Professores contam como usam redes sociais e aplicativos em aula

Outubro 7, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , ,

texto do site http://www.aprendizagemaberta.com.br/ de 18 de setembro de 2016.

redes

Uma das coisas que mais empolgam quem acompanha práticas inovadoras na Educação é ver docentes usando criativamente ferramentas do dia a dia com suas turmas. Isso mostra que, de maneira relativamente simples, é possível inovar com o que temos à mão – e isso inclui redes sociais, muitas vezes consideradas grandes concorrentes pela atenção na sala. Para inspirar você a tentar algo parecido – adaptando às necessidades e às características de seus alunos –, apresento cinco histórias bem-sucedidas de professores que usaram Facebook, WhatsApp, Instagram e YouTube nas aulas.

Facebook Renascentista

O professor de História Pedro Henrique Castro, do Colégio Pensi, no Rio de Janeiro, usou oFacebook com as turmas do primeiro ano do Ensino Médio. Os alunos deveriam se dividir em grupos para criar e administrar perfis de personalidades do Renascimento, como Galileu Galilei, Leonardo da Vinci e Nicolau Maquiavel. O desafio era fazer posts e comentários que revelassem características do período e dos próprios personagens, mas associando tudo ao contexto tecnológico atual – o que, segundo o professor, “atende a um dos objetivos da História, que é usar o passado para pensar o presente”.

“Meu objetivo com o trabalho do Renascimento no Facebook era transformar os estudantes em sujeitos do próprio aprendizado. Muito se fala sobre essa meta final, mas é preciso método para chegar lá. Qualquer modus operandi que eu venha a escolher observa necessariamente três regras: (a) respeitar os saberes dos estudantes e trazê-los para dentro da sala de aula; (b) permitir a produção de conhecimento autônomo com participação proativa delas e deles; (c) estimular o máximo possível os sentidos por meio da imagem ou do áudio, por exemplo. A rede social faz um pouco de cada uma dessas coisas. É um saber que o estudante domina, uma ferramenta na qual é artífice e uma linguagem que comporta todo tipo de expressão audiovisual. Depois de quase um ano dessa primeira experiência, pouca coisa sobrou de material, porém muito se construiu em suas formações.”

WhatsApp para a aula de Redação

Buscando desenvolver a capacidade argumentativa dos alunos de uma maneira eficiente e prazerosa, o professor Nilson Douglas Castilho, que dá aulas de redação e Língua Portuguesa no Colégio Marista de Londrina, a  381 km de Curitiba, realizou um ótimo experimento envolvendo o WhatsApp. O trabalho foi feito com seis turmas do 8º e 9º anos.

“Com a ajuda da analista de tecnologia educacional do colégio, criei um grupo de discussão no WhatsApp para cada turma. Ali eu lançava um novo tema de atualidades a cada quinze dias para que os alunos pudessem discorrer a respeito. Era obrigatório que usassem pelo menos um argumento. Eles também postavam vídeos e links de outras matérias relacionadas que enriqueciam a discussão. Depois do debate via WhatsApp, os alunos produziam um texto sobre o tema. Tanto as discussões quanto a escrita da redação eram feitos no contraturno. Na aula, eu selecionava alguns comentários para discutirmos juntos. A avaliação foi contínua e envolveu o processo como um todo, tomando como base os comentários enviados. Também trabalhamos bastante em cima dos erros: quando algo requeria atenção, víamos isso em aula. É importante dizer que em nenhum momento exigimos que os alunos adquirissem um celular: escolhemos trabalhar com o WhatsApp porque todos eles já tinham celulares e usavam o aplicativo com a autorização dos pais. Percebi que as turmas passaram a se esforçar bem mais para escrever bons textos e o grupo criou condições para que todos participassem mais. O WhatsApp não substitui a participação na sala, mas expor seus argumentos por escrito antes fez com que eles ganhassem mais confiança e estímulo para apresentar suas ideias em voz alta na sala. E isso tudo refletiu em seu desempenho: o número de alunos em recuperação caiu 50%.”

