Alunos portugueses entre os que mais reprovam

Fevereiro 11, 2016 às 1:30 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Notícia do Jornal de Notícias de 11 de fevereiro de 2016.

ler o relatório citado na notícia no link:

http://www.oecd.org/edu/low-performing-students-9789264250246-en.htm

pedro granadeiro  global imagens

O desempenho dos alunos portugueses em provas internacionais melhorou, mas ainda estão entre os que mais reprovam. A OCDE defende que o país deve mudar de política.

Nos últimos anos, os resultados dos estudantes de 15 anos que realizaram os testes PISA (Programme for International Student Assessment) têm vindo a melhorar a Leitura, Matemática e Ciências, mas ainda existem 13% de jovens que revelam dificuldades nas três áreas, revela o relatório “Low-performing Students: Why they Fall Behind and How to Help them Succeed” (Fraco rendimento dos alunos: Porque ficam para trás e como ajudá-los a ter sucesso).

Cerca de 34% dos alunos que participaram no estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) já tinham reprovado pelo menos uma vez, colocando Portugal em oitavo lugar na lista dos países com mais repetentes.

O relatório revela que em Portugal a retenção é o principal fator de risco na probabilidade de os alunos virem a ter maus resultados e por isso aconselha o país a mudar a sua política.

O estudo analisa o rendimento dos alunos olhando para a família, nomeadamente o seu “background”, a carreira e a atitude perante a escola, mas também analisa as formas de ensinar e as políticas educativas que estão mais associadas ao fraco rendimento dos alunos.

Os últimos dados do Ministério da Educação revelavam precisamente que um em cada cinco alunos chumba ou desiste de estudar no ensino secundário e que é no 12ª ano que o sucesso se revela mais complicado.

Cerca de 35% dos alunos não consegue terminar o 12.º ano com sucesso à primeira, segundo os dados nacionais que analisam os resultados entre os anos letivos de 2009/2010 e 2012/2013.

Um total de 22% dos alunos do secundário inscritos em cursos científico-humanísticos não conseguiram fazer os três anos de escolaridade no tempo previsto, segundo a taxa de retenção ou desistência, que mistura os casos de quem reprova com aqueles que anulam a matrícula, por várias razões como desistirem de estudar ou abandonar o país.

A Confederação Nacional de Associação de Pais (Confap) tem vindo a defender um maior investimento nos alunos para inverter a cultura da retenção (chumbos), que também tem sido considerado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) como o problema mais grave do sistema educativo.

Segundo o CNE, os chumbos atingem cerca de 150 mil alunos do sistema de ensino (público e privado) e representam um custo de cerca de 600 milhões de euros, se se admitir que cada aluno custa ao Estado cerca de quatro mil euros por ano.

 

 

 

Computadores não melhoram resultados dos alunos, diz OCDE

Outubro 13, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

Texto do blog https://lerebooks.wordpress.com de 16 de setembro de 2015.

students

Investir maciçamente na aquisição de computadores para as salas de aula não contribui para melhorar significativamente os resultados dos alunos, diz um estudo da OCDE publicado esta semana.

O estudo, intitulado Students, Computers and Learning: Making the Connection, analisa o impacto da tecnologia nos resultados obtidos em testes internacionais, como o PISA, em mais de 70 países, e chega a algumas conclusões interessantes:

  • Os alunos que usam computadores com muita frequência na escola obtêm resultados piores.
  • Os alunos que usam computadores moderadamente na escola, como uma ou duas vezes por semana, têm “resultados de aprendizagem um pouco melhores” do que os alunos que usam computadores raramente.
  • Os resultados mostram que “há melhorias consideráveis ​​” em leitura, matemática ou ciências nos países que investiram maciçamente em tecnologia da informação.
  • Sistemas educativos que atingiram níveis elevados nos testes internacionais, como Coreia do Sul e Xangai na China, têm níveis mais baixos de uso de computadores na escola.
  • Singapura, com apenas um uso moderado da tecnologia na escola, é superior nas competências digitais.

Para Andreas Schleicher, diretor de educação da OCDE, “uma das evidências mais dececionantes do relatório é que o fosso sócio-económico entre os alunos não é reduzido pela tecnologia, sendo talvez até ampliado”. Contudo, Schleicher acrescenta que as conclusões do relatório não devem ser usadas como uma “desculpa ” para não usar a tecnologia, mas como um estímulo para encontrar uma abordagem mais eficaz da utilização da tecnologia na sala de aula.

