Relatório Saúde Infantil e Juvenil – Portugal 2018

Fevereiro 5, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Descarreegar o relatório no link:

https://www.dgs.pt/documentos-e-publicacoes/relatorio-saude-infantil-e-juvenil-portugal-2018.aspx?fbclid=IwAR1oHjiEp_znostRqxuGYmgfTfWNq7D6f40nv71aeOyll92SuLHl-z06bmc

 

 

Quase um terço das mulheres com filhos são mães tardias em Portugal

Dezembro 14, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 28 de novembro de 2018.

Muitos fetos crescem no útero “como se passassem fome”, conclui investigador, face ao cada vez maior número de bebés que nascem com baixo peso em Portugal, perto de 9% do total em 2015.

Alexandra Campos

As mulheres são mães cada vez mais tarde em Portugal. O aumento da proporção de “mães tardias” (como convencionamos designar as mulheres que têm filhos com 35 ou mais anos) não é de agora, mas o mais impressionante é o ritmo a que está a acontecer em Portugal. Em 2015, as mães nestas idades mais avançadas representavam já quase 30% do total, colocando Portugal na quinta posição da União Europeia (UE) a este nível, revela o European Perinatal Health Report, que esta segunda-feira é divulgado.

E a tendência continua a agravar-se: em 2016, de acordo com os cálculos do PÚBLICO a partir dos dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística, a proporção de mães tardias terá ultrapassado já os 31%, quando em 2010 não chegava a 22%.

 “Ter filhos tarde é uma tendência geral na Europa. Apenas em quatro países (Alemanha, Estónia, Holanda e Suécia) aconteceu o inverso, com um decréscimo entre 2010 e 2015″, mas em Portugal e Espanha verificou-se um aumento da ordem dos oito pontos percentuais, destacam os autores deste relatório, em que se traça um retrato da saúde materna e neonatal em 31 países da Europa (os da UE mais a Suíça, a Islândia e a Noruega) com base nos dados relativos a cinco milhões de partos ocorridos em 2015, comparando-os com os números de 2010.

“É interessante verificar que foi nos países mais afectados pela crise económica e financeira que as mulheres mais adiaram a maternidade”, destaca Henrique Barros, presidente do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), o parceiro nacional do projecto europeu (Euro-Peristat) que esteve na base deste documento. Além de Portugal, no grupo dos países que a percentagem de mães tardias disparou entre 2010 e 2015 estão justamente a Grécia e a Irlanda e também Espanha e Itália.

“Encorajar a maternidade em idades mais jovens implica políticas de suporte às mães e pais trabalhadores. E os serviços de saúde em países com mães com maiores percentagens de mães em idades mais avançadas têm que garantir que as suas necessidades durante a gravidez são asseguradas”, sublinham os autores do documento.

Henrique Barros enfatiza a importância de olhar para este tipo de dados, comparando vários períodos e países, para se poder perceber com maior profundidade o que está a acontecer e, assim, poder definir políticas de saúde pública.

Quantas grávidas fumam?

A percentagem de mães com 35 ou mais anos é apenas um dos múltiplos indicadores que surgem no extenso relatório, que é o quarto elaborado pelo Euro-Peristat desde 2004. A boa notícia é que Portugal está bem posicionado em muitos dos indicadores considerados, como o da maternidade infantil e o da maternidade na adolescência (antes dos 20 anos), mas o reverso é que há alguns, também relevantes, em que a situação se tem agravado.

Os dados indicam, por exemplo, que estão a nascer no país cada vez mais crianças que não foram adequadamente nutridas no útero das mães, frisa Henrique Barros. A percentagem de bebés que nascem com baixo peso (menos de 2500 gramas) em Portugal ascendia já a 8,9% em 2015, uma das proporções mais elevadas dos países da União Europeia e que se pode justificar apenas em parte pelo aumento da maternidade tardia e pelo maior número de gémeos, devido ao crescente recurso a técnicas de procriação medicamente assistida.

Para se ter uma ideia das disparidades a este nível, em países como a Islândia, a Suécia, a Finlândia e a Estónia, a taxa de bebés com baixo peso à nascença era inferior a 4,5%. E em vários países até decresceu neste período de forma significativa, como aconteceu na Noruega e na Áustria. Em Portugal já era elevada em 2010 e ainda aumentou mais, colocando o país na quarta posição desta lista, apenas suplantado nesse ano pelo Chipre, pela Bulgária e pela Grécia.

Muitos são bebés que nascem com menos peso do que seria de esperar para a sua idade gestacional, acentua o investigador. “Temos demasiadas mulheres a fumar durante a gravidez, a não fazer uma nutrição adequada, a engravidar com doenças crónicas”, elenca, em jeito de explicação. “São bebés gerados em condições semelhantes à de passar fome”, ilustra.

