo tribunal, a 23 de dezembro passado, à pena máxima de prisão, 25 anos, num caso que ficou conhecido como Baby Heart – o nome do site criado. A investigação foi considerada um case study internacional e, nesta manhã, a Polícia Judiciária (PJ) falou pela primeira vez publicamente sobre o processo numa conferência que contou com a participação da Interpol, Europol e Homeland Security Investigation (EUA). Esta tarde, a Europol publicou um comunicado sobre “como a cooperação internacional levou à detenção” destes abusadores, destacando o papel da PJ.

O fórum foi ganhando notoriedade na comunidade pedofilia de vários países pois incentivava e produzia novos conteúdos envolvendo abusos de menores, promovendo os conteúdos feitos a pedido

O Baby Heart foi criado em finais de 2015, na chamada dark web (rede fechada a um grupo privado de pessoas), por um utilizador que se apresentava como Twinkle. De imediato este fórum começou a ser monitorizado por autoridades internacionais, sem saber ainda a origem ou nacionalidade do seu fundador. “O fórum foi ganhando notoriedade na comunidade de pedofilia de vários países, pois incentivava e produzia novos conteúdos envolvendo abusos de menores, promovendo os conteúdos feitos a pedido”, sublinha ao DN o coordenador da PJ, Pedro Vicente, responsável pela equipa da Unidade de Combate ao Cibercrime (UNC3T) que investiga esta criminalidade.

“Trata-se de um caso paradigmático de cooperação internacional, um case study numa investigação de um processo de exploração, produção e partilha de conteúdos sexuais online“, assinala Pedro Vicente.

Na verdade, esta investigação foi aberta em março de 2017, quando a UNC3T da Judiciária recebeu uma informação da polícia australiana que tinha detido um suspeito pedófilo e apreendido conteúdos retirados do Baby Heart. Havia alguns posts em português e o endereço de uma operadora de telecomunicações portuguesa. Foi o primeiro alerta de que o pedófilo que criara a rede poderia ser português.

A equipa da PJ juntou-se a uma task force internacional, que envolveu a Interpol, a Europol e a norte-americana Homeland Security Investigation, perita em investigação digital. “Os utilizadores do fórum tinham ordens do gestor (Twinkle) para não deixarem rasto algum que permitisse as autoridades poderem identificá-los. Era de tal forma cautelosos que lhes era ordenado que não falassem na sua língua nativa e utilizassem os tradutores da net“, conta Pedro Vicente. A darknet, explica, “é como andar numa rua escura onde se suspeita que há crimes”, mas “a PJ tem equipamento que permite andar à vontade por estas ‘ruas’, apesar de todos os manuais de encriptação e anonimização”.

A intensa cooperação internacional teve os seus frutos e, já com as ‘antenas’ da investigação viradas para Portugal, veio do Brasil a prova que faltava. Em material apreendido a um pedófilo naquele país, estavam registos de contactos com Twinkle, fora dos encriptados fóruns do Baby Heart.

A intensa cooperação internacional teve os seus frutos e, já com as ‘antenas’ da investigação viradas para Portugal, veio do Brasil a prova que faltava. Em material apreendido a um pedófilo naquele país, estavam registos de contactos com Twinkle, fora dos encriptados fóruns do Baby Heart. Twinkle escrevia em português de uma forma que nenhum google translator poderia traduzir, utilizando expressões bem portuguesas como “custou os olhos da cara”. Tudo foi passado a pente fino pela equipa da UNC3T e pelas bases de dados internacionais, cruzados os ficheiros da Trace an Object da Europol (objetos e peças de vestuário identificadas na net em abusos de crianças) com as fotos das redes sociais, analisadas minuciosamente todas as fotos apreendidas.

Predador detido em flagrante

“O trabalho do Laboratório de Polícia Científica (LPC) da PJ foi crucial neste caso”, sublinha o coordenador da UNC3T. Conseguiu tirar uma impressão palmar de uma das imagens apreendidas (por precaução os membros do Baby Heart só mostravam as mãos e nunca a cara) que correspondia à do principal suspeito. O LPC foi distinguido com um prémio internacional.

Em maio, chegou informação da polícia austríaca, obtida da apreensão de mais material a outro pedófilo detido. Este tinha combinado com Twinkle e Forgotten um encontro em Portugal para filmar novos abusos e fazer uma produção exclusiva. As crianças da família iriam ser utilizadas. E a partir daqui a PJ começou a preparar toda a operação para deter, não só Twinkle mas também os cúmplices.

