Metade dos adolescentes confunde informação com publicidade na internet

Agosto 27, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sapo Lifestyle de 14 de agosto de 2018.

É uma das grandes ameaças do mundo digital. Metade dos adolescentes que estudam em Buenos Aires, Argentina, não distingue entre publicidade e informação na internet, segundo uma notícia da Agência Nacional de Comunicação (Enacom) daquele país.

Tal conclusão surge com base num estudo da mesma entidade, feito em 2017 com 350 alunos de escolas públicas e privadas da capital argentina. Cerca de 80% dos inquiridos admitiu então que “seleciona a primeira página que lhes aparece no ecrã” quando faz uma pesquisa na internet. “Isto quer dizer que eles podem confiar num artigo patrocinado por um banco como se fosse uma análise da economia feita por uma universidade”, afirmou Roxana Murdochowicz, coordenadora do estudo, ao jornal Clarín.

Na mesma pesquisa, 5 em cada 10 estudantes do ensino secundário admitiu usar uma só página de internet para trabalhar, dispensando comparações com outras páginas – e assim eliminando o risco de contraditório. A mesma percentagem de estudantes diz que usa o site “mais conhecido”, sem distinguir as fontes de informação.

Esta confusão entre informação e publicidade parece não se confinar à Argentina. “A dificuldade em distinguir estes dois géneros é comum e há uma fé inacreditável em relação ao que está na Internet”, reforçou Roxana Murdochowicz, que comparou a pesquisa feita em Buenos Aires com investigações levadas a cabo em Inglaterra e Estados Unidos.

Segundo um estudo do ano passado da Universidade de Stanford, com uma amostra de 7.800 estudantes do ensino médio de várias cidades dos Estados Unidos, a maioria dos adolescentes não distingue publicidade de informação e também acredita que todas as informações que estão na Internet são verdadeiras.

No Reino Unido, um estudo com 1500 crianças desenvolvido pela Ofcom, organismo que regula os meios de comunicação britânicos, revelou que sete em cada dez alunos dos 12 aos 15 anos não distingue estas duas realidades tão díspares e também acredita em tudo que a Internet veicula, argumentando que “se o Google diz é porque é verdade”.

“Embora o acesso à informação seja cada vez maior, a capacidade de refletir é limitada; e apesar de a Internet oferecer a possibilidade de verificar e comparar fontes, os mais novos não o fazem”, salienta Roxana Murdochowicz.

O estudo argentino adverte que a ausência de comparação de fontes tem riscos: “Limita o pensamento crítico e leva a tomadas de decisão sem fundamento”. Por outro lado, “oculta a identidade – e a intenção – de quem produz os conteúdos e não permite distinguir dados falsos dos verdadeiros”.

Murdochowicz mostra-se: “Os adolescentes não identificam a origem das notícias, mas confiam nelas sem qualquer problema. Mesmo quando não sabem quem produziu a informação que estão a partilhar. Este problema está na origem de um fenómeno atual e perigoso: as notícias falsas ou fake news.”

A mesma responsável aconselha os jovens a prestarem atenção aos títulos das notícias e a analisarem a sua relação com o resto do texto, já que muitas vezes a informação anunciada não é fundamentada.

mais informações no link:

https://www.enacom.gob.ar/chicosypantallas

 

Kiddle – motor de busca visual para crianças

Março 3, 2016 às 6:00 am | Publicado em Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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http://kiddle.co/

Thinga é um motor de busca feito a pensar nos mais novos

Janeiro 21, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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texto do site http://tek.sapo.pt de 8 de janeiro de 2015.

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O Google, o Bing e o Yahoo são ferramentas poderosas de pesquisa, talvez demasiado completas para os que estão a dar os primeiros passos no mundo online. O Thinga posiciona-se como um projeto orientado para as crianças.

Animado, colorido, com uma forte componente multimédia e com conteúdos totalmente filtrados: é assim o Thinga, o motor de busca ‘amigo’ das crianças.

O projeto, desenvolvido por engenheiros da Yahoo, está em inglês, mas isso não precisa de ser uma desvantagem: pode ser um bom elemento de ensino para os mais novos que estão a dar os primeiros passos na língua inglesa.

Além de ter a barra de pesquisas tradicional, os mais novos vão poder fazer pesquisas por tópicos carregando apenas nos botões que existem na página principal. Entretenimento, ensino e animais são três das categorias que estão listadas.

Muitos dos conteúdos são mostrados em vídeo ou em .GIF e as pesquisas são asseguradas pelo DuckDuckGo, um sistema que tem a privacidade dos utilizadores como prioridade.

