Crianças com pai participativo demonstram mais cooperação e autocontrole, diz estudo

Outubro 27, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do site http://revistacrescer.globo.com/ de 12 de agosto de 2016.

Os estudos citados são os seguintes:

Child behavior problems: Mothers’ and fathers’ mental health matters today and tomorrow

More than Just the Breadwinner: The Effects of Fathers’ Parenting Stress on Children’s Language and Cognitive Development

 

thinkstock

Pesquisa da Universidade de Michigan analisou dados de 730 famílias

Por Juliana Malacarne

Por muito tempo, acreditou-se que a mãe tinha mais impacto na formação dos filhos do que o pai, mas a ciência vem mostrando que isso não é verdade. Os dois exercem um papel igualmente importante para o desenvolvimento da criança, como mostra um novo estudo da Universidade de Michigan.

Os cientistas analisaram dados de 730 famílias norte-americanas de 17 regiões do país, para descobrir os efeitos de pais com problemas como estresse e depressão no desenvolvimento dos filhos. O estudo descobriu que a saúde mental de pai e mãe tinha um efeito similar nos problemas de comportamento de bebês.

Quando o pai era participativo e não tinha nenhuma doença mental, as crianças tiveram um impacto positivo em longo prazo, demonstrando mais autocontrole e cooperação ao chegarem à quinta série.

Já quando o pai tinha estresse ou alguma doença mental, isso teve um impacto negativo no desenvolvimento cognitivo e de linguagem nas crianças de 2 e 3  anos, mesmo quando a interação da mãe era positiva. A influência afetou mais o desenvolvimento linguístico dos meninos do que das meninas.

Na conclusão, os pesquisadores defendem que a qualidade da relação que o pai tem com o filho e suas características pessoais têm muita influência no desenvolvimento social da criança. Para a psicóloga e presidente executiva da Solace Institute, Paula Emerick, o estudo comprova o que é possível perceber clinicamente no dia-a-dia. “Para existir equilíbrio, a criança necessita estar sob a influência dos dois modelos, de pai e de mãe”, afirma. “Eles são complementares e fundamentais para que o filho seja lançado na vida adulta, de forma mais estruturada, funcional e feliz”.

Porém, isso não significa que toda família que não tenha um pai presente, criará filhos desestruturados e com problemas emocionais. A figura paterna não necessariamente precisa ser o pai biológico, um tio, avô ou padrasto, pode desempenhar essa função, de acordo com a psicóloga. O importante é que ele esteja presente no dia-a-dia da criança, estabelecendo limites, e é claro, dando muito carinho e amor.

 

 

 

2º Fórum EPRD – A Responsabilidade Parental e o Sucesso Educativo

Junho 26, 2013 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Escola Profissional Raul Dória

Praça da República, 93 A
4050- 497 PORTO

TEL: 222 074 200 | FAX: 222 030 674

E-mail : rauldoria@gmail.com

Ciclo de Debates Parentais

Maio 7, 2013 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Estudo. Professores são os que mais peso têm no sucesso escolar

Junho 6, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do i de 28 de Maio de 2012.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Do girls and boys perceive themselves as equally engaged in school? The results of an international study from 12 countries

Por Kátia Catulo,

Investigação em 12 países revela que o apoio dos docentes é o que mais contribui para a motivação dos alunos. As raparigas são as que mais sentem o incentivo vindo de docentes, pais e colegas.

O apoio dos pais, dos docentes e dos colegas é determinante para o empenho e o sucesso dos alunos na escola. Os educadores sabem isso e os encarregados de educação também. Mas qual destes três grupos tem maior influência sobre o desempenho escolar das crianças e dos adolescentes? Todos no seu conjunto é a resposta óbvia, mas os professores são os que mais pesam nesta balança. A conclusão é de uma investigação internacional que envolveu 3420 alunos dos 7.o, 8.o e 9.o anos de 12 países, entre os quais Portugal, Estados Unidos, Coreia do Sul, China, Áustria ou Canadá.

“Raparigas e Rapazes têm a mesma percepção sobre o seu empenho na Escola?” (título original: “Do girls and boys perceive themselves as equally engaged in school?”) é o estudo conduzido por investigadores de universidades europeias, americanas ou asiáticas que deita por terra, por exemplo, a crença comum entre a comunidade escolar e científica de que o incentivo dos colegas é o que os adolescentes mais valorizam. Ao analisar os três tipos de apoio – professores, pais e alunos – os investigadores chegaram à conclusão de que os professores são a peça central. Neste ranking, o estímulo que os pais e os encarregados de educação dão aos filhos ficou classificado em segundo lugar e o de colegas aparece em último.

Eles e elas Que as raparigas, comparadas com os rapazes, são regra geral mais empenhadas e têm melhores classificações é outra evidência que os resultados desta investigação demonstraram. Não é uma conclusão inesperada, avisam os autores. O fenómeno tem sido relatado ao longo das últimas duas décadas tanto no básico e secundário como no ensino superior. Há aliás vários estudos a comprovar que os rapazes são menos motivados e passam menos tempo a fazer os trabalhos de casa do que as raparigas.

