Um Conto de Natal foi publicado pela primeira vez há 175 anos

Dezembro 25, 2018 às 3:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 19 de dezembro de 2018.

Joana Marques Alves

Quem não conhece a história de Ebenezer Scrooge.

Faz hoje 175 anos que a editora Chapman & Hall publicou Um Conto de Natal, aquele que viria a ser uma das obras mais conhecidas de Charles Dickens e um dos livros que ainda hoje faz parte das festividades.

Ebenezer Scrooge tornou-se um símbolo do Natal inglês. Na história, publicada a 19 de dezembro de 1843, Scrooge é um homem avarento que detesta a época natalícia. Bob Cratchit, o seu empregado, vive com a mulher e os quatro filhos na pobreza, mas consegue ter sempre um sorriso nos lábios e uma atitude positiva.

Na véspera de Natal, Scrooge recebe a visita do seu ex-sócio, que morreu há sete anos. Jacob Marley avisa-o que é melhor começar a ser boa pessoa, senão acabará como ele: no limbo, num rebuliço eterno, sem descanso. Marley avisa o antigo sócio que receberá a visita de três espíritos que poderão ditar o seu futuro.

O primeiro é o Espírito do Natal Passado, que leva Ebenezer Scrooge até aos momentos em que era jovem e adorava o Natal. Triste com o que estava a recordar, o homem de negócios faz de tudo para voltar ao presente e o espírito acaba por desaparecer.

Depois, surge o Espírito do Natal Presente, que mostra a forma como as famílias celebram o Natal. Uma delas é a de Bob Cratchit – apesar de viverem na pobreza, os Cratchit celebram o Natal de forma feliz e unida. No final da viagem, o espírito revela duas crianças com caras terríveis – a Ignorância e a Miséria – que devem ser evitadas por todos os homens.

Por último surge o Espírito do Natal Futuro, que não diz nada e apenas aponta para a campa de Scrooge, que nem um amigo teve no funeral.

Depois da visita dos três espíritos, Scrooge acorda como um homem novo: começou a gostar do Natal, é generoso com todos e até ajudou o seu empregado, tornando-se um segundo pai para o Pequeno Tim, o filho de Bob que tem graves problemas de saúde.

Esta tornou-se uma das histórias mais conhecidas de sempre. Logo na altura em que saiu, a obra de Dickens foi um best-seller. Foram muitas as adaptações feitas ao longo dos últimos anos – as mais conhecidas são a da Disney (que tem o Tio Patinhas como Ebenezer Scrooge) e a dos Marretas (com o Sapo Cocas no papel de Bob Cratchit).

 

 

 

Pais, se tremem à primeira birra no Natal, “algo está mal”

Dezembro 23, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 20 de dezembro de 2018.

Como dizer não no Natal? Faz sentido dar tudo o que as crianças pedem? Há estudos que dizem que “o grau de satisfação e de felicidade da criança começa a baixar a partir do terceiro presente que recebe”

Susana Pinheiro

O Natal está a chegar e muitas crianças têm uma lista sem fim para pedir ao Menino Jesus ou ao Pai Natal. Como dizer-lhes “não” sem que façam uma birra? Ou será melhor dar-lhes tudo para que não sofram uma desilusão? Mesmo no Natal, “os pais que dizem ‘sim’ a tudo, não estão a ser pais. Não estão a educar, mas a estragar”, alerta o psicólogo Eduardo Sá. “Se tremem à primeira birra dos filhos, algo está mal”, realça. É preciso uma “firmeza serena” para dizer não. Há que ser “assertivo”, sublinha também o pedagogo Renato Paiva. As crianças e os jovens têm de perceber que não podem ter tudo, que têm de fazer por merecer o que recebem e aprender a seleccionar. “A vida adulta é feita de escolhas”, sustenta o autor de livros como Queridos Pais, Odeio-vos.

