Como identificar problemas de visão nas crianças?

Julho 22, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 8 de julho de 2019.

Por  Rita Costa

Uma criança que se aproxima muito da televisão ou que semicerra os olhos pode ter problemas de visão. Raul de Sousa, presidente da Associação de Profissionais Licenciados de Optometria revela sinais que merecem atenção.

“Quando uma criança tenta ler um livro demasiado perto ou se aproxima muito da televisão para ver isso é, normalmente, denunciador de miopia”, afirma Raul de Sousa que acrescenta outros sinais que podem revelar problemas de visão.

Ouça aqui o programa completo.

” Semicerrar os olhos é um sinal de que alguma coisa não está a funcionar bem.” Além disso, há as dores de cabeça e os olhos desalinhados. Sinais que pelo que adianta o presidente da Associação de Profissionais Licenciados de Optometria podem indicar igualmente problemas de visão e devem levar a uma consulta de especialidade.

Uma quebra acentuada no desempenho escolar deve também alertar os pais. Muitos vezes é algo que não está bem com os olhos das crianças.

Para ir vigiando o estado da visão das crianças, Raul de Sousa recomenda que se faça uma experiência pelo menos de três em três meses. “Tapar um olho, olhar à distância e comparar a visão com o outro olho, ou seja, tapar os olhos alternadamente e comparar a visão de um olho para o outro.” Além disso é importante fazer consultas de rotina.

As novas tecnologias e os olhos das crianças: que perigos?

Fevereiro 12, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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thumbs.web.sapo.io

Texto do site Sapo Lifestyle

A visualização de imagens em ecrãs e o seu impacto na saúde ocular é um tema que preocupa os pais de crianças e adolescentes. Sabendo que existem algumas ideias pré-concebidas, que nem sempre correspondem à realidade, será importante que a informação sobre os reais efeitos de smartphones, tablets e computadores na saúde ocular seja a correta. As explicações são do médico Renato Silva, Oftalmologista no Hospital CUF Porto.

A síndrome visual do computador

Ao olhar fixamente para um ecrã ou um livro o reflexo de pestanejo fica diminuído, aumentando a evaporação da lágrima. Em utilizadores crónicos e prolongados de ecrãs, também as glândulas de Meibomius funcionam pior. Estas glândulas são responsáveis pela produção da camada lipídica da lágrima, que lhe dá estabilidade e diminui a sua evaporação. Estas alterações diminuem a quantidade e qualidade da lágrima, provocando sintomas típicos de olho seco tais como sensação de corpo estranho, ardor, olhos vermelhos, sensação de peso nas pálpebras ou necessidade de pestanejar ou fechar os olhos.

Por outro lado, ao olhar para um objeto ao perto, o olho precisa de fazer esforço para focar, um mecanismo que é conhecido como acomodação. A manutenção da acomodação por períodos moderados provoca cansaço ocular originando sintomas como visão enevoada, dores de cabeça, dificuldade de focagem ou sensação de peso nos olhos.

As crianças e adolescentes não sabem exprimir tão bem como um adulto aquilo que sentem. Apesar das alterações oculares observáveis serem iguais às que estão presentes nos adultos, o sintoma que as crianças mais descrevem é a visão desfocada, sendo raro referirem outros sintomas. Muitas vezes as crianças apresentam-se apenas com pestanejos frequentes ou com necessidade de coçar os olhos, não conseguindo nomear quaisquer outros sintomas.

Estes sinais e sintomas, apesar de surgirem para todas as atividades de perto, tais como a leitura de livros ou trabalhos de precisão, são mais frequentes na visualização de ecrãs.

Estes sintomas são transitórios e desaparecem algum tempo após a ausência de visualização dos ecrãs.

O desenvolvimento de miopia

Apesar do principal fator de risco para o desenvolvimento de miopia ser a existência de história familiar, existem fatores ambientais que têm influência no aparecimento e evolução desta patologia.

Alguns estudos recentes vieram mostrar que a visão prolongada ao perto poderá ter um impacto relativamente pequeno no desenvolvimento de miopia, apenas em idades mais precoces, até aos 12 anos. Em nenhum estudo foi demonstrado que a utilização de ecrãs tivesse um risco superior no desenvolvimento da miopia do que a leitura de livros.

Nos últimos anos tem sido comprovada a importância da exposição à luz natural como fator preventivo do aparecimento e progressão da miopia. Esta associação é hoje clara, sabendo-se que quanto menor a idade, maior a importância da exposição à luz natural. No entanto, o benefício na prevenção da miopia está demonstrado pelo menos até aos 18 anos.

