Estudo comparativo do número de óbitos e causas de morte da mortalidade infantil e suas componentes (2009-2011)

Janeiro 30, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Divulgação, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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estudo

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Comunicado – PDF – 389 Kb

Estudo comparativo do número de óbitos da mortalidade infantil e suas componentes (2009-2011) – PDF – 2.468 Kb

Direção-Geral da Saúde – http://www.dgs.pt/

 

Todos os dias registam-se 7.200 nados-mortos em todo o mundo, afirma relatório

Abril 26, 2011 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 14 de Abril de 2011.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

National, regional, and worldwide estimates of stillbirth rates in 2009 with trends since 1995: a systematic analysis

Diariamente, registam-se cerca de 7.200 nados-mortos em todo o mundo. Em 2009 houve 2,6 milhões de óbitos fetais, segundo estimativas divulgadas pela revista “The Lancet”, que alerta para a lenta redução da taxa de mortalidade infantil.

A cada hora que passa, há 300 bebés que morrem dentro do útero ou no momento do parto. A grande maioria destes dramas (98%) acontece nos países pobres. No entanto, revela o estudo agora publicado, os países ricos também não são poupados: em cada 320 nascimentos há um nado-morto.

Quase metade das mortes (1,2 milhões) ocorre durante o parto e habitualmente está associada à falta de cuidados especializados naquele momento crítico para a mãe e a criança.

É nas áreas rurais que o problema tem mais impacto: dois terços das mortes ocorrem em zonas onde “nem sempre há pessoal qualificado de obstetrícia – especialmente parteiras e médicos – para prestar os cuidados essenciais durante o parto e emergências obstétricas”.

Complicações durante o parto, infecções da mãe durante a gravidez, doenças como hipertensão ou diabetes, crescimento tardio intra-uterino e malformações congénitas são as cinco principais causas de morte fetal apontadas pelo estudo, publicado agora numa série especial da revista médica.

Para os investigadores, os números agora revelados denunciam que esta taxa “pouco mudou ao longo da última década”. As estimativas mostram que o número de nados-mortos diminuiu apenas 1,1% por ano, passando de três milhões em 1995 para 2,6 milhões em 2009. “Esta diminuição é ainda mais lenta do que a redução da mortalidade materna e infantil durante o mesmo período”, refere um resumo do estudo.

Se existisse um ‘ranking’, Finlândia e Singapura surgiriam no topo da lista como os países mais bem sucedidos, com apenas duas mortes por cada 1.000 nascimentos, seguidas da Dinamarca e Noruega (2,2). No fim da lista estariam países como Paquistão (47 mortes por mil nascimentos), seguido da Nigéria (42), Bangladesh (36) e Senegal (34).

Em Portugal, registam-se em média três mortes por cada mil nascimentos, um número que fica muito acima da média europeia: 6,3 nado-mortos por cada mil nascimentos.

Os investigadores detectaram ainda que existem dez países que, juntos, contabilizam cerca de 1,8 milhões de mortes: Índia, Paquistão, Nigéria, China, Bangladesh, República Democrática do Congo, Etiópia, Indonésia, Afeganistão e República Unida da Tanzânia.

Apesar de os números serem preocupantes, a realidade poderá ainda ser mais dramática, já que segundo Flavia Bustreo, directora-geral assistente da Organização Mundial de Saúde (OMS) e responsável pela Saúde Familiar e Comunitária, “muitos nado-mortos são invisíveis porque não são registados e não são considerados um importante problema de saúde pública”.

“Mas a morte de uma criança ao nascer é uma tragédia para as mulheres e famílias. Devemos reconhecer essa perda e fazer tudo para evitá-la. Os nado-mortos devem ser registados no programa de ação para a área da saúde materna, neonatal e infantil “, defendeu Flávia Bustreo.


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