Escolas podem não ter sinalizado todos os alunos com carência alimentar

Julho 19, 2013 às 3:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 19 de Julho de 2013.

O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, admitiu que as escolas possam não ter tido este ano letivo a capacidade de identificar todos os alunos com necessidades alimentares, mas garantiu que, dos identificados, nenhum ficou sem apoio.

No final de uma conferência de imprensa para apresentar o balanço do primeiro ano de aplicação, nas escolas, do Programa Escolar de Reforço Alimentar (PERA), o ministro Nuno Crato admitiu também que, com maior vigilância, outros casos de necessidades alimentares entre os alunos podem ser detetados, garantindo apoio para todos.

“Não estou a prever maiores dificuldades para o próximo ano letivo, mas sabemos que há dificuldades que ainda não estão satisfeitas. Portanto, a maior colaboração de todos será essencial para alargar o programa a mais pontos do país. Nós esperamos que as escolas detetem essas necessidades e que haja sempre empresas que possam colaborar”, afirmou Nuno Crato.

O ministro sublinhou que “há uma ligação muito direta” entre uma má alimentação e os maus resultados escolares, referindo que um aluno mal alimentado é um aluno que “não está na posse de todas as suas faculdades”, nomeadamente a capacidade de concentração.

De acordo com os números apresentados pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC), 79% dos alunos apoiados este ano letivo pelo PERA transitaram de ano, 50% dos alunos melhoraram o seu aproveitamento escolar e 42% tiveram melhorias ao nível do comportamento na sala de aula.

O programa que abrange o território continental de Portugal, que vai ter continuidade no próximo ano letivo, envolve parcerias entre o Ministério e diversas empresas de produção e distribuição alimentar, assim como empresas de transporte.

No ano letivo de 2012-2013 foram apoiados pelo PERA 10186 alunos de 387 agrupamentos e escolas.

O programa foi criado para colmatar situações de emergência de crianças que chegam à escola sem tomar o pequeno-almoço.

Nuno Crato elogia “heróis nacionais” das Olimpíadas da Matemática

Julho 27, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 24 de Julho de 2011.

Nuno Crato elogiou os “heróis nacionais” premiados nas Olimpíadas Internacionais de Matemática, definindo-os como um exemplo de que “é possível fazer muito melhor”.

O ministro da Educação e da Ciência, Nuno Crato, elogiou hoje os “heróis nacionais” premiados nas Olimpíadas Internacionais de Matemática, definindo-os como um exemplo de que “é possível fazer muito melhor” na matemática.

“É o melhor resultado de sempre nas Olimpíadas Internacionais de Matemática. Isto é um resultado inacreditável, muito bom. Trabalharam muitos professores durante muitos anos para que os nossos melhores jovens estivessem ao nível dos melhores internacionais. Chegámos a isso”, declarou Nuno Crato aos jornalistas no Aeroporto de Lisboa, enquanto aguardava a chegada da equipa portuguesa proveniente de Amesterdão.

“Nos melhores [alunos] já estamos com resultados extraordinários. Agora faltam todos os outros”

 

Este ano, e pela primeira vez, um aluno português conquistou uma medalha de ouro nas Olimpíadas. O medalhado, Miguel Martins dos Santos, de 16 anos, é aluno do 10.º ano da Escola Secundária de Alcanena.

Nuno Crato, que já foi presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), frisou que os resultados portugueses nas Olimpíadas não podem ser comparados aos resultados nacionais, que “têm muito a desejar ainda” “Nos melhores [alunos] já estamos com resultados extraordinários. Agora faltam todos os outros”, disse o ministro.

O premiado, Miguel Martins dos Santos, foi recebido pelo ministro e por diversos familiares, amigos, pela presidente da Câmara de Alcanena e pelo deputado do CDS-PP José Ribeiro e Castro, presidente da Comissão Parlamentar de Educação.

Jovem normal? “Espero bem que não”

 

Aos jornalistas, o aluno reconheceu que a distinção foi “um bocado inesperada”, mas resultou de “muito trabalho”, preferindo destacar o mérito da equipa portuguesa e não tanto o prémio individual que recebeu.

Para o futuro, o jovem quer “continuar a estudar matemática” e seguir a via da investigação ou do ensino. Questionado sobre se é um jovem normal, Miguel foi lacónico: “Espero bem que não”.

Mãe é professora de matemática

 

A mãe do jovem, Isabel Martins, é docente de matemática e, admitindo não ter ficado surpreendida com a medalha de ouro do filho, reconheceu que a distinção foi “difícil” de atingir.