“Eles só puxam a corda se sentirem que os pais são todos tremeliques”, aponta Eduardo Sá. Na realidade, é uma questão de quase “tentativa e erro”, continua. “As crianças atiram o barro à parede a ver se cola”, para ver até onde conseguem ir. Mas, salvaguarda o autor do Livro de Reclamações das Crianças, “estão bem atentas ao que os pais podem ou não comprar”. É, de todo, uma “ideia errada pensar que são pequenos tiranos”, diz. “São, sim, negociadores.” Por isso, faz parte da função dos pais saberem dar-lhes a volta quando começam com birras. E, se for preciso, zangarem-se e fazerem cara feia, aconselha.

Os limites fazem parte da educação, mesmo no Natal. “Eles podem ser os príncipes e princesas lá de casa, mas quem manda são os reis e as rainhas. Importa deixar isso bem vincado”, defende Renato Paiva.

“Se a criança ficar desiludida, paciência. A frustração faz parte da vida”, afirma, por seu lado, o pediatra Mário Cordeiro. Até porque, corrobora Renato Paiva, “aprender a frustrar nesta fase mais precoce da vida fará com que saibam lidar com adversidades e frustrações futuras de forma mais madura, equilibrada e com menor sofrimento”.

Se a criança fizer uma birra, aconselha Mário Cordeiro, “há que mostrar que está desenquadrada do espírito de Natal, que é um espírito de humildade, solidariedade, afecto e alegria pela dádiva, e não um momento narcisista de ‘quero tudo, já’”. Na realidade, não se pode ter tudo. Ponto final.

“Se a criança está a fazer birra porque não recebeu o brinquedo x, vamos propor que experimente o jogo y. Não nos devemos justificar muito com os presentes”, aconselha Renato Paiva.

Listas, sim ou não?

Para Eduardo Sá, “é óptimo que as crianças façam uma lista de Natal, porque é uma maneira de não arriscarem a ter as prendas que os pais gostariam de ter tido quando eram da idade deles”.

Já Mário Cordeiro é “contra as listas de exigências e a escravidão de quem oferece — quem dá tem de ter o mesmo júbilo de quem recebe, e quem escolhe tem de pensar no outro e ‘estar presente’ — daí o nome ‘presente’”.

“‘Prendas’ é quando se dá um prémio por algo que se fez de talentoso, ou quando [a criança] se transcendeu na escola, no que for. O presente é… estar presente na vida dos outros através desse objecto — é o que acontece no Natal”, distingue o pediatra e autor de Educar Com Amor.

Se os pais optarem por deixar fazer a “carta ao Pai Natal”, devem explicar que esta “não é uma lista de compras, mas de sugestões”, aconselha Renato Paiva. É importante “deixar bem claro que não serão todos e até pode acontecer não ser nenhum. É uma lista de possibilidades!”

O melhor é não dar mais de três presentes, recomenda, por seu lado, Susana Albuquerque, coordenadora de educação financeira da Associação de Instituições de Crédito Especializado, sustentando-se em estudos franceses e norte-americanos. “O grau de satisfação e de felicidade da criança começa a baixar a partir do terceiro presente que recebe”, garante. “Depois, é muito importante dizer ‘não’, porque os filhos não podem ter tudo o que pedem. E estamos a ajudá-los a desenvolverem competências para saberem poupar e como gerir o orçamento”, continua. “A educação financeira faz-se desde sempre. Não necessitam de saber quanto dinheiro [os pais] têm ou podem gastar, mas podem ter uma ideia para melhor perceber as opções”, acrescenta Renato Paiva. Deve explicar-se que se o gastamos hoje não teremos amanhã.

Susana Albuquerque aconselha a envolver as crianças no orçamento de Natal. Assim, tomam “consciência” do valor das coisas, do investimento que os pais fazem. “Um dos problemas em relação à gestão do dinheiro resulta de não se falar abertamente sobre o dinheiro na família e é preciso que as crianças conheçam as possibilidades financeiras dos pais.” Eles devem perceber que deve haver uma “boa saúde financeira”, que se deve poupar e ter uma reserva para imprevistos. E deve-se ainda “ensiná-los a ‘esperar para ter’”. Pode não ser hoje nem amanhã, é quando houver dinheiro, ou no dia do aniversário, por exemplo. “O esperar para ter aumenta a satisfação”, realça.

