Agências da ONU dizem que israelenses e palestinos têm de priorizar direitos das crianças

Agosto 25, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 1 de agosto de 2018.

Desde o início de novos protestos e manifestações junto à cerca entre Israel e Gaza, 26 crianças palestinas foram mortas; representantes das Nações Unidas afirmam que menores de idade não deveriam participar de retórica política e propaganda em ambos os lados.

Os direitos das crianças continuam sendo violados em Gaza, na Cisjordânia e em Israel, de acordo com um comunicado de três altos funcionarios da ONU, que trabalham na região.

Em nota, divulgada nesta quarta-feira,  eles se dizem “profundamente preocupados” com relatos contínuos de “crianças mortas ou gravemente feridas, algumas com apenas 11 anos” em áreas administradas por autoridades palestinas.

Autores

Assinaram o comunicado, o coordenador humanitário para os Territórios Palestinos, Jamie McGoldrick, o chefe do Escritório de Direitos Humanos na região, James Heenan, e a representante especial do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, Genevieve Boutin.

Os três disseram que todos os responsáveis precisam tomar medidas concretas e imediatas para “permitir que as crianças vivam sem medo.” Segundo eles, “as crianças em Israel estão expostas a trauma, medo e ferimentos graves.”

A nota afirma que  em todos os Territórios Palestinos, mais particularmente a Faixa de Gaza,” as crianças têm todos os seus direitos “roubados”.

Números

Sete crianças palestinas foram mortas durante ataques de Israel em julho. Já do lado israelense, duas meninas de 14 e 15 anos também sofreram ferimentos causados ​​por foguetes lançados por grupos armados palestinos.

A ONU informa que, desde o início das manifestações em 30 de março, 26 crianças palestinas foram mortas, 21 baleadas durante as manifestações, cinco perderam a vida em ataques aéreos.

O comunicado ressalta que “várias dessas crianças sofrerão deficiências ao longo da vida, inclusive como resultado da amputação de membros”. Além disso, milhares precisam de assistência psicossocial urgente, atendimento médico especializado e apoio para reabilitação.

Dificuldades

Os autores também destacaram a crise humanitária, lembrando que, em Gaza, as famílias têm apenas quatro horas de eletricidade por dia, a água potável é cara e difícil de encontrar. E em um mês, quando começa o ano letivo, milhares de famílias não terão como comprar material escolar para seus filhos.

McGoldrick, Heenan e Boutin também deploraram o “uso muitas vezes cínico das crianças na retórica política e propaganda de todos os lados” e a exposição de crianças à violência.

A nota termina com um apelo “a Israel, bem como à Autoridade Palestina e às autoridades do movimento Hamas em Gaza, para colocar os direitos das crianças à frente de quaisquer outras considerações e tomar medidas imediatas para aliviar o seu sofrimento.”

Documento original Children’s rights must be put first

 

UNICEF declara janeiro “mês sangrento” ao registar 83 crianças mortas em conflitos

Fevereiro 23, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://observador.pt/ de 5 de fevereiro de 2018.

A ” violência no Iraque, Líbia, Síria, no Estado da Palestina e no Iémen” teve consequências “devastadoras” as crianças. Mas há mais locais onde a vida destas está em perigo constante.

Pelo menos 83 crianças, a grande maioria sírias, morreram durante o “mês sangrento” de janeiro em conflitos e ataques registados em países do Médio Oriente e do norte de África, divulgou esta segunda-feira a UNICEF.

“A intensificação da violência no Iraque, Líbia, Síria, no Estado da Palestina e no Iémen” teve consequências “devastadoras” para a vida das crianças, disse o diretor regional da UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) para o Médio Oriente e do norte de África, Geert Cappelaere, citado num comunicado.

“Só no mês de janeiro, pelo menos 83 crianças foram mortas (…) em conflitos em curso, em ataques suicidas ou morreram de frio ao fugir de zonas de guerra”, sublinhou o representante. Geert Cappelaere realçou que as crianças estão a pagar “o preço mais alto” por guerras pelas quais não são responsáveis.

“São crianças, crianças!”, frisou o diretor regional da UNICEF, na mesma nota informativa. Na Síria, país que enfrenta desde março de 2011 um conflito civil, “59 crianças foram mortas nas últimas quatro semanas”, segundo a agência das Nações Unidas.

No conflito no Iémen, já classificado como uma das piores crises humanitárias dos últimos anos, 16 crianças perderam a vida “em ataques em todo o país”. Em Benghazi, no leste da Líbia, “três crianças foram mortas num ataque suicida e outras três quando brincavam perto de engenhos explosivos”, segundo a UNICEF.

