Atenção: Infarmed retira do mercado gel para hematomas destinado a crianças

Novembro 16, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 16 de novembro de 2018.

Imagem retirada do site do Infarmed.

O Infarmed considera que o uso do produto “pode colocar em risco a segurança das crianças”

A autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) determinou esta sexta-feira a retirada imediata do mercado do produto AdniKid Gel Stick, por colocar em risco a segurança das crianças. O produto é destinado a crianças até aos três anos e é utilizado para combater as nódoas negras, pancadas, inchaços e hematomas.

De acordo com um comunicado, publicado na página oficial da autoridade, foi determina a suspensão e retirada do mercado do produto AdniKid Gel Stick Nódoas Negras, Pancadas, Inchaços 15 gramas, uma vez que este “contém uma mistura de extratos de plantas e alega possuir propriedades curativas na inflamação, dor muscular e articular (…) que não são compatíveis com a definição de produto cosmético”.

O Infarmed considera que o uso do produto “pode colocar em risco a segurança das crianças” e recomenda a todos os consumidores que o possuam que não o utilizem. As entidades que disponham do produto devem proceder à sua devolução.

Para mais informações, o Infarmed recomenda que seja contactada a empresa Adnpharma – Produtos Cosméticos e Farmacêuticos, Lda.

mais informações na Circular informativa do Infarmed.

 

 

Filme sobre Prevenção das Intoxicações – Um segundo pode durar para sempre – Intoxicações

Dezembro 4, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Jovens portugueses entre os que mais consomem tranquilizantes e sedativos

Setembro 29, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://lifestyle.sapo.pt/ de 20 de setembro de 2016.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

ESPAD Report 2015 Results from the European School Survey Project on Alcohol and Other Drugs

Dados Portugal

http://www.espad.org/report/country-summaries#portugal

sapo

Os jovens portugueses até aos 16 anos apresentam padrões muito elevados de consumo de tranquilizantes e sedativos com receita médica. Cerca de 13% dos jovens portugueses consomem este tipo de medicamentos, contra a média geral de 8% que surge no European School Survey Project on Alcohol and Other Drugs (ESPAD),  apresentado esta terça-feira no Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), em Lisboa.

O inquérito feito a 96.043 jovens que completaram 16 anos em 2015 (dos quais 3456 eram alunos portugueses a frequentar o ensino público) coloca Portugal abaixo ou em linha com a média europeia.

Álcool e drogas

Segundo o estudo, que apresenta as grandes tendências de consumo de álcool e drogas por alunos com idades até aos 16 anos, entre 2011 e 2015 na Europa, a percentagem de consumidores de medicamentos sem receita médica está estabilizada nos 6%, sendo mais baixa em Portugal (5%).

A situação inverte-se quando se trata de medicamentos com receita médica, pois embora este consumo esteja também estabilizado, Portugal apresenta níveis mais elevados do que o resto da Europa, respetivamente 13% e 8%.

De acordo com o estudo, em 2015, os países com maiores percentagens de consumos de medicamentos com receita médica foram a Letónia (16%) e Portugal (13%).

Quanto ao consumo do mesmo tipo de medicamentos sem receita médica, destacaram-se a Polónia (17%) e a República Checa (16%).

Globalmente há mais raparigas do que rapazes a consumir medicamentos.

Também o “Estudo sobre os Consumos de Álcool, Tabaco, Drogas e outros Comportamentos Aditivos e Dependências-2015”, do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e Dependências (SICAD), apresentado em março, já tinha dado conta desta tendência “preocupante” em Portugal.

Na altura foi revelado que uma em cada cinco raparigas com idades entre os 13 e os 18 anos tomava tranquilizantes ou sedativos, a maioria com prescrição médica.

Fernanda Feijão, autora daquele estudo, considerou na altura que era importante perceber “como é que há uma percentagem tão elevada de raparigas a precisar de medicamentos”.

A responsável indicou que este é um indicador em que “costumamos estar acima da média europeia”.

 

 

Maioria dos antidepressivos não funciona em crianças e adolescentes

Junho 22, 2016 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://lifestyle.sapo.pt  de 9 de junho de 2016.

AFP

A maioria dos remédios antidepressivos é ineficaz em crianças e adolescentes que sofrem de depressão grave, podendo ser, eventualmente, até perigosos, aponta um estudo publicado esta quinta-feira no jornal médico britânico The Lancet

Realizado por um grupo internacional de investigadores, o estudo revê 34 testes em mais de 5.000 crianças e adolescentes, com idades entre os 9 e os 18 anos, envolvendo 14 medicamentos antidepressivos.

