I Encontro de Cuidadores de Casas de Acolhimento – 7 junho em Coimbra

Junho 4, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

https://www.facebook.com/PlataformadeApoioJovensExacolhidos/

 

I Encontro Nacional de Jovens (Ex)Acolhidos, 3 julho em Coimbra

Junho 25, 2018 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações nos links:

https://www.facebook.com/events/189650968405953/

http://www.paje.pt/i-encontro-nacional-de-jovens-exacolhidos/

 

Faltam apoios e também futuro aos jovens que passaram por casas de acolhimento

Agosto 25, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 13 de agosto de 2017.

2513 jovens saíram de centros de acolhimento em 2016 Paulo Pimenta

Novo programa com sede em Coimbra está a acompanhar cerca de 100 jovens que estiveram no sistema de acolhimento. Para o investigador João Pedro Gaspar, são um exemplo vivo das falhas do sistema actual.

Clara Viana

Foi retirado à família, esteve em instituições de acolhimento, regressou ao agregado familiar, mas no final de Julho recorreu ao apoio da Plataforma de Apoio a Jovens Ex-Acolhidos (PAJE) para sair daquela casa que “o estava a desgraçar”. Tem 23 anos. Na família tudo continuava na mesma: desemprego, alcoolismo, violência doméstica.

O caso é relatado ao PÚBLICO pelo investigador da Universidade Coimbra, João Pedro Gaspar, que em 2016 fundou a PAJE depois de ter trabalhado anos com instituições de acolhimento (que recebem crianças e jovens que são retiradas às famílias por estarem em risco) e de ter seguido, para a sua tese de doutoramento, o percurso de jovens acolhidos que tinham como projecto de futuro a construção de uma vida independente. A maioria falhou.

De acordo com os resultados do último relatório Casa — Caracterização Anual da Situação de Acolhimento de Crianças e Jovens, divulgado no final de Julho pelo Ministério do Trabalho e da Segurança Social, o mesmo se passou com muitos dos 2513 jovens que saíram dos lares em 2016. Só 15,7% conseguiram levar por diante um projecto de autonomização. A maioria regressou à família.

Este foi também o destino de vários dos cerca de 100 jovens que já pediram apoio à PAJE porque o regresso ao agregado familiar não resultou.

“Voltaram a ser vítimas dos pais quando arranjaram emprego e estes lhes extorquiram o ordenado ou os ‘empurraram ’ para a prostituição”, refere o investigador de Coimbra.

Falhas do sistema

Para João Pedro Gaspar, estes desfechos são um exemplo das “falhas que há no sistema e que devem ser colmatadas com urgência”, a começar pela criação de um programa de seguimento dos jovens que terminam a sua experiência de acolhimento. A existência de um programa destes “fará grande diferença na vida destes jovens, contribuindo para transições positivas e para a sua autonomização bem-sucedida”, defende.

A autonomização é o projecto de vida de 36% das 8175 crianças e jovens que estavam em lares de acolhimento em 2016, mas sem apoio de retaguarda a sua concretização é “terrivelmente difícil e praticamente impossível”, alerta João Pedro Gaspar, lembrando que no próprio relatório Casa se chama a atenção para o facto, quando se refere o seguinte: “Nenhum jovem oriundo de população não acolhida se torna autónomo aos 21 anos, pelo que estes jovens, pelas circunstâncias em que viveram e em que vivem (maioritariamente sozinhos) dificilmente possuem capacidade para uma autonomização plena naquela idade.”

A maioria dos que pediram apoio à PAJE têm idades entre os 22 e os 30 anos. Cerca de 53% recorreram a este programa, que tem sede na Universidade de Coimbra, em busca de apoio psicológico e/ou aconselhamento, 35% são pedidos assistencialistas: porque precisam de comer, vestir-se, medicar-se ou porque necessitam de apoio judicial, ajuda para entrevistas de emprego ou até para saber como fazer comida. Os outros 12% procuram a PAJE por ambas as razões (apoio psicológico e assistência).

“Uns foram para a família e não resultou; outros saíram para a autonomia e correu mal… outros têm problemas graves de doença mental/psiquiátrica e vieram sem qualquer acompanhamento ou foram entregues a familiares que, também eles, sofrem do mesmo problema”, relata João Pedro Gaspar, que aponta para um perfil comum: “Autonomização mal sucedida, ‘desaparecimento’ das instituições e falta de rede de suporte.”

Segundo os dados do relatório Casa, mais de metade dos jovens que estavam acolhidos em 2016 tinham sido alvo de medidas de protecção quando viviam com a família e muitos deles já tinham estado acolhidos antes. Ou seja, já tinham sido retirados dos agregados familiares, colocados em instituições, regressado de novo às famílias para serem depois novamente retirados.

João Pedro Gaspar aponta a propósito outra que considera ser uma das “falhas” do sistema: “Enquanto a criança/jovem permanece no acolhimento nem sempre se trabalha com as famílias e quando isso acontece por vezes é feito por equipas separadas ou seja, as equipas que trabalham com os jovens não são as mesmas que trabalham com os agregados. Não é feito um trabalho conjunto – família, jovem, ‘sistema’ – visando o futuro projecto de vida do jovem.”

