Médica alerta que problemas de visão afetam uma em cada cinco crianças

Setembro 14, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://lifestyle.sapo.pt/ de 29 de agosto de 2017.

Nuno Noronha

Uma em cada cinco crianças sofre de problemas oftalmológicos, uma situação que pode agravar-se com o excesso de horas que os mais pequenos passam de olhos postos nas novas tecnologias.

Aproveitar o verão para tirar as crianças da frente dos aparelhos eletrónicos ajuda a minimizar os riscos, aconselha a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO).

“As horas passadas em contacto com dispositivos eletrónicos e exposição a ecrãs podem ser prejudiciais”, confirma Alcina Toscano, coordenadora do grupo de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo da SPO.

Apesar de, refere a médica, “não estarem diretamente relacionadas com problemas oculares”, quando em exagero “e em más condições ergonómicas (má postura, luminosidade incorreta, distância inadequada)”, os ecrãs que conquistam a atenção dos mais pequenos “contribuem para o aparecimento de sinais e sintomas, não só oculares como gerais. Estudos recentes apontam para uma maior incidência de miopia nestas crianças, quando comparadas com crianças que passam mais tempo ao ar livre”.

Recomendam-se, por isso, alguns cuidados. A começar pela atenção dada à posição, iluminação e distância adequada em relação a estes aparelhos, assim como a escolha “de programas de valor educacional”.

Alcina Toscano aconselha ainda o estabelecimento “de regras e tempos em que estes não devem ser usados (refeições, viagens em família)” e ainda aquilo que define como “a regra do 20/20/20 (sobretudo para os mais velhos): a cada 20 minutos olhar 20 segundos para uma distância de 20 pés (cerca de 6 metros)”.

Lá fora, há também que ter atenção ao sol. Neste caso, os cuidados para os olhos são os mesmos que aqueles que se deve ter com a pele: “evitar a exposição direta ao sol nas horas de radiação ambiente mais elevada ou onde houver maior radiação, e proteger a face do sol com uso de boné ou chapéu de abas largas”. No que diz respeito ao uso de óculos de sol, este está indicado para os mais pequenos “quando houver exposição a níveis elevados de radiação UV ou quando a refletividade for elevada”. No entanto, a médica reforça que “óculos com lentes escuras não são sinónimo de proteção ocular. O que cria barreiras aos raios UV é um filtro incorporado na lente e não a coloração”.

Não falando de situações agudas e benignas como as conjuntivites, os problemas oftalmológicos mais comuns entre as crianças são, avança a especialista, os erros refrativos, cujo diagnóstico e tratamento precoces fazem a diferença. “Podemos prevenir o desenvolvimento de ambliopia. Esta é uma doença exclusiva da idade pediátrica, que ocorre durante o período de desenvolvimento da visão, o chamado período crítico, de maior sensibilidade a qualquer interferência com a visão e maior plasticidade cerebral”, refere.

A médica salienta ainda que a “primeira avaliação oftalmológica deve ser realizada à nascença e pode ser realizada pelo pediatra, para despiste de patologias congénitas como a catarata”.

Para um rastreio oftalmológico “existem atualmente métodos de foto-rastreio, que podem ser realizados por técnicos de saúde, sendo a idade ideal para a sua realização entre os 2 e 2,5 anos e que se pretende que sejam implementados a nível nacional”.

Segundo a especialista, não havendo sinais ou sintomas de alerta, “nem história familiar de doença ocular, a primeira consulta de oftalmologia deve ser realizada entre os 3 e os 4 anos, para um exame oftalmológico completo”.

 

 

 

Óculos de sol devem ser usados desde criança. Evitam doenças

Julho 29, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 29 de junho de 2016.

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Síndrome visual de computadores já afeta milhões

Julho 11, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 26 de junho de 2016.