Apenas um destes medicamentos, a fluoxetina – comercializada principalmente como Prozac -, mostrou-se mais eficaz do que um placebo para tratar os sintomas de uma depressão.

A fluoxetina também é mais bem tolerada do que os demais antidepressivos, escreve o mesmo estudo.

No sentido contrário, a nortriptilina foi considerada a menos eficaz dos 14 antidepressivos estudados, e a imipramina, a menos tolerada. Já a venlafaxina está associada a um risco crescente de pensamentos suicidas.

Os investigadores reconhecem, porém, que a verdadeira eficácia e os riscos de efeitos secundários indesejáveis graves desses medicamentos continuam a ser campo desconhecido, devido à fragilidade dos testes clínicos existentes.

É o caso, sobretudo, dos pensamentos e comportamentos suicidas associados aos fármacos antidepressivos. Num comentário agregado ao estudo, o cientista australiano Jon Jureidini destaca que, no que diz respeito à paroxetina, estes atingem 10% dos doentes, numa nova análise de dados, contra os 3% de estudos já publicados.

Segundo estimativas citadas pelo estudo, 2,8% das crianças entre os 6 e os 12 anos e 5,6% dos adolescentes sofrem de problemas depressivos graves nos países desenvolvidos. Esse número pode estar subestimado, alerta no entanto o mesmo estudo.

Esses sintomas são diferentes dos observados nos adultos e incluem, em especial, irritabilidade, falta de vontade de ir à escola ou comportamento agressivo.

Em relação aos antidepressivos – que também podem causar, além das ideias suicidas, dores de cabeça, náuseas e insónias -, a sua prescrição continua a aumentar, ainda que a maioria dos países ocidentais recomende, a partir de agora, que sejam reservados às depressões mais graves e após o fracasso da psicoterapia.

“Os antidepressivos não parecem oferecer um benefício claro nas crianças e nos adolescentes”, concluem os autores do estudo, que acrescentam que “a fluoxetina é, provavelmente, a melhor opção quando o tratamento medicamentoso é indicado”.

Vários especialistas comemoraram os resultados do estudo, que fortalecem as recomendações de países como França ou Reino Unido, no que diz respeito à prescrição de antidepressivos a crianças e adolescentes.

O primeiro tratamento das depressões em ambos os grupos deve continuar a ser “a abordagem psicológica, ou relacional”, que é “mais eficaz no longo prazo”, disse à agência de notícias France Presse o vice-presidente da Sociedade Francesa de Psiquiatria da Criança e do Adolescente, Daniel Marcelli, que participou na elaboração das recomendações de França.

“Estamos de acordo com as conclusões dos autores, que consideram que os antidepressivos devem ser utilizados de forma sensata e controlada de perto”, declarou a psiquiatra britânica, Bernadka Dubicka.

 

 

Observatório alerta alunos para perigos do excesso de ansiolíticos e antidepressivos

Junho 7, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 3 de Junho de 2013.

garrido

Lusa

Observatório da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra adverte que os medicamentos nem sempre têm o efeito desejado quando tomados da forma errada ou misturados com outras substâncias.

No arranque na época de exames em muitas universidades e escolas, o Observatório de Interacções Planta-Medicamento (OIPM) deixa um alerta aos estudantes: o “uso excessivo” de ansiolíticos e antidepressivos apenas num período específico pode “funcionar em contracorrente”, porque a memória fica diminuída.

Os jovens são, por isso, o alvo desta semana da campanha “Aprender Saúde entre as Plantas e os Medicamentos”, do observatório da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (FFUC).

“O uso de medicamentos na época dos exames traz vários problemas aos alunos”, disse à Lusa a investigadora Ana Rute Nunes, adiantando que “muitas destas substâncias aumentam os níveis de neurotransmissores, mas o custo na actividade neuronal a curto e longo prazo pode ser muito elevado, dado que muitas [destas substâncias] são produzidas sem nenhum controlo e o impacto que causam no organismo muitas vezes é imprevisível”.