Os rapazes revelam também ter menos expectativas sobre si próprios e tendem a ser menos optimistas sobre a possibilidade de prosseguirem os seus estudos. Há também evidências a demonstrar que as raparigas têm mais apetência para planear ou organizar os estudos e as actividades escolares. No inquérito feito aos professores, por exemplo, a classe docente tem uma ideia generalizada de que as raparigas são mais empenhadas e têm melhores resultados do que os rapazes.

Tendo estas características como ponto de partida, os autores desta investigação quiseram perceber os motivos que explicam a distância nos resultados escolares entre eles e elas. À partida não há grandes segredos: o maior ou menor esforço que os alunos aplicam nos estudos determina em grande parte os resultados académicos. Não se pode resumir tudo às características de personalidade ou a factores cognitivos, alertam os investigadores.

O incentivo que os alunos recebem tanto da escola como da família ou dos amigos tem uma enorme influência no rendimento académico de crianças e adolescentes. Mas, mais do que o apoio que recebem, é a percepção que eles e elas têm desse apoio. Sentirem-se apoiados ou desamparados tem efeitos directos e indirectos sobre o seu desempenho escolar. Essa é uma das peças-chave que pode explicar a distância entre raparigas e rapazes porque, nesta investigação, tanto eles como elas valorizam da mesma forma o apoio que precisam de docentes, pais ou colegas. E as alunas, mais do que os alunos, estão convencidas de que recebem mais apoio destes três grupos.”

Perguntas A partir daqui, a investigação abre caminho a perguntas inquietantes que precisam de mais estudos para poderem ser respondidas, esclarecem os investigadores. Por que é que os rapazes percepcionam um menor apoio de professores ou pais do que as raparigas? O que pode ter contribuído para essa diferença?

São questões que os cientistas deixam em aberto mas, as conclusões deste estudo, dizem os seus autores, podem vir a ser chaves importantes para promover o sucesso escolar. Valorizar mais o apoio de professores, pais e colegas sobe a motivação e melhora o rendimento dos alunos. “Os resultados do presente estudo sugerem que a percepção dos alunos sobre o apoio do professor é o mais forte preditor do seu compromisso na escola. A sua associação com o envolvimento dos alunos e desempenho académico é ainda maior que a dos pais e muito mais do que a de seus pares. Este padrão implica que os professores têm um papel muito importante a desempenhar no reforço do envolvimento do aluno na escola”, lê-se no estudo.

 

Vamos ler-lhes uma história! O Fator Pais na Educação

Junho 5, 2012 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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PISA – Let’s Read Them a Story! The Parent Factor in Education

Education begins at home. The first simple word a parent speaks to an infant opens the world of language to the child and sets the child on the path of exploration and discovery. When formal schooling begins, many parents believe that their role as educators has ended. But education is a shared responsibility of parents, schools, teachers, and various institutions in the economy and in society. New findings from the OECD’s Programme for International Student Assessment (PISA) show that parental involvement in education is pivotal for the success of children throughout their school years and beyond.

The OECD is pleased to present its report, Let’s Read Them a Story! The Parent Factor in Education. The report examines whether and how parents’ involvement is related to their child’s proficiency in and enjoyment of reading — and it also offers comfort to parents who are concerned that they don’t have enough time or the requisite academic knowledge to help their children succeed in school. Many types of parental involvement that are associated with better student performance in PISA require relatively little time and no specialised knowledge. What counts is genuine interest and active engagement.

Seminário CNE/Pro Dignitate:”Participação dos Pais na Escola”

Maio 5, 2011 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Programa

09h30 – Abertura  

Maria Barroso – Presidente da Fundação Prodignitate

Ana Maria Bettencourt Presidente do CNE

10h15 – Apresentação do Projecto

Indicadores de Participação dos Pais na Escola

Presidente da MesaIntervenções  Ana Maria Vieira de Almeida– Fundação Pro Dignitate– Michele Brunelli – Universidade de Bergamo 

– Maria de Lurdes Paixão – Fundação Pro Dignitate

Conceição Reis e Carmo Gregório – CNE

Debate

11h15 – – Pausa (café)

11h30 – Mesa Redonda

Cooperação escola-família: que rumos?

Presidente da MesaIntrervenções Maria de Lurdes Rodrigues– FLAD- Eduardo Marçal Grilo – Fundação Calouste Gulbenkian

Lucília Salgado – ESE de Coimbra

Maria das Dores Guerreiro – CIES-ISCTE

Debate

13h00 – Almoço livre

14h30 – Mesa Redonda

Práticas de colaboração escola-família

Presidente da MesaIntervenções – Teresa Vasconcelos – CNE- Albino Almeida – CONFAP

Luís Fernando Costa – Agrup. Escolas Fernando Pessoa

– João Valsassina – Colégio Valsassina

16h00 – Pausa (café)

16h15 – Conferência

Escolas, comunidades e democracia

Presidente da MesaConferencista

Comentário

– Maria Emília Brederode Santos – CNE– Don Davies – Universidade de Boston

– Júlio Pedrosa – Universidade de Aveiro

17h30 – Encerramento

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