A operação aconteceu a 20 de junho de 2017, liderada pelo inspetor-chefe Jorge Duque. Twinkle foi apanhado em flagrante com duas crianças, todos nus, em casa deste último. Entregou-se e perante todas as provas que a UNC3T já tinha reunido contra si, entregou aos investigadores todo o material que tinha escondido. “Sabíamos perfeitamente que estávamos a lidar com um predador. Ficou desarmado com tudo o que tínhamos e percebeu que não havia escape possível.” À medida que iam fazendo as buscas iam encontrando as peças, objetos, roupas, que já tinha identificado digitalmente. Twinkle levou-os depois ao encontro de Forgotten que também foi detido. Ambos ficaram presos até ao julgamento e estão a cumprir a pena.

Durante o julgamento, a procuradora lamentou que as vítimas tenham ficado “marcadas para a vida”. “São crimes horrendos”, concluiu a magistrada.

Twinkle, que tinha como profissão segurança privado, era acusado pelo Ministério Público de 583 crimes de abuso sexual de crianças e 73 577 de pornografia de menores. As vítimas são oito rapazes e raparigas, quase todos bebés na altura dos factos. São primos e sobrinhos seus. Durante o julgamento, a procuradora lamentou que as vítimas tenham ficado “marcadas para a vida”. “São crimes horrendos”, concluiu a magistrada. Segundo descreve o acórdão, o principal arguido chegava a atar e a algemar os bebés para se manterem numa mesma posição e permitir que filmasse os abusos.

“Podiam ter feito algo para que isto parasse”

Durante a leitura do acórdão, o juiz que presidiu ao coletivo repetiu por duas vezes que no julgamento deste caso “os factos impuseram-se de tal forma que qualquer comentário é desnecessário”. “Os factos falam por si”, salientou, referindo que os dois arguidos condenados a 25 anos de prisão foram considerados “imputáveis” e que “tiveram oportunidade de parar”.

“Podem vir com a conversa da perturbação pedofílica, mas podiam ter feito algo para que isto parasse” como procurar ajuda especializada, insistiu, referindo ainda que ambos “estavam cientes da ilicitude dos atos e continuaram a praticá-los”.

Especialista alerta para falta de segurança do TikTok: “É um íman de pedófilos”

Janeiro 29, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 21 de janeiro de 2020.

Aplicação tornou-se um fenómeno mundial nos últimos tempos. Mas há preocupações a considerar.

O TikTok tornou-se popular nos últimos tempos e foi primeira aplicação chinesa a ser um fenómeno mundial. Com mais de 500 milhões de utilizadores, a plataforma – que consiste numa sucessão interminável de vídeos, na maioria com menos de 15 segundos – parece agora gerar alguma preocupação. Uma especialista em segurança cibernética considerou que a aplicação não é segura para as crianças e que funciona como um íman para pedófilos.

Em declarações ao Daily Mail Australia, Susan McLean, da Cyber Cop, alertou os pais e garante que a plataforma não é segura devido a questões relacionadas com aliciamento, bullying e privacidade.

Para a inscrição na plataforma basta ter 13 anos e todos os utilizadores podem ser contactados por qualquer pessoa, a não ser que tenham o perfil em modo ‘privado’. Contudo, qualquer pessoa pode pedir para ver as suas fotografias, vídeos e até fazer-se passar por outro indivíduo.

“O TikTok não é uma aplicação segura e existem muitas preocupações”, começou por dizer McLean. “Qualquer aplicação que permita comunicação pode ser usada por predadores”, acrescentou.

Segundo a especialista, o TikTok já falhou várias vezes na remoção de contas suspeitas, mesmo depois de a empresa ser alertada sobre a perigosidade das mesmas.

“O TikTok não tem as mesma normas de segurança de algumas das aplicações mais conhecidas e normalmente não remove contas que foram sinalizadas como de um possível predador”, explicou.

“Os pedófilos podem ver as crianças a cantar e a dançar, guardar e partilhar os vídeos. A recolha de dados é uma grande preocupação e, se o governo está preocupado, não é um bom espaço para crianças”, disse ainda a especialista australiana.

Estas declarações surgem depois de uma investigação britânica chegar à conclusão de que crianças estavam a ser aliciadas no TikTok – havia crianças a ser bombardeadas com mensagens explícitas na aplicação.