Riscos de mistura com álcool e drogas
Por outro lado, alertou, “o uso excessivo de ansiolíticos e de antidepressivos”, em época de exames, “pode funcionar em contracorrente, dado que a memória é diminuída com o seu consumo”. Aconselhou ainda as pessoas a quem forem prescritas benzodiazepinas (ansiolíticos), como clonazepam, diazepam, flunitrazepam, ou antidepressivos (amitriptilina, citalopram, clomipramina, fluoxetina, nefazodona) a evitarem o consumo de álcool, de plantas ou extractos, como a erva de São João (hipericão), sumos de laranja, de toranja e gingko.

Já a coordenadora do observatório, Maria da Graça Campos, alertou os jovens para os riscos de misturarem álcool, drogas e outras substâncias psicoactivas com medicamentos, afirmando que podem causar danos em saúde, “muitas vezes irreversíveis”. “O consumo de álcool, drogas, incluindo as smartdrugs e outras substâncias psicoactivas, como antidepressivos e ansiolíticos, continua a aumentar em Portugal”, disse.

“Os malefícios do álcool são sobejamente conhecidos e um excelente exemplo para explicar que uma dose elevada única pode conduzir ao coma alcoólico e consequente morte, enquanto o consumo crónico pode induzir toxicidade hepática (cirrose)”, adiantou. Misturá-lo com medicamentos “pode causar várias falhas terapêuticas, desde a ineficácia de antibióticos ao efeito cumulativo de depressão do sistema nervoso”, advertiu.

Do sistema imunitário à pílula
Relativamente às drogas ilegais, a docente lembrou que muitas destas substâncias são de origem natural, como a heroína (obtida da morfina que se retira da papoila dormideira), a cocaína (das folhas da coca), o LSD (de um fungo que se desenvolve no centeio), as anfetaminas (retiradas de várias plantas), cogumelos alucinogénicos e a cannabis.

Segundo o observatório, os canabinoides naturais (da planta cannabis sativa) e os sintéticos acentuam o efeito psicotrópico das benzodiazepinas, álcool e barbitúricos. Esta droga potencia a acção dos relaxantes musculares, broncodilatadores, antieméticos, fenotiazidas, medicamentos antiglaucoma, antiepiléticos, dissulfiram, varfarina, antidepressivos, como a fluoxetina, e de drogas como a cocaína ou os opiáceos. “Por favorecerem a imunossupressão estão contra-indicados em doentes HIV-positivos”, acrescentou.

Também a pílula contraceptiva pode sofrer interacções com medicamentos ou produtos de origem natural, como alguns antipiréticos (carbamazepina), o hipericão e laxantes. Outro tipo de interacções relaciona-se com o aumento do risco de trombo embolismo venoso, que pode ser potenciado pelo uso crónico de substâncias como a soja e o ginseng.

O OIMP/FFUC tem uma linha de apoio à população (239488484).

 

 

Elevado consumo de medicamentos nas crianças pode ter consequências graves

Fevereiro 27, 2012 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 20 de Fevereiro de 2012.

Um estudo inédito em Portugal identificou um «elevado» consumo de medicamentos nas crianças e casos em que os cuidadores administraram fármacos que foram vendidos sem a obrigatória receita médica e cujos efeitos secundários poderiam ter consequências mais graves.

Da responsabilidade de profissionais dos hospitais Dona Estefânia, em Lisboa, e Fernando Fonseca, no concelho da Amadora, o estudo sobre o «Uso (ou abuso) de fármacos na idade pediátrica» foi publicado na Ata Médica Pediátrica.

A pediatra Maria João Brito, uma das responsáveis da investigação, reconheceu à agência Lusa que esperava que a utilização de fármacos «fosse mais criteriosa» nas crianças, «dadas as suas particularidades orgânicas».

De acordo com o estudo, que incluiu 189 crianças com idade média de 5,8 anos, a maioria dos inquiridos (63,5 por cento) tinha tomado pelo menos um fármaco nos três meses anteriores.

Os medicamentos mais usados foram os analgésicos/antipiréticos e anti-inflamatórios não esferóides (41,1 por cento), com utilização quase exclusiva do paracetamol e ibuprofeno.

«Apesar da utilização elevada destes fármacos ser expectável devido à frequência da patologia viral nesta faixa etária, os resultados alertam para a necessidade de uma maior monitorização», defende Maria João Brito.

A especialista adverte que, «pelo facto de serem medicamentos de uso comum e não estarem sujeitos a receita médica, o seu consumo pode ser banalizado, condicionando riscos acrescidos».

