Pode uma relação sobreviver a um filho com necessidades especiais?

Abril 20, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site https://magg.pt/ de 4 de abril de 2018.

Há casos em que o nascimento de uma criança, que deveria estar recheado de felicidade, vem acompanhado de algo mais. Uma doença não detetada em nenhuma fase da gravidez, complicações no parto que deixam graves sequelas nas crianças. E há outros em que o diagnóstico de uma patologia chega meses ou anos depois do parto. Seja como for, a pergunta impõe-se: o que sucede a um casal quando é confrontado com algo tão difícil como lidar com as necessidades especiais de um filho, com uma doença grave e degenerativa? Sobrevive, fortalece-se, ou pelo contrário, fica mais frágil e acaba?

“Temos de perceber que se trata de uma situação dificílima”, diz à MAGG Ana Paula Silva, psicóloga clínica e da saúde. “É um projeto de vida que é dramaticamente interrompido.” 

Por isso, “as separações são muito comuns quando falamos de pais que são confrontados com o nascimento de uma criança com deficiências graves e necessidades especiais”, revela Ivone Silva, diretora-geral da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral.

Como explica a dirigente da APCL, estas são situações que absorvem muito os pais. “Uma criança com deficiência exige muito das famílias. Há uma procura incessante de respostas que possam curar o seu filho, uma solução para o cenário que se impôs perante aqueles pais. Há tristeza, há um desgaste incrível neste processo e isso acaba por ser fatal para muitas relações.

Cláudia Mendes, funcionária pública de 50 anos, é mãe de Matilde, uma menina de 11 anos diagnosticada em 2009 com Síndrome de Pitt-Hopkins, uma doença rara, com graves implicações a nível psico-motor.

“A Matilde nasceu em 2006 e desde cedo que eu percebi que algo se passava. Em comparação com outros meninos da idade dela, notava que ela não fazia nada do que as outras crianças faziam, como sentar-se ou fazer contacto visual, por exemplo”, conta Cláudia à MAGG.

“O meu ex-companheiro teve muitas reticências em aceitar que a filha tinha uma deficiência. Confesso que existem alturas em que acho a postura dele pouco realista.”

Cláudia expressou as suas preocupações a vários pediatras, sendo que a resposta era sempre a mesma. Ouvia que era uma mãe ansiosa, que cada criança tinha o seu timming. E Cláudia esperava, mas mesmo considerando que Matilde tinha um ritmo mais lento, continuava sem se desenvolver. Consultou vários especialistas até que, em 2009 (cerca de três anos depois do nascimento da filha), encontrou um pediatra que percebeu que algo se passava.

“Logo de início, mesmo ainda antes de o diagnóstico ser confirmado, o médico explicou-nos que existia um grande atraso a nível psico-motor. E que seria imperativo estimulá-la o mais possível enquanto era nova, de forma a que ela conseguisse atingir o máximo das suas capacidades.”

A primeira fase após o diagnóstico foi de desespero, recorda Cláudia. O pai de Matilde, havia partilhado da opinião dos médicos, que se tratava apenas de um timming diferente de desenvolvimento. “O meu ex-companheiro teve muitas reticências em aceitar que a filha tinha uma deficiência. Confesso que existem alturas em que acho a postura dele pouco realista. Claro que a esperança é sempre a última a morrer, queremos sempre pensar positivo mas há que encarar a realidade.”

A super-proteção dos filhos isola os pais

A Matilde tem uma incapacidade de 96 por cento. Não fala, não come com garfo, ainda usa fralda e, acima de tudo, tem de ser sempre acompanhada.

“Deixei de me focar numa relação e passei a focar-me exclusivamente na Matilde.”

“Apesar de todos os esforços e trabalho que a Matilde tem realizado, sendo que fez francos progressos, terá sempre uma grave lacuna a nível das simples atividades da vida diária. Tem o tempo dela, o ritmo dela”, explica Cláudia, que refere que a filha não lava os dentes ou as mãos sem ajuda.

Devido a esta situação, que obriga a que a filha esteja sempre acompanhada, Cláudia confessa que o seu relacionamento começou a sofrer.

