Disparou o número de crianças a viver só com a mãe

Maio 10, 2016 às 9:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://rr.sapo.pt de 2 de maio de 2016.

Descarregar o estudo citado na notícia em baixo:

Determinantes da Fecundidade em Portugal

DR

A natalidade aumentou quase 4% em 2015, mas há um dado essencial a reter: mais de 16% destes pais não são casados nem coabitam. Um deles, habitualmente o pai, emigrou.

A percentagem de crianças a viver só com a mãe disparou em Portugal, e, na maioria dos casos, a responsabilidade é da crise e da emigração. As conclusões são do estudo “Determinantes da Fecundidade” que divulgado esta segunda-feira pela Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS).

O estudo conclui que em 2015 a natalidade aumentou em Portugal quase 4%, numa aparente inversão de tendência, mas há um dado essencial a reter: mais de 16% destes pais não são casados nem coabitam. A percentagem triplicou nos últimos 10 anos.

A coordenadora do estudo, a demógrafa Maria Filomena Mendes, aponta, em declarações à Renascença, duas explicações para o fenómeno. “Alguns dos casais que coabitavam deixaram de viver na mesma casa devido à emigração. Durante o período da crise, a partir de 2010, tivemos valores altíssimos de emigração, sobretudo masculina. Muitos dos bebés nascidos em Portugal no ano passado podem ser um reflexo desta situação”, observa.

“Outra razão será a própria crise. Alguns casais não têm condições para viver em casa própria. Ou seja, tem os filhos mas continua, cada um dos progenitores, a viver na casa dos pais”, explica a demógrafa.

Maria Filomena Mendes tem contudo a esperança de que, uma vez ultrapassada a crise, quando os pais não forem obrigados a emigrar, muitas destas famílias possam voltar reunir-se. “Acho que podemos ter essa expectativa, porque quer os homens quer as mulheres querem ter filhos”, afirma.

“O estudo mostra exactamente isso: A maioria dos portugueses quer ter filhos, pelo menos um filho, e tanto as mães como os pais querem participar activamente e ter tempo para acompanhar os filhos no seu crescimento e na sua educação”, sublinha. “Isso, provavelmente, é um motivo para termos esperança no futuro da fecundidade em Portugal.”

 

 

Lançamento do Guia “Todas Diferentes, Todas Famílias” 30 abril na Fundação Calouste Gulbenkian

Abril 27, 2016 às 8:00 am | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Uma publicação de distribuição gratuita com informação diversa, relevante e inclusiva sobre temáticas ligadas à maternidade e paternidade, nomeadamente no que diz respeito a cuidados de saúde, gravidez e direitos.

Olhando com objetividade para a sociedade atual e algumas questões que se colocam às famílias em Portugal e no mundo, Todas Diferentes, Todas Famílias é uma ferramenta útil, teórica e prática, que responde a dúvidas sobre temas como as novas famílias, adopção, gravidez, violência obstétrica, parentalidade positiva, educação para a igualdade, ou segurança em casa.

Queremos contribuir para que todas as pessoas sejam capazes de construir uma parentalidade plena – saudável e feliz!

 Agradecemos confirmação para info@coracoescomcoroa.org (sujeito à lotação da sala)

Nota: Existe estacionamento no Parque da Fundação Calouste Gulbenkian com tarifa diária máxima de 2€.

 

 

Nascer em zonas de conflitos armados – vídeo da Unicef

Janeiro 2, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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10 razões pelas quais provavelmente és melhor mãe do que aquilo que pensas

Outubro 30, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://maegazine.com de 9 de outubro de 2015.

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Tradução de um artigo originalmente publicado pelo Doutor Justin Coulson, psicólogo australiano doutorado nestas questões de educação parental (e meu mentor).

A culpa que sentimos como mães e pais está em alta. As redes sociais, as parangonas de jornais e os incontáveis artigos em blogues a apontar os nossos erros deixam-nos desanimados, desmotivados e a sentirmo-nos um falhanço.

Mas quando falo com pais pelo país fora, fico cheio de optimismo.

