O Movimento da Escola Moderna em Portugal. TPCs: Sim ou Não? 18 de maio no Montijo

Maio 18, 2019 às 7:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Numa aldeia de Penela, pais constroem uma “escola” diferente, livre e inclusiva

Agosto 6, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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LUSA / Paulo Novais

Notícia do Público de 21 de julho de 2018.

A comunidade educativa das Cerejeiras tem muito pouco a ver com a ideia tradicional do ensino, desenvolvendo o projecto com base nas metodologias do movimento da escola moderna. Salas não têm quadros, não há trabalhos de casa e crianças podem andar descalças.

Lusa     

Nas Cerejeiras, uma aldeia de Penela, os pais decidiram criar uma “escola” diferente para os seus filhos, onde a aprendizagem é movida pela curiosidade de cada criança. O projecto até já motivou a ida de famílias estrangeiras para este município do distrito de Coimbra.

Apesar de estar numa antiga escola primária, a comunidade educativa das Cerejeiras tem muito pouco a ver com a ideia tradicional do ensino, desenvolvendo o projecto com base nas metodologias do movimento da escola moderna e do método Montessori.

Nas salas, não há quadros pretos, as mesas e cadeiras não estão dispostas em filas, não há trabalhos de casa, as crianças podem andar descalças e, pelas paredes, vários cartazes indicam tarefas (como limpar o chão ou regar as plantas), ou a disposição dos dias para cada aluno, projectos que estão a desenvolver ou parcerias com outros colegas.

Rita, de 10 anos, coordena o clube de russo que criou este ano. O irmão, Guy, está focado em fazer mais adubo para a pequena casinha que criaram atrás da antiga escola primária. Miguel, de oito anos, fala do seu projecto, através do qual ficou a saber tudo sobre vulcões.

Quando a reportagem da agência Lusa chega, no penúltimo dia de aulas, nenhum dos 12 alunos (com idades entre os cinco e os 10 anos) está dentro da sala. Há uma liberdade de movimentos das crianças, entre as salas e o espaço exterior, onde por essa altura todos gostavam de estar concentrados.

Chamar ao projecto uma “escola” pode até ser algo problemático, indica Pedro Branco, consultor pedagógico das Cerejeiras, remetendo para a noção clássica de escola: “É um lugar onde as pessoas teoricamente estão fechadas a aprender”.

“No caso das Cerejeiras, os miúdos são livres de aprender e fazer coisas. É a principal diferença: aqui há uma grande liberdade que, ao contrário do que se pensa, não restringe a aprendizagem. Muito pelo contrário, expande porque a criança é naturalmente um ser que gosta de aprender”, sublinha.

Facilitadores de aprendizagem

Por entre projectos que os alunos desenvolvem, as duas professoras que acompanham o trabalho das crianças aproveitam para ir integrando conhecimentos de matemática, português ou estudo do meio.

O próprio papel das professoras é diferente. Nas Cerejeiras, são “facilitadoras” da aprendizagem, diz Ana Gonçalves.

As competências adquiridas naquela comunidade educativa acabam por não estar compartimentadas em anos. Há crianças que não têm todas as competências do 1.º ano, mas que já estão a adquirir “competências do 4.º ano, porque foi necessário falar sobre elas”, refere a professora.

A docente que trabalhou como professora em escolas públicas encontrou neste projecto uma forma diferente de ensinar as crianças, onde, acima de tudo, é dada confiança às crianças.

“A grande diferença entre escola tradicional e esta escola democrática é a autonomia e confiança que damos à criança. Na tradicional, quem responde às perguntas sou eu, eu adulto, porque eu é que sou capaz”, diz.

Miguel, de oito anos, é isso que sublinha quando fala à Lusa: “Nós decidimos o que queremos fazer e também temos montes de projectos”.

Rita, de dez anos, já tinha tido a experiência da escola tradicional em Telavive, de onde se mudou com os pais e o irmão para Penela. “Nas outras escolas, estávamos sempre sentados na cadeira e só trabalhávamos naquilo que a professora queria. Aqui, podemos escolher em que é que queremos trabalhar e temos mais tempo para brincar”, diz a menina de dez anos, que em dois anos fala um português sem qualquer sotaque.

