Workshop: Nutrir – Uma abordagem psicológica da alimentação e seus transtornos

Janeiro 9, 2013 às 11:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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work

11/01/2013

18h30 – 20h30

2 horas

Falar de alimentação é falar inevitavelmente da nossa história alimentar. O alimento é um condutor de afecto e é muito por via da alimentação, crucial na vida do bebé em desenvolvimento, que se organiza a vinculação com o seu cuidador.

Neste workshop falaremos da dimensão psicológica presente na alimentação e dos transtornos alimentares que, pela sua preponderância e implicações em matéria de saúde pública, tem sido focos de preocupação das mais diversas áreas desde o início do séc. XX.

Anorexia nervosa, Bulimia, Transtorno de Compulsão Alimentar e Obesidade serão os temas aprofundados na sessão, com um enfoque sobre sinais de alerta e propostas de prevenção dirigidas a pais, educadores e público em geral interessado.

Vai se realizar no dia 11 de Janeiro das 18h30 às 20h30 na Making a Bridge (Av. Ressano Garcia 39, 5F, Lisboa)

As inscrições são limitadas, por isso faça a sua reserva inscrevendo-se em: http://www.makingabridge.com/inscricao/

Valor do workshop: 10 euros, inclui coffee break.

Para mais informações contacte-nos para: info@makingabridge.com ou 218237644 – 963442926

Novo estudo associa uso precoce de antibióticos à obesidade

Setembro 25, 2012 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 23 de Agosto de 2012.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Antibiotics in early life alter the murine colonic microbiome and adiposity

O uso precoce de antibiótico pode alterar a flora intestinal e desencadear um aumento da obesidade em todo o mundo, segundo um estudo norte-americano publicado na revista “Nature”, que confirma as conclusões divulgadas esta semana no International Journal of Obesity”.

Estes trabalhos demonstraram que uma transformação no ecossistema do tubo digestivo pode levar a defeitos no metabolismo e causar problemas como a doença inflamatória do intestino.

Há mais de meio século que já se sabe que o uso de doses baixas de antibióticos promovem em 15% o peso dos animais de quinta, como os bovinos.

Foi este efeito que fez especialistas de várias universidades norte-americanas a estudar o que acontece quando são administradas doses baixas de antiobióticos precocemente.

Para isso, administraram doses de antibiótico a ratos de laboratório durante sete semanas e observaram o que ocorreu com o seu peso.

Os investigadoras concluíram que os roedores que tomaram os antibióticos tiveram um aumento de 10 a 15% da sua gordura, apresentaram um crescimento da sua densidade óssea e apresentaram uma alteração das hormonas relacionadas com o metabolismo.

“Observámos que ao usar os antibióticos se altera a forma como se metabolizam certos nutrientes”, explicou Ilseung Cho, professor de medicina da Universidade de Nova Iorque e um dos autores do estudo divulgado na revista “Nature”.

Para outro dos autores, Martin Blazer, este trabalho vem mostrar a importância do microbioma humano (o conjunto das bactérias e vírus) nos primeiros anos de vida para patologias como a obesidade.

“O aumento da obesidade em todo o mundo coincide com o uso generalizado de antibióticos. É possível que uma exposição precoce a antibióticos condicione as crianças a serem obesas mais tarde”, referiu, citado pelo jornal espanhol El Mundo.

Um outro estudo, já divulgado esta semana na revista internacional “International Journal of Obesity”, aponta para a mesma ligação.

Depois de analisados dados de 11500 bebés nascidos no Reino Unido desde o nascimento até aos 23 meses, foi concluído que o uso de antibióticos antes dos cinco meses parece implicar um aumento de peso posteriormente.

Superprotecção das crianças pode favorecer obesidade

Julho 28, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do i de 23 de Julho de 2012.

Notícia original da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) Aqui

Por Agência Lusa,

Uma atitude de superproteção com as crianças pode conduzir a ansiedade e, consequentemente, à obesidade pelo consumo de alimentos como procura de segurança, avançou hoje um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).

