Um avô que faz todos os dias desenhos para os netos

Dezembro 17, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do http://p3.publico.pt/ de 5 de dezembro de 2016.

chanjae-lee

autoria Andreia Cunha

Natural da Coreia e residente no Brasil, Chanjae Lee, reformado de 75 anos, tinha até há pouco tempo uma única tarefa diária: levar os netos à escola. Um dia, Arthur e Allan regressaram à Coreia com os pais e o avô ficou sem nada para fazer. Os dias eram passados a ver televisão coreana. A família ficou preocupada e decidiu ajudar Chanjae a encontrar uma nova actividade. Ji Lee, um dos filhos, lembrou-se do tempo em que o pai costumava fazer desenhos para as crianças. A ideia era convencê-lo de que podia voltar a desenhar e depois partilhar as fotos no Instagram. O pai odiou a ideia e nem sequer sabia o que era esta rede social (nem um e-mail ou o Google). A mulher, por outro lado, é muito curiosa. Com 75 anos usa Gmail, Google, Facebook e Instagram. Ela e o filho uniram-se. Depois de algumas tentativas falhadas, Chanjae recomeçou um passatempo antigo. Os desenhos são para os três netos. De repente, passou de “velho mal-humorado” a ilustrador das aventuras de Arthur, Allan e Astro e a um sucesso do Instagram – como mostra o vídeo que o filho partilhou. Ensiná-lo a usar esta rede social não foi fácil, mas ele aprendeu (lentamente). Desde perspectivas de Nova Iorque a um retrato da mulher, de um desenho dos netos a tomar banho até ilustrações dos brinquedos que Arthur e Allan deixaram no Brasil. Tudo é partilhado na página @drawings_for_my_grandchildren (desenhos para os meus netos). Animais e plantas são outros dos temas preferidos, bem como as tradições e os locais da Coreia, desenhados com diferentes técnicas e estilos. Chanjae faz um desenho por dia e já tem centenas de ilustrações no Instagram. Mas não está sozinho no projecto. A avó é a responsável pelas histórias que acompanham os desenhos do avô e que encantam os netos. Os filhos traduzem cada uma para inglês e português. O projecto tornou ainda mais unida uma família que está em diferentes cantos do mundo. O sucesso foi tanto que até surgiu a ideia de expor e vender os desenhos para financiar as viagens de visita aos netos. Entretanto, “o Astro começou a correr e o Arthur e o Allan já não são pequenos rapazes”. Chanjae não mudou muito – “continua um velho mal-humorado” –, mas tornou-se um especialista do Instagram.

 

 

InfoCEDI n.º 52 Sobre Relação Intergeracional entre Avós e Netos

Junho 3, 2014 às 12:40 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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info

Já está disponível para consulta e download o nosso InfoCEDI n.º 52. Esta é uma compilação abrangente e actualizada de dissertações, estudos, citações e endereços de sites sobre Relação Intergeracional entre Avós e Netos.

Todos os documentos apresentados estão disponíveis on-line e pode aceder a eles directamente do InfoCEDI, Aqui

Avós e netos podem proteger a saúde mental uns dos outros

Agosto 26, 2013 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site Ciência Online de 12 de Agosto de 2013.

Mais informações sobre o estudo:

Strong grandparent-adult grandchild relationships reduce depression for both

Avós e netos desempenham papéis importantes na saúde de cada um, segundo um novo estudo. O estudo de duas décadas descobriu que a qualidade das relações entre as duas gerações tem consequências mensuráveis ​​sobre o bem-estar mental de ambos.

Os pesquisadores analisaram 376 avós e 340 netos, e seguiram a sua saúde mental entre 1985 e 2004. Eles descobriram que tanto os avós como os netos adultos que se sentiam emocionalmente perto da outra geração tinham menos sintomas de depressão.

“Membros da família, como avós e netos, têm funções importantes nas vidas diárias de cada um durante a vida adulta”, disse a pesquisadora Sara Moorman, professors de sociologia na Boston College, EUA.

As relações entre os membros da família podem ser mais importante hoje do que no passado, disseram os pesquisadores. Como a expectativa de vida está a aumentar, as gerações co-existem sem precedentes para longos períodos de tempo, e eles podem ser fontes de apoio, ou de tensão, através de vida das pessoas, disseram os pesquisadores.

Para o estudo, que foi apresentado hoje (12 de agosto), na Reunião Anual da American Sociological Association, em Nova York, os participantes preencheram pesquisas a cada poucos anos, respondendo a perguntas. Os participantes também relataram quantas vezes sentiam sintomas de depressão, como tristeza e falta de apetite.

Os resultados mostraram que, além dos efeitos de saúde mental positivos de ter uma relação emocionalmente próxima, é importante para os avós serem capazes de retribuir a ajuda que recebem dos seus netos, de acordo com os pesquisadores.

