Melanie Tavares do Instituto de Apoio à Criança : “Brincar é para toda a vida”

Maio 30, 2018 às 12:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista da Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança, ao Jornal do Centro no dia 28 de maio de 2018.

Ouvir a entrevista no link:

https://www.jornaldocentro.pt/radio/programas/regresso-a-casa/melanie-tavares-do-instituto-de-apoio-a-crianca-039-brincar-e-para-a-vida-toda-039/

 

 

Conferência “Abril 2018 – Licença para… Amar”, com a presença de Melanie Tavares do IAC, 11 abril em Cascais

Abril 11, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança,irá participar na conferência com a comunicação “A importância dos GAAF no binómio Família-Escola”.

mais informações:

https://www.cascais.pt/noticia/cascais-diz-nao-violencia

Filhos de vítimas de violência doméstica chumbam cinco vezes mais

Janeiro 8, 2018 às 2:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 7 de janeiro de 2018.

A notícia contém declarações da Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança.

 

“A pessoa que faz o bullying consegue pôr a outra com medo”

Outubro 20, 2017 às 4:37 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 20 de outubro de 2017.

A notícia contém declarações da Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança.

 

 

 

Seminário para professores “Educação e práticas parentais positivas” – 26 outubro em Lagos com Melanie Tavares do IAC

Outubro 18, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança, é uma das formadoras do seminário para professores “Educação e práticas parentais positivas”.

Inscrição:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfhOsOhu1Hd1xZ-aL9QpZIkJKRI9YRLCdUSJ4Qqmuq82T1UwA/viewform

mais informações:

https://www.facebook.com/CFAERuiGracio/

Spinner: o brinquedo da moda não é para todas as idades

Junho 15, 2017 às 12:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Deco Proteste de 12 de junho de 2017.

A notícia contém declarações da Drª Marta Rosa do Sector da Actividade Lúdica do Instituto de Apoio à Criança e da Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança.

Reduz o stresse e promove a concentração em crianças autistas e com défice de atenção? Especialistas consideram o spinner ou fidget spinner apenas um brinquedo normal que está na moda. Mas atenção às peças pequenas junto dos menores de 3 anos.

Há para todos os gostos e de vários tipos: “fidget”, “finger” e “hand”. “Spinner” é o denominador comum pelo qual o designamos. O que começou por ser um objeto simples – criado nos anos 90 pela norte-americana Catherine Hettinger, que queria brincar com a filha e não conseguia devido a fraqueza muscular – é hoje um brinquedo da moda.

Há diversas cores, tamanhos e materiais, com luzes e música, e preços que podem ir de menos de 5 a 600 euros (porque já há versões com joias). Além da versão triangular, existe o Fidget Cube, um cubo eleito pela revista “Forbes” como o objeto de escritório do ano para executivos. Em cada uma das seis faces do cubo há diferentes atividades para aliviar o stresse, com preços a rondar os 10 euros. Falámos com especialistas do Instituto de Apoio à Criança (IAC). Para Marta Rosa e Melanie Tavares, do Sector da Atividade Lúdica do IAC, o spinner é um brinquedo de exercício, como muitos outros brinquedos e acessórios, que a maioria das crianças usa por estar na moda e para sociabilizar. Como todas as modas, a febre do spinner também vai passar. A função principal é girar. É um objeto pequeno (que pode ter cerca de 6 a 8 cm de diâmetro), com um disco central e duas ou três pás agarradas ao disco. Pressionando o disco e rodando as pás, através dos rolamentos, o brinquedo gira e, por isso, também é chamado de “pião dos tempos modernos”. Para as especialistas do Sector da Atividade Lúdica do IAC com quem falámos, se as condições de segurança estiverem salvaguardadas, o spinner é um brinquedo como outro qualquer.