Os pais de Rita não podiam estar mais satisfeitos. Naturais da Rússia e da Bielorrússia, viviam em Telavive, Israel, e decidiram seguir o sonho de viver de uma forma diferente, “mais perto do campo, da natureza”, conta à Lusa Ilya Borin.

Fazem parte dos pais fundadores das Cerejeiras e escolheram Penela especificamente por causa daquele projecto educativo. Entretanto, mais famílias fizeram o mesmo percurso para aquele concelho do distrito de Coimbra ou para municípios vizinhos: duas famílias de Coimbra, uma de Londres (Inglaterra) e outra de Amã (Jordânia).

“Esta experiência é extraordinária. É o melhor que já fizemos para nós e para os nossos filhos. Eles estão muito felizes, muito calmos, muito tranquilos e também aprendem muito”, sublinha Ilya, engenheiro informático que trabalha a partir de casa.

Se antes via a Rita “ansiosa” e triste quando chegava a casa, hoje “quer é trabalhar e aprender”. A liberdade na aprendizagem não assusta o pai, referindo que a filha domina os conhecimentos do 4.º ano, ao mesmo tempo que adquire “mais tipos de conhecimento, mais aberto, mais criativo”.

Catarina Santana, também mãe fundadora, explica que o projecto é suportado por uma associação sem fins lucrativos criada pelos pais, que fazem uma doação mensal de 200 a 240 euros por mês.

Enquadramento legal

As crianças, registadas no ensino doméstico, contam com a presença de duas professoras do 1.º ciclo, assim como professores de educação física, música e artesanato, sendo que a associação está a trabalhar em dois caminhos para formalizar o projecto.

“Gostaríamos de encontrar um enquadramento legal para sermos mais livres. Ou nos afirmamos como escola internacional ou um caminho oposto e que para nós é mais interessante, que é a integração no ensino público enquanto projecto-piloto de autonomia e flexibilidade curricular”, refere.

Para isso, contam com a ajuda da própria Câmara de Penela, que está a trabalhar para que aquela comunidade educativa integre o ensino público, depois de terem recebido com grande satisfação o projecto que foi ocupar uma escola fechada pelo despacho que obrigava a encerrar estabelecimentos com menos de 20 alunos.

“Abraçámos o projecto de corpo e alma”, vinca o vereador da Educação, Rafael Baptista. “Há famílias a mudarem-se para cá e outras interessadas em mudar-se. O problema agora até é mais de habitação para instalar as pessoas”, notou.

No próximo ano, o projecto espera crescer e aumentar o número de alunos, passando também a garantir o 2.º ciclo. Segundo Catarina Santana, o sonho dos pais é garantir “o acesso às aprendizagens que querem até [os filhos] fazerem a opção de entrarem na universidade”.

Neste projecto, sublinha, os pais “fazem parte do processo de aprendizagem” e a própria relação com os filhos melhora. “Uma mãe dizia que na escola normal a filha pedia-lhe ajuda para terminar qualquer coisa porque tinha que ser. Agora, pede-lhe ajuda para desenvolver alguma coisa que ela quer mostrar na escola. Isto influencia a relação entre pais e filhos, promove continuidade entre casa e escola e também o bem-estar das famílias”.

 

 

Os Modelos Pedagógicos Alternativos – Uma nova visão da Criança

Setembro 7, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto publicado no site https://jardimdadescoberta.com a 13 de abril de 2017.

Este artigo foi escrito pelo Jardim da Descoberta para a edição de Março 2017 da revista  da Zen Kids (poderá ser consultado, juntamente com muitos outros conteúdos muito interessantes, aqui).

Os ventos da mudança estão finalmente a chegar também à área da Educação em Portugal, à semelhança do que já aconteceu em muitos outros países, onde os modelos educativos alternativos já encontram um lugar consistente dentro do próprio sistema de ensino público, com resultados que estão à vista de todos.

Mas o que são estes modelos alternativos? O que têm de diferente em relação ao modelo convencional?