“Deixei de me focar numa relação e passei a focar-me exclusivamente na Matilde. Assumi um papel de cuidadora e de mãe super-protetora. A Matilde está totalmente desprotegida e precisa da mãe para tudo.”

Esta situação de super-proteção é bastante comum nos pais de crianças com necessidades especiais, apesar de ser também o primeiro passo para o isolamento dos adultos e, consequentemente, também para o afastamento do casal.

“Existe uma tendência para os pais de crianças com deficiências se fecharem neles próprios e na sua existência. Isolam-se dos amigos, da família, o seu único propósito passa por viver para o filho. Arranjam terapeutas para os filhos, escolas especais, o que for preciso, mas esquecem-se deles”, salienta Ana Paula Silva.

“As mães são a parte do casal que se fecha mais, passando a ter como único objetivo cuidar do filho. Muitas delas, dependendo do nível de dependência das crianças, acabam mesmo por desistir da carreira profissional para ficar em casa.”

Afastam-se das suas necessidades, do que precisam e, na opinião da psicóloga, acabam por ser as mulheres a isolarem-se mais. “Sem dúvida que as mães são a parte do casal que se fecha mais, passando a ter como único objetivo cuidar do filho. Muitas delas, dependendo do nível de dependência das crianças, acabam mesmo por desistir da carreira profissional para ficar em casa a cuidar destas. Não digo que isto não possa acontecer também com os pais mas, em 33 anos de carreia, só vi mães a assumirem o papel de cuidadora principal”, afirma a especialista.

Esquecem-se que são mulheres, em alguns casos também mães de outras crianças e, acima de tudo, que são companheiras. Como explica Ana Paula Silva, os maridos e companheiros podem sentir-se de parte, dado que a parceira, que também lhes dava atenção, agora vive apenas e só para a criança. E é natural que os problemas comecem a surgir.

“Tínhamos muitas desavenças, por vezes as vozes elevavam-se e a Matilde sentia esse ambiente pesado, ficava incomodada”, conta Cláudia Mendes. “Eu precisava de ter uma vida calma, a minha filha precisava de um ambiente tranquilo. Cheguei a uma altura que me preferia calar ou fingir que não se tinha passado nada para evitar discussões com o meu companheiro. Não queria mais distúrbios do que aqueles que toda a situação da Matilde, só por si, já causavam. E chegou o dia que a situação se tornou incomportável e cada um seguiu a sua vida.”

O desgaste é a principal causa de separação

A experiência da maternidade e da paternidade não é fácil, mesmo quando tudo corre bem e nasce uma criança saudável. A privação de sono dos pais, o choro de um recém-nascido, a inexperiência de um casal quando se trata do primeiro filho — todos estes fatores levam, por vezes, a discussões e problemas num casal.

“É natural que as prioridades sejam outras mas, quando deixa de haver vida a dois, é mais que natural que a relação fique desgastada.”

“Quando nasce uma criança com necessidades especiais, tudo isto é ainda mais difícil”, afirma Patrícia Poppe, psicoterapeuta. “São situações que causam muita dor e impotência. Para além da dor, a perceção de que tudo o que podem fazer para ajudar o seu filho não vai ser suficiente é muito complicado para os pais.”

Um filho com necessidades especiais exige mais. Mais tempo, mais atenção, mais paciência. “Quando existe uma pressão acrescida, fruto desta situação, é comum surgir um desgaste na relação. As mulheres ficam muito envolvidas, os homens sentem-se de parte e ambos se isolam, acham que conseguem com tudo e não entendem que pedir ajuda, seja profissional ou a amigos e família, é o primeiro passo para se manterem sãos e também para manter um relacionamento”, explica Ana Paula Silva.

A falta de vida social, principalmente no contexto de casal, é um fator que abala muitos relacionamentos. “É natural que as prioridades sejam outras mas, quando deixa de haver vida a dois, é mais que natural que a relação fique desgastada”, refere Ivone Silva, que acrescenta que é possível contrariar esta situação se os pais, por vezes, deixarem os avós tomar conta dos filhos para que estes possam ter momentos a dois.

