A violência do parto, a alegria do nascimento. 20 imagens vencedoras do concurso de fotografia para grávidas

Março 13, 2018 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Fotografia de Vanessa Mendez

 

Foram anunciadas as 20 fotografias vencedoras do concurso “Birth Becomes Her”, dedicado a imagens tiradas a grávidas, ao parto e à amamentação. Mostram a violência do parto e a alegria do nascimento.

Um bebé a deixar o corpo da progenitora, uma mãe a amamentar o filho e a experiência de quem passou por um parto natural depois de submetida a uma cesariana. O concurso “Birth Becomes Her” chegou ao fim e premiou 20 das mais de mil fotografias que foram submetidas ao julgamento do júri. As imagens mostram a realidade nua e crua de vir ao mundo — e de trazer uma nova vida ao mundo, também.

A imagem vencedora veio de Lochristi, na Bélgica, e mostra um parto em casa dentro de uma banheira transparente: o bebé deixa o corpo da mãe e, à sua espera, está a irmã mais velha. A fotografia “O Incrível Primeiro Encontro dos Irmãos”, tirada por Marijke Thoen, também foi a escolha do público e portanto fica de fora das cinco categorias a concurso: Parto, Pós-Parto, Amamentação, Nascimento e Maternidade.

Veja todas as fotografias da fotogaleria AQUI.

 

Notícia do Observador em 20 de fevereiro de 2018

Vai nascer… já nasceu! E agora, o que é que eu faço? na Biblioteca dos Coruchéus

Outubro 19, 2016 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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biblio

Entrada gratuita mediante inscrição prévia numa das BLX.

mais informações:

http://blx.cm-lisboa.pt/gca/?id=379

Pais já podem assistir a partos por cesariana

Abril 28, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 19 de abril de 2016.

Natacha cardoso

TSF

A lei em vigor até agora permitia interpretações diferentes dependendo da unidade de saúde. O despacho publicado esta terça-feira clarifica o acompanhamento de grávidas durante o parto.

Os pais ou outros acompanhantes vão poder assistir aos nascimentos por cesariana. O despacho n.º 5344-A/2016, publicado esta terça-feira em Diário da República, esclarece que “estão reunidas as condições para que se assegure o acompanhamento à parturiente e o envolvimento do pai, ou outra pessoa significativa, em todas as fases do trabalho de parto, mesmo quando seja efetuada uma cesariana”.

Esta nova portaria estabelece os procedimentos no acompanhamento de grávidas durante o parto. A mulher só não poderá ser acompanhada em situações clínicas graves, “que deverão ser explicadas aos/às interessados/as e registadas no processo clínico”.

Em fevereiro o parlamento tinha aprovado uma recomendação ao Governo, proposta pelo PS, para que fosse clarificada através de portaria o direito de as grávidas a serem acompanhadas por alguém da sua escolha durante o parto.

A lei já previa o acompanhamento, mas deixava algumas questões por clarificar, o que permitia interpretações diferentes nas unidades hospitalares do Serviço Nacional de Saúde. Alguns hospitais impediam por isso a presença de acompanhante em partos por cesariana realizados no bloco operatório.

 

 

 

 

Vai nascer… já nasceu! E agora, o que é que eu faço? Atividade para futuras e recentes mães e pais na Biblioteca dos Coruchéus

Outubro 20, 2015 às 9:01 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Vai nascer… já nasceu! E agora, o que é que eu faço?

Aprendizagem ao longo da vida para Adultos na Biblioteca dos Coruchéus sábados 24 outubro | 7 e 21 de novembro | 5 de dezembro às 15H00

Atividade para futuras e recentes mães e pais

Para futuras e recentes mães e pais, com a colaboração de vários parceiros, Vai nascer… já nasceu! E agora o que é que eu faço? pretende disponibilizar esclarecimentos e ferramentas que permitam as mães e os pais aprender a lidar de forma consciente e tranquila em todo o processo de pré e pós parto.