Quem nunca sentiu um entusiasmo e concentração tão grandes a desempenhar uma determinada acção ou pensar numa certa ideia, que não deu pelo tempo passar? Que aprendeu de forma natural só pelo simples facto de estar apaixonado por esse tema ou tarefa? Que sentiu, mesmo que por cinco minutos, que não gostaria de estar a fazer absolutamente mais nada para além dessa tarefa?

É precisamente esta chama que os novos modelos educativos procuram manter e optimizar nas Crianças, partindo do princípio de que não precisam de ser forçadas a aprender, pois estão naturalmente interessadas em o fazer.

A ideia de aplicação de um modelo educativo rígido e estanque, com imposição uniforme e organizada de conteúdos a um conjunto de Crianças todas diferentes entre si, que são avaliadas segundo os mesmos critérios, é algo que merece, de facto, ser levado a discussão.

Os resultados deste modelo pedagógico que se aplica na maioria das escolas portuguesas parecem estar à vista, numa geração de jovens adultos cada vez mais incapaz de se resignar a uma vida de nove às cinco, com trabalhos que embora até possam ser satisfatórios monetariamente, não o são interiormente. Uma geração que não sente os trabalhos que desempenha e para a qual ter um curso superior ou um trabalho fixo não tem o mesmo valor que para as gerações anteriores.

De certa forma, é um modelo que apaga a luz natural que todos conhecemos e sentimos nas Crianças de explorar e descobrir o mundo. Impede que se conheçam si mesmas, que se apaixonem pelo que as rodeia, e substitui-a por uma imposição de conhecimentos que não respeita aquilo que as Crianças são e o que cada uma dela é enquanto indivíduo. É um modelo que promove o pensamento convergente e o não-questionamento, apagando o “cientista” ou o “inventor” original e único que cada Criança trás dentro de si. Incentiva um ambiente competitivo e de pressão onde se acredita que os alunos precisam de incentivos para aprender, e punições caso não o façam. Sobretudo uma ideia de que brincar, ser Criança, é incompatível com a aprendizagem.

A mudança está a chegar a Portugal

Os ventos da mudança estão finalmente a chegar também à área da Educação em Portugal, à semelhança do que já aconteceu em muitos outros países, onde os modelos educativos alternativos já encontram um lugar consistente dentro do próprio sistema de ensino público, com resultados que estão à vista de todos.

Aos poucos, aqui e ali, ouvem-se vozes que reconhecem a importância que a Educação representa para um futuro que se quer melhor, e defendem uma reforma no nosso sistema de Ensino, que olhe para a Criança de um prisma totalmente novo.

Por outro lado, a sociedade está também cada vez mais aberta à ideia de que aquilo que transmitimos e ensinamos às Crianças hoje será determinante para a definição de que tipo de adultos serão elas amanhã. Da responsabilidade que compete aos educadores de contribuírem para esse mundo melhor. E aqui não se inclui unicamente o desejo de que sejam uma geração renovada, que se conhece e sabe o que deseja para a sua vida. Aqui incluem-se igualmente desejos universais. Desejos de que se tornem adultos tolerantes, adultos que se respeitem uns aos outros, que queiram e promovam a Paz, de que o nosso mundo tem tanta sede.

A sociedade civil, através das redes sociais, de petições, de reuniões, da abertura de escolas e da organização dos mais variados tipos de atividades e eventos, tem vindo a questionar o paradigma da Educação e a importância de fornecer às Crianças novas actividades que permitam o seu crescimento integral, harmonioso e feliz. E este é o primeiro passo para o despertar de uma nova mentalidade, agora no que respeita ao papel da Educação.

Modelos Pedagógicos Alternativos

Dentro das alternativas pedagógicas existentes em relação ao modelo convencional, aquelas que têm uma maior relevância, e que apresentam inclusive o crescimento mais rápido em todo o mundo, são os modelos designados por “Montessori” e “Waldorf”, e dos quais existem algumas escolas em Portugal, todas de cariz privado.

Além destas duas correntes, no nosso país merece ainda destaque o Movimento Escola Moderna (MEM) que encontra uma importante representação. Além disso, é neste modelo que se baseia a única escola pública portuguesa com um sistema de ensino dito alternativo: a Escola da Ponte, já referenciada no artigo “Mudam-se os tempos, Mudam-se as Escolas”, na edição de Dezembro da revista Zen Kids.