Outra estratégia para manter saudável uma relação é o diálogo aberto e sem medos. “O casal deve apoiar-se, escutar-se e falar abertamente. Quando isso não acontece, quando não se verbaliza algo com medo da reação do outro, é muito complicado”, diz Patrícia Poppe.

A união faz a força

Andreia Paes de Vasconcellos, blogger e autora do livro “Tomás — Maternidade, Trissomia e Amor: a história de um bebé especial”, tinha 30 anos quando engravidou pela primeira vez. Depois de uma gravidez perfeita, sem quaisquer problemas ou indícios suspeitos, Andreia deu à luz a um rapaz às 37 semanas, num parto normal, rápido e sem complicações.

“Quando o Tomás nasceu, percebi logo que se passava algo que não era normal”, conta Andreia à MAGG. “Mas não queria acreditar, só pensava que os recém-nascidos eram feios e que nada se podia passar. Tinha feito os exames pré-natais todos e nunca havia sido detetada nenhuma anormalidade nas ecografias.”

Andreia tentou guardar o sentimento para si e, enquanto esperavam o regresso da médica com notícias, não partilhou nada com o marido, Bernardo, que sem Andreia saber, estava a fazer exatamente o mesmo — não tocou no assunto para poupar a mulher do sofrimento.

“Quando eu disse que não trocava o Tomás por nada, mas trocava a doença por tudo, o Bernardo disse-me que queria o Tomás assim, mesmo com trissomia, pois isso fazia parte dele.”

“Quando a médica regressou de observar o Tomás na sala de pediatria, já veio com o discurso da Trissomia 21, apesar de o diagnóstico ainda não estar confirmado. Foi uma noite terrível, chorei imenso. Mas apoiamo-nos sempre um ao outro, nunca atribuímos culpas e confesso que não falámos muito sobre o tema até confirmarmos o diagnóstico.”

Nos 15 dias a seguir ao nascimento de Tomás, a relação com o marido foi testada ao limite, lembra Andreia. Na noite anterior a receberem a confirmação do diagnóstico de Trissomia 21, o ambiente estava pesado. A poucas horas de terem uma resposta, o casal estava ansioso e nervoso. E foi nesse momento que Bernardo disse algo que ofereceu segurança e consolo a Andreia.

“Eu ainda tinha esperança noutro cenário, mas o meu marido estava mais mentalizado. E mesmo quando eu disse que não trocava o Tomás por nada, mas trocava a doença por tudo, o Bernardo disse-me que queria o Tomás assim, mesmo com trissomia, pois isso fazia parte dele. Na altura não fez muito sentido para mim, mas deu-me força e fez-me perceber que, independentemente do diagnóstico, tudo ia ficar bem.”

O casal uniu-se, apoiou-se mutuamente e Andreia afirma que a relação dos dois nunca se abalou devido à doença do filho. Não perderam tempo com energias negativas e pensaram sempre no futuro.

“Regra geral, estamos sempre bem em família. Caminhamos lado a lado, ele agarrou-se a mim, eu a ele, e depois de passarmos por uma situação destas, estamos muito mais fortes. Nunca rejeitámos o Tomás, e acredito que quando isso acontece, é difícil uma relação sobreviver. Mas no nosso caso, venha o que vier, já nada nos abala”, afirma Andreia.

A especialista Ana Paula Silva concorda: “Quando os casais se se conseguem unir e gerir este turbilhão de emoções, é possível superar e lutar juntos, mesmo numa situação complicadíssima como o nascimento de uma criança que exige outro tipo de cuidados. E insisto que o apoio psicológico é muito importante. Neste tipo de casos, mesmo que os pais ainda se considerem capazes de suportar esta realidade sem ajuda, este deve ser um objetivo a médio prazo, procurar apoio profissional”.

 

 

 

As 10 coisas que você nunca deve dizer à mãe de uma criança com alguma síndrome ou deficiência

Setembro 17, 2015 às 9:01 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Temos que tomar muito cuidado com as palavras usadas para não magoar ou irritar a mãe em questão. Se você não quiser causar embaraço ou mágoa, evite dizer à mãe da criança coisas como:

1. “Coitadinho”

Nenhuma mãe quer que as pessoas sintam pena de seu filho especial. Ela quer que elas sintam carinho por ele, consideração.