Os resultados preliminares de um estudo desenvolvido por investigadores da FMUP indicam que as crianças, “sobretudo as meninas”, que sejam educadas por pais superprotetores e “demasiado zelosos, podem ser mais propensas ao desenvolvimento da obesidade”.

De acordo com os investigadores, a atitude superprotetora dos pais leva a que as crianças tenham a imagem de um “mundo ameaçador”, sentindo ansiedade e tendo, consequentemente, “um aumento de cortisol, a hormona do stresse”.

Os casos, classificados como “vinculação insegura” pelos especialistas, poderão ter “efeitos menos positivos” no desenvolvimento das crianças, levando-as a uma procura de segurança através de “conforto em atos básicos”, como a comida ou o bem-estar emocional junto de alguém.

“Os dados sugerem que, quando existe vinculação insegura, os rapazes tendem a exteriorizar o comportamento, tornando-se agressivos, por exemplo, mas as meninas parecem internalizar as emoções, comendo”, explicou Inês Pinto, estudante do programa Doutoral em Metabolismo da FMUP e investigadora principal do estudo.

A investigadora adiantou que os níveis elevados de stresse sentidos pelas meninas levam a que não consigam ter sucesso quando sujeitas a dietas, visto que a comida é “a forma de obterem uma sensação de conforto e segurança”, sendo que a tentativa de abdicarem dos alimentos as deixa “frustradas”, podendo “empurrá-las para outros comportamentos, como a bulimia”.

“São casos de alimentação emocional”, afirmou Inês Pinto, indicando que a solução para este tipo de problemas requer uma alteração de emoções e uma aprendizagem de como lidar com o stresse, “através de intervenções psicoterapêuticas que corrijam a relação criança/cuidador”.

De acordo com a investigadora, os pais devem procurar ajuda para as meninas que tenham excesso de peso e uma personalidade introvertida, especialmente nos casos em que a alteração da dieta não surte qualquer efeito, mencionando ainda que os profissionais envolvidos terão que estar alerta para um possível “sofrimento não visível, que tem de ser observado por um especialista em saúde mental”.

“Reencaminhar uma criança ou adolescente para um psiquiatra tem de fazer parte das boas práticas da Pediatria e da Nutrição, quando as abordagens tradicionais falham”, concluiu Inês Pinto.

O estudo foi orientado pelo diretor do Departamento de Neurociências Clínicas e Saúde Mental da FMUP, Rui Coelho, e por Conceição Calhau, professora e investigadora na área do Metabolismo.

 

Mães obesas têm mais probabilidade de ter filhos com autismo

Abril 16, 2012 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 10 de Abril de 2012.

O artigo mencionado na notícia é o seguinte:

Maternal Metabolic Conditions and Risk for Autism and Other Neurodevelopmental Disorders

Por Reuters

As crianças nascidas de mães obesas têm mais probabilidade de ser diagnosticadas com autismo ou outros problemas de desenvolvimento do que os filhos de mães magras, refere um estudo publicado na revista Pediatrics, citado pela Reuters.

Os autores não estabelecem uma relação de causa e efeito entre os dois problemas de saúde mas dizem que a associação encontrada é preocupante em face do aumento das taxas de obesidade nos Estados Unidos.

O estudo pretendeu estudar o impacto no desenvolvimento cognitivo das crianças de uma variedade de alterações metabólicas na mãe, incluindo a hipertensão arterial e a diabetes. A associação mais forte foi encontrada entre a obesidade e distúrbios do espectro do autismo.

Os autores ressalvam que não fica provado que uma condição leve a outra, mas “se há alguma coisa que a pessoa pode fazer para ficar mais saudável, esta é mais uma razão para as grávidas terem em consideração”, disse Paula Krakowiak, a investigadora da Universidade da Califórnia Davis, que liderou o estudo.

O estudo surge na sequência da divulgação de dados do Centro Nacional para o Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, que estimou que uma cada 88 crianças sofre de uma distúrbio do espectro do autismo – o número representa um aumento de cerca de 25% face a um relatório de 2006.