Claro que podemos sempre encontrar formas de nos melhorarmos. Mas isso é a vida! Se olharmos bem para as coisas, podemos encontrar formas de melhorar tudo: o que comemos, o exercício físico, a nossa condução, a jardinagem, tudo!

Nas minhas sessões de trabalho sobre educação parental em empresas, escolas, grupos comunitários ou em sessões individuais de coaching parental, estou a ver bons pais que estão a fazer bem melhor do que a percepção que têm de si mesmos, e que estão a criar crianças que os vão deixar muito orgulhosos. Mas também vejo muitos pais preocupados, stressados e a ficar ansiosos sobre se estão ou não a fazer um bom trabalho como pais.

Aqui estão 10 razões (+1) pelas quais provavelmente estarás a fazer um melhor trabalho como mãe, ou pai, do que aquele que pensas:

Ouves quando o teu filho quer a tua atenção

Esta deve ser a coisa mais importante que podemos fazer para sermos bons pais. A nossa disposição para reconhecer os nossos filhos, ouvi-los e mostrar-lhes que são dignos da nossa atenção é crucial para o desenvolvimento da sua resiliência.

Mostras que te preocupas

Nós mostramos que nos preocupamos ao dar-lhes abraços, dizendo-lhes que são importantes para a nossa vida, dando atenção às suas (muitas vezes bem chatas) histórias e estando lá para eles.

Tu defines limites

Enquanto a maior parte de nós pode melhorar a forma como estabelece limites, a maioria dos pais que encontro estão a fazer um esforço significativo para estabelecer limites para os seus filhos. Se demasiadas regras conduzem a demasiados problemas, as pesquisas demonstram que as crianças desenvolvem-se e sentem-se seguras quando sabem o que podem, ou não, fazer.

Manifestas interesse pelos seus amigos

Os nossos filhos sentem-se validados quando vêem que nos interessamos pelos seus relacionamentos. Se conheces de cor o nome dos seus melhores amigos (e talvez ainda os dos seus pais), provavelmente estarás a fazer um bom trabalho.

Mostras interesse pelo seu percurso escolar

As crianças são melhores alunas quando os seus pais se investem no seu sucesso escolar (desde que não exagerem e não se tornem demasiado controladores). Isto é especialmente válido no secundário.

Proporcionas-lhes seja qual for a actividade extra-curricular que podes oferecer

Será que as crianças precisam de actividades extra curriculares para se desenvolverem? Não, não precisam. No entanto a maior parte dos pais com que me cruzo reconhece que o desporto, música, teatro, ciência, igreja ou qualquer outra actividade extra curricular na qual os seus filhos podem participar tem potencial para enriquecer as suas vidas, melhorar a sua performance escolar, dar-lhes oportunidades de crescimento e ajuda a expandir o seu círculo social. E a maior parte dos pais que encontro estão a esforçar-se para oferecer estas oportunidades aos seus filhos – porque os amam e porque dão o seu melhor por eles.

Consolas os teus filhos quando estão perturbados

Ainda que haja alguns pais que ficam irritados ou dão uma sacudidela aos seus filhos quando estes estão perturbados, a maioria dos pais estão disponíveis para abraçar os seus filhos, mostrar compaixão e compreensão quando eles estão emocionais, a lutar (internamente) ou stressados.

Lês para eles

As vantagens desta única actividade são numerosas. A maioria dos pais com quem falo saboreiam a ocasião de ler para os seus filhos (sobretudo os mais pequenos) tão regularmente quanto são capazes.

Passas tempo extra com eles só porque te apetece fazê-lo

Pode ser depois da escola ou antes de dormir, quando ambos partilham a almofada. Talvez seja numa passeata de bicicleta domingo de manhã ou num passeio pelo parque. Gostas de estar com os teus filhos e procuras um tempo extra para estar com eles porque os amas.

Pedes desculpa

Quando fazes asneira, fazes o que podes para preservar e fortalecer a vossa relação.

Dizes-lhes regularmente que os amas e eles podem senti-lo

Se o teu filho sente o teu amor por ele e sabe que o mesmo é sincero e incondicional, está a experienciar um dos factores protectores mais vitais para uma vida com resiliência que lhe podes oferecer.