De acordo com o estudo, Portugal, com um computador para cada 3,7 alunos, é o país da OCDE onde mais alunos têm acesso a computadores nas escolas, mas nem por isso os alunos se destacam nos testes quando comparados com outros países com menos oferta. Nos testes do PISA, por exemplo,  no que diz respeito à leitura digital, os portugueses tiveram piores resultados do que seria de esperar.

descarregar o estudo no link:

http://www.oecd.org/publications/students-computers-and-learning-9789264239555-en.htm

Faltar às aulas – Estatística da OCDE

Abril 13, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

skip

Skipping school? Who does it, why, & what is the impact? Compare your country http://bit.ly/1GcmgMz

 

 

Rapazes com idade entre 11-15, que relataram ser vitimas de bullying em 2010 – dados da OECD

Abril 3, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

 

11081013_806115496147076_7551573308203773244_n

 

In Europe + North America, boys report being bullied the most in Austria + the least in Sweden. 1 in 5 Austrian boys versus only 4% in Sweden: http://bit.ly/1LN91qv

The OECD average for boys reporting bullying was 11% (Ireland, USA, Finland, and Germany were at this level).

This comes from a recent OECD report which included HBSC data on bullying in its analysis, for more info see: http://bit.ly/1LN8ZPj

Relatório da OECD:

Skills for Social Progress: The Power of Social and Emotional Skills

 

“Não faz sentido acabar com os TPC”

Janeiro 8, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

texto do site Educare de 29 de dezembro de 2014.

O relatório mencionado na notícia é o seguinte:

Does Homework Perpetuate Inequities in Education?

snews

Afinal para que servem os trabalhos para casa? Um novo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) conclui que os TPC contribuem para agravar a desigualdade entre alunos mais e menos favorecidos.

Andreia Lobo

São várias as razões por que o trabalho que os professores pedem para ser feito em casa pode ter “uma consequência indesejada”, alerta a OCDE. Desde logo, a diferença vê-se ao nível das condições de estudo que os alunos têm em casa e do apoio dado pelos pais. Ambientes calmos e tranquilos reforçam a motivação para o estudo. E, muitas vezes, faltam aos alunos mais carenciados que se veem sem tempo ou capacidade para fazer os TPC, lê-se no estudo.

Pedro Rosário, investigador da Universidade do Minho, lidera uma equipa que estuda os trabalhos de casa como ferramenta pedagógica e afirma que o problema está na forma como são usados. Mas acima de tudo defende: “Não faz sentido acabar com os TPC”.

TPC, eis a questão?
“Claro que os trabalhos de casa podem fazer com que os alunos que trabalham mais tenham mais apoio, tenham mais facilidade em os executar, consigam níveis de proficiência diferentes dos que não têm nada disso”, concorda Pedro Rosário. Mas para o investigador esta constatação pouco vale sem que se diga o que se faz a seguir. “Precisamos de fazer com que esse fosso [entre alunos mais e menos favorecidos] se reduza.”

Depois, há quem argumente a favor da sua inutilidade. “Há uma ideia bacoca que os TPC’s magoam as crianças que assim não podem brincar. Mas depois surgem os resultados do PISA a dizer que em Portugal os professores são horríveis e os alunos preguiçosos e ninguém se entende.” A questão é polémica. E, como em tudo na educação, “há muita gente a falar de trabalhos de casa que não sabe o que está a dizer”, alerta o psicólogo.

Mas vamos por partes. Os trabalhos para casa têm essencialmente duas grandes funções, explica Rosário. Por um lado, promover a autonomia do aluno, “porque é um trabalho que é realizado fora do espaço escolar, entendido, como aulas. Pode ser feito na escola, mas dentro de outro contexto”. Por outro lado, “é um termómetro sobre o que o aluno sabe e é capaz de dominar sozinho”.
Por isso, se a OCDE conclui que os trabalhos de casa agravam as diferenças socioeconómicas que já existem, Pedro Rosário defende que podem servir precisamente para o inverso. Os trabalhos de casa podem ser usados para desenvolver as competências dos alunos e colmatar lacunas na aprendizagem.