Uma mina tirou também a vida a uma criança na cidade velha de Mossul, antigo bastião do grupo extremista Estado Islâmico (EI) no norte do Iraque, enquanto um menor foi baleado numa localidade perto de Ramallah, na Cisjordânia ocupada por Israel.

No Líbano, “16 refugiados sírios, incluindo quatro crianças, que fugiram da Síria morreram de frio durante uma tempestade severa”, referiu a UNICEF.

“Não são centenas, nem milhares, mas milhões de crianças no Médio Oriente e no norte de África a quem roubaram a infância, que foram mutiladas, traumatizadas, presas, impedidas de ir à escola (…) e privadas do direito mais básico, de brincar”, sublinhou o comunicado.

Para Geert Cappelaere, “podem ter silenciado as crianças, mas as suas vozes vão continuar a ser ouvidas!”, concuindo que “A sua mensagem é a nossa: a proteção das crianças é prioritária em todas as circunstâncias, faz parte das leis da guerra”. Em dezembro passado, a UNICEF qualificou 2017 como um “ano pesadelo”, denunciando na altura que os conflitos armados tinham afetado de maneira desmedida as crianças.

Em 2017, as crianças em zonas de conflito foram vítimas de ataques “a uma escala chocante”, fruto de um “desprezo generalizado e flagrante das normais internacionais que protegem os mais vulneráveis”, afirmou na altura a organização no seu relatório anual, que apontava as situações na República Centro Africana, Nigéria, Birmânia, Sudão do Sul, Ucrânia, Iémen ou Síria.

No ano passado, segundo os números da UNICEF, cinco mil crianças foram mortas ou feridas no Iémen, 700 foram mortas no Afeganistão, centenas usadas como escudos humanos na Síria e no Iraque, 135 usadas como bombistas suicidas na Nigéria, 19 mil recrutadas pelo exército e grupos armados no Sudão do Sul.

O mesmo relatório indicou que na Europa, no leste da Ucrânia, mais de 200 mil crianças vivem sob a ameaça constante das minas antipessoal e de artefactos que não explodiram que apanham para brincar ou pisam, morrendo ou sofrendo mutilações.

mais informações na notícia:

Conflicts in the Middle East and North Africa take a brutal toll on children – UNICEF

O “murro no estômago” de ver a realidade das crianças palestinianas

Dezembro 26, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Relatório, Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do http://p3.publico.pt/ de 14 de dezembro de 2017.

Desde 2000, estima-se que dez mil crianças palestinianas tenham sido detidas pelo exército israelita. A cada 12 horas, uma será detida, interrogada, processada e/ou presa. Os factos, apresentados num relatório de 2013 da UNICEF, são dolorosos. Mas o “murro no estômago”, como lhe chama Farah Nabulsi, aumenta se vislumbrarmos a realidade retratada na sua mais recente curta-metragem. É realidade ficcionada, mas realidade. E isso dói. Today they took my son (Hoje levaram o meu filho) mostra o “cruel, desumano e degradante tratamento e punição de crianças palestinianas por parte do sistema de detenção do exército israelita, [que] parece estar difundido e institucionalizado”, como refere o mesmo relatório da UNICEF. As crianças são detidas, geralmente, entre a meia-noite e as 5h. Soldados armados atam-lhes as suas mãos, tapam-lhes os olhos. Os meninos são vítimas de abusos físicos e verbais durante a detenção e o interrogatório. Não têm acesso a água, comida, casa de banho ou cuidados médicos. São coagidos a confessar coisas que não fizeram e ficam sem acesso às suas famílias e advogados. A realizadora Farah Nabulsi — filha de pais palestinianos que foram viver para o Reino Unido em 1970 — procura com o seu trabalho chamar a atenção para esta realidade. Por isso fez esta curta-metragem, integrada no projecto Oceans of Injustice, que procura mostrar a luta palestiniana por “liberdade, justiça e equidade”. Antes já tinha divulgado uma outra curta com o mesmo nome do projecto. Se não for o bastante ver estas imagens, Farah Nabulsi deixa uma sugestão: “Imaginem que isto acontecia com uma criança que amam.”