Quanto às casas de acolhimento, João Pedro Gaspar defende que “é preciso promover a sua qualidade, que está muito aquém do desejado”. Refere a propósito que a sua “heterogeneidade é quase tão grande como a das mais de 8000 crianças acolhidas” e que por isso, à semelhança do que sucede com a família onde se nasce, o factor sorte tem um papel a desempenhar: muito depende das instituições onde as crianças e jovens são colocados e, “principalmente, dos cuidadores que com eles privam”.

descarregar o relatório mencionado na notícia no link:

http://www.seg-social.pt/documents/10152/15292962/Relatorio_CASA_2016/b0df4047-13b1-46d7-a9a7-f41b93f3eae7

Sessão de apresentação do livro “Acolhimento Juvenil no Mundo”, Palácio Nacional de Mafra, 9 de Junho

Junho 5, 2017 às 9:00 am | Publicado em Divulgação, Livros | Deixe um comentário
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A Dra. Manuela Eanes, Presidente honorária do Instituto de Apoio à Criança escreveu o prefácio do livro.

mais informações:

http://www.paje.pt/

http://www.sitiodolivro.pt/

Plataforma de Apoio aos Jovens (Ex)acolhidos (PAJE)

Fevereiro 14, 2017 às 4:13 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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No âmbito das atividades de Sensibilização / Informação o Instituto de Apoio à Criança – Fórum Construir Juntos tem promovido ações de formação.

Assim, no dia 11 de outubro teve lugar uma sessão de apresentação da Plataforma de Apoio aos Jovens (Ex)acolhidos (PAJE). Esta sessão que decorreu no Auditório da Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais, foi dinamizada por João Pedro Gaspar e contou com a presença de 20 participantes, elementos das equipas técnicas das instituições parceiras da Rede Construir Juntos e elementos dos Gabinetes de Apoio ao Aluno e à Família – Psicólogos, Técnicos de Serviço Social, Professores e Estagiários. Os objetivos desta Plataforma passam por evitar a exclusão, promovendo a inclusão social, laboral, etc., proporcionando apoio também em situações burocráticas do quotidiano (IRS, arrendamento, direitos do trabalho, apoios sociais, procura de emprego/formação, etc.), com a ajuda de voluntários das áreas em causa, que eventualmente criarão laços de confiança e interesse mútuo, concorrendo para um contexto securizante, tão necessário para quem já sofreu abandonos.

Na sequência desta colaboração, no dia 22 de novembro, durante o Seminário da Rede Construir Juntos, foi assinado protocolo de cooperação entre a Plataforma PAJE e o Instituto de Apoio à Criança.

 

Plataforma acompanha 20 jovens saídos de instituições

Maio 13, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 6 de maio de 2016.

Nuno Ferreira Santos

Ana Cristina Pereira

Estrutura funciona na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra e conta com 30 voluntários.

Cerca de duas dezenas de jovens, saídos ou em vias de sair de lares de infância e juventude, estão a ir à Plataforma de Apoio a Jovens Ex-Acolhidos, projecto lançado no início deste ano por João Pedro Gaspar, investigador do Instituto de Psicologia Cognitiva da Universidade de Coimbra (UC).

João Pedro Gaspar trabalha em instituições de acolhimento para crianças e jovens em risco há mais de 15 anos. Em 2014 concluiu o doutoramento na UC sobre “os desafios da autonomização”. De forma informal, foi acompanhando alguns jovens que tinham de sair por terem atingido a maioridade. Desde Janeiro deste ano, fá-lo de forma formal, através desta plataforma, que funciona na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da UC. Não sozinho. O número de voluntários passou de dez, no arranque, para 30.

“Enquanto acolhidos, precisavam de colo, de carinho, de educação, de competências. Enquanto ex-acolhidos, têm essas e outras necessidades”, explicou ao PÚBLICO numa curta conversa telefónica. Precisam, desde logo, de tecto, de comida, de roupas, por vezes, de medicação. E têm de optar entre recomeçar sozinhos e regressar às famílias desestruturadas às quais um dia foram retirados por elas os colocarem de alguma forma em perigo.

Nem todos os jovens que ali vão têm as mesmas necessidades, sublinha João Pedro Gaspar. Alguns carecem de apoio pontual ou burocrático. Pedem ajuda para requerer rendimento social de inserção, fazer um currículo, procurar trabalho, por exemplo. Outros precisam de um apoio continuado, que pode passar, por exemplo, por acompanhamento psicológico.

Há casos muito complexos. O professor dá o exemplo de um rapaz que saiu há pouco de um lar: “Não possuía cartão do cidadão, tinha medicação psiquiátrica imprescindível para comprar e não a tomava há mais de um mês por falta de dinheiro, dois processos judiciais em curso, um deles grave e urgente; estava sem habitação, emprego, autoconfiança, com défices de competências sociais e emocionais.”  Não lhe parece que casos como este devam ficar sem resposta. O apoio que lhe está a ser dado passa, por exemplo, pelo acesso a documentação e a medicação, mas também por acompanhamento médico, habitação e emprego.

 mais informações:

https://www.facebook.com/PlataformadeApoioJovensExacolhidos/

 

 

 


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