Foram igualmente identificados antibióticos sistémicos (25,8 por cento), anti-histamínicos (6,9 por cento), broncodilatadores (3,5 por cento) e antitússicos/expetorantes (6,9 por cento).

Maria João Brito sublinha que «em nenhuma idade se deve medicar desnecessariamente, mas em grupos etários mais jovens os efeitos secundários podem manifestar-se mais frequentemente».

«A utilização de fármacos não adequados em grupos etários específicos deveria ser vigiada e regulamentada por entidades superiores», defende a pediatra, para quem «o conhecimento do padrão de consumo de medicamentos é fundamental para melhorar a qualidade da prescrição».

Sobre o consumo de antibióticos, Maria João Brito lembra que existem estudos que apontam para «uma utilização excessiva de antibióticos nas infecções respiratórias potencialmente autolimitadas em possível relação com um diagnóstico incorrecto, receio do médico de não medicar uma infecção bacteriana grave e dificuldade no seguimento».

Maria João Brito reconhece que «os médicos são muitas vezes pressionados para prescreverem antibióticos em doenças que estes fármacos não têm qualquer interferência, como nas doenças virais, muito frequentes na idade pediátrica», embora se tenha vindo a assistir a «uma menor cedência por parte do médico e a um maior reforço junto dos pais sobre as indicações dos antibióticos».

A investigação apurou automedicações (pais, próprio e ama) em 19,1 por cento dos casos e quatro medicamentos (2,3 por cento) recomendados na farmácia.

Estas automedicações ocorreram quase exclusivamente com antipiréticos e analgésicos não sujeitos a receita médica, mas em nove casos foram usados fármacos sujeitos a receita médica: anti-histamínicos, enzimas anti-inflamatórias, analgésico (clonidina) e ansiolítico (valeriana).

Maria João Brito realça nas automedicações casos em que foram usados fármacos sujeitos a receita médica, mas que «os pais tiveram acesso a medicação sem prescrição e os efeitos secundários poderiam ter consequências mais graves».

Ainda assim, foram relatados possíveis efeitos secundários em seis crianças, maioritariamente gastrointestinais e em associação com consumo de antibióticos, que conduziram à suspensão da terapêutica por parte dos pais, lê-se no estudo.

A médica chama a atenção para os riscos do uso indevido de fármacos: podem ocorrer efeitos secundários ligeiros a graves, além de que o quadro clínico pode ser mascarado com o uso indevido de fármacos que podem dificultar e atrasar o diagnóstico.

Lusa/SOL

 

DGS ensina escolas a administrar medicamentos

Fevereiro 5, 2012 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Pais & Filhos de 20 de Janeiro de 2012.

Para aceder ao documento deverá seguir os seguintes passos:

http://www.dgs.pt/

Normas e Orientações

Orientações e Circulares Informativas

Orientação nº 002/2012 de 18/01/2012

A Direção-Geral da Saúde (DGS) emitiu orientações para as escolas sobre como devem proceder no caso de terem de administrar medicamentos aos alunos, uma vez que não existe legislação em Portugal sobre esta matéria citou a Agência Lusa.

 A DGS refere que, caso o aluno tenha «necessidade imprescindível de tomar medicamentos» durante o período que está na escola, os pais ou encarregados de educação devem comunicar ao educador ou ao diretor de turma, através da caderneta do aluno ou de declaração assinada pelo encarregado de educação, a dosagem e o horário da toma dos fármacos, bem como qualquer outra informação que entendam pertinente.

 Por outro lado, «o estabelecimento de educação e ensino deve solicitar o apoio da equipa de saúde escolar (do agrupamento de centros de saúde da sua área) sempre que existam dúvidas, ou haja necessidade de apoio por parte de um profissional de saúde».

 No caso de ocorrerem situações agudas em contexto escolar, as escolas devem solicitar autorização aos pais ou encarregados de educação para darem o medicamento às crianças.

 A DGS lembra que os medicamentos são substâncias usadas com finalidade terapêutica e que a sua administração pressupõe que exista um conhecimento das suas características, da dosagem, do horário da toma e de eventuais efeitos adversos, «fatores importantes para a obtenção dos efeitos desejados».

 Segundo a DGS, a autorização deverá ser registada em modelo próprio, de preferência, no início do ano letivo, devendo constar nela, além do objetivo, contexto e tipo de medicamento a utilizar, o nome do aluno, os contactos do encarregado de educação, as reações alérgicas e a assinatura do encarregado de educação.