PROGRAMA

24 de outubro

15h00-16h00

Atelier: “Quartos de Bebés com Feng Shui!” por Sofia Lobo Cera 16h30-17h30

Técnicas de apoio ao relaxamento de futur@s e recentes mães e pais (EFT/Tapping) – Aprendizagem e prática de algumas técnicas simples aplicáveis em situações de maior tensão e stress na pré e recém paternidade. Aplicável a pais e a bebés Cármen Santos (Take Care of You)

7 de novembro

15h00-16h00

“E o pai onde fica?” – O papel do pai no pré e pós-parto pela Dra. Isabel Borges (Wonderfeel) 16h30-17h30 Desmitificação de Mitos da gravidez e pós-parto por Cármen Santos (Take Care of You)

21 de novembro

15h00-16h00

Yoga para Grávidas por Sofia Matinhos (BLX)

16h30-17h30

Parentalidade por Santa Casa da Misericórdia

5 de dezembro

15h00-16h00

Yoga Pós-parto por Sofia Matinhos (BLX)

16h30-17h30

“Tristeza e depressão Pós-parto. Verdades e Mitos” pela Dra. Madalena Resende

– Wonderfeel

Parceiros: Wonderfeel – um novo bem-estar 217 976 539

| info@wonderfeel.pt | http://www.wonderfeel.pt/

Santa Casa da Misericórdia

Santa Casa da Misericórdia | http://www.scml.pt/pt-PT | secretaria-geral@scml.pt | 213235000 |

Take Care of You | wtcy.tcy@gmail.com | 913 698 193 | http://wtcyou.wix.com/takecareofyou

Sofia Lobo Cera | geral@sofialobocera.com | https://www.sofialobocera.com/

Entrada gratuita, mediante inscrição prévia.

Tel. 21 817 20 49

bib.corucheus@cm-lisboa.pt

 

 

Cortar cordão umbilical favorece envolvimento emocional do pai

Março 29, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Correio do Minho de 19 de Março de 2013.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Fathers’ emotional involvement with the neonate: impact of the umbilical cord cutting experience

A participação no parto, procedendo ao corte do cordão umbilical, pode favorecer o envolvimento emocional do pai com o bebé, conclui um estudo da Escola de Psicologia da Universidade do Minho.
O trabalho, que contou com uma amostra de 105 pais portugueses, acaba de ser publicado no ‘Journal of Advanced Nursing’, de Inglaterra.
A investigação pretendeu estudar o envolvimento emocional do pai com o bebé, antes e depois do parto, e perceber o impacto da experiência de corte do cordão umbilical na relação de ambos.
Os resultados mostram que o envolvimento emocional tende a aumentar durante a gravidez e na sequência imediata do parto, começando a diminuir logo no primeiro mês após o nascimento.
Os pais que participaram no parto e cortaram o cordão umbilical dos respectivos filhos exibiram uma melhoria significativa no envolvimento emocional, entre o parto e os primeiros 30 dias de vida.

As conclusões indicam que a presença do progenitor neste processo e nos cuidados iniciais pode beneficiar o seu envolvimento com o recém-nascido”, afirmam Sónia Brandão e Bárbara Figueiredo, investigadoras da Unidade de Investigação Aplicada em Psicoterapia e Psicopatologia da UMinho.

“A participação do pai durante o trabalho de parto e nos cuidados iniciais pode beneficiar a confiança e o desempenho do papel paterno e, por conseguinte, melhorar a sua relação com o bebé. Isso não significa que esta prática deva ser imposta ou seja sempre favorável”, diz Bárbara Figueiredo, notando que este tema tem sido pouco estudado.

Duas centenas de artigos

Doutorada em Psicologia Clínica pela UMinho, Bárbara Figueiredo é professora na instituição há vários anos, tendo coordenado projectos financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Fundação Bial. É responsável pelo grupo Family: Studies and Intervention do Centro de Investigação em Psicologia e membro do Serviço de Psicologia da Universidade do Minho.
Tem mais de duas centenas de publicações a nível nacional e internacional, dedicando-se particularmente à investigação e intervenção no domínio da gravidez e parentalidade.

Na fórmula mágica do leite materno há 700 espécies de bactérias

Janeiro 23, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 17 de Janeiro de 2013.

O artigo citado na notícia é o seguinte:

The human milk microbiome changes over lactation and is shaped by maternal weight and mode of delivery

Nicolau Ferreira

Estudo em mães espanholas mostra que bactérias no leite são diferentes se as mulheres têm peso a mais ou fazem uma cesariana programada. Esta flora pode ser importante para o sistema imunitário do bebé.

São centenas de milhões de anos de evolução que estão concentrados no primeiro alimento de qualquer mamífero. Agora, sabe-se que a complexidade do leite materno envolve mais um factor. Quando um bebé humano bebe pela primeira vez o colostro, o leite que a mãe produz logo a seguir ao parto, está a levar à boca mais de 700 espécies diferentes de bactérias que vão definir para sempre a flora do seu tubo digestivo, revela um estudo publicado recentemente na revista American Journal of Clinical Nutrition.