A equipa de investigação que Pedro Rosário coordena defende que os trabalhos de casa devem ser desenhados à medida dos níveis de competência de cada aluno para os ajudar no seu desenvolvimento. “Quando os TPC são desenhados com estas funções são uma ferramenta muito importante, inclusive para realizar o que os professores têm sempre tanta dificuldade que é a individualização dentro da sala de aula.”
Carga de trabalhos

Outra questão é a carga de trabalhos, muitas vezes desajustada. Segundo o relatório da OCDE, os alunos russos são os que mais tempo passam a fazer os trabalhos de casa, cerca de nove horas por semana, segundo dados de 2012. No lado oposto, os finlandeses e os coreanos despendem menos tempo, apenas três horas por semana a fazer os TPC. Em Portugal, os alunos passaram em média, em 2012, menos de quatro horas concentrados nos “deveres”, menos uma hora do tempo que passavam em 2003. A média da OCDE ronda as quatro horas.

Comparativamente a 2003 em quase todos os países da OCDE os alunos passam agora menos tempo a realizar as tarefas que os professores marcam para fazer em casa. Sobre este indicador, os investigadores suspeitam que “o decréscimo do tempo usado para trabalhos de casa pode ser o resultado da mudança na forma como os alunos usam o seu tempo livre, refletindo, por exemplo, a importância crescente da Internet e dos computadores na vida dos adolescentes”. Outra explicação para estes dados pode ser encontrada na importância ou não que os professores atribuem à necessidade de “marcar” trabalhos para casa.

Entre as conclusões do PISA 2009, recorda este novo relatório, lê-se que se os alunos passarem mais do que quatro horas por semana a fazer os TPC, qualquer hora extra de dedicação aos trabalhos escolares tem um impacto insignificante nos seus resultados educativos.

Ajuda dos pais
O excesso de trabalhos para casa é muitas vezes visto como um “drama” para os pais. Pedro Rosário está consciente desse dilema. “Muitas vezes a carga é desajustada, mas isso é um problema não da ferramenta mas de quem a usa.”

E se, por um lado, os pais devem apoiar a realização dos TPC, é estritamente proibido fazê-los pelos filhos.“Os trabalhos de casa são uma estratégia de instrução que se usa para realizar fora do tempo escolar e visa promover a autonomia e a constatação do que o aluno sabe”, sublinha Rosário.

Essa é a principal razão por que os pais devem resistir à tentação de ir além do que se espera deles. “Uma coisa é o apoio espontâneo dos pais, outra é a realização pelas crianças daquilo que elas devem fazer por elas próprias. Isso não faz sentido.”
Mas será que os pais podem corrigir os TPC para não rasurar os cadernos? “Se o trabalho de casa vai para a escola como se tivesse sido passado a ferro, com o caderno impecável e tudo perfeito, dá ideia ao professor de que tudo está a correr bem”, adverte Pedro Rosário.
No relatório, a OCDE lança outro apelo. Que os professores criem condições para que os alunos mais desfavorecidos possam ter oportunidade de realizar os trabalhos de casa em condições mais favoráveis ao seu desenvolvimento. Assim, talvez se atenue o seu potencial para agravar as diferenças socioeconómicas.

Em Portugal, os alunos mais favorecidos passam cinco horas a fazer os trabalhos de casa, ou seja, mais uma hora por semana em relação aos desfavorecidos. Pedro Rosário concorda que é preciso ajudar quem tem mais dificuldades. “As escolas têm bibliotecas cada vez mais apetrechadas, têm livros, computadores, Internet. E essas diferenças tendem a ser minimizadas.” Os trabalhos de casa podem ajudar nessa tarefa.

 

 

Education at a Glance 2014 – Novo Relatório da OCDE

Setembro 11, 2014 às 12:15 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , , ,

glance

descarregar o relatório no link:

http://www.oecd.org/edu/eag.htm

This annual publication is the authoritative source for accurate and relevant information on the state of education around the world.

Featuring more than 150 charts, 300 tables, and over 100 000 figures, it provides data on the structure, finances, and performance of education systems in the OECD’s 34 member countries, as well as a number of partner countries.

It results from a long-standing, collaborative effort between OECD governments, the experts and institutions working within the framework of the OECD Indicators of Education Systems (INES) programme and the OECD Secretariat.