Etiquetagem não cumpre as regras

Tal como qualquer brinquedo, há regras que devem ser cumpridas. O que ninguém espera ou deseja é que um produto concebido e construído para uma criança seja, ele próprio, a colocá-la em risco. Comprámos alguns exemplares em vários tipos de lojas: Worten, Fnac, Toys “R” Us, quiosques e estabelecimentos com produtos baratos. E verificámos que tudo é possível. Desde não terem qualquer tipo de aviso ou a marcação CE (obrigatória para que um brinquedo se encontre à venda no mercado europeu), a terem avisos em inglês ou avisos mal traduzidos. Apenas um faz referência à idade recomendada, mas mesmo assim é só para quem saiba inglês e esteja habituado a este tipo de designações: diz “8Y+”, quando deveria estar escrito em português e de forma compreensível, com um número seguido da designação em meses ou anos. Também há os que têm a etiquetagem completa, só que em letras muito pequenas, de difícil leitura. Se não mencionarem a idade com clareza, presume-se que se podem destinar a qualquer idade, incluindo menores de 3 anos.

Spinner só para maiores de 3 anos

Um dos desafios de algumas crianças é tentarem desmontar e abrir este brinquedo, o que se revela fácil. Ao fim de algumas tentativas, nós próprios tivemos acesso direto aos rolamentos. São peças pequenas que podem ser facilmente metidas na boca pelos mais novos, colocando-os em risco de asfixia.

Recomendação fundamental para os pais: não compre estes brinquedos para oferecer a crianças com menos de 3 anos. Se tiver filhos mais velhos, tenha atenção quando brincam com o spinner com os irmãos mais novos, pois pode ser grande a tentação de desmontar o brinquedo.

Efeito terapêutico para todos

Ainda não há estudos que comprovem os efeitos terapêuticos do spinner e os resultados vão depender sempre de cada caso. Mas há dados que podem ajudar a perceber eventuais efeitos nos casos de autismo e de défice de atenção. “Crianças com estas características vivem no abstrato e, se calhar, este brinquedo é o que medeia a relação entre o mundo delas e o mundo dito normal”, explica a psicóloga e coordenadora do Sector da Atividade Lúdica do IAC Melanie Tavares. “Os autistas têm uma predisposição para ver objetos giratórios e o spinner, ao girar, faz focar a nossa atenção”. Para a especialista, qualquer pessoa com comportamentos aditivos tem um objeto de substituição para desviar a atenção e, neste caso, o spinner produz a regulação de comportamento. Assim sendo, “no fundo tem eficácia para toda a gente”, conclui Melanie Tavares.

Regras de utilização em casa e na escola

Como qualquer outro brinquedo ou objeto de referência, as regras de utilização dependem de cada instituição e família. Marta Rosa, professora e técnica do Sector da Atividade Lúdica do IAC, considera que a regra a seguir em casa é tudo o que faça sentido no contexto familiar: “podem estar pai, mãe e filhos em torno de um brinquedo destes e todos a divertirem-se; se calhar, até interagem mais do que se tivessem um tablet”. Para Melanie Tavares, “se não pode estar a mexer no telemóvel à mesa, também não pode mexer no spinner; mas se utiliza o telemóvel à mesa, então também pode brincar com isto”. A utilização do spinner na escola tem sido uma das grandes polémicas. Marta Rosa lembra que há professores a tirarem partido desta moda e, já que não conseguem impedir os alunos de aderirem: “usam-no nas aulas de matemática, tornam-no num temporizador e até ensinam a construir um com material de desperdício”.

 

 

“Suicídio é o limite de todo o sofrimento. Série expõe jovens ao risco” declarações de Melanie Tavares do IAC

Maio 8, 2017 às 7:41 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site https://www.noticiasaominuto.com/ de 6 de maio de 2017.

A Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança, comenta a notícia.

O suicídio é um assunto sobre o qual pouco se fala, mas que tem dado muito que falar nos últimos dias. Ao mesmo tempo que vamos tendo conhecimento de adolescentes que desafiam a morte através do jogo Baleia Azul – e são já pelo menos oito os casos em Portugal -, há uma série televisiva a despertar o debate em torno do suicídio na adolescência.

