Ícaro Performance transdisciplinar – 10 -13 de março no CCB

Março 8, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,
phpThumb_generated_thumbnailjpgRP51Y257

Ícaro (c)JAS

 

Pedro de Moura e Marta Bernardes

Ícaro

Performance transdisciplinar – Estreia absoluta

Fábrica das Artes | para todas as infâncias

Das brumas da memória aparece rodeado pelos céus finos e eternos, Ícaro. Um jovem que carrega em suas asas toda a liberdade desejada e a ânsia de ombrear com os deuses. A Companhia dos Bichos recria este mito intemporal num espaço pouco convencional sobre o qual se desenham os caminhos desta aventura. Da boca de uma poetisa, saem os cantos que nos ajudam a viver as emoções desta viagem, sempre repetidas desde a aurora da civilização. Esta peça pretende ser um objeto poético, cruzando metáforas por entre a música, o desenho e a palavra.

Encenação Marta Bernardes e Pedro de Moura / Texto Marta Bernardes / Musica Pedro de Moura / Interpretação Bruna de Moura, Luis San Payo, Marta Bernardes e Pedro de Moura / Cenografia e video de cena Marta Bernardes e Pedro de Moura / Desenho de luz Mariana Figueroa e Pedro de Moura / Operação de luz Mariana Figueroa / Operação de som e video Frederico Rocha / Produção Helena Maia, trupe dos bichos

10 e 11 de março | 10h30 e 12h00

12 e 13 de março | 11h30 e 15h30

Sala de Ensaio

Maiores de 6 anos

45 minutos

3,50€ (semana) / 6€ (fim de semana)

mais informações:

https://www.ccb.pt/Default/pt/FabricaDasArtes

 

Descoberta de 450 bebês em um poço de Atenas evidencia concepção da infância na Grécia Antiga

Agosto 7, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Notícia do site http://oglobo.globo.com de 20 de junho de 2015.

Giovanni Dall Orto

Estudo foi feito com restos mortais de crianças encontradas junto com bebês

por Raphael Kapa

RIO – Em uma pequena depressão em um solo na cidade de Atenas, na Grécia, um pinheiro retorcido, quase que no formato de um ponto de interrogação, aponta o local de um mistério de 85 anos, mas que remete a tempos muito mais longínquos. Em 1930, um grupo de arqueólogos iniciou uma escavação na Ágora, principal mercado público da cidade, e, entre monumentos e outros prédios, encontrou um poço com 450 esqueletos de bebês e centenas de ossadas de cachorros. O grande número de recém-nascidos intrigou os pesquisadores por décadas. Na última semana, uma pesquisa colocou um ponto final nesse enigma e ajudou na compreensão sobre a infância e o espaço público na Grécia Helenística.

— O estudo deste poço nos ajuda a entender a alta taxa de mortalidade infantil da Antiguidade. Em nossa era da medicina moderna, é difícil imaginar quantas pessoas morreram nos primeiros dias de vida em épocas anteriores. A pesquisa também ilustra as práticas funerárias alternativas para aqueles que não eram considerados membros de pleno direito na sociedade — afirma Susan Rotroff, pesquisadora do departamento de estudos clássicos na Universidade de Washington e uma das coordenadoras do projeto.

As revelações das escavações mostram como a concepção de infância e até mesmo a visão sobre o espaço público se modificaram através dos tempos.

— A infância não era algo tão idealizado quanto é em nossa sociedade. A pesquisa também mostra a relação desses atenienses não só com a morte, mas com o próprio espaço público. Esse poço estava no centro cívico, perto de residências e do comércio. Isso mostra que essas crianças não eram vistas como pessoas, propriamente, uma vez que não passaram pelos mecanismos de integração à família e à cidade — analisa Mariana Virgolino, doutora em História Antiga pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

O fato de os bebês terem morrido muito cedo fez com que eles não fossem vistos como recém-nascidos que chegaram a integrar, em algum momento, a sociedade ateniense.

— A maioria dos bebês morreu logo após o nascimento, antes que a cerimônia que os aceitava na sociedade tivesse ocorrido. Portanto, eles não tinham sido ainda integrados na comunidade, e por essa razão não conseguiram um enterro formal — afirma Susan.

A cerimônia em questão acontecia, geralmente, dez dias depois do nascimento. Nesse momento, o bebê recebia um nome e era aceito — ou não — pelo chefe da família.

MORTE NATURAL

Por meio da investigação dos restos mortais se descobriu que a maioria dos bebês teve morte natural. Na pesquisa, foi levantado que um terço morreu de meningite bacteriana, causada geralmente pelo corte do cordão umbilical com um objeto não esterilizado, além de doenças como diarreia e desidratação. Dentre as centenas que tiveram dias de vida, um bebê chamou a atenção dos pesquisadores por ter conseguido viver 18 meses antes de ser jogado no poço e apresentar, em suas ossadas, sinais de fraturas e maus-tratos. Sem alarde, os pesquisadores apontam que este pode ser o exemplar mais antigo de criança maltratada já encontrada.

Universal History Archive

— Tanto por meio de exames macroscópicos quanto microscópicos, foram identificadas as patologias que causaram a morte de muitas das crianças — afirma Susan.

Mariana afirma que a descoberta está relacionada às péssimas condições a que os recém-nascidos eram expostos:

— Pode parecer horrível para nossa atual sensibilidade que os corpos desses bebês não recebessem sepultura, mas a mortalidade infantil era muito alta no mundo antigo, especialmente de recém-nascidos. As famílias não deviam se apegar a essas crianças tão cedo, pois as chances de morte eram grandes.