Certo é que as campanhas publicitárias, os descontos e as facilidades de pagamento são como sereias que cativam os pais a comprar por impulso. Se o fazem, com que cara dizem ‘não’ aos mais pequenos? “Se as crianças presenciam ou percebem que se comprou algo por impulso, na próxima visita ao centro comercial vão querer comprar algo de que nem se tinham lembrado”, refere Renato Paiva. Por isso, lembra: “Educamos mais pelo que fazemos do que pelo que dizemos”. “O exemplo é sempre mais significativo.”

 

 

Natal na Europa: jogos, infografia da Biblioteca Jacques Delors

Dezembro 22, 2018 às 9:06 am | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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Aceder aos recursos no link:

https://infoeuropa.eurocid.pt/registo/000081320/documento/0001/

 

O Instituto de Apoio à Criança Deseja Boas Festas e Um Feliz Ano Novo

Dezembro 20, 2018 às 2:20 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Um Outro Conto de Natal – 22, 23, 29 e 30 de dezembro; 5 e 6 de janeiro no Cinema São Jorge

Dezembro 16, 2018 às 6:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Estamos no século XIX, na cidade de Londres vive-se a alegria da véspera de Natal. Todas as pessoas, mesmo as mais pobres, estão felizes, à exceção de uma – o senhor Scrooge. Conseguirá o fantasminha do Natal Presente, com a ajuda do público e dos seus irmãos, transformar a tristeza deste homem em pura alegria? Conseguirá Scrooge mudar o Natal de todos os que mais necessitam? E tu, que estás aí na plateia, poderás melhorar o Natal de alguém?

Através do diálogo com o publico e de muita música, as crianças de todas as idades são sensibilizadas para as questões de amor ao próximo e de amizade.

Os objetivos pedagógicos da peça são atingidos através da estimulação das capacidades imaginativas e racionais de todas as crianças, incluindo a criança habitualmente menos estimulada – aquela que mora no interior de cada pessoa crescida

Mais informações no link:

http://www.cinemasaojorge.pt/agenda/um-outro-conto-de-natal

 

Peça de teatro “Truz Truz… Quem Luz?” para bebés dos 6 meses aos 4 anos e adultos acompanhantes, todos os sábados de dezembro no Museu das Comunicações

Dezembro 1, 2018 às 9:42 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

https://www.fpc.pt/event/teatro-infantil-truz-truz-quem-luz-2/?event_date=2018-12-01&fbclid=IwAR3x30s99_bGhCnbQpkZ2_hpBRrYuH2idgPgwPgMeOR1bJ1ujKFTF4-EbaQ

Pinheirinho de Natal – Espetáculo de Teatro para Toda a Família – Em dezembro no Centro Cultural Malaposta

Novembro 30, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/2256786161208481/

Como é que os miúdos ainda acreditam no Pai Natal?

Janeiro 14, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Sérgio Condeço

Texto do https://www.noticiasmagazine.pt/ de 8 de dezembro de 2017.

Com tantos smartphones e internet à mão, com tantos amigos que já descobriram que afinal o velhinho de barbas não anda por aí a distribuir presentes, parece difícil acreditar que tantas crianças consigam mesmo agarrar-se à magia por bastante tempo. Quando as dúvidas forem mais do que as certezas, será tempo de se preparar para lhes dizer a verdade. Até lá, se tiver em casa crianças que ainda acreditam no Pai Natal mas já sabem ler, não lhes mostre estas páginas.

Naquele Natal, com os 9 anos acabados de fazer a 3 de dezembro (tem agora 12), Gabriel Silva passou a consoada a ser desafiado. O primo Rafael, dois anos mais velho, bem lhe dizia que não, que o Pai Natal não existe. Devia ser um bebé para acreditar naquelas lérias. Até ao momento em que o tio entrou na sala tão bem disfarçado que ambos vacilaram. «Nenhum reconheceu o meu cunhado, cheio de almofadas por baixo do fato», diz a mãe, Marina Silva.