Instagram histórico

Eu já falei do professor Eric Rodrigues. Ele foi o criador de um sistema espetacular de ensino híbrido na EM Emílio Carlos, no Rio de Janeiro, onde dá aula de História. Recentemente, ele desenvolveu com sua turma do 9º ano um projeto utilizando o Instagram. Eis o que contou para o blog:

“Já que os alunos estão lidando com temas curriculares ligados ao século 20 na disciplina de História, uma rede social voltada às imagens e às fotografias pareceu extremamente válida para desenvolver um projeto que permitisse aliar pesquisa e análise de um período histórico em que os registros visuais ganharam força. Além disso, o fato de que os alunos deveriam procurar, baixar ou compor as imagens para publicar em suas contas pessoais gerou uma dimensão importante de apropriação do tema. A proposta consistiu na apresentação de imagens que pudessem dialogar com o tema Holocausto, a ser repassada para o professor e a turma. Era importante que os alunos buscassem conhecer um pouco mais da realidade dura desse evento histórico a partir dos registros da época ou mesmo criassem mosaicos, desenhos ou colagens que expressassem parte do que viveram os judeus sob o jugo do governo nazista. Pelas postagens, essa perspectiva foi apreendida. Utilizando a hashtag #1901holocausto e divididos em 8 grupos de trabalho, os alunos realizaram 22 publicações que vão de imagens dos espaços internos dos campos de concentração às pilhas de objetos pessoais deixados pelos judeus assassinados, junto com pequenas legendas que permitiram compreender que olhar e informações eles tinham obtido daquela pesquisa. A conscientização e o engajamento da turma em entender e repudiar práticas como o genocídio confirmaram a validade do projeto e as vantagens de utilizar registros históricos por meio de uma rede social”.

Veja a produção dos alunos no link da hashtag #1901holocausto no Instagram.

YouTube e produção audiovisual

Roseli Cordeiro Cardoso, professora e membro da equipe técnica de Língua Portuguesa da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, é uma das responsáveis por um programa que treina professores da rede estadual para trabalhar obras literárias com os alunos usando produções audiovisuais. Ela participou de um bate-papo na Geekie para falar sobre o projeto e discutir o uso de tecnologias simples no dia a dia da escola. O vídeo está disponível aqui e vale ser assistido. Eis o o relato dela:

“O projeto Mediação e Linguagem, criado em 2014 e em continuidade em 2015, tem por objetivo propor para alunos e professores a transposição das obras literárias para a linguagem do vídeo, do cinema e do podcast, por meio de orientações técnicas a distância (no formato de videoconferência), que contribuem para o letramento digital. A partir da formação, eles escolheram uma obra literária, que tinha sido trabalhada em sala de aula, e a adaptaram em um roteiro para curta de animação ou podcast (radionovela). Os trabalhos foram postados no Youtube, publicados em blogs e exibidos em Mostras Virtuais da SEESP. O projeto foi bastante significativo, pois com ele alunos e professores puderam anular as barreiras de sala de aula, que muitas vezes dificultam o ensino e a aprendizagem. Desde o momento da criação do roteiro até a finalização do audiovisual, eles se transformaram em colaboradores, trabalhando com o objetivo de se apropriarem da obra literária de forma prazerosa e interativa. Foi uma grande experiência para todos!”.

Exemplos de vídeos produzidos durante o projeto Mediação e Linguagem:

Os Miseráveis – EE Prof Euripedes Simões de Paula

Morte e vida Severina – E. E. Professora Leila Mara Avelino

Auto da barca do inferno – EE Josephina G. F. Andreucci

A espera – poema de autoria de Cora Coralina

 

 

Uso de aplicativos para celular ganha força na escola (Brasil)

Setembro 14, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , ,

notícia do site http://veja.abril.com.br de 24 de agosto de 2015.

Breno Rotatori VEJA

Pesquisa mostra que, pela primeira vez, em 2014, o acesso à internet por celular no Brasil foi maior do que por computadores.

Embora o modelo de escola tenha pouco se alterado com o passar dos anos, a cultura digital é uma realidade entre alunos e professores. Com a disseminação dos smartphones, escolas, governos e demais instituições se voltam para potencializar essa tecnologia na melhoria do ensino e da aprendizagem.