Os resultados também mostraram que é importante para os netos ajudarem os seus avós a permanecerem independentes, e manter uma relação de apoio, a fim de afastar os efeitos negativos do envelhecimento sobre o bem-estar mental e emocional dos idosos.

Quando o divórcio dos pais separa avós e netos

Setembro 15, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Público de 19 de Agosto de 2012.

Por Maria João Lopes

Fernanda, de 65 anos, tem uma neta de seis anos que nunca viu. O filho e a mulher divorciaram-se e ela não chegou a conhecer a mais nova de três netos. Teresa, de 73 anos, tem uma neta adolescente que se esforçou por ir vendo, mas as dificuldades que enfrentou foram tantas que hoje sente que a adolescente a vê como uma estranha. Ivone, de 62 anos, perdeu um filho e, depois da morte dele, foi cada vez mais complicado estar com os netos. Hoje vivem no estrangeiro com a mãe e há mais de um ano que Ivone nada sabe deles.

Uma das consequências mais silenciosas dos divórcios em que os pais não se entendem é o afastamento entre as crianças e os avós de um dos lados da família. Para além dos divórcios, há casos em que a morte de um dos cônjuges também pode conduzir a essa separação.

“Os meus netos cresceram longe de mim”, diz Fernanda, uma antiga empregada de escritório agora reformada. Hoje, após o divórcio dos pais das crianças, vê o neto mais velho e a do meio de 15 em 15 dias. A mais nova nunca a viu: “Tem agora seis anos, não a conheço”, lamenta.

A relação, marcada pelos desentendimentos entre os pais das crianças, com sucessivas idas a tribunal, não ajudou na criação de laços: entre os 17 meses e os oito anos do neto mais velho, Fernanda nunca o viu. A neta do meio, que Fernanda só conheceu quando ela tinha sete anos, nem lhe chama avó, apenas “a mãe do pai”. “Nunca me abraçam com ternura”, admite.

Alguns avós nesta situação contactados pelo PÚBLICO não quiseram dar um testemunho. Dizem-se cansados e arrasados psicologicamente. Alegam que estão fartos de lutas, de idas a tribunal, que já não lhes apetece repetir até à exaustão as mesmas histórias. Alguns desistem. Outros não baixam os braços e socorrem-se de advogados ou contactam associações. Mas o sentimento de desânimo é frequente. Alguns falam numa “catástrofe” que lhes aconteceu e “dá cabo” deles.

“O meu filho e a minha nora separaram-se seis meses depois de a menina nascer, embora o divórcio só ficasse oficializado dois anos depois. Eles não se entendem. Andam sempre em tribunal. E eu estou cansada e triste”, admite Teresa.

Apesar de cada testemunho ter contornos próprios, em comum têm inúmeros episódios familiares conturbados: pais que não se entendem, acusações mútuas, sogros, genros e noras que se defendem como podem. Fernanda admite que é difícil, mesmo para os avós, lidar com um divórcio em que os pais ficam de costas voltadas. Mas ressalva: “As crianças não têm de ser penalizadas porque os adultos não se entendem, porque fazem mal uns aos outros, porque simplesmente não gostam uns dos outros”.

Justiça lenta

O caso de Ivone, também empregada de escritório reformada, é diferente. O filho morreu e, a partir de então, começou a ver cada vez menos os netos. Já recorreu a psicólogos para os desabafos e a advogados para as questões jurídicas. Apesar de já quase não acreditar em nada nem ninguém, mantém viva uma pequena esperança de voltar a ver os netos, que foram viver para o estrangeiro com a mãe. Ivone nem sabe exactamente onde – há um ano que não tem notícias deles: “Sinto-me revoltada, impotente. Revoltada com a sociedade, com os tribunais… Mas não perdi a esperança de ver os meus netos”, diz.

Fernanda, por exemplo, explica que a sua situação era dificultada pelo facto de tanto ela como o filho trabalharem numa empresa na qual o sogro pertencia ao conselho de administração: “Tive sempre medo de falar”, justifica.

Apesar de defender que a mãe das crianças “não tem o direito” de lhe “tirar” os netos, limita-se a aguardar que os pais consigam chegar a consensos e tudo se componha: “Os pais andam sempre em tribunal, mas eu tenho esperança que tudo se resolva pelo melhor um dia. Sei que há uma lei que protege os avós, mas nunca me quis meter nisso. Tive receio de prejudicar a relação dos pais, que fosse mau também para as crianças, e tinha medo que eu e o meu filho perdêssemos o trabalho”.

