Internet: dependência dos jovens portugueses ainda é inferior à média europeia

Janeiro 3, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 27 de dezembro de 2016.

Crianças e jovens portugueses já passam um tempo considerável a utilizar o computador Enric Vives-Rubio

Crianças e jovens portugueses já passam um tempo considerável a utilizar o computador Enric Vives-Rubio

Estudos mostram que jovens portugueses já passam demasiado tempo na Internet, mas com valores em linha ou até inferiores aos registados nos restantes países europeus.

Romana Borja-Santos

As crianças e jovens portugueses já passam um tempo considerável, tanto durante a semana como ao fim-de-semana, a utilizar o computador – seja para conversar, navegar na Internet, enviar emails ou mesmo para estudar. Os sinais de dependência das novas tecnologias já são alguns, mas mesmo assim os valores encontrados em Portugal ainda estão quase sempre abaixo da média europeia.

No estudo europeu Net Children Go Mobile, realizado 2014, foram identificados alguns casos extremos: 6% dos jovens admitiram que tinham ficado sem comer ou sem dormir por causa da Internet. No entanto, tirando estes casos limite, os adolescentes portugueses mostraram “resultados em sintonia com a média europeia” ou até mais baixos nos vários indicadores referentes ao uso excessivo: por exemplo, em média 42% dos jovens europeus admitiram passar frequentemente ou algumas vezes menos tempo com a família, com os amigos e deixar tarefas escolares de lado por causa da Internet e dos jogos. Em Portugal, o valor ficou nos 31%.

Também o estudo mundial Health Behaviour in School-Aged Children, do mesmo ano, avaliou a dependência da Internet, numa escala que varia entre 9 e 45 pontos, correspondendo o valor mais alto a uma elevada dependência. Os autores do trabalho chegaram a uma média de 18 pontos para a realidade portuguesa – um valor inferior ao da realidade europeia.

http://netchildrengomobile.eu/

http://www.hbsc.org/

 

Estudo confirma uma geração cada vez mais dependente da tecnologia

Fevereiro 7, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site https://www.mais-psi.com de 21 de janeiro de 2016.

maispsi

Um estudo recente do Instituto de Psicologia Aplicada (ISPA), em que foram inquiridos jovens portugueses até aos 25 anos, mostra que 70% apresentam sinais de dependência do mundo digital, em que 13% são casos graves, podendo implicar isolamento ou comportamentos violentos e que obrigam a um tratamento. Este estudo foi coordenado pela investigadora Ivone Patrão e confirma os sinais de uma geração cada vez mais dependente da tecnologia. Como exemplo, é relatado o caso de um rapaz que afirma que os seus amigos ficariam zangados caso ele não respondesse rapidamente às mensagens mesmo no horário em que deveria estar a dormir. Assim, este fenómeno pode mesmo conduzir a situações limites em que é posto em causa o bem-estar físico da pessoa.

Um outro estudo de 2014, conduzido pelo Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa (CESNOVA), no âmbito do projeto Net Children Go Mobile, mostra que mais de metade das raparigas (55%) referem usar todos os dias o smartphone, contra 44% dos rapazes. Há também uma evidência do uso excessivo no início da adolescência (11-12 anos) decrescendo no grupo intermédio (13-14 anos), para voltar a subir nos adolescentes mais velhos (15-16 anos).

Este estudo compara ainda a utilização do smartphone com outros países europeus. Constata-se que os adolescentes portugueses apresentam um valor de uso excessivo do smartphone (57%) que é superior à média europeia (48%), aparecendo o Reino Unido no topo (65%). A maioria dos adolescentes portugueses sente a necessidade de verificar o telemóvel sem razão aparente e ficam aborrecidos quando não podem usar o telemóvel por ficarem sem bateria ou sem rede. Cerca de um quinto afirmam mesmo estar menos tempo do que deviam com a família, os amigos ou a realizar as tarefas escolares, confirmando a importância do telemóvel em detrimento de outras formas de relacionamentos ou atividades.

E nos outros Países?