Falamos da série da Netflix ’13 Reasons Why’ em que a protagonista é uma jovem que acaba com a própria vida esvaindo-se em sangue numa banheira após cortar os pulsos. A história é contada pela própria adolescente que decide deixar cassetes a explicar de viva voz as razões que a levaram a tal ato. As 13 cassetes são, propositadamente, entregues a todos aqueles que contribuíram para o seu suicídio, sem se darem conta de tal, e revelam um acumular de situações que se agravam ao longo da história.

A questão que se coloca é saber se séries como estas são ou não bem-vindas, se funcionam como alerta à nossa sociedade ou, se por outro lado, são o último ‘empurrão’ a quem já se encontra em situação vulnerável. Ao Notícias ao Minuto, a psicóloga Melanie Tavares explicou o quão perigosa pode ser a série sobretudo para aqueles que já tiverem pensamentos suicidas.

“A quem se encontra numa situação vulnerável pode até causar uma distorção cognitiva da mensagem. Qualquer pessoa, de qualquer idade, mediante situações dessas, pode identificar-se com a personagem, considerando que aquele é o caminho e até, inclusive, estar num sofrimento profundo e olhar para a personagem como uma heroína, que coragem de fazer aquilo que ela ainda não conseguiu”.

E o facto de a história ser contada de uma forma algo romantizada, na opinião da psicóloga, “não ajuda nada”. “Quando uma pessoa, ainda por cima tem uma vulnerabilidade, acaba por ser contaminada pelos efeitos perversos das coisas”, frisa a especialista do Instituto de Apoio à Criança.

A especialista defende que 13 anos – idade a partir da qual a Netflix recomenda a série – é “precoce”, tendo em conta a exposição ao perigo que ela representa. Tal como num filme pornográfico, compara, “visionar esta série, ainda que acompanhados dos pais”, não é o mais correto. É, na sua opinião, “contraproducente”, embora os pais devam, em última instância, supervisionar todos os conteúdos que os filhos vêem.

Assistir a cenas como aquelas que se vêem na série em causa não é benéfica. O importante, defende, é atuar na base da prevenção, não do suicídio em si mas sim das causas que levam a que a morte seja encarada como a única solução. “Os adolescentes não precisam de ver para falar nisso, como o caso agora da Baleia Azul, não é preciso ver para discutir o problema na escola”.

“O grande problema destas questões todas é a comunicação que falta. Falta de tempo dos pais para estar e conversar com os filhos, no meio de tantas rotinas. O tempo de estar é o que promove a comunicação e isso falha muito. numa sociedade apressada, não se trabalha muito as questões do sentir”.

Comunicação, a palavra de ordem

A prevenção, em todas as áreas que impliquem comportamentos de risco, é a palavra-chave para tratar o suicídio. É crucial estar atento a comportamentos de risco, como a a automutilação, e a sinais como a tristeza, a apatia, o isolamento social, as alterações de humor, “tudo sinais de que as coisas não estão bem”. “E no limite, quando as coisas não estão bem, comete-se o suicídio, ou como forma de acabar com o sofrimento, ou para pedir ajuda”, refere a psicóloga, explicando que, por vezes, há suicídios em que o objetivo não é morrer. “Às vezes as coisas não correm como esperam e acaba por acontecer o pior”.

A forma de combater os problemas que podem levar as crianças e adolescentes a acabar com a própria vida é, reforça a especialista, “ter mais psicólogos atentos nas escolas, equipas multidisciplinares que possam estar com a criança não só em contexto de sala de aula, que é o que acontece. Em contexto de sala de aula existe uma quantidade de regras que torna difícil perceber quando a criança ou jovem foge à norma. Quanto mais o vemos no ‘meio deles’, em situações informais, mais nos apercebemos de alterações de comportamento”.