Ivone, que contratou um advogado, queixa-se da morosidade do tribunal. Já tentou de tudo. Antes de os netos irem viver para o estrangeiro com a mãe, ligava-lhe, aparecia em casa dela, esperava pelas crianças à porta do infantário e chegou mesmo a contratar uma empresa para lhes ir entregar prendas de aniversário a casa… Hoje não sabe mais o que fazer: “Só queria saber onde é que eles estão. O meu advogado diz que o processo está a andar no tribunal, que tenho de esperar. O que eu sei é que não tenho respostas”, resume.O que lhe vale, diz, é que tem uma neta de 17 meses de outra filha que ajuda a criar. “Dou três beijos à minha neta, ela não percebe porquê, mas é um beijo por cada neto. Tenho saudades dos outros dois. Não há palavras para exprimir a angústia que é estar longe deles. Aquelas crianças não podem ser felizes sem os avós, sem a família paterna. É muito complicado”, desabafa.

Ouve-se a mesma mágoa na voz de Fernanda: “Só eu sei como é sentirmo-nos a morrer aos bocados. Havia vezes em que chorava quando passava por uma loja de bebés, quando via um anúncio com crianças na televisão. Era uma dor. Depois, quando conseguia ver os meus netos, também chorava, chorava, chorava. Sei que não é muito pedagógico chorar em frente deles, mas às vezes não aguentava”, reconhece.

Teresa conta que a primeira decisão do tribunal autorizou o pai e os avós paternos a ver a criança aos sábados, em casa da mãe, entre as 11h e as 18h: “O meu marido [avô], que morreu entretanto, nunca subia. Não conseguia. Eu ia sempre. Queria ver a minha neta”, afirma.

Quando, mais tarde, o pai da menina arranjou trabalho longe de casa e ela deixou de poder ver a neta todos os fins-de-semana, Teresa, que não conduz, continuou a não falhar uma visita. Metia-se no autocarro e ia ver a criança, que vivia a 60 quilómetros: “Ia sozinha, mas ia”. Quando tinha 15 meses, o tribunal entendeu que a criança podia ir a casa dos avós, de 15 em 15 dias: “E nós também podíamos ir ao colégio vê-la quando quiséssemos”, conta ainda.

Dar e não dar tudo

Porém, apesar deste contacto regular, Teresa diz que viveram sempre numa “paz podre” que nunca lhe deixou dar à neta o amor que queria: “Penso que intelectualmente lhe dei tudo o que podia. Como fui professora do ensino primário, levei-a a museus, compro-lhe material escolar, dei-lhe o primeiro computador. Mas emocionalmente não lhe dei tudo”.

Alega que também carrega “uma revolta e uma mágoa”, e não tem “a mais pequena esperança” de que as coisas entre os pais da menina se resolvam: “Tenho muita pena, isto é muito desgastante. Mas, independentemente dos problemas dos pais, o que sei é que eu sou avó e também perdi a minha neta. Estou metida no meio disto tudo. E também sinto que devo defender o meu filho”, justifica.

Hoje enfrenta a adolescência da neta: “Está com 13 anos, é uma fase muito difícil. No Natal veio cá casa, sentou-se no sofá e não tirou a bolsa do colo. Parecia uma estranha que estava de visita. Ela já não se sente bem ao pé de nós. Foi a última vez que a vi, no Natal”, recorda Teresa.

Já o último episódio que Ivone conta refere-se à decisão do tribunal, segundo a qual os avós podiam ver as crianças, mas as primeiras visitas seriam em “terreno neutro”: “Nem em nossa casa nem em casa da mãe. O primeiro encontro seria na Segurança Social, com uma assistente social e uma psicóloga. Recebi a convocatória da Segurança Social em Maio”.

No dia da primeira visita, Ivone preparava-se para sair de casa quando recebeu um telefonema do advogado. Tinha sido contactado pelo advogado da mãe das crianças, que lhe comunicou que a cliente recebera uma proposta de trabalho no estrangeiro e mudara-se, com os miúdos. “Foi em Maio do ano passado. A partir daí nunca mais soube nada deles.”

Todos os nomes das avós retratadas neste artigo são fictícios

Dia dos Avós no Museu da Marioneta

Julho 25, 2011 às 9:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Das 10:30 às 12:30 – Durante a manhã, avós e netos unem-se na exploração do fascinante mundo das marionetas. Com as pistas espalhadas pelo museu vamos mergulhar na descoberta deste universo…
Das 14:30 às 17h – Durante a tarde, vamos jogar com contrastes de luz, sombra e cor a partir da criação de uma marioneta muito especial

Participação gratuita para avós com netos

Convento das Bernardas
Rua da Esperança, n° 146
1200-660 Lisboa

Tel +351 213 942 810
Fax +351 213 942 819
Geral museudamarioneta@egeac.pt
Web www.museudamarioneta.pt


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