Este é justamente um dos indicadores que merecia uma análise mais aprofundada, sugere Henrique Barros, reflectindo que, se temos “menos bebés pré-termo” e mais de baixo peso, “alguma coisa se está a passar com os aspectos nutricionais”. Face à ausência de indicadores que seriam importantes para se perceber melhor a situação, “resta-nos especular, em vez de explicar”, lamenta. “Não sabemos quantas mães fumaram durante a gravidez, quantas tinham excesso de peso antes de nascer, quantas foram às consultas.”

Sem dados sobre o tabagismo durante a gravidez em Portugal, o relatório inclui números de 19 países. E as disparidades são enormes. Em Espanha, por exemplo, 18,3% das grávidas fumavam, enquanto na Noruega isso acontecia com menos de 5%.

Quanto às taxas de mortalidade neonatal (até 28 dias após o parto), estas variavam entre 1.5 por mil nados-vivos ou menos na Eslovénia, Islândia, Finlândia, Noruega, República Checa, Estónia e Suécia e 3.5 na Irlanda, Malta, Roménia e Bulgária. No geral, a situação melhorou, tendo as taxas baixado cerca de 10% face a 2010.

Portugal está bem colocado, mas tem havido oscilações e há países em que os números são mais baixos, o que significa que “há espaço para melhorar”, acentua Henrique Barros. “Precisamos de saber não só quantos morrem mas em que circunstâncias morrem”, reclama. A agravar, diz, desconhecemos os dados dos hospitais e maternidades privadas, onde são feitos já “cerca de 15%” dos partos: “É como se as nossas estatísticas ignorassem 15% da população”.

Quanto à percentagem de partos por cesariana, neste período a situação melhorou em Portugal, apesar da ligeira inversão verificada em 2017 (quando a proporção de partos cirúrgicos nos hospitais públicos subiu para 27,7%, ainda assim menos de metade do que acontece nas unidades privadas). Seja como for, defende, os números continuam a ser demasiado elevados.

Mais informações no link:

http://www.europeristat.com/index.php/reports/european-perinatal-health-report-2015.html

Um milhão de crianças por ano morrem no dia em que nascem

Março 12, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da https://www.tsf.pt/ de 20 de fevereiro de 2018.

Nuno Guedes

UNICEF lança apelo mundial para resolver problema com décadas que podia ter mas não tem solução à vista.

Dois milhões e 600 mil bebés morrem por ano antes de completarem o primeiro mês de vida, entre eles um milhão que morrem no mesmo dia em que nascem. A conta é avançada pela UNICEF, a agência das Nações Unidas que olha para a defesa dos direitos das crianças e lança agora um apelo aos governos para que resolvam um problema que tem diminuído pouco nas últimas décadas.

O relatório que suporta o apelo da Unicef revela que vários países de língua oficial portuguesa estão no topo da lista negra da morte de recém-nascidos. Portugal volta a surgir na lista de países com menos mortalidade neonatal, mais precisamente o 17º numa lista com 184 países. Em Portugal, 1 criança entre 476 falece antes de completar um mês de vida.

Guiné-Bissau, Angola e Moçambique na lista negra

No outro extremo, a Guiné-Bissau é o 6º país do mundo com mais mortalidade antes de se completar um mês de vida: 1 em cada 26 crianças. Angola é o 19º (1 em 34), Moçambique o 24º (1 em 37) e Timor-Leste o 47º (1 em 46).

Melhor classificado está Cabo Verde com 1 morte por cada 98 crianças (93º lugar no ranking). No relatório da UNICEF que serve para lançar um apelo ao Mundo, a agência da ONU sublinha que “todas as vidas contam e é urgente pôr fim à morte de recém-nascidos” pois “o número global de mortes de recém-nascidos continua a ser extremamente elevado, sobretudo nos países mais pobres do mundo”.

“O Mundo está a falhar com os recém-nascidos”

O relatório revela que mais de 80 por cento das mortes entre recém-nascidos devem-se à prematuridade, complicações durante o parto ou infeções como a pneumonia e septicemia, casos que “podem ser evitados através do acesso a parteiras com formação adequada, juntamente com soluções com eficácia comprovada, como água limpa, desinfetantes, a amamentação durante a primeira hora de vida do bebé, contacto pele-a-pele e uma boa alimentação”.

A UNICEF defende que “o Mundo está a falhar para com os recém-nascidos” e acrescenta que “os bebés que nascem nos países mais desfavorecidos têm uma probabilidade de morrer no primeiro mês de vida 50 vezes maior que os outros bebés”.