Krakowiak e os colegas analisaram os casos de 1004 crianças, entre os dois e os cinco anos, nascidas na Califórnia. Destas, 517 sofriam de um distúrbio do espectro do autismo e 172 tinham atrasos de desenvolvimento.

Das crianças a quem foi diagnosticado um distúrbio do espectro do autismo, 48 nasceram de mães com diabetes gestacional de tipo 2; 111 de mães obesas e 148 que tinham algum tipo de alteração metabólica, como a hipertensão. No caso das crianças com atrasos de desenvolvimento, 20 tinham mães com diabetes gestacional de tipo 2; 41 tinham mães obesas e 60 tinham sido geradas por grávidas com alterações metabólicas.

No geral, a relação entre a mãe ter diabetes e o filho ter autismo não foi considerada significativa, mas os investigadores detectaram uma ligação entre a obesidade da mãe e outras alterações metabólicas e o facto de o filho sofrer de autismo. “Há definitivamente uma associação, o que reforça a ideia de que é preciso fazer descer as taxas de obesidade e aumentar os esforços para promover estilos de vida mais saudáveis”, notou Krakowiak.

Os investigadores envolvidos no estudo sublinham que quase 60% das mulheres dos Estados Unidos em idade fértil têm excesso de peso e um terço são obesas.

Os autores deixam claro que não é possível dizer que o aumento das taxas de obesidade no país é responsável pelo crescimento da prevalência do autismo, mas Krakowiak disse que o aumento paralelo chamou-lhe a atenção.

Hannah Gardener, uma epidemiologista do Departamento de Neurologia na Universidade de Miami, disse à Reuters que é natural que as duas taxas sejam associadas. “Ainda há muito de desconhecido e estudos como estes ajudam-nos a tentar responder a perguntas que ainda não têm resposta”. Mas Gardener ressalvou que os investigadores ainda estão longe de perceber o que poderá explicar uma ligação entre a obesidade e o autismo.

 

 

 

Período precoce aumenta risco de obesidade

Dezembro 10, 2011 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site da Universidade do Minho de 30 de Novembro de 2011.

Vários especialistas apontam para uma eventual relação entre a obesidade e o timing da primeira menstruação. Será a obesidade que acelera a aparição do período ou a menstruação precoce que predispõe para a obesidade? Eis a questão… Raquel Leitão, doutorada do Instituto de Educação da Universidade do Minho, mostra na sua tese que o período precoce constitui um fator de risco para o desenvolvimento de obesidade durante a adolescência.

Contudo, a investigação não desmente a hipótese que responsabiliza a obesidade pela antecipação da chegada da menstruação, que acontece cada vez mais cedo.  
 
A obesidade da infância para a adolescência: um estudo longitudinal em meio escolar” revelou que a incidência de obesidade no grupo de raparigas que teve a menarca em idade precoce (inferior aos 12 anos) foi de 24,1 por cento, resultado superior ao das adolescentes que tiveram a primeira menstruação numa idade dita “normal” (entre os 12 e 13 anos) e tardia (superior a 13 anos). Por outro lado, a investigação mostra que “as jovens com menarca precoce já tinham, desde os 7 anos, níveis de gordura corporal superiores às restantes”, explica. Os resultados reforçam, de facto, a relação entre a idade da primeira menstruação e a gordura corporal, mas não explicam se a obesidade é causa ou consequência da maturação sexual precoce, refere Raquel Leitão.

A idade média da ocorrência da menarca na amostra constituída por 109 raparigas, nascidas em 1991, foi de 12,2 anos, valor semelhante à generalidade dos países mediterrânicos. Estes são dados “preocupantes”, pois revelam que a tendência de adiantamento da maturação sexual nas adolescentes parece persistir. Em Portugal, a média da idade da menarca diminuiu de 15 anos nas raparigas nascidas em 1880 para 12,4 anos na década de 80 do século XX.