O TikTok refere que a aplicação pode ser segura para os adolescentes com a orientação adequada dos pais. No entanto, admite que desde que a aplicação se tornou um fenómeno mundial se tornou “perigosa” para os utilizadores mais novos.

Recorde-se que em 2019, a aplicação, que é controlada pela empresa chinesa ByteDance, esteve envolvida em polémicas que envolveram violação de privacidade, influência de conteúdos e interferência política na exibição de vídeos. Um dos processos movidos nos Estados Unidos alegava que o TikTok estava a recolher os dados dos utilizadores sem que estes soubessem e a enviar as informações para servidores na China.

Mas não fica por aqui. Em abril do ano passado, o governo da índia ordenou que a Apple e o Google removessem o TikTok das suas lojas virtuais devido à grande disseminação de material pornográfico e incentivador de pedofilia dentro da plataforma.

Mais informações na notícia:

‘Not safe for kids’: Popular social media app TikTok is a magnet for paedophiles, claims Australian cyber safety expert

TikTok: a rede social que está a “viciar” as crianças

Janeiro 18, 2020 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site Delas de 9 de janeiro de 2020.

Provavelmente já se deparou nas redes sociais com vídeos provenientes do TikTok ou já viu os seus filhos a dançar para uma câmara sem entender as razões. Saiba tudo sobre esta App.

Provavelmente já se deparou, enquanto vê os stories do Instagram, com várias das pessoas que segue a publicar vídeos vindos de uma App chamada TikTok. Apesar de não ser propriamente recente, parece que só nos últimos tempos é que esta aplicação tem sentido um verdadeiro boom nos seus seguidores e participantes.

Outro cenário possível: também já se deve ter deparado com os seus filhos a dançar avidamente para uma câmara sem entender as razões. Tem dúvidas sobre o que raio é a aplicação TikTok ou se é segura? Nós ajudamos a desvendar este mistério.

O que é e para que serve

O TikTok é uma aplicação que permite aos seus usuários publicar um vídeo de até 15 segundos na sua conta. Desde fingir que se canta a fazer passos de dança ousados, podendo ainda fazer vídeos com amigos ou animais de estimação, uma breve passagem por esta aplicação mostra-nos que humor e criatividade não faltam.

Titania Jordan, responsável de curadoria e entrevistada pelo site Good House Keeping, explica que a aplicação é “muito divertida”, chegando mesmo a ser “viciante”, acrescentando ainda que é uma aplicação “muito popular entre a a Geração Z, particularmente porque consegue combinar o humor, a dança, a música, a performance e o entretenimento num só sítio onde há micro conteúdos intermináveis e adaptados ao que cada um gosta de ouvir, graças ao seu poderoso algoritmo“, explica a especialista.

A especialista explica ainda que alguns usuários fazem os seus vídeos apenas “por diversão”, já outros ambicionam chegar mais longe, vendo os seus vídeos transmitidos a todos os usuários do TikTok – isto quando alcançam muitas visualizações. Desafios constantes e vídeos em formato de memes é algo muito habitual na aplicação, existindo vários jovens a entrar nos desafios e tentar superar-se uns aos outros, criando novas tendências.

É ou não seguro para as crianças e jovens

Esta rede social permite que os usuários se conectem uns aos outros, podendo ver qualquer tipo de conteúdo que não se consegue filtrar, o que começou a preocupar alguns pais.”Embora existam recursos de privacidade, o controlo parental não existe na App“, explica Titania Jordan.

“Os usuários podem entrar em contacto com qualquer pessoa do mundo, uma vez que a plataforma é de cariz público”, continua a explicar a especialista, acrescentando que “embora seja possível bloquear ou denunciar outras pessoas por mensagens inapropriadas, por exemplo, o TikTok não possui controlos parentais mais amplos“, reitera.

Se o Instagram, por exemplo, permite que os perfis sejam privados e que exista um maior controlo sobre com quem se está a falar ou o que se está a ver, esta rede social é publica e permite que todo o conteúdo seja visível a todos os usuários. “Como o TikTok é uma plataforma que incentiva a performance, isto pode facilitar a que alguns ‘predadores’ usem elogios ou métodos idênticos para chegar mais facilmente às crianças e jovens, fazendo com que se sintam especiais”, avisa a especialista em curadoria.