Colin Anderson

Vera Lúcia Arreigoso

Doença provocada pelas novas tecnologias manifesta-se por cansaço ocular, ardor nos olhos ou visão desfocada. Pode afetar 25% de quem está mais de três horas diárias frente a um monitor

O computador mudou o olhar sobre o mundo e está a mudar a nossa visão. O monitor encurtou as distâncias e a proximidade torna cada vez mais difícil ao homem ver bem. Ter a sensação de cansaço ocular, visão desfocada ou dores de cabeça não são apenas queixas comuns ao fim de várias horas de olhos postos num ecrã. São sintomas de uma nova doença oftalmológica: a síndrome visual de computador.

O problema de saúde emergente atinge, em média, 20% a 25% das pessoas que todos os dias passam mais de três horas seguidas a olhar para um monitor ou ecrã, seja de computador, telemóvel ou tablet. “Com a crescente utilização, e em todas as idades, este é um problema epidémico. Tem vindo a aumentar de forma exponencial e pode tornar-se um problema de saúde pública”, alerta a presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, Maria João Quadrado. Atualmente 75% das atividades do dia a dia implicam utilizar um computador.
Estudos internacionais estimam que 70 milhões de trabalhadores em todo o mundo estão em risco de sofrer este tipo de lesão ocular ou mesmo outra mais grave e que este número vai continuar a crescer. “As pessoas olham para ecrãs quando precisam e quando não precisam, aumentando o risco”, explica a especialista.

Em Portugal, não há números sobre a população afetada. No entanto, as queixas típicas da síndrome visual de computador surgem com frequência perante os oftalmologistas, que veem nos olhos vermelhos e na irritação ocular apresentada pelos doentes os sinais clínicos que identificam o problema de saúde. “Diariamente trato pessoas com os sintomas associados a esta síndrome, como sensação de cansaço ocular, ardência, visão desfocada ou dupla, dores de cabeça, no pescoço, nos ombros…”, garante António Magalhães, presidente do Colégio de Oftalmologia da Ordem dos Médicos.

Menopausa, infância e velhice aumentam riscos

Os efeitos negativos são comuns a todos os utilizadores assíduos de dispositivos informáticos, mas os que têm uma saúde mais frágil são, também por isso, mais vulneráveis. “As crianças e os idosos estão em maior risco de desenvolver queixas. As crianças porque têm pouco autocontrolo na utilização, por negligenciarem os sintomas e porque a ergonomia das condições de utilização raramente estão desenhadas para elas”, explica António Magalhães. Além disso, têm “tendência para se aproximarem demasiado do monitor por períodos longos”.

Entre a população idosa, o risco também é mais elevado, no caso devido “à deterioração da qualidade e da facilidade de lubrificação da superfície ocular”, acrescenta o especialista da Ordem dos Médicos. E avisa ainda que “as mulheres após a menopausa constituem um grupo de risco muito particular”, assim como os utilizadores de lentes de contacto. Estudos a nível mundial apuraram que a prevalência de sintomas é de 16,9% entre quem tem lentes e de 9,9% entre quem não necessita de as utilizar.

A síndrome surge muitas vezes associada a dores de cabeça, ainda assim os neurologistas não valorizam o sintoma. “É uma matéria deste século, mas que não nos ocupa muito”, diz o presidente do Colégio de Neurologia da Ordem dos Médicos, José Barros. “Fala-se muito de dores de cabeça mas são inespecíficas e a sua prevalência é idêntica à das cefaleias primárias (enxaqueca e cefaleia de tensão). Isto é, cerca de 30% dos adultos têm cefaleias crónicas recorrentes, com ou sem exposição a tecnologias.”

A comunidade médica — que “conhece o problema como entidade clínica bem definida desde 2005, com base num artigo publicado no Survey of Ophthalmology”, diz António Magalhães — consegue, para já, prevenir e tratar. A utilização dos equipamentos deve ser feita nas melhores condições possíveis, por exemplo com monitores de qualidade e devidamente posicionados, um espaço envolvente com ar pouco seco, sem ventiladores ou pó de papel, ou ainda sem luz intensa e constante.