What’s new in the 2014 edition?

  • New indicators on private institutions, on what it takes to become a teacher, and on the availability of, and participation in, professional development activities for teachers.
  • Data from the 2012 Survey of Adult Skills, on attainment, employment, intergenerational education mobility, earnings, and social outcomes related to skills proficiency.
  • Data from the 2013 OECD Teaching and Learning International Survey (TALIS) and the 2012 OECD Programme for International Student Assessment (PISA) in several indicators.
  • Analysis of the impact of the recent economic crisis on the interplay among educational attainment, employment, earnings and public finance.
  • More in-depth information related to upper secondary completion rates and the types and use of student loans.
  • For the first time, data from Colombia and Latvia.

Professores portugueses são dos que perdem mais tempo a manter a disciplina nas aulas

Junho 30, 2014 às 12:30 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

Notícia do Expresso de 25 de junho de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

TALIS 2013 Results : An International Perspective on Teaching and Learning

talis

A indisciplina dos alunos nas salas de aula preocupa, o horário é dos mais sobrecarregados e apenas 10% dos docentes acham que a sua profissão é valorizada pela sociedade. Mas em geral a esmagadora maioria está satisfeita com o seu trabalho.

Isabel Leiria

Numa aula normal, os professores portugueses perdem em média um quarto do tempo a manter a ordem na sala e a realizar tarefas administrativas. É um dos valores mais altos da OCDE (e da Europa em particular, só superado por dois países), sobretudo por causa do tempo que os docentes dizem gastar em sossegar os alunos: 15,7%, contra uma média de 12,7%. No final, o tempo realmente dedicado a ensinar fica nos 75%.

Este é apenas um dos dados analisados no maior inquérito internacional sobre professores, conduzido pela OCDE e que envolveu mais de 100 mil docentes do 3.º ciclo do ensino básico e diretores de 34 países. O estudo, divulgado esta manhã, chama-se TALIS (Teacher and Learning Internationla Survey) e pretende ajudar a definir políticas e medidas que ajudem a construir uma classe docente de alta qualidade.

Ainda no que respeita à disciplina, outros números confirmam que este é um dos aspetos que afeta muitos professores portugueses. Quatro em cada dez dizem que quando as aulas começam têm de “esperar bastante tempo até que os alunos acalmem”, tantos quantos os que afirmam “perder um tempo considerável por causa das interrupções dos estudantes durante as aulas”. Tudo somado, um terço considera que “há demasiado barulho e perturbação na sala”. Todas estas respostas superam em muito a média registada na OCDE.

Atrasos e vandalismo

O facto de os alunos chegarem atrasados às aulas é outros dos fatores que os diretores dos estabelecimentos de ensino apontam com mais frequência: mais de metade (58%) respondem que isso acontece pelo menos uma vez por semana entre os estudantes da escola. Atos de vandalismo e roubo, embora minoritários, também ultrapassam a média da OCDE (7,4% contra 4,4% dos diretores dizem que tal acontece semanalmente). Com expressão ainda mais reduzida encontra-se o uso e posse de drogas e de álcool (3,6%), não deixando, no entanto, de ser o segundo valor mais alto da OCDE, só ultrapassado pelo Brasil.

Quanto aos horários de trabalho, o TALIS conclui que os professores portugueses são dos que dedicam mais horas à profissão. Em toda a OCDE só três países se destacam com valores superiores e são asiáticos. Ao todo, os docentes portugueses dizem que trabalham 44,7 horas por semana, contra uma média de 38,3 na OCDE. Curiosamente, na Finlândia, conhecida pelos seus bons resultados educativos, o número é dos mais baixos – 31,6.

Entre os fatores que sobrecarregam os horários não está tanto o tempo despendido em aulas, que está próximo da média, mas o tempo que se passa a corrigir os trabalhos dos alunos e que não tem paralelo com mais nenhum país: são 9,6 horas por semana quando a média da OCDE se fica por metade. Aparentemente, não são só os alunos portugueses que são chamados a fazer mais trabalho extra-escola, já que os próprios professores têm depois de avaliá-los.

Outro aspeto em que Portugal se destaca é no facto de os professores consagrarem mais tempo do seu trabalho a tarefas administrativas e a preencher papéis (3,8 horas por semana), um valor que só é ultrapassado por alguns países asiáticos e, na Europa, pela Suécia.