Um estudo coordenado por Ana Paula Correia, professora associada na Faculdade de Educação da Universidade Estatal de Iowa, Estados Unidos, publicado em agosto de 2015 na revista “Computers in Human Behavior”. Esse estudo permitiu identificar quatro características da nomofobia, ou seja, da ansiedade de separação do smartphone:

  • Não consegue comunicar. A pessoa sente-se insegura porque não pode ligar ou enviar SMS para a sua família e amigos.
  • Ausência de conectividade. A pessoa sente que está desligada da sua identidade no mundo digital.
  • Não consegue aceder à informação. A pessoa sente-se desconfortável quando não consegue, por exemplo, obter respostas às suas perguntas no Google.
  • Ausência de conveniência. A pessoa fica irritada porque não consegue terminar as suas tarefas, tais como realizar uma compra online.

Estas representam preocupações distintas que contribuem para a angústia geral das pessoas que sofrem de nomofobia.

O nome nomofobia deriva do inglês no-mobile-phone phobia. É um termo que descreve o medo crescente de ficar sem o telemóvel, representando assim uma ansiedade derivada da separação deste dispositivo móvel, e que está a crescer entre os adolescentes.

O uso excessivo do smartphone é de tal modo grave e tomou tal dimensão nalguns países, como a Coreia do Sul, que obrigou o Ministério da Educação deste país a criar um programa de prevenção e identificação precoce de crianças e jovens em risco. No âmbito dessas ações, o governo sul-coreano lançou uma aplicação para dispositivos móveis de modo a monitorar o uso do smartphone e restringir o acesso a jogos online depois da meia-noite.

Mas, será que eu sou viciado no smartphone?

Reconhece certamente o sentimento de ansiedade quando o bolso parece estranhamente mais leve e descobre que separou-se do seu smartphone. E se utiliza este dispositivo móvel para aceder às redes sociais, provavelmente, o seu nível de preocupação ainda é mais intenso. Mas será que é viciado no seu smartphone?

Estes são alguns dos sinais de alerta:

  • Fico ansioso ou inquieto quando fica longe do meu smartphone
  • Verifico constantemente o meu telemóvel
  • Evito a interação social em detrimento da utilização do telemóvel
  • Distraio-me frequentemente com emails, SMS ou outras aplicações móveis
  • Revelo um declínio no meu desempenho profissional ou académico
  • Acordo a meio da noite para verificar o smartphone

Se respondeu afirmativamente a muitos destes pontos, então poderá estar a sofrer de nomofobia.

Está na hora de fazer uma pausa

Ao longo da minha vida tenho evitado a dependência de coisas, e por isso faço regularmente uma introspeção sofre o meu estilo de vida. Procuro proteger-me de determinados vícios que podem ditar ou comprometer o meu comportamento. Isso inclui a utilização da tecnologia. Reconheço o papel dos computadores, telemóveis e outras tecnologias, que permitem-me trabalhar de forma mais fácil e eficiente, mas, porém, o meu princípio é que a tecnologia deve servir o homem, e não o contrário.

Então, o que devo fazer para ter um comportamento mais equilibrado?

  • Coloco o smartphone a pelo menos 5m de mim quando durmo à noite
  • Durante o dia tenho interações cara-a-cara com outras pessoas, sem interrupções derivadas da utilização do smartphone.
  • Certifico-me que durante o dia tenho um momento de reflexão em solidão com o smartphone desligado
  • Deste modo, durante a semana, equilibro o tempo passado com outras pessoas e ao smartphone.
  • Uma vez por mês desligo o smartphone durante todo o dia. É o dia em que me liberto!

Autoria de PsicoAjuda.

 

Relatório Final do Projeto Net Children Go Mobile

Dezembro 16, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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NCGM_Final_Infographic_WEB

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Infografia do relatório do projeto Net Children Go Mobile

 

Mais de metade dos pais aceita perfis online abaixo da idade legal

Dezembro 11, 2014 às 5:45 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 7 de dezembro de 2014.

Público

Catarina Gomes

Investigador defende os pais devem definir a monitorização dos tempos de utilização e dos conteúdos e a localização dos equipamentos.

A rede social Facebook proibe a criação de perfis a menores de 13 anos mas um estudo europeu revelou que mais de metade dos pais portugueses aceita que estes possam ser criados abaixo dessa idade, afirma o psicólogo clínico João Faria, lembrando os resultados do estudo europeu Net Children Go Mobile, com dados de 2013 e 2014. “Fiquei boquiaberto com este dado: ao aceitarem que os seus filhos criem perfis [com idades falsas], os pais estão a ser um modelo ensinando os filhos a contornar as regras da Internet.”