Tendo em conta o conhecimento atual é recomendada, para crianças e adolescentes, uma utilização de ecrãs inferior a 2 horas por dia, com a realização de intervalos de, pelo menos, 5 minutos a cada 30 minutos. Os ecrãs deverão estar afastados dos olhos para o esforço de acomodação ser menor.

Recomenda-se também a exposição à luz natural, com uma duração igual ou superior a 2 horas por dia, devendo a realização de atividades ao ar livre ser preferida à utilização de ecrãs dentro do portas.

As explicações são do médico Renato Silva, Oftalmologista no Hospital CUF Porto.

 

 

Quando devemos levar as crianças ao oftalmologista pela primeira vez?

Janeiro 8, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 10 de dezembro de 2018.

Se não houver problemas antes disso, é importante que as crianças visitem o oftalmologista entre os 3 e os 4 anos. A criança deverá depois regressar ao consultório do oftalmologista já entre os 5 e os 6 anos, antes da entrada para a escola.

O oftalmologista pediátrico Filipe Martins Braz lembra que “uma boa alimentação, numa idade precoce, é essencial para a saúde dos olhos. É que “algumas das doenças da retina que afetam os adultos estão relacionadas com défices de determinados nutrientes”, explica.

Filipe Martins Braz sublinha também a importância de evitar acidentes. “O trauma continua a ser uma grande causa de perda visual”, pelo que não deve deixar, por exemplo, facas e outros talheres em lugares acessíveis aos mais pequenos, nem permitir que uma criança que acaba de aprender a caminhar ande com objetos pontiagudos, como lápis, nas mãos.

Ouvir as declarações de Filipe Martins Braz no link:

https://www.tsf.pt/sociedade/saude/interior/quando-devemos-levar-as-criancas-ao-oftalmologista-pela-primeira-vez-10299850.html?fbclid=IwAR1aRI4GAvOz9UqFQZQm8mBJM7FX00RefVpRUZ_4NFZngnIOCaWw67wnjto

 

Duas horas antes de dormir, as crianças devem ficar longe do telemóvel

Dezembro 19, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 4 de dezembro de 2018.

Além de poder causar danos à visão, a luz azul dos smartphones, tablets e computadores portáteis tira o sono.

“Estes aparelhos emitem uma luz azul que interfere com o ritmo dos ciclos sono/vigília das crianças”, afirma o oftalmologista pediátrico Filipe Martins Braz.

É por isso que à noite, antes de dormirem, as crianças devem manter-se longe destes ecrãs, recomenda Filipe Martins Braz, que defende mesmo que, nas duas horas que antecedem a ida para a cama, os telemóveis, tablets e ecrãs com luz azul devem ser evitados.

O oftalmologista refere que os fabricantes de telemóveis já começaram a fazer algumas alterações tendo em conta os malefícios da luz azul, mas, ainda assim, a recomendação dos especialistas mantém-se.

Declarações de Filipe Martins Braz no link:

https://www.tsf.pt/sociedade/interior/duas-horas-antes-de-dormir-as-criancas-devem-ficar-longe-do-telemovel-10273924.html?fbclid=IwAR3j-nNl_UqzNQm8U6dsGvjJo_u_wOsNJBRgG3Z2q-bMU28qvuH33Lte32M

 

Qual deve ser o tempo máximo em frente a um ecrã de telemóvel?

Dezembro 13, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 27 de novembro de 2018.

Rita Costa

As recomendações do oftalmologista pediátrico Filipe Martins Braz no TSF Pais e Filhos.

“Existe uma série de estudos que aponta para que o uso das novas tecnologias com monitores tende a agravar os problemas oftalmológicos, nomeadamente a miopia”, avisa o oftalmologista pediátrico Filipe Martins Braz.

O médico refere que na Ásia, onde a utilização das novas tecnologias ainda é maior, a miopia está a aumentar exponencialmente. “Não havendo ainda linhas de orientação rígidas e cientificamente comprovadas. O que recomendamos é o bom senso, períodos de 20 minutos em frente ao monitor e depois fazer uma pausa”, revela o oftalmologista.

Filipe Martins Braz sugere que se peça à criança que olhe para o longe, indo com ela à rua passear um pouco. No fundo deve evitar-se fazer períodos de tempo excessivos em frente aos monitores dos telemóveis ou dos tablets.