A mais recente pesquisa TIC Kids Online, realizada pelo Comitê Gestor da Internet, que coordena e integra todas as iniciativas de serviços de internet no país, mostrou que, pela primeira vez, em 2014, o acesso à internet por celular no Brasil foi maior do que por computadores: 82% acessam pelo celular, enquanto 56% usam o desktop. Os resultados se referem a jovens de 9 a 17 anos de idade. As redes sociais são o maior atrativo, mas 68% dos jovens usam a web para trabalhos escolares.

Isabela dos Santos, de 12 anos, estuda Inglês pelo celular, com o aplicativo gratuito Duolingo, e Biologia pelo YouTube. “Eu nem sempre estou com livros, mas meu celular sempre está comigo”, diz a aluna do Colégio Dom Bosco, na zona Norte de São Paulo.

A escola de Isabela vai passar a explorar um novo aplicativo focado no celular. “Funciona bem quando usado como mecanismo de interação em momentos específicos da aula”, diz Andrey Lima, diretor executivo do sistema Ari de Sá, adotado pelo Dom Bosco. A empresa Ari de Sá elabora materiais didáticos e mantém uma parte de conteúdos, ainda pequena, aberta para o público.

Já a professora de Música Gina Falcão, da Nova Escola, na Vila Mascote, zona Sul, toca um projeto com alunos do ensino médio de produção de videoclipes em que o celular é a ferramenta principal. “Eles têm muita facilidade para trabalhar com isso, estamos pedagogicamente no universo deles”, diz.

Gratuidade – A Fundação Lemann, criada para promover projetos de educação que beneficiem estudantes brasileiros, vai iniciar uma nova linha de atuação voltada para aplicativos móveis de educação gratuitos. “A sociedade como um todo já viveu essa revolução tecnológica e, infelizmente, nesse contexto, a escola ficou para trás”, explica o diretor da fundação, Denis Mizne. “O caminho agora é proporcionar para alunos, professores e gestores escolares o que já é uma realidade fora da escola,” completou.

Mesmo fora dos sistemas de ensino, os aplicativos educacionais pagos ou com direitos autorais fechados são maioria. Na semana passada, a Câmara dos Deputados promoveu um debate sobre Recursos Educacionais Abertos (REA).

Há a cobrança para que todos os materiais digitais adquiridos pelo governo sejam livres. Em 2014, o Ministério da Educação gastou 67 milhões de reais na aquisição de bens digitais didáticos, cifra incluída no 1,1 bilhão de reais investido no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).

Priscila Gonsales, do Instituto Educadigital, afirma que o investimento público em material didático deve ser em plataformas abertas. A reivindicação de licenças passa tanto pelo potencial de acesso quanto pelas possibilidades de remixagem dos materiais. “Qualquer lugar é lugar para aprender, o que a cultura digital vem evidenciar. Acaba a ideia de que somos consumidores de educação. A gente pode produzir, um ajuda o outro, é a cultura de compartilhar”, afirma Priscila.

Criada em 2013 com apoio de várias organizações não governamentais, a plataforma escoladigital.org.br reúne 4 000 recursos digitais. Muitos ali são pagos e a maioria tem direitos fechados, mas há uma seção com dezenas de opções para professores criarem seus aplicativos.

(Com Estadão Conteúdo)

 

 

Conheça as apps mais usadas pelos adolescentes

Julho 3, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

texto do Observador de 26 de junho de 2015.

Getty  Images

Para além do Facebook e do Twitter, estas são algumas das Apps mais utilizadas pelos adolescentes. Conheça a lista (eles vão acrescentá-la, é garantido) e saiba que conselhos lhes deve dar.

Tem filhos adolescentes? Sabe quais as Apps (aplicações móveis) que eles usam, para além do Facebook e do Twitter? O jornal espanhol ABC fez uma lista com as mais populares, para que aprenda de vez o que é o tal do “Snapchat” ou do “Tinder” de que eles tanto falam.

Para enviar mensagens que se “autodestroem”

Começamos pelo Snapchat, que é das Apps mais populares entre os jovens. Permite enviar fotografias ou vídeos e definir um limite de tempo para que os outros as possam ver. Depois desse período (entre 3 a 10 segundos), a imagem desaparece, embora o destinatário possa usar alguns truques para as guardar no dispositivo mesmo depois destas se apagarem.