O leite é um alimento que está adaptado às espécies. Nos cangurus, onde o desenvolvimento fora da placenta começa mais cedo, a composição do leite vai-se transformando à medida que a cria, na bolsa da mãe, cresce e desenvolve ora o cérebro, ora as unhas e o pêlo. E quando duas mamas são usadas por cangurus com idades diferentes, o leite de cada uma é adequado a cada um deles.

Nos países em desenvolvimento, nos primeiros seis meses de vida de um bebé, a amamentação aumenta seis vezes a hipótese de sobrevivência e evita a diarreia e infecções pulmonares. “O leite materno dá os nutrientes, as vitaminas e os minerais necessários a uma criança nos primeiros seis meses e ainda anticorpos da mãe que ajudam a combater doenças”, lê-se no site da UNICEF.

Só há pouco tempo se descobriu que há bactérias no leite materno, mas as suas características continuam a surpreender. Uma equipa espanhola analisou agora, em três momentos distintos, as bactérias do leite que 18 mulheres produziram depois de terem filhos: à nascença, um mês e seis meses depois. As técnicas moleculares permitiram identificar as bactérias presentes em maior e em menor quantidade.

A equipa descobriu que o colostro tem mais de 700 espécies diferentes e é dominado por bactérias ácido-lácticas do género da Weisella e da Leuconostoce por outras como os StaphylococcusStreptococcus e Lactococcus. Ao fim de um mês e seis meses, o que passa a dominar são géneros típicos da cavidade oral: VeillonellaLeptotrichia e Provetella.

Mas que função terão? “Talvez as bactérias do leite materno sejam estimuladores imunitários para reconhecer bactérias específicas e para lutarem contra outras”, responderam ao PÚBLICO, por email, Alex Mira e María Carmen Collado, dois dos autores do artigo que pertencem, respectivamente, ao Instituto de Agroquímica e Tecnologia do Alimento, do Conselho Superior de Investigações Científicas de Espanha, e ao Centro Superior de Investigação em Saúde Pública, em Valência. “Se isto for verdade, o sistema imunitário materno pode regular as bactérias a que o bebé é exposto de uma forma atempada e a falta desta modulação pode ter consequências importantes no desenvolvimento da flora microbiana da criança e na maturação do seu sistema imunitário.”

Via interna de transmissão

Quando os investigadores compararam as bactérias do leite em mulheres com um peso normal e obesas notaram uma diferença importante na composição. As bactérias do leite das mulheres obesas eram menos diversas. Esta mudança pode ser um “mecanismo adicional que explica o maior risco de obesidade dos filhos de mães obesas”, lê-se no artigo.

Outra surpresa foi a composição bacteriana do leite das mães que fizeram uma cesariana programada, em relação a mães que tiveram um parto natural ou que, durante o parto, foram obrigadas a fazer uma cesariana. As bactérias no leite eram diferentes e menos diversas. “Isto poderá ter consequências nas alergias, na asma e noutras doenças influenciadas por uma resposta imunitária deficiente”, dizem os dois autores.

Ainda ninguém sabe ao certo como é que as bactérias aparecem no leite. A equipa analisou a composição bacteriana da pele das mães e dos bebés, do sistema digestivo das mães, da flora vaginal, mas a composição do leite é única. Supõe-se que seja por uma via interna, controlada pelo sistema imunitário, que bactérias específicas do tubo digestivo chegam ao leite. Esta transmissão pode ser influenciada pelo stress fisiológico e pela descarga hormonal do parto, já que nas cesarianas não programadas a composição bacteriana do leite da mãe é semelhante à do leite de mulheres que tiveram parto natural.

Gravidez e parto ainda matam quase 50 mil raparigas por ano no mundo

Julho 4, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 27 de Junho de 2012.

O relatório mencionado na notícia é o seguinte:

Every Woman’s Right: How family planning saves children’s lives

 

Quase 50 mil adolescentes morrem anualmente no mundo devido a complicações na gravidez e no parto, alerta a ONG Save the Children, adiantando que perto de um milhão de bebés de jovens mães morre anualmente com menos de 1 ano.

No relatório “Como o Planeamento Familiar Salva a Vida das Crianças”, citado pela agência AFP, a organização não-governamental britânica refere que uma rapariga em cada cinco é mãe antes dos 18 anos, o que faz com que o risco de morrer durante a gravidez e o parto seja cinco vezes mais elevado para uma adolescente com menos de 15 anos do que para uma mulher de 20 anos.