 

2. “A ‘doença’ do seu filho”

Cuide bem dos termos que usar. Deficiência, esse é o termo correto. Usa-se, também, o termo Necessidades Especiais ou Criança Especial, jamais doente. A não ser que a criança esteja gripada, com problemas cardíacos, respiratórios ou com outra doença qualquer.

 

3. “Sinto muito”

Não precisa sentir muito. Muitas mães são gratas pelos filhos especiais que têm, e não precisam que alguém lamente por elas. Para muitas é um período de aprendizado e crescimento.

 

4. “Eu não saberia lidar com uma situação dessas”

Ainda que você queira demonstrar sua grande admiração pela garra dessa mãe, não diga isso. Saiba que se você tivesse um filho especial, você saberia lidar com ele, sim. Toda mãe tem potencial para dar tudo de si para melhorar a vida do seu filho.

 

5. “Ele parece tão normal”

As mães de pessoas com Síndrome de Down ou outra deficiência têm que lidar com os conceitos “normal” e “diferente” o tempo todo. Na verdade, na maioria das vezes são os outros que as lembram disso. No dia a dia é bem comum elas se esquecerem de que há diferença entre seus filhos.

Ao mesmo tempo, elas têm ciência das características físicas, motoras e intelectuais deles. Elas não querem que eles pareçam “normais”, elas só querem que eles sejam felizes do seu próprio jeito. Se pensarmos melhor, como definir o que é normal ou não?

 

6. “Nem percebi que ele tinha ‘alguma coisa’”

Você não precisa disfarçar. A maioria das mães não se ofende quando as pessoas percebem a deficiência do seu filho. Mas pode se ofender se elas mentem não terem percebido.

 

7. “Por que ele nasceu assim? De quem ele herdou a deficiência?”

É um campo perigoso de invadir. Muitas deficiências, em especial a Síndrome de Down, acontecem por acidente genético. Isso significa que qualquer casal poderá ter um filho deficiente. E ainda que houvesse uma herança genética, que diferença isso faz? É um assunto que poderá trazer à tona culpas das quais o pai ou a mãe estão tentando se livrar.

 

8. Usar  o nome “retardad…”

Para ofendê-la, você não precisará usar esse termo para se referir ao filho dela, basta usá-lo para se referir a qualquer pessoa, deficiente ou não. É um adjetivo bastante ofensivo para quem tem um filho com necessidades especiais. Jamais o use na frente dela. Na verdade, seria melhor se você o eliminasse do seu vocabulário.

 

9. “Você vai arriscar outro filho?”

Eu ouvi isso muitas vezes, quando dizia que gostaria de ter mais filhos. Um médico geneticista chegou ao cúmulo de me dizer que eu “não deveria” ter outro filho, pois haveria tanto por cento de chance de ele nascer com Síndrome de Down também. Eu questionei: “E daí? Vou amá-lo do mesmo jeito!” Ele disse com todas as letras que os médicos não querem mais crianças assim no mundo. Foi algo chocante de se ouvir.

Bom, eu tive mais dois filhos ditos “normais”, que foram uma bênção na vida do meu garotinho especial, e na minha.

 

10. Nada

Não dizer coisa alguma ou não fazer perguntas soa como se a presença da criança não fizesse qualquer diferença, como se ela fosse invisível. Aposto que nenhuma mãe se ofenderia com perguntas educadas ou comentários gentis sobre seu filho. Então, encontre algo positivo para falar e tudo estará bem.

 

Um conselho simples

Aja naturalmente. Sorria para a criança e sua mãe, pergunte seu nome. Olhe para a criança. Não tente desviar o olhar. É muito estranho ver uma pessoa se esforçando para não olhar para seu filho. Por outro lado, pior ainda é ver uma pessoa olhando-o fixamente, como se nunca tivesse visto uma pessoa deficiente antes. Tudo o que é feito naturalmente e de boa vontade tende a funcionar bem.