Declarações de Filipe Martins Braz no link:

https://www.tsf.pt/sociedade/educacao/interior/qual-deve-ser-o-tempo-maximo-em-frente-a-um-ecra-de-telemovel-10241202.html?fbclid=IwAR2cWcNzuMgwXhzpRsRsMqx84iq8-JwohWPDD3eCif7Pj8_vwos_evrB_PE

Médica alerta que problemas de visão afetam uma em cada cinco crianças

Setembro 14, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://lifestyle.sapo.pt/ de 29 de agosto de 2017.

Nuno Noronha

Uma em cada cinco crianças sofre de problemas oftalmológicos, uma situação que pode agravar-se com o excesso de horas que os mais pequenos passam de olhos postos nas novas tecnologias.

Aproveitar o verão para tirar as crianças da frente dos aparelhos eletrónicos ajuda a minimizar os riscos, aconselha a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO).

“As horas passadas em contacto com dispositivos eletrónicos e exposição a ecrãs podem ser prejudiciais”, confirma Alcina Toscano, coordenadora do grupo de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo da SPO.

Apesar de, refere a médica, “não estarem diretamente relacionadas com problemas oculares”, quando em exagero “e em más condições ergonómicas (má postura, luminosidade incorreta, distância inadequada)”, os ecrãs que conquistam a atenção dos mais pequenos “contribuem para o aparecimento de sinais e sintomas, não só oculares como gerais. Estudos recentes apontam para uma maior incidência de miopia nestas crianças, quando comparadas com crianças que passam mais tempo ao ar livre”.

Recomendam-se, por isso, alguns cuidados. A começar pela atenção dada à posição, iluminação e distância adequada em relação a estes aparelhos, assim como a escolha “de programas de valor educacional”.

Alcina Toscano aconselha ainda o estabelecimento “de regras e tempos em que estes não devem ser usados (refeições, viagens em família)” e ainda aquilo que define como “a regra do 20/20/20 (sobretudo para os mais velhos): a cada 20 minutos olhar 20 segundos para uma distância de 20 pés (cerca de 6 metros)”.

Lá fora, há também que ter atenção ao sol. Neste caso, os cuidados para os olhos são os mesmos que aqueles que se deve ter com a pele: “evitar a exposição direta ao sol nas horas de radiação ambiente mais elevada ou onde houver maior radiação, e proteger a face do sol com uso de boné ou chapéu de abas largas”. No que diz respeito ao uso de óculos de sol, este está indicado para os mais pequenos “quando houver exposição a níveis elevados de radiação UV ou quando a refletividade for elevada”. No entanto, a médica reforça que “óculos com lentes escuras não são sinónimo de proteção ocular. O que cria barreiras aos raios UV é um filtro incorporado na lente e não a coloração”.

Não falando de situações agudas e benignas como as conjuntivites, os problemas oftalmológicos mais comuns entre as crianças são, avança a especialista, os erros refrativos, cujo diagnóstico e tratamento precoces fazem a diferença. “Podemos prevenir o desenvolvimento de ambliopia. Esta é uma doença exclusiva da idade pediátrica, que ocorre durante o período de desenvolvimento da visão, o chamado período crítico, de maior sensibilidade a qualquer interferência com a visão e maior plasticidade cerebral”, refere.

A médica salienta ainda que a “primeira avaliação oftalmológica deve ser realizada à nascença e pode ser realizada pelo pediatra, para despiste de patologias congénitas como a catarata”.

Para um rastreio oftalmológico “existem atualmente métodos de foto-rastreio, que podem ser realizados por técnicos de saúde, sendo a idade ideal para a sua realização entre os 2 e 2,5 anos e que se pretende que sejam implementados a nível nacional”.

Segundo a especialista, não havendo sinais ou sintomas de alerta, “nem história familiar de doença ocular, a primeira consulta de oftalmologia deve ser realizada entre os 3 e os 4 anos, para um exame oftalmológico completo”.

 

 

 

Sol na eira, óculos nas crianças… Mário Cordeiro

Abril 6, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Crónica de Mário Cordeiro publicada no i de 22 de março de 2016.

mario.cordeiro

Ontem começou a primavera e no domingo muda a hora. Chega assim a altura de proteger os olhos dos ultravioletas. Usar óculos é fundamental a partir dos quatro meses até pelo menos aos 15 anos

Um dia, há um par de anos, ouvi a conversa que relato abaixo. Curiosamente, passado tanto tempo, continuo a ver nas recomendações que faço sobre a proteção ocular uma enorme desconfiança por parte de muitos pais. Por incrível que pareça, e mesmo com o conhecimento alargado sobre o problema do “buraco do ozono”, há uma ideia felizmente generalizada de que é necessário as crianças usarem creme protetor solar, mas quanto ao uso de óculos escuros já a porca torce o rabo e a lógica não se aplica. 