Todos sabemos que podemos melhorar como pais, seja reduzindo a nossa pre-ocupação digital, falar de forma mais calma e gentil ou sendo menos punitivos. Mas se podes dizer “Sim, eu faço isto” à maior parte das coisas desta lista – e se os teus filhos concordarem contigo -, então há fortes possibilidades de que tudo corra bem com eles.

E em relação à educação que lhes estás a dar?

Provavelmente estás a fazer um melhor trabalho do que aquele que pensas 😉

ilustração de Geneviève Godbout

Educar os filhos é tramado e eu muitas vezes sinto-me uma nódoa de mãe… como escrevi aqui. Estou diariamente a lutar para ser melhor mãe (e pessoa em geral) – não é fácil! Para me ajudar neste (doloroso) processo criei este site com conteúdos sumarentos e onde os sentimentos de culpa não são alimentados. Xô, pressão, xô mitos que fazem de nós mães miseráveis. Viva o que nos pode ajudar a crescer. Se quiseres junta-te a esta pequena comunidade que se vai criando – por mail, através do Facebook ou Pinterest. Sugiro também que sigas o Doutor Justin Coulson, autor do texto de hoje. Até já

 

Empresa de Viseu premeia funcionárias que decidem ser mães

Outubro 28, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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reportagem da SIC Notícias de 24 de setembro de 2015.

ver o vídeo da reportagem no link:

http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2015-09-24-Empresa-de-Viseu-premeia-funcionarias-que-decidem-ser-maes

sic

Uma empresa de Viseu decidiu premiar as funcionárias que decidem ser mães com um subsídio de 505 euros. A administração da empresa diz que o objetivo é dar segurança a quem quer aumentar o agregado familiar e tentar ser exemplo para outras empresas.

 

 

Vai nascer… já nasceu! E agora, o que é que eu faço? Atividade para futuras e recentes mães e pais na Biblioteca dos Coruchéus

Outubro 20, 2015 às 9:01 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Vai nascer… já nasceu! E agora, o que é que eu faço?

Aprendizagem ao longo da vida para Adultos na Biblioteca dos Coruchéus sábados 24 outubro | 7 e 21 de novembro | 5 de dezembro às 15H00

Atividade para futuras e recentes mães e pais

Para futuras e recentes mães e pais, com a colaboração de vários parceiros, Vai nascer… já nasceu! E agora o que é que eu faço? pretende disponibilizar esclarecimentos e ferramentas que permitam as mães e os pais aprender a lidar de forma consciente e tranquila em todo o processo de pré e pós parto.

PROGRAMA

24 de outubro

15h00-16h00

Atelier: “Quartos de Bebés com Feng Shui!” por Sofia Lobo Cera 16h30-17h30

Técnicas de apoio ao relaxamento de futur@s e recentes mães e pais (EFT/Tapping) – Aprendizagem e prática de algumas técnicas simples aplicáveis em situações de maior tensão e stress na pré e recém paternidade. Aplicável a pais e a bebés Cármen Santos (Take Care of You)

7 de novembro

15h00-16h00

“E o pai onde fica?” – O papel do pai no pré e pós-parto pela Dra. Isabel Borges (Wonderfeel) 16h30-17h30 Desmitificação de Mitos da gravidez e pós-parto por Cármen Santos (Take Care of You)

21 de novembro

15h00-16h00

Yoga para Grávidas por Sofia Matinhos (BLX)

16h30-17h30

Parentalidade por Santa Casa da Misericórdia

5 de dezembro

15h00-16h00

Yoga Pós-parto por Sofia Matinhos (BLX)

16h30-17h30

“Tristeza e depressão Pós-parto. Verdades e Mitos” pela Dra. Madalena Resende

– Wonderfeel

Parceiros: Wonderfeel – um novo bem-estar 217 976 539

| info@wonderfeel.pt | http://www.wonderfeel.pt/

Santa Casa da Misericórdia

Santa Casa da Misericórdia | http://www.scml.pt/pt-PT | secretaria-geral@scml.pt | 213235000 |

Take Care of You | wtcy.tcy@gmail.com | 913 698 193 | http://wtcyou.wix.com/takecareofyou

Sofia Lobo Cera | geral@sofialobocera.com | https://www.sofialobocera.com/

Entrada gratuita, mediante inscrição prévia.