 No âmbito do Programa Nacional de Saúde Escolar, a DGS emitiu também orientações sobre a diabetes para os agrupamentos de Centros de Saúde (ACES), unidades locais de saúde e hospitais.

 Assim, os encarregados de educação deverão notificar a escola do diagnóstico de Diabetes tipo 1 do seu educando, enquanto o estabelecimento de ensino deverá solicitar a intervenção do interlocutor da saúde da sua área.

 «O diretor executivo do agrupamento de centros de saúde ou presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde tem a responsabilidade de assegurar as condições à equipa de saúde escolar para que seja elaborado o plano de saúde individual da criança ou jovem com diabetes», refere a DGS.

 O plano deve ter a participação dos encarregados de educação, professores ou educadores e profissionais de saúde dos cuidados de saúde.

 Os responsáveis pelas consultas hospitalares a crianças e jovens com diabetes tipo 1 devem enviar informação clínica aos médicos de família, uma vez que a interligação entre os cuidados hospitalares e os cuidados de saúde primários é fundamental para garantir a elaboração do plano de saúde individual.

A Diabetes tipo 1 é a forma mais frequente (95% dos casos) nas crianças e nos adolescentes diagnosticados e é caracterizada pela absoluta dependência de insulina para sobreviver.

 Em Portugal, em 2009, foram detetados 17 novos casos por 100.000 crianças dos zero aos 14 anos (268 crianças), correspondendo ao dobro do registado no ano 2000, o que está de acordo com a tendência internacional de aumento desta forma de diabetes, nomeadamente em idades cada vez mais precoces.

Mais de 50% das intoxicações em crianças causadas por medicamentos

Outubro 4, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 23 de Setembro de 2011.

por Marta F. Reis,

Estudo nos EUA alerta para o agravamento da “epidemia”. Em Portugal os casos estão estáveis, mas são cerca de 6 mil por ano.

“Mãe, já comi os smarties todos.” Maria tinha 26 anos e o filho quatro. Naquela manhã Júlio acordou mais cedo, saiu da cama e foi mexer-lhe na mala. Em minutos tomou sete ou oito ansiolíticos, viriam a dizer-lhe nas urgências. “Primeiro nem percebi. Lembro-me de lhe dizer: ”Está bem, vai brincar.” Depois é que pensei que não tinha smarties em casa.” A mala estava aberta e o frasco do medicamento que andava a tomar no chão. Quando saiu para o hospital, Júlio já estava a perder a consciência. Fizeram-lhe uma lavagem ao estômago e passou a noite nos cuidados intensivos. “A médica veio ter comigo e chamou-me criminosa, que se ele morresse a culpa era minha.”

Passado há 20 anos, o caso de Maria continua a não ser invulgar apesar das sucessivas campanhas de prevenção. Um estudo publicado a semana passada na revista “Pediatrics”, sobre a realidade norte- -americana, lançou o alerta para o aumento acentuado da “epidemia” de intoxicações medicamentosas em crianças (texto ao lado). Em Portugal, os especialistas não sentem que o problema esteja a aumentar, mas defendem que o tema não pode sair da agenda.

Dados do Centro de Informação Anti-Venenos (CIAV) do INEM, a que o i teve acesso, revelam que todos os anos há cerca de 6 mil casos de intoxicações em crianças provocadas por medicamentos. Representam mais de metade das exposições a doses potencialmente tóxicas de produtos tão acessíveis como detergentes. Cerca de 70% dos casos dizem respeito a crianças até aos quatro anos, explica Fátima Rato, médica coordenadora do CIAV. “Estes casos estão directamente relacionados com o facto de as crianças nesta idade serem muito curiosas, estarem a descobrir o mundo, não terem a mínima noção de perigo e procurarem imitar os adultos.”

De acordo com os dados nacionais, os medicamentos que mais vezes dão lugar a intoxicações em crianças são o paracetamol, anti-histamínicos, mas também pílulas contraceptivas. Em Portugal, como nos Estados Unidos, a maioria dos casos resulta de situações de auto-ingestão acidental, mas Fátima Rato sublinha que há muitas consultas relacionadas com enganos na administração da medicação por parte dos pais ou das educadores. “Por exemplo, em vez de darem 5 ml de um xarope dão 10 ml. Ou em vez de darem um medicamento a determinada hora dão mais cedo ou mais tarde. Tudo isto são situações de muito baixa gravidade.”