Fonte: www.familia.com.br

10 coisas que seu filho “normal” vai aprender da convivência com crianças especiais

Junho 18, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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texto do site reab.me de 14 de junho de 2014.

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por Leitor Colaborador

Gostei dessa historinha acima porque ilustra bem o que eu considero inclusão bem feita: ela é boa para as duas partes.

Uma coisa que temos que ter em mente é que ninguém nasce sabendo. Nós sabemos o quanto aprendemos com nossos filhos especiais porque os temos, mas eu mesma tenho que admitir que não sabia lhufas sobre isso antes do Theo. Eu era como todos os outros: achava que crianças com necessidades especiais eram só um “peso”.

Pensando por esse lado, o melhor caminho para que outras crianças aceitem nossos filhos é mostrar esses benefícios aos pais delas. São eles que vão dizer a elas “não fique muito perto do fulaninho porque ele é estranho” ou “que legal esse seu amiguinho novo”! São esses pais que vão formar cidadãos que incluem e aceitam as diferenças ou pessoas preconceituosas.

Então, resolvi listar, aqui, 10 benefícios que uma criança neurotípica vai ter por conviver com crianças especiais. Sohar Dahini, querida, muito obrigada pela dica! E muito obrigada por me indicar o vídeo! Ainda vou falar mais dele por aqui!

10 coisas que seu filho “normal” vai aprender da convivência com crianças especiais

  1. Vai aprender a aceitar melhor qualquer tipo de diferença e vai se tornar uma pessoa menos preconceituosa;
  2. Vai aprender a se colocar no lugar do outro por conviver com um coleguinha que tem dificuldades que ele não possui;
  3. Vai aprender que comunicação vai muito além do falar : é feita de gestos, olhares e até de silêncios;
  4. Vai aprender que pessoas com necessidades especiais não são vítimas: são heróis, porque tornam as outras pessoas melhores;
  5. Vai aprender que a vida vale a pena apesar das dificuldades;
  6. Vai aprender que estamos aqui para ajudar uns ao outros;
  7. Vai aprender a ser flexível: não existe só um jeito de brincar, de desenhar, de ser;
  8. Vai aprender  a lidar melhor com suas próprias limitações…e a querer superá-las;
  9. Vai aprender a dar valor às coisas pequenas;
  10. Vai aprender que ele não tem que saber o que fazer o tempo todo, mas que ele pode sempre aprender.

Espero ter dado um pouco de perspectiva a todos vocês!

Fonte: Andrea Werner, blog Lagarta Vira Pupa 

Para quem quiser virar leitor assíduo, como nós do Reab, aqui está o link: Lagarta Vira Pupa.

Palmas para Andréa!!! Sucesso!!

 

 

Guia de Formação Parental no Âmbito das Necessidades Especiais

Fevereiro 4, 2014 às 6:00 am | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Autor(es) Macedo, Celmira C. M.

Preço | 15,26€ (inclui IVA e 10% desc.)
Formato | 15x23cm
N.º Páginas | 208

Resumo
Muitos dos exemplos de instituições sociais que hoje dão resposta de norte a sul do país na área da deficiência nasceram da vontade e empenho de pais e técnicos que destemidamente avançaram na construção de um país melhor… A rede solidária a que nos temos de propor construir tem de englobar todos e avançar nas mais diversas frentes.. Formar pais que estejam cientes das suas realidades e que assim consigam, em conjunto com a rede solidária e o terceiro sector, construir para os seus filhos um amanhã com menos obstáculos é fundamental.

 Índice

http://www.edicoespedago.pt/loja/produto_detalhe.asp?productid=247

 

 

Guia de Cuidados de Un Nino Con Necesidades Especiales

Janeiro 28, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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Descarregar o guia aqui ou aqui

A inclusão de crianças com necessidades especiais na prática e a prática da inclusão

Novembro 20, 2013 às 12:01 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do site Focussocial de 13 de Novembro de 2013.