O Burn note funciona de forma semelhante ao Snapchat, mas não permite enviar fotografias nem vídeos. Só dá para enviar mensagens de texto, que se apagam ao fim de um certo período de tempo. Também tem uma funcionalidade para que só desvende uma palavra de cada vez.

Para comunicar de forma anónima

Yik Yak é uma App que permite enviar mensagens curtas e anónimas, que se espalham até outros utilizadores num raio de 16 quilómetros em torno do remetente. Esta App foi criada especialmente para ser usada campus das Universidades.

Sim, existem Apps dedicadas a quem gosta de espalhar rumores e boatos. É o caso da Whisper, uma aplicação para divulgar segredos de forma anónima. As mensagens também podem ser acompanhadas de imagens.

“Não há professores. Não há pais. Só estudantes.” Estas são as regras da Fess, conta o ABC. Esta aplicação permite aos adolescentes fazer e ler confissões anónimas. Tal como o Yik Yak, esta App está direcionada às Universidades.

Aplicações para encontros e relações

Tinder é, também, uma das aplicações mais populares entre os adolescentes. Basicamente, cada utilizador tem um perfil com uma fotografia associada. Ao procurar por perfis de outras pessoas, a aplicação vai mostrando fotografias e o utilizador tem duas opções no ecrã: ou desliza o dedo para a esquerda e rejeita o contacto, ou desliza para a direita, indicando que está interessado. Segundo o jornal espanhol, esta aplicação também suporta geolocalização.

Skout é uma App que começa por dividir os utilizadores em dois grupos: “adolescentes” e “adultos”. Depois do registo, os utilizadores poderão conversar e enviar mensagens ou fotografias para outras pessoas que também estejam dentro do mesmo grupo. Tal como o Tinder, também permite a geolocalização de outros utilizadores e o ABC chama a atenção para o facto de esta App não ter qualquer mecanismo de verificação da idade dos utilizadores.

“O MeetMe ajuda a encontrar pessoas novas perto de si, que compartilham os mesmos interesses e querem conversar agora.” É esta a descrição que os criadores fazem da aplicação, salientando que o MeetMe “é para todas as idades, todas as nacionalidades e todas as origens”. Também tem uma funcionalidade “Match”, para encontrar possíveis relacionamentos.

Conselhos para os pais

Agora que já sabe o que estas aplicações fazem, o ABC também dá uma série de conselhos aos pais de jovens adolescentes.

– Teste você mesmo. Não há melhor forma de saber como agir do que experimentar também as aplicações que os seus filhos usam.

– Eduque os seus filhos para a privacidade. As redes sociais servem para compartilhar momentos e para facilitar a comunicação, mas deve haver um limite na informação e nos dados pessoais que se leva a público. Ensine esses limites aos seus filhos.

– Ao invés de impor regras, trace uma linha aberta. Quando proíbe os seus filhos de fazer certas coisas não significa que está a cortar o mal pela raiz. Pode estar a agravar o problema. Mantenha um diálogo aberto com eles e cultive um bom nível de confiança com eles. Observe.

– Peça aos seus filhos que sejam seletivos com quem se dão na internet. Também deverá ensinar-lhes a aplicar definições de segurança adequadas, na maioria das aplicações que usam.

 

 

 

Bebé smartphones: que geração é esta?

Maio 12, 2015 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Notícia do Observador de 28 de abril de 2015.

Chartwell Inc

Antes de celebrarem o primeiro ano, um terço dos bebés já utiliza telemóveis. Aos dois anos, a maioria das crianças já o faz. Para onde caminha a infância?

Usam telemóveis mesmo antes de aprender a andar ou a falar. Sim, é verdade. Um terço dos bebés com menos de um ano de idade já utiliza dispositivos eletrónicos. E por altura do primeiro aniversário, uma em cada sete crianças usa-os durante mais de uma hora por dia.

Estes são os resultados de estudo que foi apresentado no Encontro Anual das Sociedades Académicas Pediátricas em San Diego, Estados Unidos, e desenvolvido Centro Médico Einstein. O objetivo era determinar a idade em que as crianças começam a utilizar telemóveis e dispositivos eletrónicos. Para tal, observaram bebés entre os seis meses e os quatro anos e os respetivos pais. As famílias foram estudadas num hospital pediátrico central na Filadélfia que serve uma zona urbana onde vive uma comunidade com baixos rendimentos.