Estes modelos pedagógicos reconhecem a chama de que falávamos há pouco. Uma chama que é inata nas Crianças, e que se pode traduzir no seu interesse natural, e até mesmo biológico, em aprender. São seres que nascem incompletos e a Natureza encarregou-se de os prover com este “professor interior” que os conduz na busca de novas experiências, todos os dias, e com uma capacidade de concentração, de auto-motivação e de auto-disciplina que nenhum modelo algum dia poderá impor ou ensinar.

Por outro lado, reconhecem cada Criança como sendo única, e ao invés de deixarem essa autenticidade esmorecer com a imposição uniforme de conhecimentos, é ela que guia a educação da Criança, ajudando-a a descobrir os seus verdadeiros interesses, com liberdade e ao seu ritmo. São métodos que ajudam as Crianças a seguirem os seus verdadeiros interesses, seja lá onde for que essas paixões as conduzam, e independentemente do tempo que o demorem a fazer.

Não se entenda com isto que a Educação se desresponsabiliza do seu papel de “educar”. A Educação antes prepara-se para poder guiar as Crianças neste caminho e neste sentido. Passa a basear-se na compreensão do ser humano, e as metodologias são desenvolvidas tendo em conta os diversos estádios de desenvolvimento de uma Criança, optimizando assim aquilo que em cada momento ela aprende melhor. Tudo o que se apresenta à Criança durante o ciclo escolar tem a sua vida interior em consideração e a sua concreta capacidade de se desenvolver. Esta visão tem a enorme vantagem de impedir que as Crianças sejam sobrecarregadas, mas sim constantemente desafiadas.

Os modelos alternativos existentes partem então destes pressupostos, e preparam-se, cada um com as suas especificidades, para receber cada Criança. São ambientes educativos preparados para, por exemplo, abordar um mesmo tema várias vezes e de formas sempre diferentes, respeitando-se o ritmo e capacidade de compreensão de cada um.

Consideram ser essencial protege-las do stress e da pressão da vida moderna e dos estímulos excessivos das novas tecnologias, privilegiando o contacto com a Natureza e com materiais naturais, ao invés de plástico ou brinquedos eletrónicos. A arte e a criatividade encontram uma frequência assídua na maioria das actividades, sendo extremamente valorizado o contacto com as mais diversas manifestações da arte, a música, a dança e a expressão criativa, independentemente da idade. Além disso, visam desenvolver nas Crianças valores universais de cooperação, respeito, paz, confiança, e tantos outros dos quais fazem parte uma vivência saudável.

São modelos educativos todos com o seu mérito pelo facto de olharem para a Criança de um prisma totalmente novo, nutrindo-lhe um profundo respeito enquanto ser criativo, espiritual e individual. Olham para a Criança de uma forma global, intervindo nas vertentes espiritual, mental, física e psicológica independentemente dos temas ou matérias que estejam a ser trabalhados. Acima de tudo, são modelos que querem ajudar as Crianças a conhecerem-se e confiarem em si mesmas, e a beneficiarem com isso de vidas mais autênticas e verdadeiras, coincidentes com aquilo que é único em cada uma.

No entanto, estes modelos também apresentam as suas diferenças. Apresentamos algumas das mais substanciais em seguida, para se ilustrar um pouco o que sejam as suas especificidades.

Montessori e Waldorf

No método Montessori, por exemplo, há uma grande valorização do mundo real, visto como uma criação maravilhosa e que deve ser apresentada como tal às Crianças, nas suas mais diversas manifestações. Não quer com isto dizer que a fantasia ou a imaginação sejam postas de parte. Estas são antes integradas nos processos criativos.

Já numa escola Waldorf, as histórias de encantar fazem parte do dia-a-dia, incorporando-se os contos de fadas e a fantasia no currículo escolar, partindo-se da premissa de que o trabalho das Crianças é brincar e a sua imaginação deve ser sempre trabalhada e incentivada. A abordagem das aprendizagens é essencialmente artística, e dá-se um profundo valor ao movimento, ao ritmo saudável e à rotina saudável.