Tel. 21 817 20 49

bib.corucheus@cm-lisboa.pt

 

 

13 lições sobre maternidade que o primeiro filho ensina para a mãe

Outubro 7, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://educarparacrescer.abril.com.br de 22 de setembro de 2015.

Reprodução Sex And The City

Elas cometem erros na primeira vez, mas não repetem na segunda, na terceira, na quarta…

Texto Luiza Monteiro, Bebê.com.br

  1. Para ser uma boa mãe, é preciso estar bem por inteira.

Desde a gravidez, a maternidade exige um exercício diário de paciência, confiança, calma… Caso contrário, todas as inseguranças, medos e nervosismos da mãe serão passados, de alguma forma, para o bebê – o que pode prejudicar não só o seu desenvolvimento emocional e social, mas também sua saúde. De acordo com um relatório da Academia Americana de Pediatria, divulgado em 2012, a exposição excessiva da criança a conflitos tende a afetar, entre outras coisas, o seu sistema imunológico, abrindo portas para infecções, por exemplo. Felizmente, muitas mamães aprendem isso com a maturidade e, na segunda gravidez, se fortalecem muito mais!

  1. Não é possível dar conta de tudo.

Não adianta: você não vai conseguir cuidar do bebê, deixar a casa sempre limpa, se dedicar 100% ao trabalho e ainda manter cabelo, pele e unha impecáveis. Pelo menos não dá para fazer tudo isso da melhor forma possível. Daí a importância de estabelecer prioridades e fazer planejamentos. Especialistas indicam que o ideal é criar metas de curto, médio e longo prazo, que incluem desde tarefas do dia a dia até a formação de crianças íntegras.

  1. É normal a criança chorar.

Quando se é mãe de primeira viagem, qualquer lágrima derramada pelo seu filho torna-se um verdadeiro desespero. Depois, você aprende que o choro nada mais é do que a maneira que o bebê tem de manifestar seus desejos, sentimentos e sensações, como cólica, fome e sono.

  1. Palpites alheios nem sempre são bem-vindos.

“Esse menino está muito magro!”, “Nossa, mas você dá esse tipo de comida para o seu filho?”, “Ele deve estar com frio”… Tantas opiniões de avós, amigas e tias deixam qualquer mãe doidinha. Com o segundo filho, não há comentário que seja mais válido do que a sua própria experiência!

  1. Variar o cardápio do bebê é fundamental.

Por mais que essa seja a recomendação do pediatra, muitas mães não aguentam o fato de o filho rejeitar certos alimentos – e até refeições inteiras. E aí, acabam dando apenas o que o bebê gosta. Com isso, aumenta a probabilidade de essa criança se tornar extremamente seletiva para comer. Na segunda experiência como mãe, muitas já sabem: variar o cardápio e as preparações são atitudes fundamentais para que o pequeno seja bom de garfo desde cedo.

  1. A superproteção pode ser prejudicial.

Amor, carinho e proteção são ingredientes essenciais na criação de um filho. Mas, como tudo na vida, é preciso saber dosar! Mães superprotetoras podem acabar criando pessoas inseguras, dependentes e que não têm espaço para desenvolver e mostrar sua personalidade.

7. O bebê não vai usar tantas roupas e sapatos.

É difícil resistir a tantas coisinhas lindas nas vitrines de lojas de bebês. Mas vá com calma! Eles crescem rápido e a chance de não usarem boa parte dos itens do enxoval. Com o segundo filho, dá para aproveitar algumas peças – e, mesmo se não for possível, você já sabe que precisa se controlar!

8. Amamentar não é um bicho de sete cabeças.

É claro que cada filho é diferente um do outro. Às vezes, a amamentação do segundo não é tão tranquila quanto a do primeiro. Mas uma coisa é certa: na segunda experiência como mãe, questões como a melhor posição para dar de mamar e a pega correta não são mais um grande problema.