No estudo em causa são 38,5% os pais que dizem que os seus filhos de nove a 12 anos nunca poderão criar um perfil de Facebook, o que signfica que são cerca de 60% os que aceitam a prática, nota João Faria, que coordena o Núcleo de Intervenção na Internet e nas Telecomunicações, na Progresso Infantil-Centro de Desenvolvimento, um centro especializado em perturbações do desenvolvimento das crianças, em Carcavelos.

Os números do mesmo estudo – que teve como amostra 3.500 jovens europeus dos nove aos 16 anos em sete países europeus – mostram ainda que, em 2010, Portugal estava entre os países com níveis mais altos de uso da Internet no quarto, cerca de 67% diziam fazê-lo, estando ao mesmo nível que a Suécia, número que só era superado pela Dinamarca (74%). Na Bélgica e na Turquia encontravam-se os níveis mais baixo de uso da Internet no quarto, em 33%. Mas em 2013 e 2014 são menos (60%) os jovens portugueses que dizem aceder semanalmente à Internet no seu quarto. A média europeia é de 66%.

José Ilídio de Sá, autor da tese de doutoramento Bullying nas Escolas: Prevenção e Intervenção, realizada no Departamento de Educação da Universidade de Aveiro, defende que, uma vez que um número significativo de situações de ciberagressão tem como palco, para a vítima ou para o agressor, o espaço da casa, “o papel das famílias assume particular relevância, sobretudo “no que diz respeito à vigilância e à monitorização dos padrões de uso e de consumo da Internet por parte dos jovens, e à definição de regras por parte dos pais”. Estas podem incluir e definir a monitorização dos tempos de utilização e dos conteúdos e a localização dos equipamentos, procurando, por esta via, inverter a “cultura do quarto” característica nestas faixas etárias, diz.

http://www.netchildrengomobile.eu/

Bullying nas escolas: prevenção e intervenção

 

Cyberbullying: quando o miúdo franzino pode tornar-se poderoso

Dezembro 11, 2014 às 5:29 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 7 de dezembro de 2014.

Fábio Teixeira

Catarina Gomes

As vítimas de bullying tornam-se muitas vezes agressores no cyberbullying. Estudo europeu de 2014 reporta que 5% dos miúdos portugueses dos 9 aos 16 anos dizem ter tido experiências de cyberbullying alguma vez na vida.

Maria tem 16 anos, é sociável, popular e bonita, uma excelente aluna, esteve no quadro de mérito na escola secundária onde frequenta o 10º ano. Tal como cerca de 70% dos adolescentes portugueses, tem um perfil numa rede social. Alguém pegou numa das fotografias que tinha no seu Facebook, em que estava numa festa de casamento, muito produzida, com sapatos de salto alto. Depois criou com essa imagem um perfil falso onde alguém a critica por não ter idade para andar com aquelas roupas, diz que dorme com muitos rapazes e chama-lhe “nomes feios, muito feios, começados por p.”, conta a mãe, funcionária pública de 48 anos, que anda há um ano em tribunal a tentar descobrir quem fez aquilo à filha. Maria foi vítima de cyberbullying.

É uma nova forma de violência que amplia as consequências do bullying presencial. Trata-se de usar a Internet como meio para difundir ameaças, difamações e violência psicológica. “O bullying são quatro ou cinco pessoas a assistir e a incentivar no momento. No cyberbullying a audiência é potencialmente infinita”, diz o psicólogo João Faria. Podem ser usadas as redes sociais, as sms, o twitter. O estudo europeu Net Children Go Mobile, reporta que 2% dos miúdos portugueses dos 9 aos 16 anos dizem ter tido experiências de cyberbullying alguma vez na vida (dados de 2010), número que subiu para os 5% em 2014. A média dos sete países europeus estudados é de 7%.

No bullying presencial “o perfil das vítimas é mais evidente”, são muitas vezes os mais fracos. “São os mais franzinos, os gordinhos, ou que usam óculos, ou tem dificuldades cognitivas. A vítima do cyberbullying é mais difusa”, diz a psicóloga do Hospital Amadora-Sintra Filipa Fonseca, que nos últimos dois anos tem começado a receber casos deste tipo. A vítima pode ser alguém como Maria (nome fictício). “Ela nunca teve problemas na escola, sempre teve imensos amigos”, conta a mãe.