Ainda hoje se pergunta como é que os miúdos acreditaram no Pai Natal até tão tarde, com tantos anúncios e tanto Google, mas sempre alimentou a ilusão por notar como era importante para Gabriel. «Foi encantador vê-los embarcar na magia já tão crescidos. Acho bonito. Vamos fazer o quê?»

Nada. Não há nada a fazer. É deixar seguir. Acreditar no Pai Natal não tem, de facto, limite de idade, garante a pediatra Mónica Cró Braz, do Hospital CUF Descobertas. A criança deve acreditar até querer. «Geralmente acontece por volta dos 5-6 anos, embora a fantasia possa ser levada até mais tarde sem prejuízo para o desenvolvimento infantil», explica.

Se é válido acreditar em super-heróis, sereias ou fadas, porque não no Pai Natal? «São personagens de que se vão desligando à medida que crescem», diz a pediatra, lembrando que os próprios pais, até uma certa fase, são vistos pelos filhos como super-heróis capazes de resolver tudo e de protegê-los dos males do mundo. «Não imagino que haja algum adulto traumatizado por ter confiado nos pais sobre a existência do Pai Natal ou da fada dos dentes.»

No caso de Marina Silva, os 9 anos de Gabriel passaram a voar. «Ele usava o meu tablet, via os anúncios na televisão, falava com os amigos. Em casa, contudo, só me perguntou uma vez se o Pai Natal existia depois de entrar para a primária.» A mãe respondeu-lhe que existia no coração dele enquanto acreditasse. O filho gostou da resposta e manteve a euforia (bem como as bolachas e o copo de leite para o receber).

«Fico um bocado triste que os miúdos hoje descubram tudo tão cedo», diz Marina. E bem pode ficar: há cada vez mais crianças (16,3%) a descobrir na Internet que o Pai Natal é uma farsa aos 6 anos, quando os pais só souberam aos 8-9. As conclusões são da Hide My Ass!, uma empresa líder em privacidade online sediada em Londres.

Segundo o estudo realizado em 2015, a maior aniquiladora de sonhos é a publicidade online – 44% dos miúdos somam 2+2 ao verem na internet os anúncios do que pediram ao Pai Natal –, logo seguida do Google: 35% vão lá buscar respostas e… encontram-nas, claro.

A pensar nisso, a empresa criou um plug-in para os browsers Google Chrome e Mozilla
Firefox que permite aos pais fecharem qualquer página sempre que surja a combinação de palavras «história do Pai Natal» ou «o Pai Natal é real?», de modo a evitarem surpresas.

«Parece um paradoxo, mas se hoje em dia as crianças ainda acreditam no Pai Natal é porque a própria internet, os media e a sociedade em geral continuam a alimentar esta mensagem», diz a pediatra Mónica Cró Braz.

E onde fica, afinal, a questão de não se dever enganar as crianças? Dizer-lhes que o Pai Natal existe não deixa de ser uma mentira. «Pois sim, mas então a própria imaginação é uma mentira, se formos por aí», contrapõe a psicóloga Leonor Baeta Neves, especialista em desenvolvimento infantil.

A ela, a experiência diz-lhe que acreditar em histórias como esta permite despertar a curiosidade e o sonho nos mais novos, transmitindo-lhes valores de altruísmo, gratidão, partilha não egoísta. «Há muita simbologia numa figura que é mais um avô do que um pai, risonho, caloroso, generoso, que num único dia visita as crianças do mundo para fazê-las felizes, todas iguais perante o Pai Natal.»

Claro que os miúdos veem e sentem as coisas de maneira diferente uns dos outros, mas os pais podem sempre explicar-lhes – aí sem faltarem à verdade – que quando tinham a mesma idade também eles acreditaram na existência do Pai Natal.

«Uma criança que tenha absoluta confiança nos seus pais não deve perdê-la apenas por essa desilusão. Não, se tiver outros comprovativos de que eles não lhe mentem», assegura Leonor Baeta Neves, apologista de se preservar a magia tanto quanto possível para não acelerar o golpe antes de os miúdos estarem preparados para saber a verdade.