Miguel Martins dos Santos tem “uma vida normal” com a peculiaridade de ser “muito aplicado” no que à matemática diz respeito: “É um bom estudante”, disse a mãe aos jornalistas.

Também presente no aeroporto esteve o presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, Miguel Abreu, que definiu como “recompensador” o resultado obtido pelo jovem e pela equipa portuguesa.

O responsável falou também no panorama geral do ensino da matemática no país, alertando para “os resultados demasiado positivos muito devido a enunciados de exames demasiado fáceis” nos últimos anos, acreditando contudo que Portugal está “em 2011 um bocado melhor do que estava em 2007” no que às notas dos exames diz respeito.

A equipa portuguesa nas Olimpíadas Internacionais de Matemática conseguiu arrecadar – para além do ouro de Miguel Martins dos Santos – duas medalhas de bronze e uma menção honrosa. Dos seis elementos que compunham a seleção portuguesa a estas Olimpíadas, apenas dois não receberam qualquer distinção individual.

 

Sete ideias para os jovens que vão a exame! – Nuno Crato

Junho 13, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de Nuno Crato publicado no Expresso de 28 de Maio de 2011.

DENTRO DE ALGUMAS semanas, milhares de estudantes do Ensino Básico e Secundário terão exames. Sabemos que as provas nem sempre estão bem feitas, que são menos frequentes do que deviam, que não têm o grau de exigência necessário e que, muitas vezes, os enunciados são enganosos. Mas isso neste momento pouco importa. Para os estudantes, para os pais que os acompanham e para os professores que os apoiam, o que agora interessa é aproveitar estas últimas semanas. Ainda há tempo para muita coisa, desde que se trabalhe. Talvez algumas das ideias seguintes sejam úteis.

Primeira ideia: Programar o estudo. É um dos factos mais surpreendentes da vida: traçar objectivos é meio caminho andado para os atingir. Isso é verdade na escola, na política, no desporto, nas empresas. Pode-se trabalhar muito, pode-se estar o dia todo ocupado e parecer que não se consegue fazer mais nada. Mas quando se perde um pouco de tempo a pensar e organizar a vida, consegue-se fazer mais. Daqui até às provas há ainda algumas semanas; por que não fazer uma lista das matérias prioritárias e planear dominá-las, com objectivos traçados semana a semana e dia a dia? Depois, é controlar o plano de estudo. Basta perder cinco minutos ao fim do dia para verificar o que se fez e não se fez e o que é preciso fazer para recuperar o tempo perdido.

Segunda ideia: Testar o que se sabe. É uma das descobertas mais sólidas da psicologia cognitiva moderna: as avaliações são um auxiliar importantíssimo do estudo; muitas vezes aprende-se mais enquanto se pensa como responder a um teste ou a verificar onde se errou, do que no estudo calmo e descontraído. A resolução de testes e exercícios é fundamental.

Terceira ideia: Voltar atrás quando não se percebe. Andar muito tempo à volta de um exercício ou de um conceito e não o conseguir entender é habitualmente sintoma de que há algo para trás que não se percebe. Não vale a pena fingir que se saltam obstáculos.

Quarta ideia: Perceber e decorar, decorar e perceber. Ao contrário do que recomendam algumas teorias pedagógicas ultrapassadas, a memorização não é inimiga da compreensão. As duas coisas são necessárias e reforçam-se mutuamente. Saber de cor uma fórmula pode ajudar a perceber um conceito e perceber um conceito pode ajudar a decorar uma fórmula útil.

Quinta ideia: Nem sempre o que parece mais fácil é o melhor. Entre ler um romance que se sabe que pode aparecer num exame e estudar um resumo, muitos jovens preferem ler o resumo. Que erro! Ler um romance é mais divertido, aprende-se mais, compreendem-se melhor os personagens e fixam-se melhor os pormenores.

Sexta ideia: Chegados ao exame, por mais difíceis que as questões pareçam, não desanimem. Muitas vezes, precisamos de algum tempo entre ler uma pergunta e ter a ideia da resposta. Leia-se segunda vez, terceira vez, com calma. Afinal a resposta pode ser simples.

Sétima ideia: Por mais simples que as questões sejam, não desanimem. Na Prova Intermédia de Ciências Físico-Químicas do 9.º ano feita este mês pelo Ministério, enunciavam-se um a um os nomes dos planetas do sistema solar e depois perguntava-se «o sistema solar é constituído por quantos planetas?» Muitos jovens podem não ter respondido por pensarem que havia algum truque. Não podia ser verdade! Não faz sentido perguntar a um aluno do 9.º ano se sabe ou não contar até oito! Mas era verdade.


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