Perante uma situação de envenenamento, os pais ou educadores devem ligar para o número de urgência do CIAV (808 250 143), que faz uma primeira triagem e pode encaminhar para o hospital. O contacto também pode chegar dos serviços de saúde, a quem dão aconselhamento. Fátima Rato nota contudo que em muitos casos o centro acaba por não ser informado, pelo que os dados serão indicativos. “Em geral podemos afirmar que a esmagadora maioria das intoxicações em crianças no nosso país é de baixa gravidade e não posso dizer, com base nos dados de que disponho, que estejam a aumentar.”

Em termos globais, segundo os registos do CIAV, as intoxicações pediátricas (dos 0 aos 15 anos) rondam desde 2006 os 10 mil casos por ano. O ano com mais consultas foi 2007, com 10 673 casos. Em 2010 foram 9250. “Nunca é de mais, no entanto, chamar a atenção para a necessidade de manter os medicamentos (e não só) fora do alcance das crianças, confirmar bem a dose e que os adultos evitem tomar medicamentos em frente das crianças porque elas têm tendência para os imitar.” Leonor Sassetti, da Sociedade Portuguesa de Pediatria, defende mesmo que os pais deviam ser alertados para o problema nas consultas de rotina antes de as crianças começarem a andar. “É igualmente importante lembrar os avós: pode não haver tanta preocupação com o local onde se deixa o medicamento.” Lançar campanhas de sensibilização para grupos mais vulneráveis é outra recomendação da especialista.

Para Maria, depois do susto, tudo mudou. Os medicamentos passaram a estar guardados numa caixa fechada, num local elevado. Hoje, com 55 anos e uma neta de quatro, não se esquece de fechar a porta do quarto à chave antes de a receber em casa.

 

Crianças com medicamentos na dose certa

Dezembro 2, 2010 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 21 Novembro 2010.

Na infância, costumam utilizar-se medicamentos líquidos, em gotas ou xarope, por serem mais fáceis de tomar. Nas primeiras duas a três semanas de vida, a absorção dos fármacos administrados por via oral é inferior à de um adulto, porque os bebés regurgitam. A partir dos três anos, a diferença atenua-se. Aos seis, podem ser tomados os primeiros comprimidos infantis.

Os supositórios são mais rápidos a actuar. Podem ser uma alternativa quando o miúdo tem náuseas, vómitos ou perda de consciência, ou nas primeiras semanas de vida, devido à regurgitação.

Os medicamentos de administração cutânea destinam-se quase sempre a problemas na pele. Nestas formas terapêuticas, o princípio activo passa mais para o sangue das crianças do que dos adultos: entre outros, as primeiras têm maior superfície corporal em relação ao peso. Cremes com corticosteróides produzem efeitos secundários graves, como perturbações de crescimento.

Absorvido o medicamento, o sangue encarrega-se de o distribuir pelos tecidos onde actua. Depois, o organismo tem de o eliminar. Fígado e rins são essenciais na transformação e eliminação dos medicamentos. Devido à imaturidade destes órgãos nas crianças, os princípios activos permanecem mais tempo no seu corpo e há maior risco de toxicidade. Quando levar o seu filho ao médico, descreva as reacções que costuma ter aos medicamentos (“cospe-o ou vomita-o”, “faz diarreia”, etc.). Estas notas ajudam a decidir qual a substância mais adequada.

Use os fármacos apenas quando necessários. Não insista com o médico para os prescrever se este os considerar dispensáveis. Siga as instruções do profissional quanto à toma. O simulador no portal da Teste Saúde revela a quantidade certa de analgésicos a administrar às crianças. Assegure-se de que entende bem todas as indicações (duração do tratamento, dose e horário). Peça informações por escrito ou escreva-as.

Crianças até aos dois anos não devem tomar fármacos de venda livre, a menos que recomendados pelo médico. Muitos podem provocar efeitos indesejados graves. É o caso do ácido acetilsalicílico (aspirina), que, por vezes, causa danos cerebrais em crianças e adolescentes, leva ao coma e à morte. Esta reacção, rara mas perigosa, é conhecida como síndroma de Reye e tem como principais sintomas náuseas, cólicas, cãibras e tremores.

Conselhos, estudos e simulador em http://www.deco.proteste.pt/analgesicos

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