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Os pais têm ainda acesso a algumas definições de controlo parental, o que é sempre uma mais valia nas ferramentas online dedicadas aos mais pequenos.

 

 

 

 

 

Google e Microsoft chegam a acordo para bloquear imagens de abusos infantis

Novembro 20, 2013 às 4:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 18 de Novembro de 2013.

Jochen Luebke AFP

Duas empresas são responsáveis por 95% do tráfego. Medida tinha sido pedida por David Cameron, mas especialistas dizem que muitos dos conteúdos são escondidos de outras formas.

As duas maiores empresas responsáveis por motores de busca na Internet, a Google e a Microsoft, chegaram a um acordo sobre um conjunto de medidas que vão permitir tornar mais difícil o acesso a imagens de pornografia infantil online.

São cerca de 100 mil os termos que as duas empresas conseguiram identificar como estando relacionados com este tipo de material através de algoritmos criados. A partir de agora, avança a BBC, sempre que o utilizador fizer uma pesquisa por essas palavras não conseguirá obter nenhum resultado e ainda receberá um alerta de que a pesquisa de imagens relacionadas com abusos sexuais infantis é ilegal.

O motor de busca da Google e o da Microsoft, o Bing, são responsáveis por 95% do tráfego de pesquisa na Internet, pelo que a medida conjunta cobrirá a maior parte das imagens ilegais disponíveis.

Ao Daily Mail, o presidente da Google, Eric Schmidt, disse ainda que o impacto da medida será ainda maior quando “brevemente” implementarem a medida em 150 línguas diferentes. Por agora as novas regras só estão a funcionar  em inglês e em apenas 13 mil dos termos identificados é que já aparece o alerta sobre o comportamento ilegal e alguns contactos específicos onde o utilizador pode procurar ajuda sobre a sua conduta.

Apesar de defenderem este tipo de medidas, muitos dos especialistas na protecção de crianças não acreditam que tenham o alcance pretendido, explica a BBC, justificando que muitas das imagens em questão estão escondidas de outra forma e são partilhadas sem o recurso a estes servidores.

De todas as formas, o primeiro-ministro inglês, que tinha impulsionado e apelado a medidas urgentes neste sentido, já veio congratular-se com o passo, mas assegurou que ou é mesmo implementado e eficaz ou vai avançar para legislação nesse sentido.

Aliás, no final de Julho, David Cameron já tinha dito que queria que as empresas ligadas à Internet bloqueassem o acesso a imagens que mostrem abusos sexuais de crianças ou pornografia infantil. Já na altura tinha dito que, se tal não fosse feito voluntariamente, faria uma legislação sobre o tema.

“Depravadas e repugnantes” foram as palavras escolhidas por Cameron para descrever os resultados das pesquisas permitidas pelas empresas. Logo em Julho, a Google garantiu que, sempre que se depara com imagens relacionadas com pedofilia, as remove assim que possível.

Novas ferramentas em desenvolvimento
Em Junho, a Google avançou também ao Telegraph que um dos motivos para por vezes ser demorado remover as imagens que envolvem crianças é a ausência de um sistema unificado que abranja, por exemplo, Yahoo!, Microsoft, Twitter e Facebook. Por isso, a gigante tecnológica começou a trabalhar num novo programa que permitirá de forma célere a troca de informações sobre pedofilia entre sites, Governos e organizações não-governamentais.

Aproximadamente 3,75 milhões de euros foi quanto a empresa decidiu destinar aos grupos National Center for Missing and Exploited Children e Internet Watch Foundation, como a outras organizações nos Estados Unidos, no Canadá, na Austrália e na América Latina. E cerca de 1,5 milhões de euros vão para a Child Protection Technology Fund, fundo criado com o objectivo de financiar o desenvolvimento de ferramentas tecnológicas que auxiliem o combate à pornografia infantil.
 

E-mail em queda junto dos adolescentes

Fevereiro 22, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Pais & Filhos de 11 de Fevereiro de 2011.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte “The comScore 2010 U.S. Digital Year in Review : a recap of the year in digital media”, download Aqui

Uma queda de 59% no uso de e-mails por adolescentes na faixa etária dos 12 aos 17 anos. Este é o resultado de um relatório da comScore sobre as tendências digitais de 2010 que mostra também que houve declínio no acesso às caixas de email pelos adultos na faixa dos 18 aos 54 anos. Os resultados foram divulgados no site da Marketeer.O crescimento de acessos só aconteceu nos utilizadores com mais de 55 anos. O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg alertara já em Novembro do ano passado para o facto dos adolescentes norte-americanos não estarem a usar emails, focando-se mais nas redes sociais.


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