Apesar de considerarem que, de uma forma geral, não são reconhecidos pelo seu trabalho  – apenas 10% responderam concordar com a afirmação de que a sociedade valoriza a profissão docente e a média da OCDE é o triplo – e de quase metade pensar se seria melhor ter escolhido outra profissão, a esmagadora maioria (94,1%) está satisfeita com o trabalho. Mais até do que a média.

Ainda assim, há 16% de ‘arrependidos’, que preferiam ter escolhido outra profissão. A média na OCDE fica-se pelos 9,5% e só na Coreia e Suécia há um descontentamento maior.

 

 

Educação. Computador na escola não ajuda alunos a resolver problemas

Abril 3, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

Notícia do i de 2 de abril de 2014.

O documento citado na notícia é o seguinte:

PISA 2012 Results: Creative Problem Solving: Students’ Skills in Tackling Real-Life Problems (Volume V)

results

Por Marta Cerqueira

Relatório avalia pela primeira vez situações aplicadas ao dia-a-dia. Portugueses são fortes a executar e fracos no pensamento abstracto

Ter um computador em casa é quase universal entre estudantes. Portugal não é excepção, tendo em conta que 96% dos adolescentes têm pelo menos um em casa, condição quase determinante para os alunos conseguirem ultrapassar os obstáculos do dia-a-dia. O mesmo não acontece quando o computador é só usado na escola, concluiu o relatório “Resolução Criativa de Problemas” do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), divulgado ontem. Num grupo restrito de países, no qual Portugal está incluído, os estudantes que não o usam na sala de aula têm melhor desempenho na resolução de problemas do que os que costumam utilizá-lo na escola. Estes resultados surgem depois de uma grande aposta dos últimos governos, principalmente durante o executivo de Sócrates, de equipar as escolas com tablets, computadores e ligações de banda larga.

A percentagem de alunos portugueses que usa equipamentos electrónicos na escola (69,4%) fica pouco abaixo da média da OCDE (72%). Apesar de os dados recolhidos não criarem um padrão comum na maioria dos países, em Israel, Uruguai, Singapura, Dinamarca, Estónia e Portugal, o uso de computadores na escola está inversamente relacionado com a resolução de problemas por parte dos estudantes.

Os resultados do PISA 2012, divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), apresentam um ranking com a média dos resultados obtidos pelos 85 mil alunos de 15 anos que participaram neste estudo. No total, Portugal obteve uma pontuação de 494 pontos, sendo a média da OCDE de 500 pontos. Os estudantes portugueses surgem em 20.º lugar numa lista de 44 países do PISA, que avaliou, pela primeira vez, a capacidade de os alunos conseguirem resolver problemas de matemática aplicados à vida real. “A crise económica aumentou a urgência de investir na aquisição e desenvolvimento das ferramentas para os cidadãos, através do sistema de educação e no local de trabalho”, pode ler-se no documento.

Comprar bilhetes de metro, mexer num MP3 ou num ar condicionado sem instruções ou ainda escolher a melhor combinação de rotas num mapa para chegar de um ponto a outro da cidade foram alguns dos testes apresentados aos alunos. Os resultados mostram que os jovens portugueses têm facilidade em utilizar o seu conhecimento para planear e executar soluções. O relatório refere que em países como Portugal e Eslovénia os alunos são melhores a usar o seu conhecimento para “planear e executar” uma solução do que a adquirir esse conhecimento, a questioná-lo, a gerar ou a experimentar alternativas. Todas essas fases da acção foram testadas com problemas que simulavam situações do dia-a-dia.

Entre os países da OCDE, 11,4% dos estudantes de 15 anos conseguiram resolver com sucesso os problemas apresentados. Além disso, um em cada cinco alunos foi capaz de resolver os problemas simples, desde que relacionados com situações familiares.

Fazendo uma avaliação geral, os estudantes que apresentaram melhores resultados foram asiáticos: Singapura, Coreia do Sul, Japão, Macau e Hong Kong, por esta ordem, dominam o ranking. Na outra ponta da tabela surgem o Uruguai com 403 pontos, a Bulgária com 402 e no final da tabela a Colômbia com 399 pontos.