Sendo o suicídio “o limite de todo o sofrimento”, defende, a prevenção tem de ser feita em todas as áreas, nomeadamente no bullying, na educação sexual, porque pode ser um problema de identidade, um problema de aceitação de identidade. “Prevenir o suicídio é o debate. Temos de prevenir as coisas que normalmente levam ao suicídio”, insiste. Prevenir e jamais “desvalorizar os problemas” dos adolescentes como se não o fossem.

A grande base dessa prevenção é a comunicação entre família – escola. “Se todos comunicarem, alguém há-de perceber que aquela criança/jovem está a ter comportamentos de risco”, salienta. “Ninguém sabe que faltou às aulas, que chegou atrasado e tinha um corte na mão, não há aqui ninguém que dê o alerta. Se em casa não conversa com a família e não conta que há um menino que todos os dias o ameaça na escola, não se pode evitar que isto tudo aconteça”, fundamenta, frisando que o ser humano precisa de viver em relação com o outro como de água para matar a sede. “Não vivemos se não for em relação, somos seres sociais”.

Em suma, devemos sim debater todo o tipo de problemas, suicídio juvenil incluído, mas não confrontá-los com situações tão dramáticas como as que a série mostra, porque estes “não têm maturidade para as descodificar”. Melanie deixa ainda um aviso. Apesar de o debate poder ser benéfico, o “excesso de informação tem efeito multiplicador” e “temos de ter cuidado com a forma como se veicula a informação e a forma como é percecionada. Tudo o que tem um efeito pedagógico é benéfico, o que nem sempre acontece com as notícias sobre o tema”. As notícias, defende, “não podem ter um efeito sensacionalista, de desgraça”.

 

 

“Jornadas de Psicologia Clínica e da Saúde” 3 de abril em Lisboa com a participação de Melanie Tavares do IAC

Março 31, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança, irá participar nas Jornadas de Psicologia Clínica e da Saúde” com a comunicação “A Psicologia Fora do Gabinete. Outras Áreas de Intervenção”.

 

Indisciplina e más notas provocadas por sofrimento emocional acentuado

Janeiro 5, 2017 às 1:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.dn.pt/ de 30 de dezembro de 2016.

A notícia contém declarações da Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança.

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Isolamento pode ser um dos sinais de sofrimento | Nuno Pinto Fernandes/Global Imagens

Ana Bela Ferreira

Promoção da saúde mental é prioridade da Direção Geral da Saúde, que já formou 300 profissionais para ajudar jovens

As dificuldades de aprendizagem e indisciplina de muitas crianças resultam de “um sofrimento emocional acentuado”, alerta a Direção Geral da Saúde (DGS), no relatório do Programa Nacional de Saúde Escolar, feito no letivo 2014/2015 e recentemente apresentado. Preocupada com o problema, a promoção da saúde mental passou a ser “o eixo central da intervenção da Saúde Escolar”.

A aposta – resultado de uma parceria entre a DGS e Direção Geral da Educação – “tem a ver com a consciência de que o universo escolar traz atrelado uma série de preocupações e a certeza de quando há uma boa saúde mental é mais fácil a aprendizagem, a inserção social, o sucesso escolar e como é importante apostar desde o início nestas áreas”, defende Conceição Tavares Almeida, psicóloga e assessora para a área da infância e adolescência no programa nacional de saúde mental.

Para poder ajudar as crianças e jovens, arrancou, em fevereiro deste ano, um plano de formação “de cerca de 300 profissionais de saúde e de educação que ficaram capacitados para desenvolver projetos de promoção da saúde mental orientados pela tipologia de competências socioemocionais”, segundo explicou ao DN a coordenadora do Programa Nacional Saúde Escolar, Gregória Paixão von Amann. E que o coordenador do Programa Nacional para a Saúde Mental – que trabalhou em conjunto com a equipa da Saúde Escolar – confirma que está previsto manter em 2017. “Está no plano de atividades a continuidade deste programa de formação, para chegar mais ou menos a mais 300 pessoas e assegurar apoio a quem já teve esta formação. Está previsto, mas às vezes pode haver problemas de orçamento, tal como já tivemos no ano passado”, aponta o especialista.