Os bebés nascidos no Japão, na Islândia e em Singapura têm as melhores probabilidades de sobrevivência, enquanto que os que nascem no Paquistão, na República Centro-Africana e no Afeganistão estão na posição inversa.

mais informações:

http://www.unicef.pt/Relatorio-Todas-as-vidas-contam/

http://www.unicef.pt/18/site_pr_unicef_o_mundo_esta_a_falhar_p_c_recem-nascidos_2018_02_20.pdf

Portugal entre os 10 países mais seguros para recém-nascidos

Maio 20, 2014 às 2:23 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 20 de maio de 2014.

mais informações no link:

http://www.thelancet.com/series/everynewborn

por Lusa, texto publicado por Isaltina Padrão

 

Portugal está entre os 10 países mais seguros para os recém-nascidos, com uma das taxas de mortalidade neonatal mais baixas do mundo, revela um estudo hoje publicado na revista The Lancet.

Numa série especial sobre a mortalidade neonatal, que reúne o contributo de 54 especialistas de 28 instituições em 17 países, a revista científica diz apresentar o quadro mais claro de sempre sobre as hipóteses de sobrevivência de um recém-nascido e os passos que devem ser tomados para reduzir as mortes de bebés.

Já se sabia que Portugal estava entre os melhores na taxa de mortalidade infantil (crianças até aos cinco anos), mas o que a Lancet vem agora mostrar é que Portugal tem também uma das melhores taxas de mortalidade neonatal (crianças com menos de 28 dias).

Com 1,8 recém-nascidos mortos em cada mil nascimentos, Portugal surge no nono lugar dos países mais seguros para se nascer, em dados relativos a 2012.

No topo da lista, que inclui 162 países, surge o Japão, com 1,1 recém-nascidos mortos em mil nados vivos, ao qual se seguem Singapura, Chipre, Estónia, Finlândia, Coreia do Sul, Suécia, Noruega e Eslovénia, este último com uma taxa idêntica à portuguesa.

No extremo oposto surge a Serra Leoa, com uma taxa de mortalidade neonatal de 49,5 em cada mil nascimentos.

Ainda assim, em Portugal morreram 170 recém-nascidos em 2012, revelam os dados da Lancet.

Segundo a revista, o país teve uma redução de 74% na taxa de mortalidade neonatal entre 1990 e 2012 e é o sétimo país do mundo onde aquela taxa mais caiu anualmente.

No estudo, a Lancet recorda que a Suíça, o Canadá e os EUA são os países de alto rendimento que menos progressos têm feito na redução da mortalidade neonatal.

Na Suíça, por exemplo, a redução da taxa de mortalidade neonatal foi de apenas 16% entre 1990 e 2012, ano em que ainda morriam 3,2 recém-nascidos por mil nascimentos.

Isto apesar de a redução da taxa de mortalidade nas crianças com um mês a cinco anos ser de 76% (em Portugal é de 77%).

Com efeito, a Lancet sublinha que a nível global, na última década, a taxa de redução da mortalidade neonatal foi cerca de metade da redução alcançada na mortalidade infantil (crianças até cinco anos).

Como resultado disto, os recém-nascidos representam hoje uma maior proporção na mortalidade infantil (44% em 2012, contra 36% em 1990).

Em Portugal, esta percentagem é de 49%.

Outro dado analisado no estudo é a taxa de nados mortos, que em Portugal foi de 2,7 em cada mil nascimentos, colocando o país na 12.ª posição entre os 162 países considerados.

 

Dois terços das mortes infantis acontecem até aos 28 dias de vida

Setembro 30, 2013 às 10:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 25 de setembro de 2013.

Catarina Gomes

Em Portugal, nove em cada 100 bebés nascem antes das 37 semanas de gestação. A prematuridade é um factor de risco.

A taxa de mortalidade infantil (até um ano de idade) voltou a ter um aumento ligeiro no ano passado face a 2011, passou de 3,1 para 3,4 por mil nados-vivos, revelam os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística. Cerca de dois terços destes óbitos aconteceram até aos 28 dias de vida, sendo a prematuridade uma das causas. Decorre hoje em Lisboa um encontro para discutir as formas de melhorar os cuidados aos bebés prematuros.

Paulo Nogueira, chefe de Divisão de Estatísticas de Saúde da Direcção-Geral da Saúde (DGS), e um dos autores de um estudo recente sobre a evolução da mortalidade infantil, nota que em termos absolutos a diferença é de apenas uma morte, só que, com a diminuição do número de nascimentos em Portugal, faz-se sentir com mais evidência. Assim, enquanto em 2011 tinham morrido 302 crianças até um ano (num total de 96.856 nados-vivos), no ano passado foram 303 em 89.841 nados-vivos, o que teve logo reflexos na taxa de mortalidade infantil, que voltou aos níveis de 2008 e 2009, nota.