O relatório citado no texto é o seguinte:

Children in israeli Military Detention : Observations and Recommendations

Fotógrafa capta retratos poderosos das ‘crianças invisíveis’ que crescem como refugiadas

Novembro 7, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.hypeness.com.br/

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A fotógrafa libanesa Rania Matar trabalhava em um projeto envolvendo mães e filhas no ano de 2014 quando, ao visitar sua terra natal, percebeu um outro assunto, forte, contundente e então pouco explorado e que, apesar de estar debaixo de seu nariz, Matar ainda não havia reparado: as crianças sírias e palestinas vivendo como refugiadas no Líbano. O assunto cresceu de tal forma que rapidamente se transformou em um trabalho autônomo e central em sua carreira.

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A questão [dos refugiados] começou pelo Líbano, e era incrível ver essas crianças pelas ruas. O primeiro garoto que conversei se parecia com meu filho, e tinha a mesma idade, e isso me comoveu profundamente”, ela afirma.

O nome do projeto não poderia ser mais terrivelmente apropriado: Invisible Children, ou Crianças Invisíveis. A ideia é oferecer um rosto humano à crise, indo além do que diz a mídia, as estatísticas, a guerra e as ideias sobre terrorismo e invasão.

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Pelos últimos dois anos Rania continuo voltando ao Líbano para retomar ou conquistar essas relações. Através de uma aproximação franca e afetuosa, ela consegue criar uma conexão humana, através da qual a artista tenta registrar a personalidade das pessoas fotografadas.

No fim, são crianças que querem ser escutadas, que prestem atenção a elas. Estamos largando-as nas ruas ao invés de oferecermos educação, isso é que é terrível. Já é o segundo ano que essas crianças estão nas ruas, e não nas escolas”, afirma Rania.

Todas as fotos © Rania Matar

Recentemente o Hypeness mostrou os refugiados que estão oferecendo cursos de idioma e cultura em São Paulo. Relembre.

mais fotos no link:

http://www.hypeness.com.br/2016/10/fotografa-capta-retratos-poderosos-das-criancas-invisiveis-que-crescem-como-refugiadas/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+com%2FtQbo+%28Hypeness%29

 

 

 

 

51 dias 51 crianças – Intervenção Humanitária da Unicef em Gaza

Agosto 17, 2015 às 1:00 pm | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança, Divulgação | Deixe um comentário
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© UNICEF SoP Eyad El Babatexto do Facebook da Unicef Portugal de 17 de agosto de 2015.

51 dias 51 crianças – Dia 21: Maryam, 10 anos “Vivo numa casa minúscula no campo de refugiados de Khan Younis. Durante o Verão, fica muito quente no interior da casa; e no exterior não há nenhum sítio seguro para brincar porque há muita gente no campo. Gosto muito de vir à praia, onde posso brincar e diverti-me, mas fica longe de casa. Queria muito que, um dia, o meu campo tivesse um parque e um espaço para brincar.”

‪#‎51days51children: ao fim de um ano, as crianças palestinianas em Gaza continuam a tentar recuperar da devastação causada por 51 dias de confrontos no Verão do ano passado, agravada pelo ritmo lento da reconstrução. As crianças com mais de seis anos já assistiram a três conflitos nas suas vidas ainda tão curtas, e os que têm mais de nove anos apenas não sabem o que é viver sem ser em situação de bloqueio. A UNICEF está no terreno com intervenções humanitárias para ajudar as crianças a recuperar. ‪#‎gaza4children © UNICEF SoP/Eyad El Baba

Via Unicef State of Palestine

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Ofensiva em Gaza mata 10 crianças por dia

Julho 24, 2014 às 10:16 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 22 de julho de 2014.

Reuters

Reuters

Segundo as contas da UNICEF, só nas últimas 24 horas, pelo menos 18 crianças palestinianas foram mortas em Gaza, na sequência da ofensiva israelita

Números divulgados esta terça-feira pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância apontam para que pelo menos 146 crianças palestinas tenham morrido nos bombardeamentos aéreos e terrestres de Israel, o que dá uma média de 10 crianças por dia.

Numa nota, a UNICEF especifica que as vítimas – 97 meninos e 49 meninas – têm idades compreendidas entre os 5 meses e 17 anos. Mas pelo menos 105 tem 12 anos ou menos. A este número, há que somar pelo menos 1100 crianças feridas.

Também  pelo menos 85 escolas ficaram danificadas.

Mais informações na REGULAR PRESS BRIEFING BY THE INFORMATION SERVICE de 22 July 2014 UNOG  United Nations Office at Geneva

http://www.unog.ch/unog/website/news_media.nsf/%28httpNewsByYear_en%29/1970F3582470EC71C1257D1D0038F4E2?OpenDocument

 


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