9. Exagerar na comida durante a gravidez não faz bem.

A fome na gravidez é tanta que fica difícil se controlar. Mas está provado que ganhar muito peso durante a gestação não faz bem nem para a futura mamãe nem para o bebê. Além de facilitar o surgimento de problemas como o diabetes gestacional, estudos mostram que filhos de grávidas obesas estão mais propensos a desenvolver, entre outras coisas, autismo, doenças cardiovasculares e também obesidade.

  1. Crenças populares são verdadeiras balelas.

Beber cerveja preta aumenta a produção de leite materno, azia é sinal de que o bebê é cabeludo, a mudança da lua influencia no parto… São tantas crendices que uma mãe inexperiente pode facilmente acreditar nelas. Mas nada que as vivências da gestação e dos cuidados com o bebê não desmistifiquem por si mesmas.

  1. Tudo tem hora para acontecer durante a gestação.

Por que ainda não estou sentindo enjoos? Quando o bebê deve começar a mexer? Essas são algumas dúvidas que afligem mamães de primeira viagem. Na segunda gestação, essas respostas já estão na ponta da língua!

  1. Cada criança tem seu tempo de desenvolvimento.

Comparar o seu filho com outras crianças é algo que muitas mulheres fazem na primeira vez que são mães. Mas quando novos membros chegam na família, fica claro que isso não está certo – cada indivíduo vai crescer e se desenvolver no seu tempo e à sua maneira.

  1. Na hora de dormir, é importante que a criança tenha o espaço dela.

Nos primeiros meses de vida, muitos pais se preocupam em ver se está tudo bem com o bebê durante a noite e, assim, trazem o pequeno para dormir com eles. O problema é que, não raro, esse hábito se torna um vício e a criança não consegue mais pegar no sono sozinha. Além de isso ser um risco para o bem-estar do neném, o casal também sai perdendo, pois não tem mais tempo nem espaço para momentos a dois.

 

 

 

Todos os recém-nascidos dormem em caixas de papelão, na Finlândia

Julho 16, 2015 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Capturar

 

 

E se cada bebé que chegasse a este mundo recebesse a mesma caixa para começar sua jornada na vida? Hoje em dia você vê todos esses altos preços ridículos das lojas de recém nascidos, berços que custam o olho da cara e roupinhas que servem apenas como símbolo de status. No outro extremo do espectro, vemos mães que mal podem se dar ao luxo de comprar fraldas de pano ou os itens básicos necessários para ques os pequenos venham ao mundo com um pouco de dignidade e cuidados elementares. Na Finlândia eles fazem coisas diferentes.

Não importa de que cor seja, a quantidade de dinheiro que seus pais tenham, ou onde vivem. Cada mulher grávida na Finlândia recebe uma caixa que inclui os seguintes elementos:

Colchão, capa de colchão, lençol, capa de edredom, cobertor e colcha.
A própria caixa em realidade é utilizada como um berço.
Traje para a neve, gorro, luvas isolantes, e botinas.
Vestido e macaquinhos com capuz.
Meias, luvas gorro de lã.
Camisetas, babygrows compridos e leggings em cores e padrões unissex.
Toalha de banho com capuz, uma tesoura de unhas, escova de cabelo, escova de dentes, termômetro de banho, creme troca fraldas, toalha.
Jogos de fraldas de pano e lenços de musselina.
Álbum de fotografias e brinquedos para a dentição.
Sutiãs acolchoados e camisinhas

O melhor de tudo isto? Tudo isto é totalmente grátis. As “caixas de bebê” são fornecidas pelo governo para ajudar a garantir a segurança e bem-estar de todas as crianças recém-nascidas.
Um recente relatório mostrou que as mães finlandesas são as mais felizes do mundo e a caixa de bebê certamente tem algo a ver com isso, já que possibilita que as novas mamães estejam menos estressadas, especialmente nas primeiras semanas pós-parto.

Sabendo que a “caixa de bebê” tem todo o enxoval necessário, podem concentrar toda sua atenção para dar ao recém-nascido o carinho e cuidados que ele precisa. Isso certamente causou um enorme impacto nas mães finlandesas, fazendo com que a caixa tenha se tornado uma tradição.