 

Um em cada seis jovens entre os 15 e os 24 anos não estuda nem trabalha

Março 19, 2014 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

Notícia do P3 do Público de 18 de março de 2014.

Relatório mostra que Portugal apresenta a oitava taxa NEET mais elevada entre os países da OCDE

Texto de Lusa

Um em cada seis jovens entre os 15 e os 24 anos não estavam a trabalhar, estudar ou a ter formação em Portugal, com o país a apresentar a oitava taxa NEET mais elevada entre os países da OCDE.

Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), divulgados esta terça-feira no relatório “Society at a Glance 2014“, Portugal tinha no quarto trimestre de 2012 — últimos dados disponíveis — uma taxa NEET (sigla que se refere a jovens que não estão a trabalhar, estudar ou em formação) de 15,3%. Esta taxa está longe dos 27,4% observados na Grécia, que actualmente lidera a lista dos países com as taxas NEET mais elevadas da OCDE (seguida da Turquia, com 26,7%, Itália, com 21,4%, México, com 21,1%, Espanha, com 19,6%, República Checa, com 18,5% e Irlanda, com 16,7%), mas é superior à taxa média dos 33 países que pertencem à organização, de 12,6%.

A crise e consequente subida da taxa de desemprego, especialmente a dos jovens, que em 2013 alcançou pela primeira vez os 40% em Portugal, estarão na origem de uma subida de 1,5 pontos percentuais da taxa NEET em Portugal entre o quarto trimestre de 2007 e igual período de 2012. Na média dos países da OCDE, a taxa NEET subiu também, mas a um ritmo mais baixo, passando de 11,5% em 2007 para 12,6% em 2012.

Mais apoios sociais

No relatório, a OCDE destaca, no caso de Portugal, que a crise no país demonstrou a necessidade de definir prioridades no que se refere a despesas sociais, tendo em conta as fortes pressões orçamentais. A primeira prioridade, de acordo com a análise da OCDE, deverá ser a de assegurar apoios básicos para os grupos mais desprotegidos, com a organização a destacar que perto de seis em cada dez desempregados não recebe apoios ao desemprego. A este nível, a organização destaca que enquanto vários outros países têm tomado medidas para reforçar a assistência aos mais pobres, as reformas em Portugal, desde 2010, tornaram estes apoios ainda menos acessíveis, tendo sido observada uma quebra de 30% no número de destinatários. “O Governo deve monitorizar cuidadosamente se os níveis actuais de apoios sociais e a sua cobertura são adequados no contexto de uma elevada necessidade de apoio e altas taxas de desemprego de longa duração”, adverte a OCDE.

Uma segunda prioridade para Portugal é ajudar as famílias mais desfavorecidas a beneficiar rapidamente de uma recuperação económica, com especial atenção para agregados familiares com um ou mais membros desempregados. No relatório, a OCDE lança ainda uma recomendação geral aos países membros, para que sejam capazes de, numa altura de recuperação das suas economias, preparar uma próxima crise, por exemplo, através de poupanças em períodos de alta, que façam face a uma subida dos custos sociais em períodos mais recessivos.

Do lado da despesa, de acordo com a OCDE, os países deverão adequar os apoios às condições do mercado de trabalho, por exemplo reduzindo-os durante os períodos de recuperação da economia e deslocando os apoios para políticas activas de emprego. Do lado das receitas, refere o relatório, os países devem procurar trabalhar no sentido de ampliar as bases de tributação, reduzir a sua dependência em relação aos impostos e ajustar os sistemas fiscais à crescente disparidade de rendimentos. Por outro lado, acrescenta, os governos devem continuar as reformas estruturais relativas aos sistemas de protecção social.

oecd

Relatório PISA 2012

Dezembro 6, 2013 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , ,

pisa2012

PISA 2012 Results: What Students Know and Can do : Student Performance in Mathematics, Reading and Science (Volume I)

This report is the first in a series of volumes presenting the results of PISA 2012 that assessed the competencies of 15-year-olds in reading, mathematics and science (with a focus on mathematics) in 65 countries and economies. It provides an introduction to PISA and examines the performance of students in mathematics, reading and science.

Around 510 000 students between the ages of 15 years 3 months and 16 years 2 months participated in the assessment, representing about 28 million 15-year-olds globally.

« Página anteriorPágina seguinte »


Entries e comentários feeds.