Aos que sobreviviam para o ritual de aceitação, o futuro também poderia não ser promissor. A negação e o abandono de crianças eram práticas comuns no mundo grego.

globo

— Muito além da relação de nascimento e morte, tais descobertas nos permitem refletir sobre outras esferas, como a questão religiosa relacionada aos ritos mortuários ou aos ideais vinculados ao nascimento de um futuro guerreiro que defenderá sua pólis (cidade-Estado) — afirma Camila Jourdan, doutora em História Antiga pela UFF.

Ou seja, para fazer parte da sociedade ateniense era necessário ter uma função nela.

CÃES:USADOS EM LIMPEZA ESPIRITUAL

Os bebês abandonados não iam para o poço, mas eram deixados em estradas ou bosques para que, com sorte, pudessem ser resgatados e criados por outra família.

Tal atitude se reflete na própria mitologia grega. Segundo o mito, quando Laio, rei de Tebas, foi alertado por um oráculo de que seu filho o mataria e se casaria com sua mulher, ele abandonou a criança (Édipo) no monte Citerão com um prego em cada pé para tentar matá-la. Resgatado e criado por outra família de reis, Édipo acabou cumprindo o destino narrado pelo oráculo.

— Para compreender tal prática, que parece ser um ato puramente violento e bárbaro, é necessário nos desapegarmos dos valores de nossa sociedade atual. Em uma pólis como Esparta, por exemplo, o nascimento de um bebê saudável era fundamental, tanto para a manutenção do ideal de guerreiro que defende sua cidade, quanto para as condições de sobrevivência da própria criança em um mundo onde uma pessoa dependente geraria grandes dificuldades — afirma Camila.

Hesperia  universidade de washington

Já os animais no poço, segundo a pesquisa, foram provavelmente utilizados em sacrifícios. Os cachorros eram vistos como bons animais para aliviar a “poluição” daquele local considerado sujo pela morte prematura de crianças.

— A presença dos cachorros sacrificados mostra uma preocupação e uma precaução para que essas mortes precoces não abalassem a harmonia da família e da cidade. Essas almas nem nome receberam, mas é preciso pedir aos deuses que elas não atrapalhem a ordem estabelecida — diz Camila.

 

 

 

Ulisses de volta a casa partida – espectáculo – jogo no CCB para crianças 6 aos 13 anos e família

Janeiro 13, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

F1ULISSESDEVOLTABYNunoFigueira

Carla Galvão / Cláudia Andrade / Mafalda Saloio

21, 22, 23, 28, 29 e 30 Jan 2015 – 10:00 25 Jan 2015 – 11:30 1 Fev 2015 – 11:30

Espaço Fábrica das artes Dos 6 aos 13 anos e família Duração 50 minutos

Preços Semana 3,20€ Fim de semana 5,35€

Ulisses de volta à Casa Partida e um espectáculo sobre viagens, mitos e heróis. Sobre a urgência de partir e a necessidade de voltar. Concebido como um jogo, o espectáculo propõe-se abordar o imaginário poético da Odisseia através de um teatro físico e visual que procura a fusão do texto com narrativas do corpo.

Como se os Deuses gregos lançassem os dados, a historia de Ulisses e feita de avanços e de recuos e compreende perigos, estratégias e provas a superar.

Três actrizes, a partir dos seus corpos, serão mar, vento, marinheiros, sereias e ciclopes. Rumo a casa partida, Ulisses terá de dar provas ao mar, fazer acordos com os deuses, enfrentar tempestades, gigantes e outras terríveis criaturas marítimas.

Tudo para conseguir voltar a Ítaca.

Uma criação apresentada originalmente na Fábrica das Artes em Fevereiro e Março de 2014

Criação e Interpretação Carla Galvão, Cláudia Andrade, Mafalda Saloio

Participação Especial Carlos Vaz Marques, Fernando Mota, Tiago Jerónimo Pereira

Apoio Técnico Nuno Figueira Produção Stage One

Fotografia Nuno Figueira

Co-produção CCB ⁄ Fabrica das Artes

CONTACTOS FÁBRICA DAS ARTES Maria José Solla | Manuel Moreira | Tânia Guerreiro Todos os dias úteis das 11:00 às 13:00 e das 15:00 às 18:00. Telefones +351 213 612 899 e +351 213 612 898 ou do fax +351 213 612 859. fabricadasartes@ccb.pt

 

Ateliê Caixa de Música À volta de Faetonte

Fevereiro 19, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

caixa

A Mitologia Grega é um conjunto fabuloso de histórias em que as personagens são deuses, heróis, ninfas, titãs, centauros… No segundo Ateliê Caixa de Música de 2014 vamos conhecer melhor uma delas. Faetonte era filho de Hélio, o deus do sol que prometeu, à sua nascença, nunca lhe recusar qualquer pedido. Quando Faetonte cresceu, não resistiu à tentação de percorrer os caminhos do céu, conduzir os cavalos que puxavam o carro de seu pai e, por uma vez, encandear o mundo. Contra todos os avisos, lançou-se na última viagem. Perdeu o controlo das rédeas, incendiou montanhas e florestas, secou rios e fontes. Zeus viu-se obrigado a fulminá-lo com um raio para proteger a terra. As Helíades, suas irmãs, choraram, transformando-se em choupos e soltando lágrimas de âmbar.

No dia 16 de março, às 11h30, no Grande Auditório do CCB, a Orquestra Metropolitana de Lisboa irá interpretar três obras musicais inspiradas nesta lenda. Os participantes no Ateliê terão a oportunidade de aí ver os seus desenhos e esculturas projetados durante o concerto.

Destinatários

Crianças dos 6 aos 15 anos

Inscrições

Entrada livre, mediante inscrição até dia 21 de fevereiro.
Inscrições através do email candidamestre@metropolitana.pt (indicar nome e idade da criança, bem como o nome e contacto do encarregado de educação).

Limitado até 70 participantes.


Entries e comentários feeds.