O questionário entregue a 370 pais era composto por vinte perguntas que pretendiam descobrir que dispositivos existiam em casa, com que idade as crianças começavam a manuseá-los, a frequência com que o faziam, a que tipo de outras atividades se dedicavam e se os pediatras conheciam essa forma de passatempo.

O cruzamento destes dados desvendou que 60% dos pais deixava as crianças a brincar com os telemóveis ou tablets enquanto trabalhavam e executam pequenas tarefas. Três em cada quatro pais permitiam que os filhos o fizessem enquanto se ocupavam das lides domésticas. E que 29% dos pais colocavam as crianças a brincar com esses dispositivos para que elas adormecessem. A maioria dos pediatras não conheciam estes hábitos da família, diz ainda o estudo.

A atração pelas apps para bebés

Ao Washington Post, Hilda Kabalí – uma das autoras do estudo – disse ter ficado surpreendida com os dados. “Alguns dos bebés com menos de seis meses usam estes objetos por mais de trinta minutos”. A mesma cientista explicou que este hábito pode prejudicar o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças.

E a responsabilidade não está apenas nos “pais preguiçosos” que preferem distrair desta forma os filhos, mas também nas promessas das aplicações para bebés que já existem para os smartphones, alerta Susan Linn, diretora da Campanha para uma Infância Livre de Anúncios Comerciais. “Além de persuadir os pais a gastar dinheiro em produtos inúteis, os produtos de marketing para bebés que servem para aprender números e letras” nos smartphones e tablets “sugerem uma mensagem preocupante e potencialmente prejudicial aos pais sobre a aprendizagem”, afirma.

A Academia Americana de Pediatria já tinha desaconselhado a utilização da televisão, computador, telemóveis e tablets por crianças com menos de dois anos, recorda o Daily Mail. Até porque um estudo anterior havia provado que uma hora de televisão por dia pode também desenvolver problemas de obesidade quando as crianças chegam aos cinco anos.

Crianças obesas e alheadas

O problema que não é exclusivo dos americanos. Das 11 mil crianças que estavam nos jardins de infância britânicos entre 2011 e 2012, mais de metade tinha excesso de peso e 73% estava em risco de sofrer de obesidade infantil. O The Guardian noticiou que as autoridades de saúde pública inglesas alertaram para os problemas de depressão e ansiedade que podem vir do tempo que as crianças passam em frente aos dispositivos eletrónicos.

As preocupações vão mais longe: um estudo publicado em outubro do ano passado pela Elsevier acompanhou um grupo de crianças que passaram cinco dias numa colónia de férias sem acesso a televisão, telemóveis ou qualquer outro dispositivo eletrónico e descobriu que as capacidades de compreender a informação não verbal – pela análise da expressão alheia – aumentou. “Tornaram-se mais humanos”, chegou a escrever Yalda Uhls, uma das autoras do estudo.

Estes dados indicam que a inteligência emocional – capacidade de reconhecer emoções em nós próprios e nos outros – pode ficar em perigo com a utilização abusiva de produtos tecnológicos. De acordo com as declarações do especialista Daniel Goleman ao Huffington Post, quanto mais tempo uma criança passa com gadgets, menos conectado está com a realidade e menor se torna a inteligência emocional dela. Tudo porque se perde a capacidade de introspeção, de autoconhecimento.

Substituir o contacto humano

Em crianças mais velhas, na fase de pré-adolescência, esses conceitos ganham expressão nas redes sociais, em vez de acontecer no contacto direto com os outros. E os outros, no caso das crianças, são essencialmente os pais. Rahul Briggs, diretora dos Serviços de Saúde do Comportamento Pediátrico no Grupo Médico de Montefiore, concluiu ao Yahoo Pareting que “a interação, mesmo que seja apenas através de sorrisos, encoraja o cérebro a desenvolver a ajuda um laço seguro com os pais”.