Paulo Nogueira refere que Portugal continua a encontrar-se, ao nível da mortalidade infantil, “num patamar excelente a nível mundial do qual é difícil descer”. As melhorias têm que ser encontradas no grosso das mortes nestas idades, na chamada mortalidade neonatal (até aos 28 dias). Das 303 mortes infantis ocorridas no ano passado, 199 foram de até aos 28 dias. O peso da mortalidade neonatal tem-se mantido nos últimos anos em cerca de dois terços do total, diz o especialista.

O especialista da DGS lembra que “existem actualmente capacidades técnicas para fazer nascimentos de baixo peso”, neste caso está-se a falar de bebés que podem ter 500 a 600 gramas, mas nestes apenas cerca de 50% irão sobreviver, diz.

O problema já tinha sido detectado no estudo comparativo do número de óbitos e causas de morte da mortalidade infantil e suas componentes (2009-2011), em que Paulo Nogueira é um dos autores. Nas conclusões deste trabalho, recomendava-se “a definição de estratégias para a melhoria da mortalidade neonatal, tendo em atenção as questões da prematuridade, do baixo peso e da gemelaridade”.

Na análise das mortes neonatais de 2011, constatou-se que 188 foram partos simples, mas 43 foram partos de gémeos.

O encontro de hoje, no Hotel Tivoli Oriente, é a primeira reunião do Grupo Querer Crescer, composto por profissionais de saúde, membros de associações de pais e políticos, criado com o objectivo de garantir os melhores cuidados de saúde para os bebés prematuros. Em Portugal, nove em cada 100 bebés nascem antes das 37 semanas de gestação.

Subordinada ao tema Nascer em Portugal, que futuro?, a reunião foca-se na prematuridade e na mortalidade infantil. Hercília Guimarães, Neonatologista do Centro Hospitalar de São João, no Porto, e presidente do Querer Crescer, citada pelo comunicado do grupo, diz que um dos problemas é “a lacuna, também a nível europeu, relativa aos dados referentes aos custos de internamento de um bebé prematuro e dos bebés com sequelas”.

 

 

 

Estudo comparativo do número de óbitos e causas de morte da mortalidade infantil e suas componentes (2009-2011)

Janeiro 30, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Divulgação, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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estudo

Descarregar o relatório Aqui

Comunicado – PDF – 389 Kb

Estudo comparativo do número de óbitos da mortalidade infantil e suas componentes (2009-2011) – PDF – 2.468 Kb

Direção-Geral da Saúde – http://www.dgs.pt/

 

Mortes antes do 28.º dia de vida explicam aumento da mortalidade infantil

Janeiro 30, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 22 de Janeiro de 2013.

Clara Viana

Em 2011 houve mais casos de septicemia entre os recém-nascidos. Prematuridade e baixo peso influenciam mortalidade neonatal.

O aumento da mortalidade infantil em 2011 por comparação ao ano anterior “teve unicamente por base” o aumento de óbitos de bebés que não chegaram a atingir o 28.º dia de vida, indica um estudo divulgado nesta terça-feira pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Por comparação ao ano anterior, registaram-se em 2011 mais 62 óbitos de crianças antes do 28.º dia de vida, embora a mortalidade no primeiro dia de vida tenha diminuído.

Em comunicado divulgado a propósito deste estudo, o director-geral da Saúde, Francisco George, frisa que tem de “ser considerada a evidência existente de que a prematuridade e o baixo peso à nascença influenciam directamente” a chamada mortalidade neonatal (até ao 28.º dia de vida). O responsável subscreve as recomendações apresentadas no estudo, nomeadamente no que respeita à obrigatoriedade da “recolha atempada de informação adicional por cada óbito infantil ou fetal” e à promoção de um “debate com especialistas para interpretação dos resultados e definição de estratégias para melhoria contínua da taxa de mortalidade infantil”.

Em 2011, a taxa de mortalidade infantil foi de 3,1 por mil nascimentos vivos, o que representa um total de 302 óbitos. O acréscimo registado explica-se também pelo facto de este indicador ter apresentado em 2010 o seu valor mais baixo, tendo descido para 256 óbitos.

No que respeita à mortalidade neonatal, a região Norte foi a que apresentou um aumento mais significativo. A nível nacional registou-se um “aumento significativo” do número de óbitos nos meses de Janeiro, Fevereiro e Outubro.

Quanto às causas de morte em crianças com menos de um ano de idade, de 2010 para 2011 “decresceu significativamente” a mortalidade originada por doenças do sistema nervoso, “tendo aumentado o número de óbitos por algumas afecções originadas no período perinatal e por malformações congénitas, deformidades e anomalias cromossómicas”. Na mortalidade neonatal foi “ainda relevante o recrudescer da septicemia do recém-nascido”, acrescenta-se no estudo.


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