Vou então contar-vos o episódio e… já falamos.

“Qualquer dia têm um Ferrari!”

Foi daqueles momentos em que toda a gente ficou em silêncio, daqueles que acontecem de vez em quando mesmo que estejam 300 pessoas na sala, e a voz dela sobressaiu por cima de tudo.

“Qualquer dia têm um Ferrari!” 

Quem é que teria qualquer dia um Ferrari era coisa que eu não sabia, na altura, e também me era indiferente, mas uma coisa era patente: o ar desdenhoso e irritado daquela pessoa.

Não sou propriamente de estar a escutar às portas, mas estávamos num café e fiquei curioso por saber quem é que realmente qualquer dia teria um Ferrari. 

Em resumo: tratava-se de uma mãe, de dois filhos pequenos, que estava indignada por o pediatra das crianças ter dito que era recomendável utilizar óculos escuros durante o verão, mesmo na cidade.

“Modernices!”, declamava a dona que, por acaso reparei, trazia os seus óculos escuros, os quais, ali, dada a baixa intensidade da luz, tinha puxados sobre o cabelo (“como se tivesse miopia cerebral”, costumava dizer o meu pai).

“Modernices… só lhes falta o Ferrari, realmente!”

“Escandaloso”, de facto, que o médico encarregado da promoção da saúde das crianças tentasse proteger a retina dos infantes – de 8 meses e 3 anos, vim a saber mais tarde na conversa. Incrível, que recomendasse proteção contra os ultravioletas, por acaso até os mesmos que queimam a pele (a dama não falou do creme protetor, mas aposto que, pelo menos, ela se besuntará com ele à saciedade e não se esquecerá de pôr nos filhos, mesmo que de raspão e só uma vez ao dia). Inacreditáveis, estes pediatras, que sabem que existe uma coisa chamada buraco do ozono e que as radiações UVA e UVB não são filtradas pelo cristalino das crianças (dos adultos são!), e daí causarem queimaduras na retina…

Os primeiros estudos vieram da Austrália e demonstraram que, para lá das ações dos ultravioletas sobre a pele, com desenvolvimento de cancro, envelhecimento e perda da elasticidade ou formação de rugas, e queimaduras, a retina sofria perturbações graves – microqueimaduras que, em estudos efetuados nesse país em adolescentes, serviram para detetar percentagens superiores a 80% de jovens com essas microlesões que afetavam já a visão. Resultados do buraco do ozono, é certo, mas também de a pele e os olhos das crianças serem mais sensíveis, de se exporem mais ao sol e de se constatar que, em toda uma vida, 80% dos raios ultravioletas que o corpo apanha são recebidos nos primeiros 15 anos de vida. 

No que respeita aos olhos, o cristalino não atua como filtro e a retina é que leva… ou seja, os adultos andam de óculos escuros mas, sem ser por razões de conforto, não precisavam; a muitas crianças, numa idade em que realmente é necessário usar proteção, esta é-lhes negada pelos próprios pais. Insólito, não é? A partir dos quatro meses e no período correspondente à hora de verão, todas as crianças deveriam usar óculos escuros no exterior, quando está sol ou, mesmo sem sol, num dia muito claro. Usar desde bebé, para lá da prevenção das queimaduras da retina, tem a vantagem de criar um hábito.

Um dia mais tarde, as crianças crescerão, fazendo parte de uma geração que precisa da visão como de pão para a boca. O que dirão, quando souberem que a própria mãe ou pai se estiveram, desculpem-me o calão, marimbando para a sua proteção?

Usar óculos escuros é essencial para as crianças de todas as idades. Não é preciso ser “de marca”, mas que protejam contra os UVA e UVB – em qualquer farmácia ou loja de puericultura se encontram a preços muito baixos. Requer habituação? Sim. Requer paciência? Claro que sim. Requer persistência e, por vezes, comprar birras? Evidentemente que sim. E requer amor pelos filhos, mais do que show-off e ignorância, ou as profecias apocalípticas e mentiras científicas das redes sociais? Também sim. Tudo isto mais, bastante mais difícil do que ter dinheiro para um Ferrari… mas que demonstra mais, bastante mais amor e interesse pelos filhos do que dar-lhes um.