O bully (agressor) também já não é necessariamente “o miúdo forte com as costas quentes, o miúdo franzino torna-se poderoso”, nota João Faria, psicólogo que coordena o Núcleo de Intervenção na Internet e nas Telecomunicações, na Progresso Infantil, um centro especializado em perturbações do desenvolvimento das crianças, em Carcavelos.

“Há muitas vezes uma inversão. As vítimas de bullying tornam-se muitas vezes agressores no cyberbullying.” E lembra um caso que acompanhou de um miúdo que sofria de uma perturbação do espectro do autismo, que tinha sido vítima de bullying na escola, que passava o tempo em casa, muito isolado. “Fez um vídeo demolidor dos seus agressores.”

Enquanto o bullying presencial acontece muitas vezes no espaço da escola e esta não pode desresponsabilizar-se, no caso do cyberbullying a experiência de João Faria é que as “escolas tentam sacudir a água do capote”. Afinal, as “agressões são muitas vezes feitas a partir de casa”. “As escolas querem desresponsabilizar-se, as famílias querem responsabilizar as escolas”. “Na era dos smartphones ainda torna mais complexo este fenómeno”, diz Jose Ilídio Sá, investigador do Departamento de Educação da Universidade de Aveiro, que fez a sua tese de doutoramento sobre este fenómeno.

Os perigos da rapidez

Iniciar um rumor já podia ser uma arma psicológica, a diferença é que na sua versão electrónica –  quer através da criação de falsos perfis ou tornando públicas fotografias de situações íntimas ou embaraçosas – tudo acontece muitas vezes “de forma impulsiva”. “Não reflectem e depois de colocar posts às vezes arrependem-se”, constata a psicóloga. Além da dimensão da audiência, outro dos grandes riscos “é a rapidez com que tudo é executado”, nota João Faria. “Qualquer zanga pode dar azo a difamações para os contactos”, junta Filipa Fonseca.

O problema é que “o mundo não os está a ajudar a esperar, está a empurrar para a impulsividade”, diz João Faria que dá um exemplo muito concreto, quando nos restaurantes se vê pais a darem às crianças um Ipad enquanto esperam pela comida. “Não estão a esperar. É preciso deixá-los estar com os seus pensamentos, a divagar.” Filipa Fonseca constata que “no campo social estão pouco habituados a esperar para resolver os seus problemas. É preciso treinar a espera”, alerta a psicóloga do Amadora-Sintra.

“É preciso trabalhar questões da auto-regulação, da impulsividade”, acrescenta. Há um termo novo que se chama regras de “netiqueta” e que trata de ensinar o respeito pelo outro online, como por exemplo mandar uma mensagem e não insistir logo para ter uma resposta imediata. “Pensa antes de publicar” é uma das mensagens de um cartaz criado por uma agência irlandesa, a Fuzion, depois de dois casos de bullying electrónico no país que conduziram ao suicídio. O site português de promoção do uso seguro da Internet por crianças, MiudosSegurosNa.Net, convida à sua divulgação.

Ver, comentar, fazer “gostos” numa página com difamações não é sentido por muitos como “cumplicidade”. “É preciso dizer-lhes que não são meros espectadores”, diz Filipa Fonseca. José Ilídio de Sá diz que existe “quase um pacto de silêncio. Os jovens acham que não se devem intrometer em contendas entre colegas” e temem que “ao queixarem-se poderão também ser objecto de agressão”. O investigador diz que se o jovem decide denunciar a professores ou à direcção da escola, e “nada acontece”, a confiança perde-se.

Medo de ficar sem computador

Nalguns casos, os miúdos não contam o que lhes está a acontecer. Às vezes não dizem nada aos pais precisamente com medo de ficarem sem o computador ou o smartphone, constata Filipa Fonseca. Não foi isso que aconteceu com Maria. Mal soube do perfil ligou à mãe e isso fez toda a diferença. “Temos uma relação muito próxima, muitas amigas dela diziam-lhe: ‘se fosse eu não contava aos meus pais’”.

O que os pais de Maria têm feito com a filha é desvalorizar o que aconteceu. Dizem-lhe “não ligues, não é importante, toda a gente sabe que aquilo é mentira”. “O que vale é que ela tem uma personalidade forte”, diz o pai, mas acrescenta que miúdos mais frágeis, “sem apoio familiar, podem ir-se abaixo”. No caso dela, desconfiam que terão sido raparigas, colegas da escola, a criar o perfil falso, por causa do tipo de linguagem e pela forma como comentam a roupa. Terá a ver com “invejas de namoricos de miúdos”, diz o pai.