Outra diferença prende-se com a forma como os alunos são ensinados. Numa sala de aula Montessori, as Crianças movem-se com liberdade e ao seu ritmo, ganhando um nível superior de autonomia, auto-disciplina e auto-motivação.

Toda a sala é pensada para as Crianças, sendo tudo em tamanho “mini” e por elas acessível, não havendo secretária ou cadeiras para adultos. Há cinco grandes áreas entre as quais uma sala de aula se divide: Vida Prática, Sensorial, Linguagem, Matemática e Cultura. Cada área integra diversas actividades e materiais que servem sempre algum propósito educativo. O Professor dá as lições individualmente ou em pequenos grupos, podendo as Crianças também optar por ser ensinadas por outros alunos. Nestas salas os alunos têm diversas idades, de forma a representar melhor aquilo que de facto existe na vida real, ao mesmo tempo que ensina valores como os da cooperação e entreajuda. As Crianças desempenham as actividades que querem, ao seu ritmo, sendo certo que todas as actividades acabam por estar relacionadas, e quando dominam uma, passam para a seguinte.

Já numa sala de aula Waldorf, as Crianças trabalham em grupos da mesma idade e com um professor a liderar as actividades. Até aos sete anos de idade, a educação centra-se mais no desenvolvimento motor e sensorial, e só depois nos planos intelectual e cognitivo, idade a partir da qual as Crianças são iniciadas na escrita, leitura e matemática. Todas as actividades servem igualmente propósitos educativos, e são por isso muito variadas e têm sempre em consideração o ponto de desenvolvimento das Crianças. Por exemplo, num grupo de Crianças mais novas, numa altura em que o cérebro está especialmente permeável ao desenvolvimento da motricidade fina, desempenham-se actividades como costura, trabalho artesanal, ou preparação de alimentos. Com os mais velhos, as salas apresentam o modelo mais tradicional, mas as forma como as lições decorrem é substancialmente diferente. Aos alunos são apresentadas possibilidades (ao invés de conteúdos rígidos) e os mesmos são questionados sobre essas temáticas e sobre os desafios que surgem, incentivando-se o pensamento divergente e a inovação. Não há manuais escolares, pois são os próprios alunos que criam os seus, com ilustrações, textos, caligrafias.

 

Movimento Escola Moderna

Através deste Movimento, valoriza-se a aprendizagem da liberdade, responsabilidade e solidariedade. A democracia é igualmente um valor com forte presença, na resolução de questões que surgem e na própria determinação dos conteúdos e matérias a trabalhar. Não há diferenciação de idades ou professores, e tudo se concretiza através da realização e apresentação de projectos que são escolhidos de comum acordo entre os alunos e os professores.

Destes projectos participam todas as disciplinas, rompendo com o paradigma tradicional de separar as disciplinas que a maioria das vezes estão ligadas entre si, e ganham forma através de imprensas escolares, entrevistas, pesquisas, textos livres, e muitas outras formas. Por outro lado, é definido um plano de trabalho autónomo para cada aluno, que é cumprido em cooperação com o professor, respeitando-se o ritmo de cada Criança.

Enquanto esperamos, porque não começar já nas nossas casas?

É certo que ainda temos um longo caminho a percorrer na implementação destes modelos em Portugal, e sobretudo de uma forma que seja acessível a todos. Mas tal linha está certamente em sentido ascendente com o visível esforço conjunto da sociedade civil e com os resultados extremamente positivos que têm vindo a ser demonstrados com a experiência de outros países.

No entanto, a verdade é que já existem muitos exemplos de famílias que aplicam os princípios e atividades ensinadas por estes modelos nas suas próprias casas, com resultados extremamente positivos no crescimento dos mais novos.

 

 

 

36º Congresso do Movimento da Escola Moderna

Julho 10, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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https://www.facebook.com/events/721850357836567/?source=1

http://movimentoescolamoderna.pt/home/36congressomem/36congressomemlisboa/

 

35º Congresso Movimento da Escola Moderna

Julho 12, 2013 às 9:57 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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35

Mais informações Aqui

32.º Congresso Movimento da Escola Moderna

Julho 17, 2010 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Movimento da Escola Moderna vai organizar o seu 32.º Congresso de 21 a 24 de Julho de 2010 em Évora. Mais informações Aqui


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