Para a Save the Children, os bebés têm ainda 60% mais probabilidades de morrer se a mãe tiver menos de 18 anos. A organização apela, por isso, aos líderes mundiais, que aumentem a disponibilidade de métodos contraceptivos.
A Save The Children sublinha ainda que as gravidezes na adolescência estão “intrinsecamente ligadas” aos casamentos precoces, estimando em 10 milhões o número de menores de 18 anos que se casam anualmente. Na África Central, 59% das raparigas entre os 15 e os 19 anos são casadas, no Bangladesh 46% e na Índia 30%, de acordo com a ONG.

 

 

Debate “Ser mãe e nascer em Portugal – Perspectivas antropológicas e sociológicas”

Novembro 1, 2011 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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PJ conta 55 crianças mortas pelos pais em cinco anos

Maio 16, 2011 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 9 de Maio de 2011.

A Drª Dulce Rocha, Presidente Executiva do Instituto de Apoio à Criança, comenta a notícia.

Doze crianças morreram no ano passado às mãos dos seus pais. Não é o número mais elevado: em 2009, foram 15 as crianças mortas naquelas circunstâncias, das quais seis bebés asfixiados pelas mães logo a seguir ao parto.

Na soma dos últimos cinco anos, a Polícia Judiciária conta 55 crianças mortas em Portugal pelos seus progenitores. Em Espanha, com uma população quatro vezes e meia superior à portuguesa, 20 crianças foram mortas pelos pais em 2010.

Nas cifras do ano passado preponderam os sete bebés mortos pelas mães durante ou logo após o parto. Nestes casos, que a lei classifica como infanticídios, as penas raramente culminam em prisão efectiva, desde que tenha ficado claro perante o tribunal que o crime foi cometido sob a “influência perturbadora” do parto. Isto apesar de a lei possibilitar penas entre um e cinco anos de prisão.

A procuradora Dulce Rocha, do Instituto de Apoio à Criança, diz que ainda bem que a pena costuma ser atenuada. “Geralmente, nestas situações a culpa é diminuta. São mulheres em situação psíquica muito instável, que não conseguiram abortar e que estão desesperadas; aliás, desespero é mesmo a palavra que melhor descreve estes quadros.”

Mais do que punir, parece reunir consenso a ideia de que o sistema deve é garantir o acompanhamento destas mulheres. “Haja ou não condenação em pena prisional, será sempre indispensável que o sistema assegure o apoio psicológico (antes do julgamento, depois deste e ao longo da pena ou do período de suspensão), bem como apoio social”, sublinha Carlos Poiares, director da Faculdade de Psicologia da Universidade Lusófona, para lembrar que quem comete um crime desta natureza “está, em princípio, socialmente desinserido e carece de apoio que lhe permita a reinserção e o reenquadramento”.

Em Portugal, não existem grandes estudos sobre infanticídios ou filicídios – a designação adoptada quando um pai mata o filho fora da influência perturbadora do parto. Foram 24, nos últimos cinco anos, tendo sido 13 cometidos pelos pais e os restantes 11 pelas mães. Rui Abrunhosa, professor na Universidade do Minho e especialista em comportamentos desviantes, aponta que o denominador comum nestes crimes é “a existência de perturbação mental, seja ela mais aguda, no caso dos infanticídios, ou mais crónica, no caso dos filicídios”.

No caso dos infanticídios, Abrunhosa lembra que, em regra, as mulheres não possuem qualquer antecedente criminal. E Carlos Poiares sublinha, por seu turno, que muitas infanticidas foram e podem continuar a ser boas mães em relação a outros filhos. “Já conheci uma infanticida que, entre o acto e o dia do julgamento, engravidou, teve a criança e levou-a depois para a cadeia. Que se saiba, conseguiu exercer a maternidade.”

Adelaide voltou a ser mãe

Adelaide Silva, a escriturária de 37 anos de Vila Nova de Gaia que, em Fevereiro de 2008, matou o seu bebé recém-nascido, não precisou de levar para a prisão o filho que teve a seguir. O juiz condenou-a a quatro anos de pena suspensa. Adelaide tinha já três filhos quando nasceu o quarto, em casa, na sanita. Tapou-lhe o nariz e a boca com uma mão e asfixiou-o até à morte. De seguida, meteu-o no congelador. O juiz considerou que a arguida estava angustiada, alterada, deprimida, “em negação da realidade”. Adelaide não ouviu nenhum destes adjectivos. No dia da sentença, estava a recuperar do parto de um menino, nascido dois dias antes.