A taxa de mortalidade de recém-nascidos costumava ser extremamente elevada na Finlândia por volta da década de 1930. De fato, morriam 65 em cada 1.000 bebês. Foi por isso que as autoridades da área de saúde decidiram fazer alterações nos programas sociais para garantir que a segurança e o bem-estar dos recém-nascidos fossem atendidos.
Após a distribuição destes geniais kits de maternidade em 1938 tudo começou a mudar. Hoje a Finlândia tem uma das taxas de mortalidade infantil mais baixas do mundo. Não é à toa que a Fundação Save The Children nomeou a Finlândia como o “O melhor lugar para ser mãe de todo o planeta”

Assim, na Finlândia, ao menos simbolicamente, todos aqueles que chegam ao mundo recebem o mesmo berço, como se desde pronto se ensinasse uma das maiores verdades da existência. A de que, embora cada um seja único, na essência, todos somos iguais. Todos somos um só.

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Fonte: Conti outra

 

Por que é que o país da école maternelle é tão “confortável para se ter filhos”?

Julho 6, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Reportagem do Público

Andreia Sanches (texto, em França), Miguel Manso (fotografia), Vera Moutinho (vídeo) e Joaquim Guerreiro (infografia)

A França é hoje o país mais fértil da União Europeia: quase 2 filhos por mulher. Portugal, país de filhos únicos, não passa dos 1,21. Em 2014, o concelho de Alcoutim registou a mais baixa taxa bruta de natalidade do país e nos últimos 20 anos perdeu 20% da sua população.

Portugal tem o mais baixo índice de fecundidade. A França, que nos anos 1990 tinha visto o número de filhos por mulher baixar, tem hoje o mais alto. De que forma pode o país da école maternelle inspirar Portugal a resolver um dos seus problemas mais estruturais?

Solen Bodilis trabalha em part-time — 80% do horário normal, “o que também significa 80% do salário e 80% das férias”, mas é uma forma de ter as quarta-feiras livres para estar mais tempo com os quatro filhos. A geóloga de 45 anos fez uma escolha bem mais comum em França do que em Portugal: um terço das francesas trabalha a tempo parcial. Nascida na Bretanha, é casada com António Pires da Cruz, um engenheiro mecânico português de 44 anos. Vivem em Rueil-Malmaison, cidade tranquila de 80 mil habitantes, na margem esquerda do Rio Sena, a poucos quilómetros de Paris.

Ao fim da tarde, o centro é invadido por mães e pais com carrinhos de bebé e crianças a andar de bicicleta. Na montra de uma pastelaria, cheia de bolos de cores garridas, há um letreiro que convida a comprar um doce para oferecer no Dia das Mães, que aqui se assinala no último domingo de Maio. Estamos em França, o país com o maior índice de fecundidade da União Europeia. Portugal está no outro extremo: é o menos fértil.

Com uma média de dois filhos por mulher, que se tem mantido estável, a França consegue estar na confortável situação demográfica de ter “a substituição das gerações garantida”, nota Claude Martin, responsável pela cadeira de Protecção Social na Escola de Altos Estudos em Saúde Pública, em Rennes, e director do Centro de Investigação da Acção Política na Europa, que tem sede na Universidade de Rennes 1.

Desde o início da década de 30 do século passado que as políticas de família francesas se baseiam na promoção da natalidade , explica Claude Martin. Mesmo assim, ao longo dos anos de 1970, o país ainda assistiu, como outros europeus, a uma quebra, “com a generalização dos métodos contraceptivos e da ideia de que havia que concentrar energias num número menor de crianças”. Em 1995, o índice de fecundidade atingiu os valores mais baixos: 1,65 filhos por mulher. Depois, algo mudou. E muito: “A recuperação assumiu estes números: de 760 mil nascimentos em 1995, para 808 mil, em 2000, e 833 mil, em 2010.”

França seguiu, portanto, o sentido inverso de Portugal que, em 2013, o último ano para o qual há dados, apresentava um índice de fecundidade de 1,21. O que explica a retoma francesa? Essa é a pergunta difícil, diz Claude Martin. Mas foi essa que fomos fazer a famílias e especialistas no assunto. E mais esta: de que forma pode a França inspirar Portugal a resolver um dos seus problemas mais estruturais?