Maria Gabriela Canastra (P.h.D) em Educação

Docente de Educação Especial – Escola Portuguesa de Moçambique

A TEORIA

Na Declaração de Salamanca reconhece-se “a necessidade de atuar com o objetivo de conseguir “escolas para todos” – instituições que incluam todas as pessoas, aceitem as diferenças, apoiem as aprendizagem e respondam às necessidades individuais de cada pessoa com ou sem problemas” (UNESCO, 1994). Na mesma declaração é recomendado aos governos que atribuam prioridade ao aperfeiçoamento dos sistemas educacionais, de forma a incluir todas as crianças, independentemente das suas dificuldades. É também sublinhado que os governos devem encorajar e facilitar a participação dos pais e da comunidade no processo de planificação e tomada de decisão relativos a serviços para as necessidades educativas especiais e que se deve privilegiar a identificação e intervenção de alunos com problemáticas, tal como a formação inicial e contínua de professores relativamente à educação especial (Conferência Mundial de Educação Especial, 1994).
Todos os teóricos e profissionais de educação são unânimes em considerar que a educação inclusiva se baseia em alguns princípios: a) todos os alunos têm direito a uma educação inclusiva, sempre que possível nas escolas do ensino regular; b) as crianças com necessidades especiais (NEE) possuem competências, são capazes de realizar aprendizagens, as quais poderão ser úteis para a sua contribuição na sociedade em que se inserem; c) as crianças com NEE devem receber apoio especializado, de acordo com as suas necessidades e capacidades, quando dele necessitarem; d) tal como os outros colegas, as crianças com NEE devem desfrutar de todas as atividades proporcionadas pela escola regular, bem como lhes poderão ser proporcionados currículos diversificados. Quanto aos profissionais e técnicos, estes devem trabalhar em conjunto com os pais e a comunidade, inclui-los  no mesmo processo educativo que as outras crianças. A inclusão chega à escola quando se assume que o respeito e a igualdade pelas diferenças devem ser tratados a “montante”, isto é, em que cada pessoa é reconhecida como única e insubstituível e não apenas como fruto de uma relação social.