E claro, fazendo pausas. “Os oftalmologistas recomendam a regra 20-20-20: a cada 20 minutos, parar 20 segundos e olhar para alguma coisa a 20 pés (cerca de seis metros)”, adianta Maria João Quadrado.

“Trata-se de um problema que está em crescimento acelerado, resultante da evolução tecnológica e da mudança de paradigma no trabalho, em todo o caso é possível prevenir ou pelo menos minorar”, afirma o responsável da Ordem, António Magalhães. E receita: “O primeiro passo é o reconhecimento da doença pelos doentes e pelos médicos, que passa por campanhas de informação.”

Gerações futuras vão perder visão

A síndrome visual de computador até pode ser tratada, mas será difícil, se não mesmo impossível, apagar os males já infligidos pelo domínio da tecnologia no mundo moderno. “As nossas crianças brincam cada vez menos na rua e mais nos computadores, ficando menos expostas à luz solar e à visão ao longe, e a miopia está a aumentar. Vê-se mais ao perto e a falta de sol reduz a produção de dopamina, essencial para evitar o aumento axial do globo ocular: o tamanho normal é de 22 a 23 centímetros e um míope tem 24 ou até mais de 25”, explica Maria João Quadrado. A médica alerta: “As novas gerações vão ver pior do que as anteriores.”

 

 

 

SNS vai garantir duas avaliações oftalmológicas a todas as crianças até fazerem cinco anos

Maio 27, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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notícia do Sol de 3 de maio de 2016.

Shutterstock

 

Marta F. Reis

Governo determinou esta semana o reforço da oferta de saúde visual, uma das áreas em que o SNS dá menos resposta

Todas as crianças vão passar a ser chamadas para rastreio da saúde visual pelos centros de saúde pelo menos duas vezes até completarem cinco anos. Um despacho publicado esta semana revela que o Serviço Nacional de Saúde vai implementar um rastreio de base populacional para avaliação da saúde visual infantil. As crianças serão chamadas para uma primeira avaliação aos dois anos de idade e, para uma segunda, entre os quatro e cinco anos. Caso tenham algum problema, serão encaminhadas para uma consulta de oftalmologia no hospital. E a espera não poderá ser de meses como acontece quase sempre nesta especialidade a menos se que se trate de um problema urgente: os hospitais terão de dar resposta a estes casos em quatro semanas.

O diploma avança que esta nova oferta do Serviço Nacional de Saúde vai começar a ser testada em experiências-piloto na região Norte, em centros de saúde do Porto, Gondomar, Maia e Valongo e nos hospitais de S. João e Santo António.

Até novembro os serviços têm de ter tudo organizado para começar a chamar todas as crianças de dois anos. Uma preocupação central será o despiste precoce da ambliopia, o chamado “olho preguiçoso”. Esta condição aumenta o risco de perda visual no outro olho se não for devidamente acompanhada.

O diploma reforça os cuidados em torno da saúde visual no Serviço Nacional de Saúde, com o governo a sublinhar que “expandir e melhorar a capacidade da rede dos cuidados de saúde primários” passa também pela ampliação da cobertura do SNS na área da saúde visual.

Além da atenção dirigida às crianças, haverá um reforço do despiste da Degenerescência Macular da Idade (DMI), em particular nos diabéticos, que têm maior risco de desenvolver esta condição que pode levar à cegueira. Os utentes serão chamados aos centros de saúde para rastreio e, caso este dê positivo, serão também encaminhados para consulta oftalmologia no SNS num centro de referência num prazo de quatro semanas.

A oftalmologia é das áreas em que os hospitais têm maiores listas de espera para consulta. Os dados disponíveis no Portal do SNS revelam que em doentes com prioridade normal, a espera chega a ser de765 dias no Hospital de Seia que pertence à Unidade Local de Saúde da Guarda. São mais de dois anos. Os hospitais de Chaves, Covilhã, Barreiro-Montijo, Loures, Santarém, Caldas da Rainha, Alcobaça, Leiria, Pombal e Águeda têm todos mais de um ano de espera.

 

 


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