Na dúvida, em vez de lhes contarmos que se trata de um velhote de barbas brancas que existe agora e anda de trenó pelo céu, a história torna-se mais verdadeira – e menos traumática – dizendo-lhes que São Nicolau foi uma pessoa como nós, que viveu na Turquia no ano 300 e era um bispo muito popular por deixar anonimamente cestos com comida à porta dos mais necessitados, sugere Teresa Andrade, psicóloga clínica e investigadora em pedagogia.

«Isto é real. Ele foi canonizado e, com base na sua vida de compaixão, nasceu a figura de São Nicolau, ou Pai Natal, associada à prática de caridade e partilha na quadra.» Se contarmos isto aos nossos filhos, ensinando-lhes que no Natal todos gostamos de ser um pouco como este santo – razão por que damos às crianças, e a quem mais precisa, algo que as faça felizes – eles compreenderão tudo melhor.

«Assim, até associam o Natal a valores mais humanistas e menos consumistas, sem ficarem com a sensação de que lhes andámos a mentir durante anos», defende Teresa Andrade, considerando que todos podemos trazer o Pai Natal dentro de nós e ajudar os outros, como fazia São Nicolau, porque o Natal é acerca de dar a quem mais necessita, num tempo difícil como é o inverno.

E o melhor é mesmo cingir-se à história do São Nicolau verdadeiro, caso contrário a mentira pode tornar-se uma bomba em potência, alertam Cristopher Boyle, professor de psicologia na Universidade de Exeter, Reino Unido, e Kathy McKay, especialista em saúde mental da Universidade da Nova Inglaterra, Austrália. Juntos, publicaram o ensaio A Wonderful Lie (Uma Mentira Maravilhosa) na revista médica The Lancet Psychiatry.

Tudo para avisarem que mentir a respeito do Pai Natal e da sua empresa inteligente no Pólo Norte é moralmente questionável, capaz de minar as relações familiares. «Se os pais mentem sobre algo tão especial e mágico, como poderão continuar a ser vistos como guardiões da sabedoria e da verdade?», questiona McKay.

A psicóloga Teresa Andrade concorda: a mentira tem o seu preço. Neste caso, é a perda clara de confiança nos adultos, porque afinal eles não contam sempre a verdade como julgávamos. «Aprender que os pais lhe podem mentir é uma grande desilusão, ainda que o façam com boas intenções.» Quando isto acontece – e toca a todas as famílias –, a melhor saída é voltar a São Nicolau. «Cabe-nos conseguir que a criança perceba que existe um fundo verdadeiro e nós só o adaptámos um pouco para torná-lo ainda mais bonito e mágico.»

Como as fadas, príncipes e princesas de outras histórias que, não sendo reais, nos ensinam lições de vida importantes.

PAIS, MUITA CALMA NESTA HORA QUE NÃO TARDARÁ A CHEGAR

RESPOSTAS
As histórias do Pai Natal e dos Reis Magos (para quem celebra o Dia de Reis com troca de presentes) transmitem valores de generosidade, amor, partilha e altruísmo. É importante assumir que a mensagem que todos passam é idêntica e falar abertamente com a criança sobre isso se começar a fazer perguntas – quando tal suceder, é um sinal de que também já estará preparada para ouvir as respostas.

SÍMBOLO
Porque a pressão comercial é grande e todos os centros comerciais estão inundados de Pais Natal nesta altura do ano, outra conversa que importa ter é a de que o Natal mora no melhor do ser humano. Católicos ou não, crentes ou não, é boa ideia explicar que as figuras de Jesus, São Nicolau ou Reis Magos simbolizam, afinal, amor e ações generosas que devemos ter com as outras pessoas. No Natal, sim, mas também no resto do ano.