A REALIDADE

A realidade é que a mudança das práticas educativas em prol dos alunos com necessidades específicas, não se realiza, apenas, através de discursos políticos, instrumentos legais ou reformas por decreto. Acontece que continuamos a ter nas escolas, professores (docentes) que trabalham, essencialmente, com os alunos médio-padrão (a tal homogeneidade); em que se ensinam a muitos como se fossem um só; com o conceito de aprendizagem como transmissão de conteúdos académicos; de escola como estrutura de reprodução, de um certo grupo social; em que as diferenças, especialmente as que decorrem da presença de culturas diversas ou de alunos “problemáticos” são difíceis de atender adequadamente e mesmo, por vezes, de aceitar.
O fato é que muitos destes profissionais, não se sentem preparados, não estão incentivados para melhorarem as suas práticas educativas; há um número excessivo  de alunos em sala de aula; não há um ambiente adequado, quer em termos de recursos materiais e humanos para a recepção dos alunos.
Efetivamente para que haja inclusão, precisamos todos de entender o conceito de diversidade humana e de diferença. As diferenças, não são necessariamente algo de negativo, pelo contrário, significam que somos todos únicos e singulares. Quando à diferença se alia a uma condição de deficiência identificada geralmente com a atribuição de “pequenas” ou “grandes” diferenças”, percebe-se que estamos bem longe de adotar uma conceção e uma praxis inclusivas.
Estar incluído é um sentimento e uma prática mútua de pertença entre a escola e os alunos. Isto significa, que cada aluno deve sentir que pertence à escola e a escola deve sentir que é responsável por ele. A ideia central da educação inclusiva é que a escola não desista de ninguém.
A inclusão nas escolas não é tarefa fácil, é possível e necessária, sendo preciso a escola criar condições e adaptar-se para receber estes alunos. Independentemente de a escola ser pública ou privada, esta precisa de estar seriamente comprometida com todos, de forma a que qualquer educando que dela faça parte tenha condições de conhecer, aprender, viver e a ser cidadão, num ambiente “livre de preconceitos”.
A verdade é que se continua a ver na prática, do dia a dia, que muitos docentes continuam totalmente dependentes de apoio, dos profissionais, das áreas da saúde e da educação especial, sendo que as questões clínicas (as patologias) é que sobressaem em detrimento do pedagógico, percebemos que estamos perante uma prática muito diferente dos discursos vigentes. Ou seja, quando continua a existir docentes que teimam em considerar estes alunos como “deficientes” ou “alunos-problema” e consideram que o que eles precisam é de tratamento especializado, o que estamos é a promover, a sua segregação.
A minha experiência enquanto profissional de educação diz-me, que muitas das vezes, os professores se julgam incapazes de dar conta desta tarefa, porque consideram possuir pouca formação, para lidar com crianças especiais. A sua situação é agravada, quer pela falta de material adequado, quer pela inexistência de apoio administrativo e de recursos financeiros.
Continua a observer-se com frequência, que os significados construídos em torno dos discursos dos docentes  assenta na falta de formação ou nos receios e frustração que sentem ao lidar com os alunos: “não sou capaz disso”, “não sei por onde começar”, “é preciso ter uma equipa técnica na escola”, “a direção não entende”, “vai prejudicar os outros alunos”, “não vou beneficiar o aluno com deficiência”, “”, “preciso de apoio na sala de aula”; “ficamos angustiados e sem ação perante este aluno”, “precisamos de pessoal qualificado que nos ajude a amenizar a angústia que temos ao trabalhar com eles”, “qual as metodologias mais rápidas, eficientes e adequadas ao nosso aluno?”, ” necessitamos de formação específica”, “não estamos preparados para atuar em todas as áreas”, “como ensinar uma criança deficiente? “, ” como realizar provas diferentes para os alunos especiais?”, que atitude tomar com a criança hiperativa se os outros alunos não aceitam o diferente? “…
Não é possível esquecer, que os “discursos são representações sociais de imagens construídas pela mente” e que às vezes, o uso de certas expressões verbais, muito difundidas e aparentemente inocentes, reforçam os “preconceitos”. E que aliado ao receio da mudança das sua práticas está, muitas vezes, o desconhecimento e a ignorância face a este tipo de alunos especiais. Muitos professores desconhecem quem é que são estes “sujeitos-aprendentes”, suas possibilidades, seus desejos, as suas dificuldades e os seus “sonhos”.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A inclusão pessoal e social dos alunos com necessidades especiais exige o esforço de todos. Todos nós, temos a responsabilidade de sermos críticos e reflexivos sobre as nossas práticas, não por imposição, mas pela ética do nosso papel social.
Com efeito, a escola precisa de ser vista como um espaço ecológico e social, propicio à construção do conhecimento, da convivência democrática, constituindo-se num verdadeiro “caldo de culturas” (onde todos aprendem com todos). E, deste modo, os vários atores sociais, procurem construir comunidades acolhedoras (educativas) e sociedades integradoras, que visem a integração da componente das necessidades educativas especiais nos currículos de todos os professores, promovendo uma formação intermulticultural.
Ao conceito de diversidade e heterogeneidade temos de aliar conjuntamente o de qualidade, dando um valor acrescentado à diversidade e encarando-a como um conceito de exigência situada e contextualizada. Promover a inclusão, é criar serviços de qualidade e não democratizar as carências. Sem mais recursos humanos e materiais será muito difícil para as escolas que sejam capazes de responder satisfatoriamente a todas as solicitações.
Um dos grandes desafios que se colocam à escola de hoje, consiste em produzir formas contextualizadas de atuação capazes de responder às necessidades educativas de uma população, cada vez mais, heterogénea, construindo um contexto relacional que reconheça essa diferença e, ao mesmo tempo, potencie a convivialidade entre todas as culturas que interagem no espaço escolar.
A entrada das crianças e jovens com deficiência na escola regular e a necessidade de a escola alargar o seu âmbito de acção, implica a mobilização do trabalho de equipa através da interação dos vários agentes educativos (dentro e fora da escolar), a fim de se empreenderem outras formas de atuação e com eficácia tendo em vista o seu sucesso educativo. Os pais têm que ser envolvidos, mobilizados, bem como, os professores ou outros técnicos da comunidade escolar e local, no quadro de uma cultura de responsabilidade.
A construção de escolas inclusivas implica, a participação de todos no desenvolvimento de um Projeto Educativo, a valorização da diversidade, numa óptica de trabalho de parceria, a fim de se criarem condições para o desenvolvimento o sentido da “comunidade educativa”.