Raquel Leitão não deixa de reforçar os riscos da obesidade e do período precoce sobre a saúde. “Tendo em conta que a obesidade na adolescência tende a persistir para a idade adulta e que existem riscos de saúde associados de forma independente à obesidade, adiposidade centralizada e menarca precoce, poder-se-ão prever consequências adversas para a saúde destes participantes”, reforça a doutorada, que é nutricionista e docente na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC). “Estas são evidências claras do quão urgente é necessário prevenir desde cedo a deposição excessiva de gordura corporal durante a fase de crescimento”, acrescenta.

Rapazes combatem mais facilmente a obesidade

A investigação teve ainda como objetivo conhecer as trajetórias de adiposidade apresentadas pelas crianças de ambos os sexos durante o período de 6 anos avaliado (dos 9 para os 15 anos de idade). Visou ainda identificar hábitos alimentares, padrões de atividade física e características psicossociais que distingam os adolescentes com diferentes trajetórias de adiposidade. “O que se pretendia era identificar as crianças que desenvolveram obesidade, as que mantiveram esta patologia e ainda as que a reverteram”, explica Raquel Leitão. Os resultados apontam para o facto de os rapazes terem mais facilidade em reverter a obesidade. As raparigas mostraram maior vulnerabilidade ao desenvolvimento da patologia e uma grande dificuldade em voltar a um peso normal.

No futuro medir o colesterol das crianças?

Dezembro 1, 2011 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 17 de Novembro de 2011.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Expert Panel on Integrated Guidelines for Cardiovascular Health and Risk Reduction in Children and Adolescents: Summary Report

Colóquio – Olhares sobre os Jovens em Portugal: saberes, políticas, acções

Maio 28, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações Aqui

Crianças: Portugal é um dos países da OCDE com mais obesidade entre raparigas adolescentes – UNICEF

Março 4, 2011 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do i de 24 de Fevereiro de 2011.

O relatório mencionado é o seguinte:

“The State of the World’s Children 2011” – descarregar Aqui

Portugal é um dos sete países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que registaram níveis mais elevados de obesidade entre as raparigas adolescentes durante o ano de 2007, revela um relatório da UNICEF divulgado hoje.

De acordo com o relatório Situação Mundial da Infância 2011, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), nos “países industrializados e em desenvolvimento, a obesidade é uma preocupação séria e crescente”.

De um conjunto de dez países em desenvolvimento, que não são explicitados no documento, a UNICEF constatou que entre 21 a 36 por cento de raparigas com idades compreendidas entre os 15 e os 19 anos apresentavam excesso de peso, com um índice de massa corporal superior a 25.

Saúde Mental e Comportamentos Alimentares

Dezembro 9, 2010 às 6:02 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Trinta por cento dos adolescentes portugueses têm excesso de peso

Julho 31, 2010 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do jornal Público de 28 de Julho de 2010. Esta notícia tem como base a tese de Doutoramento do Dr. João Sousa Ferreira.

Ferreira, João Sousa – Prevalência da obesidade infanto-juvenil : associação aos hábitos alimentares, actividade física e comportamentos sedentários dos adolescentes escolarizados de Portugal continental. Lisboa: 2010.

Mais de 30 por cento das crianças e adolescentes portugueses têm excesso de peso, segundo os resultados de uma investigação da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), ontem divulgados.

Dirigido ao grupo etário dos nove aos 18 anos, o estudo abrangeu todos os distritos portugueses e incluiu a análise a 5708 adolescentes escolarizados. Os resultados indicam que a prevalência de pré-obesidade infanto-juvenil é de 22,6 por cento e que a prevalência da obesidade é de 7,8 por cento.

“A investigação aponta para 30,4 por cento dos adolescentes com excesso de peso. Estes valores são muito preocupantes, porque uma elevada prevalência do excesso de peso traz consequências, como aparecimento da diabetes e de doenças cardiovasculares”, comentou Isabel Loureiro, da ENSP, em declarações à agência Lusa.

Outro estudo divulgado este ano pela Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade revelava que quase um terço das crianças portuguesas entre os dois e os cinco anos estão em estado de pré-obesidade.

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