REAÇÕES
Vão desde o silêncio ao desapontamento profundo quando as crianças finalmente descobrem que o Pai Natal não existe e se sentem enganadas. Umas encolhem os ombros e declaram que já sabiam, orgulhosas. Outras, ofendidas, choram – embora este processo de desencantamento costume ser progressivo e a desilusão transitória. O melhor é sublinhar que algumas coisas são verdade: há mesmo um sítio chamado Lapónia, há mesmo renas e houve mesmo um Nicolau que distribuía dinheiro em meias.

FRONTAL
No momento em que a criança pergunta diretamente se o Pai Natal é, ou não, real, ou se já expressa dúvidas sobre essa magia, é fundamental contar-lhe a verdade, tendo o cuidado de não a fazer sentir-se ridicularizada ou com medo de que se riam da sua ingenuidade. Se ficar sem reação, pode devolver a pergunta à criança para saber o que ela pensa ao certo e desenvolva o tema a partir daí.

APOIO
Os pais devem confortar e confirmar a verdade quando confrontados pelas crianças, explicando-lhes (de acordo com sua capacidade de entendimento) que o Pai Natal personifica a magia, a bondade e a entreajuda que devia haver sempre, mas que se acentuam nesta época. Muitas chegam a pensar ser impossível que os pais lhes tenham mentido e que os da escola devem estar todos enganados! Uma boa dica é os pais falarem de quando eles próprios eram pequenos e acreditavam no Pai Natal.

 

 

Ação de Solidariedade EDP a favor das crianças do IAC

Dezembro 20, 2017 às 5:16 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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No dia 21 de dezembro, um grupo de 27 crianças do Bairro Alfredo Bensaúde vai beneficiar de uma acção de solidariedade  promovida por trabalhadores do grupo EDP.

A ideia surge no âmbito da iniciativa “Parte de Nós Natal” – programa de voluntariado  promovido nas empresas do grupo EDP, e que através de acções solidárias  procuram personificar a expressão “ O Natal dos sonhos é aquele que idealizamos no espírito, sentimos no coração e partilhamos na solidariedade”.

O espaço escolhido é o Oceanário de Lisboa, onde este grupo de crianças, através de uma visita guiada “mergulhará” num ambiente tranquilo e mágico, beneficiando de uma experiência que é simultaneamente educativa e divertida.

Bem hajam os voluntários da EDP por este presente de Natal!!

7 presentes que os pais têm de dar aos filhos neste Natal

Dezembro 17, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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wenji8

Texto do site http://uptokids.pt/

A experiência de ter filhos talvez seja uma das mais ricas da humanidade. É através das crianças que se perpetua o legado da humanidade tanto no sentido cultural como no que se refere à própria sobrevivência da espécie.

A sociedade consumista em que vivemos relaciona cada vez mais o amor que os pais podem ter pelos seus filhos aos bens materiais que estes proporcionam. Hoje, as crianças têm interesse e os seus “sonhos de consumo” estão muitas vezes relacionados com objetivos tecnológicos que são REALMENTE caros.

Mas a real felicidade de uma criança passa a anos-luz destas compras e, no final, o que nu fundo importa para a criança é ter a presença de quem mais ama: uma presença de qualidade.
Abaixo apresentamos alguns exemplos de VERDADEIROS PRESENTES DE NATAL que os pais podem (e devem) dar aos filhos:

1. Tempo.

Um estudo publicado em childwelfare.gov descobriu que “Desde o nascimento, as crianças que têm um pai envolvido nas suas vidas, são mais propensas a ser emocionalmente seguras, a ser confiantes para explorar o que as rodeia e, à medida que crescem, têm melhores relações sociais com os seus colegas. Estas crianças são também menos propensas a ter problemas em casa, na escola ou no meio em que vivem.” Ter os pais envolvidos na sua vida é um melhor indicador social de sucesso, no futuro, do que ter dinheiro ou estatuto social. E isto já diz o suficiente.

2. Rotina.

Uma rotina estruturada, acompanhada, onde exista uma sequência organizada de atividades e em que se separa um tempo predeterminado, é de extrema importância na vida de uma criança, pois é através desta rotina que se criam vínculos afetivos, se garante saúde e se educa para a vida.