 

 

 

Luz do sol protege olhos das crianças

Outubro 27, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto da Pais & Filhos de 23 de setembro de 2015.

Os estudos citados na notícia são os seguintes:

Effect of Time Spent Outdoors at School on the Development of Myopia Among Children in China A Randomized Clinical Trial

Prevention of Myopia in Children

baby blick

A luz do Sol pode ser determinante para a manutenção de uma boa saúde ocular infantil, afirmam investigadores dinamarqueses, para quem um período de 40 minutos diários a brincar na rua corta significativamente o risco de desenvolvimento de doenças como, por exemplo, a miopia.

De acordo com investigações recentes, o número de casos de miopia infantil e juvenil tem vindo a aumentar significativamente ao redor do mundo. E em zonas como a Europa, o Médio Oriente ou a China o fenómeno é especialmente patente, com cerca de 80 por cento dos estudantes das regiões chinesas do sul a apresentarem sintomas míopes.

De recordar que na base da miopia está o facto de o globo ocular crescer em demasia, o que leva à incapacidade de focar a média e longa distância. Segundo o estudo citado no jornal científico “JAMA”, a luz do sol é determinante para um crescimento normal dos olhos, o que significa que a exposição moderada e regular aos raios solares poderá servir de agente “normalizador” e travar a miopia em cerca de um quarto dos casos.

Para além do aumento do tempo passado no recreio exterior, os cientistas também avançam com outras estratégias para combater a “epidemia de miopia”. São os casos da prática desportiva regular aos fins-de-semana e nas férias escolares, centrada no contacto com a luz solar.

 

 

Os olhos roubados de Binbin

Setembro 9, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 31 de Agosto de 2013.

olhos

Criança foi atacada numa província do Norte da China, por uma mulher que lhe arrancou os olhos. Suspeita-se que seja um caso de tráfico de órgãos

Um rapaz de seis anos, Binbin, ficou sem os olhos, na China, num ataque cruel que estará relacionado com o tráfico de órgãos humanos. A criança encontra-se no hospital. Os olhos terão sido recuperados, mas sem as córneas

Segundo o relato da CCTV, um canal de televisão, Binbin terá sido drogado e os olhos ter-lhe-ão sido arrancados depois de ter perdido a consciência. “Ele tinha a cara toda ensanguentada”, disse o pai da vitima, natural de Linfen, na província de Shanxi, no norte do país, segundo relata a agência oficial chinesa, Xinhua. “Não demos logo conta que lhe faltavam os olhos. Pensámos que ele teria caído e ferido a cara”, disse o progenitor, citado pelo Daily Mail.

De acordo com a mãe, a criança desapareceu a 24 de Agosto, enquanto brincava perto de casa. Cerca de quatro horas depois, foi encontrado, por familiares. Segundo o próprio rapaz, terá sido levado por uma mulher, que falava com uma pronúncia estranha.

De acordo com a imprensa local, citada por alguns media internacionais como o International Business Times, os olhos foram encontrados por perto, mas sem as córneas – facto que levanta a suspeita de se tratar de um caso ligado ao tráfico de órgãos humanos. As autoridades procuram os responsáveis e anunciaram um prémio financeiro pela pista que permita capturar os culpados.

Embora deva ficar cego para o resto da vida, Binbin está num hospital em Shanxi. Imagens dele foram exibidas na televisão chinesa. Um especialista norte-americano ouvido pelo Daily Mail, de Londres, diz que tudo aponta para que se trate de obra de alguém ligado ao tráfico de órgãos. “Córneas usadas em cirurgias correctivas podem vir de qualquer pessoa, de qualquer idade, ao contrário do que sucede com o coração, fígado ou rins, que têm de vir de doadores compatíveis com o receptor”, afirma Arthur Caplan, ouvido a propósito deste caso.

O mercado negro é alimentado na China pela recusa da maioria da população em se tornar doador de órgãos. Segundo media estatais chineses, também citados pelo Daily Mail, por ano há 300 mil pessoas à espera de um transplante.

No ano passado, sete pessoas foram presas depois de um jovem ter vendido um rim, num transplante ilegal, usando o dinheiro para comprar um smartphone e um tablet.

A venda de órgãos foi proibida pelas autoridades chinesas em 2006, após a morte de seis cidadãos japoneses que tinham viajado para a China para ser operados, mas não faltam anúncios na Internet a oferecer dinheiro por rins ou fígados.

 

 

 


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