Ao mesmo jornal, a fundadora da Criança Proativa, Sharon Silver, disse que “se os pais utilizam a tecnologia para acalmar os filhos enquanto são novos, eles estão a substituir o contacto humano com os pais, necessário para criar empatia, compaixão, relação e a sensação de pertencer ao mundo real”.

O melhor era mesmo que os pais deixassem de expor aos filhos aos monitores que existem por casa. Mas isso não parece ser tarefa fácil: o estudo apresentado no encontro anual de pediatras americanos afirma que 97% das famílias tem televisão em casa, 83% dos pais tem tablet e mais de três quartos têm smartphones. Uma combinação bombástica que, segundo o The New York Times, põe bebés de dois anos a utilizar estes dispositivos.

Mas há outro fator que tem posto as crianças a utilizar estes dispositivos: é cada vez mais fácil e intuitivo operar num telemóvel ou computador. E prova disso são as estatísticas apresentadas no encontro anual: mais de metade das crianças estudadas segue programas de televisão, 36% mexe nos monitores com naturalidade e 24% consegue telefonar a alguém sozinho.

 

 

 

 

App portuguesa estimula crianças autistas

Abril 14, 2015 às 10:25 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

notícia do site http://marketeer.pt  de 14 de abril de 2015

A Enforcing Kids, plataforma de informação sobre autismo criada por dois alunos da Universidade de Lisboa, conta a partir de agora com uma aplicação móvel de apoio à terapia de crianças com síndrome do autismo.

A app, que está disponível de forma gratuita na plataforma Android, foi pensada para ser usada por crianças acompanhadas por adultos responsáveis pela terapia. Inclui jogos, que podem ser configurados pelos terapeutas e pais, que “seguem a lógica das sequências e, portanto, exploram as dificuldades que estas crianças têm ao formulá-las, ao mesmo tempo que permite explorar outras áreas, como a matemática”, lê-se na Google Play. A aplicação está disponível em quatro idiomas: português, castelhano, francês e inglês.

O projecto Enforcing Kids surgiu há cerca de um ano pelas mãos de Cátia Raminhos e Jorge Santos, alunos da Universidade de Lisboa dos mestrados de Engenharia Informática e de Metodologias e Tecnologias em E-Learning. Trata-se de uma plataforma que tem como objectivo partilhar dúvidas, esclarecimentos, opiniões e experiências sobre o autismo. Neste momento, tem adesão em mais de 50 países em todo o mundo. Este projecto é apoiado pelo Departamento de Investigação LaSIGE da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

Conto “O Jantar da Ovelhinha” adaptado em versões acessíveis: Língua Gestual Portuguesa, símbolos pictográficos e áudio

Março 18, 2015 às 6:00 am | Publicado em Livros | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , ,

jantar

descarregar o documento aqui

O Conto “O Jantar da Ovelhinha” foi vencedor do 1.º prémio, na categoria I, da edição 2013 do Prémio de Literatura Infantojuvenil Inclusiva “OGIMA – Todos Podem Ler”, uma iniciativa da Direção Regional de Educação, da Secretaria Regional da Educação e Recursos Humanos da Região Autónoma da Madeira.

Este conto foi apresentado a concurso, de acordo com o regulamento, adaptado em versões acessíveis: Língua Gestual Portuguesa, símbolos pictográficos e áudio.

 

Google lança aplicação do YouTube para crianças

Março 14, 2015 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia do Diário de Notícias de 20 de fevereiro de 2015.

© Dado Ruvic  Reuters

YouTube Kids, uma aplicação gratuita e exclusiva para Android, será lançada na próxima segunda-feira, dia 23

A aplicação YouTube Kids conta com um conjunto de vídeos previamente classificados como próprios para crianças. As crianças poderão navegar através de quatro categorias: séries, música, aprender e explorar.

Outra forma de navegação será através de pesquisas singulares. Para esse efeito, o YouTube Kids, exclusivo para Android, terá um filtro que evita que as crianças possam procurar vídeos pouco apropriados para as idades em questão.

Sexo, por exemplo, é uma palavra que remeterá imediatamente para uma nova pesquisa, tal como acontecerá com outras palavras, dava conta esta sexta-feira o jornal espanhol ABC. Os pais podem ainda programar um limite temporal de utilização, a partir do qual a aplicação será automaticamente encerrada.