Muitos relacionam a rotina com repetição, falta de opção e monotonia, mas no dia-a-dia com crianças, as coisas têm de ser diferentes. A rotina é necessária, concordam vários especialistas.

“É importante para o desenvolvimento emocional da criança, para que ela se organize internamente”, explica a psicóloga Maria Cristina Gomes. “Sem rotina, os filhos podem transformar-se num grande problema”, diz o pediatra Glaucio de Abreu. “Ficam irritadiços, inconvenientes e chatos. Geralmente, não dormem nem comem bem, o que pode gerar problemas de saúde, como a desnutrição e a obesidade”. Mais tarde, segundo o médico, esta criança não terá uma boa produtividade, na escola, ou será um jovem com excesso de atividades, mais vulnerável ao stresse, porque não aprendeu a coordenar e administrar a vida, ou seja, todas as crianças adoram manter uma rotina estruturada, pois para elas representa segurança.

A rotina não deve ser vista como rígida e estática. Ela deverá, sim, ter uma espinha dorsal, mas com mobilidade, quando necessário.

3. Um animal de estimação

Os animais de estimação podem ensinar responsabilidade e compaixão às crianças. As crianças que possuem animais são significativamente mais empáticas e pró-sociais.

Os animais de estimação podem também proporcionar uma sensação de segurança e reduzir a ansiedade. Por estas razões, os animais são muitas vezes utilizados em terapias com crianças.

4. Um instrumento

Tocar um instrumento musical tem inúmeros benefícios para as crianças: desde melhorar a memória e capacidades matemáticas até à criatividade, à autoexpressão e à redução do stresse. Se o seu filho participar numa banda ou numa orquestra isso pode melhorar as suas capacidades sociais e ampliar o seu grupo de amigos. Alguns músicos iniciados acabam mesmo por seguir carreiras musicais.

5. Memórias

Só tem memórias quem vive e partilha momentos e, acredite, essas memórias não estão relacionadas com o valor gasto nessa ocasião. Os momentos mais felizes recordados por um adulto podem ser as lembranças dos pequenos almoços em que o pai lhe servia o leite, ou quando a mãe oferecia o colo após uma dificuldade. Não tenha dúvidas, experimente analisar as suas memórias e concluirá que, mesmo que um presente seja caro e muito atraente, nunca transmite a verdadeira mensagem que se quer pretende. Passados 20 anos, se uma criança esteve a brincar na sua praça, ou fez uma viagem à Disney, não terá a importância que parece ter hoje, desde que o tenha feito com os seus pais.

6.Limites

Ah, como os pais sofrem para dar este presente aos filhos (sofrem mais que os filhos). Lembre-se que são os limites que ensinarão os seus filhos a viver, que ensinam até onde ir sem colocar a vida em risco, ou qual o ponto que deve ser respeitado antes da pessoa se perder. Um bom pai deve entender que os limites serão os grandes alicerces que darão rumo na estruturação de uma personalidade saudável para que se forme um adulto com a capacidade de perspetivar a vida. Adultos maduros e que sabem ser mais tolerantes relativamente às adversidades da vida aprenderão, certamente, a lidar melhor com os limites.

7. Exemplos

Na função de pai ou de mãe, estamos sempre a ensinar, embora não nos demos conta. Ser honesto, paciente, tolerante, humilde, solidário, cuidadoso? Se passarmos a nossa vida a olhar para lá dos nossos próprios problemas, os nossos filhos irão certamente compreender. Não há dúvida, os filhos, na maioria das vezes, seguirão o nosso exemplo e esses exemplos serão o MAIOR e mais VALIOSO presente que qualquer pai ou mãe poderá oferecer ao seu filho.

E, é claro, se pudermos investir um pouco mais nesses contextos, será um mérito nosso e isso oferecerá a todos um maior conforto. Só não devemos inverter as prioridades!!!

Nota: ah, e um presente muito importante e que não precisa de explicações: Livros!

Imagem@wenji8

Por Josie Conti para o site Conti Outra, por Babelia Traduções para Up To Kids®

 

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