“Estudo liga autismo nos rapazes a níveis hormonais durante a gravidez”

Junho 11, 2014 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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“A exposição a testosterona, cortisol e outras hormonas durante o tempo de gestação está relacionada com os casos de autismo em crianças do sexo masculino, concluiu uma investigação.

Cientistas britânicos e dinamarqueses recorreram a registos médicos e material genético arquivados na Dinamarca para analisar amostras de líquido amniótico realizadas em 128 gravidezes que resultaram no nascimento de crianças a quem mais tarde foi diagnosticado autismo. Em comparação com o grupo de controlo, o líquido amniótico (recolhido em amniocintese) dos rapazes autistas revelou níveis mais elevados de testosterona e também  da hormona do stress, o cortisol.

“No útero, os meninos produzem cerca do dobro da testosterona do que as meninas, mas, comparados com meninos típicos, o grupo de autistas tem níveis ainda superiores. É uma diferença significativa e pode ter um grande efeito no desenvolvimento do cérebro”, acredita Simon Baron-Cohen, diretor do Centro de Investigação do Autismo da Universidade de Cambridge.

A investigação poderá agora ajudar os cientistas a explicar porque é que os rapazes são quatro vezes mais suscetíveis de serem diagnosticados com a doença do que as raparigas.

Testes anteriores em animais mostaram que a testosterona desempenha um papel crucial na formação do cérebro masculino in utero.

Os autores deste estudo sublinham, no entanto, que alguns dos meninos expostos a níveis altos de testosterona durante a gravidez tiverem um desenvolvimento perfeitamente normal, enquanto outros, com exposição normal, vieram a ser diagnostidados com autismo”.

Revista Visão, 3 de Junho de 2014

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Elevated fetal steroidogenic activity in autism

Jogar videojogos aumenta a “massa cinzenta” do cérebro

Novembro 13, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do P3 do Público de 6 de Novembro de 2013.

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Um estudo alemão revela que jogar videojogos ajuda a desenvolver várias regiões do cérebro e pode mesmo funcionar como forma de intervenção terapêutica em doenças neurológicas e psiquiátricas

Texto de Liliana Pinho/JPN

Um grupo de investigadores do Max Planck Institute for Human Development (MPIB) e da Universidade St. Hedwig-Krankenhaus de Berlim levou a cabo um estudo, publicado na semana passada na revista “Nature“, que tentou perceber a forma como os jogos afectam o cérebro.

Assim, pediram a um grupo de adultos (homens, entre os 20 e os 45 anos) que jogassem meia hora por dia do jogo “Super Mario 64”, ao longo de dois meses; e a outro que não jogasse qualquer videojogo. Durante esse período, a equipa avaliou o volume cerebral dos participantes, através de ressonâncias magnéticas, e notou um aumento de “massa cinzenta” do cérebro naqueles que jogaram frequentemente, ao nível do hipocampo direito, do córtex pré-frontal direito e do cerebelo. O grupo “inactivo” não revelou quaisquer transformações.

As áreas “afectadas” estão relacionadas com factores como a orientação espacial, a formação de memória, o planeamento estratégico e os movimentos das mãos. O aumento destas capacidades, segundo os resultados da pesquisa, mostraram que jogar videojogos pode mesmo vir a funcionar como intervenção terapêutica em doenças neurológicas e psiquiátricas, principalmente naquelas em que se registam alterações ou reduções no tamanho do cérebro, como a esquizofrenia, o stress pós-traumático ou o Alzheimer.

Jogos de lógica ou puzzles mais eficazes

De acordo com os investigadores, a vontade de jogar também constitui um factor muito importante no desenvolvimento do cérebro: nos jogadores com maior vontade, o nível de crescimento foi superior. O tipo de jogo também é importante: jogos de lógica, quebra-cabeças ou puzzles — como o Tetris ou o Minesweeper —, ou jogos de correr e saltar — como o Super Mario ou o Sonic —, são mais eficazes do que jogos de acção como o Fallout ou Mass Effect.

“Estudos anteriores não mostraram diferenças na estrutura do cérebro de quem joga videojogos, mas esta investigação consegue demonstrar uma relação causal entre este hábitos e um aumento do volume do cérebro, o que prova que determinadas regiões cerebrais podem ser treinadas através dos jogos”, garantiu Simone Kühn, coordenadora do estudo, em comunicado.

Jürgen Gallinat, da Universidade de St. Hedwig-Krankenhaus e co-autor do estudo, acredita mesmo que “muitos pacientes aceitarão mais facilmente os videojogos [como terapêutica] do que outras intervenções médicas”. O próximo objectivo é, portanto, uma pesquisa mais aprofundada do efeito dos videojogos na área da saúde mental.

 

 


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