Mas Titania Jordan adverte ainda para mais algumas questões pertinentes: ainda que seja possível colocar o perfil privado, isso não quer dizer que dê para filtrar o conteúdo que o usuário vê. “Mesmo que coloquemos a nossa conta como privada, ainda podemos ser expostos a conteúdo sexual ou violento, porque estes conteúdos são publicados no feed público”, explica, acrescentando ainda que “este tipo de conteúdo pode variar desde vídeos de cariz sexual, passando por mostrar acrobacias fisicamente perigosas (que as crianças acabam por conseguir recriar), tendo ainda a possibilidade de comentários racistas e discriminatórios”, termina por explicar.

Para além do mais, como qualquer outra rede social, o TikTok pode ainda propiciar sentimentos de tensão e ansiedade por se querer criar ‘mais e melhor’, o que pode não ser vantajoso para o publico mais jovem: “As crianças podem ser absorvidas pela pressão de ‘terem’ de criar mais e melhores conteúdos, e isso pode causar sentimentos de ansiedade, especialmente se o seu conteúdo não estiver a ser destacado como popular”, adverte ainda a entrevistada.

As políticas de segurança da App

Para que existisse uma maior consciencialização sobre as políticas de segurança da aplicação, o TikTok fez uma parceria com a Family Online Safety Institute (FOSI), organização internacional sem fins lucrativos, que afirma que a rede social “que oferece espaço para a expressão criativa e oferece uma experiência genuína, alegre e positiva, que vai ao encontro da missão da FOSI de incentivar as famílias a compartilhar de forma positiva as suas experiencias online e a conversar com as crianças sobre o que fazem online”, podemos ler na plataforma digital da instituição.

Conseguimos ainda, na mesma página, ter acesso a algumas dicas de segurança bem como um guia para os pais. São ainda disponibilizados vários vídeos educacionais que ensinam a gerir melhor os controlos no site.

Quem sente atracção por crianças vai ter ajuda para evitar cometer crimes

Junho 27, 2019 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 11 de junho de 2019.

Programa criado pelo Instituto de Sexologia da Charité – Universidade de Medicina de Berlim será replicado em Portugal no próximo ano.

Ana Cristina Pereira

A informação é avançada por Ricardo Barroso, professor auxiliar da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e membro do Laboratório de Investigação em Sexualidade Humana da Universidade do Porto. No próximo ano, vai avançar em Portugal um programa destinado a ajudar pedófilos a controlar os seus ímpetos.

O programa foi criado pela equipa de Klaus M. Beier, director do Instituto de Sexologia da Charité – Universidade de Medicina de Berlim. Existe em mais de uma dezena de cidades da Alemanha. Não se destina a condenados por crimes sexuais. Destina-se a pessoas que sofrem de pedofilia (atracção por crianças pré-púberes) ou hebefilia (atracção por púberes ou recém-púberes) e que desejam ajuda para controlar impulsos, para nunca passarem à prática.

Ricardo Barroso estuda jovens agressores sexuais, comportamentos de agressão e delinquência juvenil. Parece-lhe que o combate a este tipo de crimes não se pode ficar pela condenação de quem os pratica, exige prevenção.

“O manual de intervenção técnica já foi traduzido para português”, declara Ricardo Barroso. “Todo o processo de intervenção está a ser planeado.” Segundo afirma, a equipa alemã tem acompanhado e até comparticipado esse processo. “Vai haver uma candidatura conjunta a fundos comunitários”, sublinha ainda. Haverá uma linha telefónica e uma pequena equipa, com um psiquiatra e um psicólogo no Porto e um psiquiatra e dois psicólogos em Lisboa

A equipa de Klaus M. Beier criou uma ferramenta de auto-ajuda para quem sente atracção por menores de idade e não tem acesso a terapia presencial. Essa ferramenta é acessível pela Internet. Está em alemão e em inglês e, por isso, está a chegar a pessoas que se encontram em diversas partes do mundo.

Klaus M. Beier já tinha dito que haveria de existir noutras línguas, incluindo português. Ricardo Barroso diz que a tradução já está feita e que em breve, ainda este ano, possivelmente antes do Verão, ficará disponível para pessoas de Portugal, do Brasil, dos países africanos de língua portuguesa e de outros falantes de português. Funcionará com uma equipa sediada em Portugal. As pessoas podem manter o anonimato ao contactar o projecto e manifestar interesse

 


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