Falta comida a uma em cada seis crianças em Nova Iorque

Dezembro 4, 2013 às 1:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 27 de Novembro de 2013.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

2013 Hunger Survey Report Superstorm of Hunger: Lingering Shortfalls Expose a Tale of Two Food Cities

Reuters

O inquérito da “Coligação contra a fome” em Nova Iorque é o mais recente a indicar as impressionantes desigualdades da cidade, onde habitam alguns dos principais milionários e supermilionários do mundo.

Lusa – Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico

Mais de 20 por cento das crianças em Nova Iorque vivem em lares onde não existem alimentos suficientes, um aumento de 10% face aos últimos quatro anos, revela-se num estudo publicado terça-feira.

A “Coligação contra a fome”, que realizou o inquérito, explica que o aumento do número de crianças com insuficiência alimentar está relacionado com o devastador furacão Sandy em finais de 2012, que deixou muitas pessoas sem-abrigo, os cortes orçamentais nos programas sociais e uma economia norte-americana ainda débil.

No total, um em cada seis nova-iorquinos, entre 1,3 e 1,4 milhões de  pessoas, habita numa casa onde não existia o suficiente para comer entre  2010 e 2012, incluindo cerca de 500.000 crianças, mais 10% em comparação  com o período 2006-2008, refere a Coligação.

De acordo com o seu diretor, Joel Berg, o prosseguimento dos cortes  orçamentais deixa prever que o pior ainda está para vir.

“Enquanto os ricos garantem uma alimentação melhor que nunca, entre  os nossos vizinhos um em cada seis luta contra a fome”, sublinhou.

“Os recentes cortes orçamentais federais nos cupões de alimentação também  vão agravar a situação”, acrescentou.

Segundo o relatório, a procura de sopas populares e a distribuição de  alimentos aumentaram 10% em 2013, apesar de 57% terem sofrido cortes nos  contributos estatais e privados, acrescenta o relatório.

Metade destas instituições referiram já não possuir recursos suficientes  para enfrentar o aumento dos pedidos de ajuda, e foram forçadas a rejeitar  pessoas, reduzir as ajudas e os horários de funcionamento.

No relatório critica-se ainda a crescente disparidade entre os milionários  e a restante população.

“O rendimento da classe média, ajustado à inflação, é mais baixo que  há dez anos. A pobreza, a fome e o número de sem abrigo aumentaram em flecha”,  sublinha a organização, recordando que cerca de metade da população vive  abaixo do nível de pobreza, ou pouco acima desse nível.

Para os 1,8 milhões de nova-iorquinos que dependiam da ajuda federal  para se alimentarem, os cortes significam que uma família com três pessoas  perdeu 29 dólares por mês (21,4 euros), o equivalente a 20 refeições.


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