Shimrit Ben-Yair, responsável pelo produto, justificava assim a iniciativa: “[Todos os anos] temos registado um crescimento de 50% em tempo passado no YouTube, mas nos canais de entretenimento familiar é mais de 200%.”

O jornal The Wall Street Journal havia já avançado que a aplicação deveria ser lançada na próxima segunda-feira durante uma conferência de indústria de entretenimento infantil. Informação já confirmada por um porta-voz do YouTube, segundo a Reuters.

Inicialmente, a aplicação estará disponível apenas nos Estados Unidos, segunda avança a estação britânica BBC.

 

 

 

Look at Me ajuda crianças autistas a comunicarem

Março 10, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

notícia do site http://pplware.sapo.pt de 21 de fevereiro de 2015.

Criado por Vítor M.

São muitas as crianças um pouco por todo o mundo que sofrem de uma disfunção global do desenvolvimento denominada de autismo. Esta disfunção afecta a capacidade destas crianças se comunicarem com outras pessoas.

Um dos factos mais curiosos sobre este transtorno é que normalmente estas crianças gostam de utilizar novas tecnologias como computadores, tablets ou até smartphones, o que pode ser benéfico, pois pode ajudá-las a conseguir comunicar com o mundo.

Look at Me é uma app que ajuda crianças autistas a comunicarem.

look

Como referimos anteriormente o Autismo é uma disfunção global do desenvolvimento que afecta milhares de crianças em todo o mundo e foi com o objectivo de ajudá-las a melhorar a forma como comunicam com o mundo que a empresa sul-coreana Samsung criou a aplicação Look at Me.

Esta aplicação tem como finalidade ensinar as crianças a manter contacto com outras pessoas através do olhar, sendo esta uma das dificuldades que afecta uma grande parte da criança autista.

setgo

O lançamento desta aplicação surge poucas semanas depois da Google e do grupo Autism Speaks terem anunciado o projecto MSSNG, projecto este que procura desenvolver a maior base de dados do mundo com informação sobre sequência genómica de crianças que sejam portadoras deste transtorno e também das suas famílias. Todos estes dados que serão recolhidos irão ser armazenados na plataforma na nuvem da Google e estará acessível aos cientistas que necessitem desses dados para conduzir as suas pesquisas.

Look at Me já está disponível na Google Play e foi desenvolvido por vários médicos e professoras da Seoul National University Bundag Hospital e da Yonsei University Department of Psychology. Quanto ao seu funcionamento, esta aplicação utiliza fotografias, usa também uma tecnologia de reconhecimento facial e uma série de jogos, de modo a ajudar as crianças a ler emoções, melhorando desta forma a sua comunicação com outras pessoas.

vídeo – http://videos.sapo.pt/zMQLoMc1tpeibTA2bh03

A equipa que desenvolveu este projecto testou esta aplicação com 20 crianças e afirma que 60 por cento das mesmas apresentaram uma melhoria significativa no que diz respeito ao contacto visual com outras pessoas.

descarregar a aplicação gratuita no link:

https://play.google.com/store/apps/details?id=com.samsung.lookatme

Por Hugo Sousa para PPLWARE.COM

 

 

 

Nova APP Infovítimas da APAV

Fevereiro 24, 2015 às 2:30 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

app

descarregar a APP no link:

http://www.infovitimas.pt/pt/app/

 

Apps que educam e divertem

Fevereiro 24, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

texto do site http://www.elmundo.es  de 3 de fevereiro de 2015.

Shutterstock

ÁLVARO VARONA

Según el periódico americano The Washington Post, se estima que durante el año 2014 las escuelas estadounidenses han comprado unos 3.5 millones de tabletas destinadas a usarse en las aulas como herramientas educativas. En España la Junta de Andalucía anunció en abril del año pasado que invertiría 7,6 millones de euros en comprar más de 27.000 tablets para alumnos de 6º de primaria de centros públicos.

Es innegable que los niños quieren utilizar tabletas, tanto en casa como en el colegio, y así lo han reflejado en sus cartas a los Reyes Magos de esta última Navidad en las que sus majestades han venido cargados de tablets para alegría de los pequeños y, en muchas ocasiones, incertidumbre de los padres.