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Mais tempo com os filhos
Regresso a Solen Bodilis e António Pires da Cruz, em Rueil-Malmaison. Com a família a crescer, o casal trocou um apartamento de 70 metros quadrados, no centro, por uma bem mais espaçosa moradia alugada, com um jardim nas traseiras e um balouço. Recebem-nos com Tiago, 16 anos, Anna, 15, Aël, 9, e Sara, 5 — todos frequentam escolas públicas.
Há uns anos chegaram a ter em casa uma ama, que partilhavam com outra família para que os 1400 euros que ela ganhava não pesassem tanto no orçamento familiar. O Estado ajudava a pagar parte dos encargos sociais da funcionária (Segurança Social, seguros, etc…) e parte do salário dela era deduzível nos impostos.

Solen trabalha numa empresa em Paris, a “40 minutos de comboio se tudo corre bem”, e António faz investigação na área de motores automóveis, num instituto semi-público, a poucos minutos de bicicleta. Organizaram-se com outras famílias para que cada dia da semana seja uma diferente a levar de carro os miúdos mais velhos ao Lycée International de Saint Germain en Laye — todas têm carros onde cabem seis ou sete crianças. Só Aël e Sara não precisam desta boleia, a escola delas é perto de casa.

Esta organização informal entre famílias é comum em França. Outro exemplo: em várias cidades vêem-se sinais de “Pédibus” nas ruas  — são uma espécie de sinal de trânsito, colocado nos passeios, onde a uma hora pré-determinada as crianças se juntam com a certeza de que há um pai ou uma mãe que levará todos para a escola, a pé, em segurança. Lê-se num desses sinais que assim se evita o caos (“e a poluição”) dos carros parados junto aos portões das escolas à hora das entradas e das saídas.

Foi quando Aël nasceu que Solen decidiu trabalhar menos horas por semana. “É um direito em França”, sublinha. Os empregadores não podem recusar, têm de manter o posto de trabalho de quem quer gozar o chamado “complément de libre choix d’activité” (em 96% dos casos mulheres) e o trabalhador pode reduzir o horário, ou até cessar totalmente a actividade, até ao terceiro ano de vida do filho.

A Caisse Nationale des Allocations Familiales (Caf) — o braço familiar da Segurança Social francesa — encarrega-se de pagar ao trabalhador o dito “complément”, uma espécie compensação para minimizar a redução ou a perda de salário.

“Eu recebia 100 e tal euros por mês e foi assim até aos 3 anos da Aël”, conta Solen. “Depois fiquei sem receber algum tempo, mas mantive o part-time. Depois, voltei a receber após o nascimento da Sara, outra vez até aos 3 anos.” Com alguma polémica à mistura, a lei mudou no ano passado e as regras e duração do “complément” encurtaram, mas isso já não afecta Solen.

Findo o período legal desta licença, o empregador pode dizer que não quer que o trabalhador continue a part-time. “Mas isso não aconteceu comigo”, continua. E não acontece com muitas outras mulheres de profissões mais qualificadas que, diz, mesmo estando a 70% ou 80%, acabam por fazer quase o mesmo trabalho que fariam com um horário completo. Às quartas-feiras, quando não vai trabalhar, a geóloga mantém muitas vezes o computador de casa ligado.

No ano passado, 480 mil famílias optaram, após a licença de maternidade , por reduzir ou parar a sua actividade e receberem o “complément”.

 

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 Ler o resto da reportagem e ver o vídeo no link:

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/por-que-e-que-o-pais-da-ecole-maternelle-e-tao-confortavel-para-se-ter-filhos-1699999

 

Quase 25% dos portugueses acreditam que não vão ter filhos

Junho 20, 2015 às 10:34 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 16 de junho de 2015.

João Guilherme

Romana Borja-Santos

Estudo mostra que tanto os homens como as mulheres gostavam, regra geral, de ter filhos antes dos 30. Mas, perante a realidade, os homens estimam ter o primeiro filho aos 34 anos e as mulheres aos 32.