Com estas ações, os responsáveis de saúde pretendem que sejam desenvolvidos projetos junto das crianças que as ensinem “a aceitar as diferenças entre si, a respeitarem-se mutuamente, a saberem identificar quando precisam de ajuda e recorrerem a um adulto de referência, a assumirem gradualmente a responsabilidade das suas ações e a tomarem as melhores decisões para a sua saúde e vida”, refere a coordenadora do programa de saúde escolar.

Além disso, “quando os professores estão alerta para a situação por detrás daqueles comportamentos, acabam por adequar a sua forma de estar e conseguem ter outros resultados, não tem que ser uma atitude desculpabilizante, mas de compreensão”. E como “comportamento gera comportamento”, os alunos “acabam por mudar a sua atitude perante o professor”, justifica Melanie Tavares, coordenadora da mediação escolar do Instituto de Apoio à Criança (IAC).

É “melhorando a qualidade da interação entre a criança ou jovem com a família, a escola e o meio sociocultural”, que a DGS acredita ser o caminho para combater o sofrimento emocional de muitas crianças. “No âmbito do Programa Nacional de Saúde Escolar a promoção da saúde mental é uma prioridade pois é a dimensão da saúde que permite lidar, de forma mais eficaz, com as emoções, os sentimentos, as frustrações e usufruir do seu contributo para a capacidade de pensar e de tomar decisões”, diz Glória von Amann.

Não há crianças mal educadas

Uma das razões para investir na saúde mental dos jovens é, segundo o psiquiatra Álvaro Carvalho, o facto de “nenhuma criança é mal educada porque sim”. “O caráter só se forma no final da adolescência, ou seja, até lá comportamentos de indisciplina ou agressivos são, com frequência, expressão de problemas emocionais, que podem ter origem na família ou na escola”.

Esse é o entendimento que tem estado na base da atuação dos gabinetes de apoio ao aluno e à família (GAAF) do IAC, desde que foram criados em 1998. “A nossa intervenção sempre assentou em quatro pilares: aluno, escola, família e comunidade. A nossa experiência diz-nos que na maioria das vezes o problema está na família, na falta de apoios socioeconómicos ou acompanhamento”, refere Melanie Tavares, coordenadora da mediação escolar do IAC. Da sua experiência, a psicóloga, lembra que “os alunos são o espelho das situações familiares”. “Uma criança quando não está bem só consegue por cá para fora coisas más. Se tivermos adultos educados para lidar com este tipo de crianças ou jovens, eles desistem do comportamento que tinham”, acrescenta.

Dos casos que acompanham, “sem fazer um estudo, diria que 80% dos alunos que identificámos com problemas emocionais, tiveram problemas de comportamento”. No ano letivo anterior, os GAAF identificaram 229 alunos com problemas do foro psicológico e 544 participações disciplinares (sendo que o mesmo aluno pode ter mais do que uma participação).

O número de crianças “com problemas mentais” não é conhecido em Portugal, como esclarece Álvaro Carvalho, que faz referência aos dados internacionais que apontam para uma incidência de 20% e dessas só um quinto das crianças são tratadas.

Por vezes o mais difícil é perceber os sinais. “A questão é que tudo pode ser sintoma”, aponta Melanie Tavares. “Pode ser começar a ficar agitada ou muito parada, deixar de ter capacidade de concentração, ou então ficar muito concentrada e sobre investir na parte escolar, alterações alimentares. No fundo, é preciso estar atento a mudanças”, sintetiza Álvaro Carvalho.

 

 

 

V Ciclos Temáticos de Intervenção Psicossocial

Dezembro 27, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança, irá participar com o Dr. Miguel Fernandes nos V Ciclos Temáticos de Intervenção Psicossocial  no dia 14 de junho de 2017 com a comunicação “Criminalidade e Segurança : Ação Real”.

mais informações no link:

http://www.uf-massamamabraao.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=901:v-ciclos-tematicos-de-intervencao-psicossocial&catid=115:noticias&Itemid=299

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