Para além das situações de psicose aguda, o psiquiatra Phillip Resnick apontou recentemente à revista norte-americana Time quatro outras “motivações-tipo” para este crime. Na primeira, a morte de uma criança às mãos do progenitor surge como um acto altruísta. É o que acontece, por exemplo, quando alguém decide suicidar-se e acredita que, ao matar também o seu filho, está a poupá-lo a uma grande dose de sofrimento. A morte pode ainda resultar de uma agressão fatal que não visava propriamente aquele fim. Na terceira circunstância, o bebé é indesejado, fruto de uma gravidez não planeada, muitas vezes resultante de uma infidelidade ou de uma relação clandestina.

“Há casos de crianças não desejadas, por vezes feitas para que se assegure um ou outro efeito, que acabam por ser vítimas da não produção desse resultado”, acrescenta Poiares. E também acontece o progenitor matar o seu filho para se vingar. Em Maio de 2009, João C. Pinto, 45 anos, desempregado, a viver em Matosinhos, pega na sua filha de seis anos ao colo, dá-lhe um beijo e depois estrangula-a com o cinto do roupão. De seguida manda um SMS à ex-mulher: “A nossa filha está com os anjinhos”. Era a vingança por causa do divórcio. Ainda ligou ao 112 a avisar que deixara a chave de casa na caixa de correio para evitar que tivessem de arrombar a porta. Foi preso e, em Março de 2010, condenado a 16 anos de prisão. Suicidou-se cinco meses depois.

A presença do pai dificulta o parto

Maio 7, 2011 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista de Michel Odent à revista Pais & Filhos no dia 29 de Abril de 2011.

Fotografia Pais & Filhos

Silêncio, pouca luz e apenas uma parteira experiente. Esta é a receita mágica de Michel Odent para que os partos se tornem mais fáceis e mais rápidos. O pai deve ficar de fora, para evitar contaminar a mãe com adrenalina e para salvaguardar a própria saúde. Estas e outras teorias inovadoras foram partilhadas pelo médico francês em conversa com a PAIS&Filhos.

É autor da famosa frase: «para mudar o mundo é preciso mudar a forma de nascer». Qual é a melhor forma para os bebés nascerem?

Essa frase é de 1975, do meu primeiro livro. O que faz sentido é falarmos das necessidades básicas de uma mulher que está em trabalho de parto. Uma mulher para dar à luz facilmente precisa de se sentir segura e de não se sentir observada. Isto é uma necessidade básica que podemos perceber através da fisiologia. E não é exclusiva das mulheres. Todos os mamíferos precisam de se sentir seguros, de não se sentir observados, para poderem ter os seus filhos. Na selva, se uma fêmea está pronta para dar à luz e percebe a presença de um predador, liberta adrenalina, o que irá adiar o parto. Ela só dará à luz quando se sentir segura. É uma necessidade básica dos mamíferos em geral. É fisiológico. Ao libertar adrenalina não se consegue parir. Todos os mamíferos precisam de não se sentir observados e todos têm as suas estratégias para que assim aconteça. No caso dos humanos, não podemos falar de um sítio perfeito para dar à luz, porque há demasiados condicionalismos culturais. Posso dar um exemplo: uma mulher que deseja muito ter o seu filho num hospital não se sentirá segura num sítio onde não estejam visíveis os equipamentos médicos. Outras mulheres sentir-se-ão mais seguras e terão um trabalho de parto mais fácil em casa, com uma parteira experiente. Cada mulher é diferente, mas todas têm a mesma necessidade básica: sentirem-se seguras e não observadas. Isto é universal.

E como é que as mulheres se podem sentir seguras?
Há vários factores que interferem com as necessidades básicas. Por exemplo: a linguagem, que é um estimulante do cérebro pensante, do intelecto, do néocortex. Durante o parto, o néocortex precisa de estar desligado, a mãe vai para outro planeta. Por isso, uma necessidade básica é o silêncio, para não estimular o neocórtex. Outra necessidade básica é evitar a luz. Na penumbra aumenta a produção de melatonina, uma hormona que ajuda a diminuir a actividade do neocórtex. É por isso que apagamos as luzes para dormir.

Já assisti a partos em hospitais, em casa, em França, no Reino Unido e a minha experiência diz-me que os partos mais fáceis e rápidos acontecem quando não existe ninguém por perto da mulher, além de uma parteira experiente e silenciosa, de preferência a fazer tricô. Apesar das várias teorias sobre a participação do pai no parto ou sobre ser necessária uma equipa de médicos, esta é a situação que eu conheço que melhor funciona. E temos de a redescobrir.

Ler o resto da entrevista Aqui

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