Os portugueses raramente conseguem conjugar os desejos com a realidade no que diz respeito aos planos para a chegada de um primeiro filho. Em média, as mulheres estimam vir a contribuir para a natalidade pela primeira vez aos 32 anos e os homens aos 34, mas se fosse apenas por vontade própria ambos acreditam que é antes dos 30 anos que é a altura ideal para dar este passo – com as mulheres a avançarem com 28,3 anos e os homens com 29,9 anos. Os dados fazem parte do estudo Conhecimento, percepções e atitudes em relação à reprodução assistida da população portuguesa em idade reprodutiva, que indica que quase 25% dos inquiridos acreditam que vão acabar por não ter filhos. O valor aproxima-se dos 30% nas mulheres e desce para pouco mais de 20% nos homens.

No trabalho, feito pela Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução em parceria com a farmacêutica Merck e elaborado pela consultora KeyPoint, o número de filhos desejado também difere dos planos realistas: ambos os sexos gostariam de ter maioritariamente dois filhos, mas os homens esperam ficar-se, em média, pelos 1,4 filhos e o valor das mulheres é ainda mais baixo, de 1,3 filhos. Da amostra de 2400 pessoas entre os 18 e os 45 anos inquiridas presencialmente para o estudo, que será apresentado nesta terça-feira sob a forma de poster no congresso da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, em Lisboa, são raras as pessoas que não querem de todo ter filhos, mas um quarto dos participantes acreditam que vão acabar por não ser pais.

 “Este estudo traz matéria para uma grande reflexão. Num país com tão baixa natalidade é de salientar que as pessoas não encontram condições para realizar de forma plena o desejo de ter filhos”, destacou ao PÚBLICO a presidente da Sociedade Portuguesa da Medicina da Reprodução, Teresa Almeida Santos. O próprio estudo recorda que as mães portuguesas estão a ter em média o primeiro filho com 31 anos e que em 2012 foram feitos em Portugal mais de 5800 novos ciclos dos principais tratamentos para este problema, a fertilização in vitro e de injecção intracitoplasmática de espermatozóides.

Teresa Almeida Santos sublinhou, por isso, outras conclusões, nomeadamente o “grande desconhecimento sobre a infertilidade” que pode atrasar os diagnósticos nos casais, com estimativas que apontam para que 10% tenham problemas que impedem ou dificultam uma gravidez. A especialista considera que é especialmente importante divulgar mais informação sobre o tema quando em que as mulheres começam a tomar a pílula muito cedo e durante vários anos, o que retarda a identificação de algumas doenças. Por outro lado, a ginecologista alerta que é “grave” que “87% dos homens e 77% das mulheres nunca tenham debatido o tema da fertilidade nas suas consultas médicas”. A procura de informação é feita maioritariamente online, em sites de informação médica, seguidos por revistas e jornais.

Para a médica, a divulgação da informação é determinante, até porque 72% dos homens e 76% das mulheres afirmam que alterariam os seus hábitos de vida se tivessem conhecimento de algum problema que afectasse a sua fertilidade. Aliás, se soubessem que tinham dificuldades, 41% dos homens começavam a tentar ser pais mais cedo e o valor sobe para 46% nas mulheres. A disponibilidade para preservar a fertilidade para poder tentar ter um filho mais tarde é encarada como uma possibilidade por mais de 70% dos inquiridos. Esta hipótese é esmagadoramente associada casos de doenças como o cancro, mas para 70% dos inquiridos também é uma alternativa para adiar a parentalidade por opção.

Teresa Almeida Santos alerta também para a persistência de alguns mitos à volta do tema da fertilidade, com 77% dos homens e 85% das mulheres a apontarem, erradamente, que a elevada ansiedade dos casais, por si só, pode impedir uma gravidez. A maioria dos participantes também avança, de forma errada, que o elevado número de parceiros sexuais afecta negativamente a fertilidade tanto em homens como em mulheres. Pelo contrário, só pouco mais de 50% dos inquiridos já sabem que há alguns comportamentos que devem ser evitados para preservar a fertilidade, como os homens utilizarem o telemóvel no bolso e roupa apertada. Também só cerca de 60% dos participantes reconhecem que fumar reduz a fertilidade tanto dos homens como das mulheres.

 

 

 

 

 

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