Desde que aquilo aconteceu passaram a estar muito mais vigilantes ao seu uso da Internet, visitam regularmente o perfil da filha, de quem são “amigos”. E a filha passou a estar proibida de publicar determinadas fotografias no seu perfil, seja de fato de banho ou com decotes. “Esse tipo de fotos não são para as redes sociais.”

http://www.netchildrengomobile.eu/

 

Menores usam “smartphone” para evitar aborrecimento e estar próximo de amigos

Novembro 27, 2014 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do site http://www.dinheirovivo.pt   de 22 de novembro de 2014.

Mais informações no link:

http://netchildrengomobile.wordpress.com/recursos/

Adelino Meireles  GI

Um estudo hoje divulgado revela que as crianças e os jovens portugueses sentem-se menos aborrecidos e mais próximos dos amigos quando usam um “smartphone”, e pouco fazem para diminuir a dependência face ao aparelho.

O estudo, “Crianças e Meios Digitais Móveis em Portugal”, reproduz os resultados nacionais do projeto “Net Children Go Mobile”, que envolveu, ainda, mais seis países europeus (Bélgica, Dinamarca, Irlanda, Itália, Reino Unido e Roménia).

Em Portugal, o inquérito, realizado entre janeiro e abril, abrangeu 501 alunos, entre os 9 e os 16 anos, com 174 a utilizarem diariamente o “smartphone”, mais as raparigas do que os rapazes, e 104 um “tablet”.

Mais de metade da amostra – 373 crianças e jovens – é proveniente de lares com estatuto socioeconómico baixo.

O foco do estudo, que será apresentado e discutido na próxima semana numa conferência em Lisboa, e hoje facultado à Lusa, foi os novos meios digitais móveis, como os “smartphones” e os “tablets”, procurando identificar oportunidades e riscos no acesso e uso da internet, numa comparação com outros países europeus.

O acesso ao primeiro telefone móvel inteligente surge aos 11 anos, nos rapazes, e aos 13, nas raparigas, assinala a investigação, coordenada por Cristina Ponte, professora na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Os resultados nacionais apontam para o uso excessivo de “smartphone” entre os menores (57%), superando a média europeia (48%) e só ultrapassados pelos do Reino Unido (65%).

De acordo com o estudo, 86% das crianças e dos jovens sentem-se menos aborrecidos quando usam um “smartphone”, sobretudo os rapazes mais novos, e 85% mais próximos dos amigos.

A utilização de um telemóvel inteligente é também sinónimo de organização das atividades quotidianas (67%), sensação de segurança (64%) e facilidade na realização dos trabalhos de casa e das tarefas da escola (55%), sobretudo para as raparigas.

Perante a falta de bateria e de rede, mais de metade dos inquiridos (54%) afirma-se aborrecida por não poder usar o aparelho móvel. A maioria, 59%, diz sentir “muitas ou algumas vezes” necessidade de verificar o telemóvel para ver se acontece algo.

Um quinto das crianças e dos jovens entrevistados pensa “muitas ou algumas vezes” que passa, à custa do “smartphone”, menos tempo do que devia com a família ou a fazer os trabalhos da escola.

Contudo, mais de metade (58%) responde que “nunca ou quase nunca” tentou gastar menos tempo a usar o telemóvel.

O estudo conclui, ainda, que 76% das crianças portuguesas têm um perfil numa rede social, uma percentagem apenas ultrapassada por Dinamarca (81%) e Roménia (79%), sendo que um terço dos internautas declarou aceitar pedido de contacto por parte de pessoas que conhece bem.

A maioria dos inquiridos nacionais (73%) usa a internet, pelo menos uma vez por semana, para fazer pesquisas para trabalhos escolares, adianta o mesmo documento, que será apresentado e debatido na conferência “Crianças e Meios Digitais Móveis em Portugal”, que decorre a 28 e 29 de novembro, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas de Lisboa.

 

 

 

Quais são os riscos on-line que as crianças encontram com mais frequência?

Fevereiro 11, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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online

Ver a infografia completa no site http://www.netchildrengomobile.eu/

 


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