A educação inclusiva respeita o equilíbrio entre as necessidades académicas e sociais dos alunos e as suas necessidades educativas específicas, tendo em conta os problemas na sua aprendizagem, devido a condições físicas, cognitivas ou sócio-emocionais. Para tal, propõe-se uma série de alterações metodológicas e organizacionais no sentido de criar condições materiais e humanas, de alargar o currículo, de adaptar um ensino e uma aprendizagem interativos e de dar apoio ao corpo docente e aos pais, para fazer frente às necessidades dos alunos, a favor de um processo de aprendizagem bem sucedido.

 

Campanha Mil Brinquedos Mil Sorrisos

Julho 29, 2013 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Quando as crianças brincam, conhecem-se a si mesmas e aos outros. Descobrem o Mundo. Exercitam novas habilidades. Criam vínculos. Desenvolvem-se aos níveis cognitivo, psicomotor e afetivo. No entanto, as crianças especiais são confrontadas com obstáculos que as impossibilitam de usufruir destes momentos. É aqui que o Centro de Recursos para a Inclusão Digital (CRID), do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), tem vindo a intervir, através da Campanha “Mil Brinquedos Mil Sorrisos”. Esta campanha tem entregue brinquedos adaptados a crianças especiais, que lhes possibilitam gozar de atividade lúdica e situações de brincadeira com outras crianças, favorecendo a sua inclusão na sociedade.

Processo de recolha e adaptação de brinquedos

A campanha “Mil Brinquedos Mil Sorrisos” tem como principal objetivo recolher brinquedos com um sistema eletrónico simples, a fim de serem transformados em brinquedos passíveis de serem utilizados por crianças com necessidades especiais, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPL-ESTG. Esta tarefa é feita por estudantes e professores voluntários do Departamento de Engenharia Eletrotécnica daquela Escola. O trabalho desenvolvido na ESTG consiste na adaptação do circuito de alimentação de cada brinquedo, de modo a que possa ser utilizado a partir de um interruptor externo que aciona o seu funcionamento. Este ano, o CRID lança a 6.ª Edição desta Campanha, que pretende reunir e adaptar mil brinquedos a serem entregues as trinta e seis Equipas Locais de Intervenção Precoce de Lisboa e Vale do Tejo  numa cerimónia a decorrer no dia 7 de Dezembro de 2013 (Gala da Inclusão), no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.

Mais informações aqui

II Campo de Férias Inclusivo

Julho 8, 2013 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Campo de Férias inclusivo é um programa de ocupação de tempos livres para crianças dos 6 aos 14 anos. Distingue-se por receber crianças com e sem necessidades especiais, oferecendo a todos atividades que dismistificam a diferença e criam oportunidades de vivências enriquecedoras. Segue em anexo mais informação sobre o mesmo, bem como a ficha de inscrição. As inscrições são até dia 11 de Julho Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/601852406501660/

Consulta Pública – Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil

Julho 20, 2012 às 4:00 pm | Publicado em Divulgação, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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A Direção-Geral da Saúde coloca em consulta pública, até ao próximo dia 3 de agosto de 2012, o documento “Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil”, na sequência do Programa-tipo de Atuação em Saúde Infantil e juvenil, criado em 1992 e cuja última revisão havia sido efetuada em 2005.

 Podem responder a esta consulta pessoas singulares ou coletivas, públicas ou privadas, com interesses ou competências nas referidas áreas.

A submissão dos contributos pode ser efetuada através do endereço contributos.pnsij@dgs.pt

Consultar o documento aqui

 

Voluntariado Colónias de Férias para Crianças com Necessidades Especiais

Maio 13, 2012 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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