Usar tabletas y apps dentro del entorno educativo va a ser una constante en los próximos años porque, además del interés que despiertan entre los alumnos, supone utilizar técnicas objetivamente más completas. Aplicaciones con las que aprender los nombres de los animales en diferentes idiomas y a la vez conocer su sonido, experimentar con la música uniendo compases y creando canciones o recorrer el interior del cuerpo humano en una detallada visita virtual, son algunos ejemplos de apps que ya se utilizan para aprender.

Pero no sólo los contenidos que se pueden consumir en la tableta son interesantes para el aprendizaje con pantallas táctiles. El uso de la cámara de fotos o vídeo, el GPS, el WiFi, el bluetooth o el sensor de movimiento abren un mundo de posibilidades a la hora de aprender, realizar trabajos o conectar las tabletas con otros dispositivos.

Sin lugar a dudas los docentes del siglo XXI tienen que conocer y utilizar de forma eficiente las posibilidades de multimedia, interacción, trazabilidad o localización que ofrecen las tabletas y las apps para que la llegada masiva que se va a producir de estos dispositivos no se quede en un mero fuego de artificio.

Matching! Mi primer Brain Training

14229596684217

Matching! Es un juego educativo que ayuda a los más pequeños a aprender las letras, los colores y vocabulario básico en cuatro idiomas (castellano, catalán, inglés y francés) a la vez que ejercitan de forma lúdica habilidades como la lógica y la atención. Edad: 2-6 años. App Store: 1,99.

MarcoPolo Ocean

orca

Esta app permite conocer la parte más inexplorada del planeta, el océano. Cuenta con cinco puzles para conocer todo lo necesario sobre este entorno. Y lo mejor es que los niños pueden crear su propio acuario para aplicar lo aprendido en los puzles. Edad: 3-10. App Store – 1,69.

Fun English

3

Un conjunto de juegos didácticos para aprender a leer, hablar y deletrear en inglés con un curso diseñado por expertos en la enseñanza de idiomas. Además, utiliza diversos tonos, voces y acentos para que los niños puedan captar las sutilezas de la pronunciación. Edad: +5. App Store – gratis. Google Play – gratis.

Math Heroes 1,  Matemáticas Básicas para niños

4

Es momento de poner a prueba tus habilidades de ninja! El ejército de Ignarus se ha puesto en marcha y solo tu conocimiento en operaciones matemáticas básicas puede derrotarlo. ¿Puede el poder de tu cerebro igualarse a su fuerza? Edad: +4. App Store y Google Play -5,99.

Los Cazafaltas. El gran juego de la ortografia

5

Eres un buen detective? ¿Se te da bien pillar a los sospechosos? ¿Y qué tal si para cazarlos tienes que pillar faltas de ortografía? En este juego para iPad y iPhone encontrarás el camino hacia los escondites de los delicuentes a través de pistas ortográficas. ¡Demuestra cómo controlas la ortografía y sé el primero en atraparlos! Edad: +4. App Store – GRATIS.

Científicos en cómic

darwin

Darwin, Galileo, Newton… esta aplicación contiene una colección de cómics didácticos a través de los cuales vas a conocer a los científicos más influyentes de la historia. Edad: +4. App Store – GRATIS.

Project Noah

bug

Proyecto Noah es la mejor manera de compartir los encuentros de los alumnos de primaria con la fauna y ayudar a documentar la biodiversidad de nuestro planeta.  Edad: +4. App Store y Google Play – GRATIS. (Inglés)

Álvaro Varona es comunicador especializado en el mundo digital con experiencia en internet desde 1998. Además, es bloguero en Dospuntosbarrabarra, un blog sobre el mundo de Internet y Generación Apps, sobre aplicaciones infantiles. @kremaster

Consejos para padres

– Explora las apps existentes de la temática que os interesa y escoge la más apropiada a la edad y desarrollo de tu hijo. – Comprueba que el diseño y el contenido se adecuan a las necesidades del niño. – Pruébala, aprende sus objetivos y su utilidad y enseña a tu hijo a usarla adecuadamente.

 

 

Página seguinte »


Entries e comentários feeds.