Deve evitar-se a cama dos pais? – As Perturbações de Sono e Medidas de Educação Parental” – 12 de janeiro

Janeiro 8, 2016 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Ciclo de Conferências de Pedopsiquiatria com Margarida Crujo

“Deve evitar-se a cama dos pais? – As Perturbações de Sono e Medidas de Educação Parental”.

Dia 12 de Janeiro às 19.00 horas, no Restaurante, Piso 7, do El Corte Inglés de Lisboa.

Às vezes achamos que não queremos ouvir! Outras vezes, fingimos que não é connosco! Mas as causas das nossas preocupações podem permanecer e até piorar com o passar do tempo. Mais vale cortarmos o mal pela raiz. As perturbações que podem pôr em causa o desenvolvimento harmonioso das crianças têm nome e têm tratamento. Venha saber mais sobre elas, conheça estratégias de intervenção, coloque as suas dúvidas, e perceba qual a melhor forma de ajudar o seu filho ou educando.

Margarida Crujo nasceu em Évora há 33 anos. Oriunda de uma família tradicionalmente ligada à saúde, cresceu e viveu em Estremoz até ingressar aos 18 anos na Faculdade de Medicina de Lisboa. Licenciou-se em Medicina e, cativada pelas ciências, pelas relações humanas e pela poesia, sintetizou estes três mundos e fez a especialidade em Psiquiatria da Infância e Adolescência. Mãe entusiasta de dois filhos. É autora e co-autora de trabalhos científicos apresentados em congressos nacionais e internacionais na área de Pedopsiquiatria e dedica-se diariamente à prática clínica, a sua maior motivação.

Inscrições disponíveis no Ponto de Informação, no Piso 0, do El Corte Inglés de Lisboa ou através do e-mail relacoespublicas@elcorteingles.pt

 

A depressão na infância e na adolescência

Novembro 19, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://crescer.sapo.pt/

Hoje em dia sabemos que as perturbações depressivas são transversais a qualquer faixa etária

Já longe seguem os tempos em que se acreditava que os quadros depressivos dos adolescentes mais não eram que “crises da idade”, ou que as crianças não eram capazes de os experienciar por terem dificuldade em expressar os seus afetos, ou até que os bebés eram seres ainda demasiado “rudimentares” para se deprimirem! Hoje em dia sabemos que as perturbações depressivas são transversais a qualquer faixa etária. Estima-se que a sua prevalência seja de 1-2% em idade pré-pubertária, idêntica para as meninas e os meninos, e 3-8% se nos referirmos à adolescência, sendo nesta faixa etária duas a três vezes superior nas raparigas.

No entanto, ter-se uma depressão não é dizer-se que se está triste. Ou não é só. E pode ter-se a doença, inclusivamente, sem uma sensação de tristeza! Se na adolescência o quadro clínico assume contornos mais parecidos com a depressão no adulto, na criança, uma queixa de irritabilidade ao invés da tristeza pode ser muito característico. De notar que não são apenas as queixas verbalizadas que se tomam em consideração na avaliação das perturbações depressivas em Pedopsiquiatria; a observação do comportamento é também determinante!

Existem fatores — individuais, familiares, sociais — que podem conduzir à predisposição para a patologia; exemplificando aleatoriamente, destacam-se a dificuldade de adaptação face a mudanças, a dificuldade na socialização, a vivência de situações de vida eventualmente traumáticas, entre outros.
A que sinais devemos prestar atenção quando suspeitamos da necessidade de uma avaliação clínica? Alterações no funcionamento normal da criança podem colocar-nos na senda para tal: falta de prazer em brincar ou jogar, diminuição do rendimento escolar, dificuldades de concentração, isolamento social, cansaço mais acentuado, grande irritabilidade, alterações no sono ou no apetite — a descrição continuaria vasta.

A intervenção terapêutica pedopsiquiátrica, principalmente em idades precoces e, contrariamente ao que muitos dos pais podem inicialmente pensar, NÃO tem que passar pela prescrição de medicação. A psicoterapia e a intervenção familiar podem ser imprescindíveis. No entanto, cada criança e cada adolescente são únicos, pelo que a avaliação por um especialista é imprescindível e a intervenção, necessariamente, personalizada. A depressão não é um fim; há que estar atentos para que possa ser gerida e tratada o mais atempadamente possível. Quando os caminhos se entortam, cabe-nos devolver as nossas crianças aos dias de riso e esperança! Afinal, elas são o que seremos.

Margarida Crujo

Pedopsiquiatra

margarida.crujo@pin.com.pt

PIN – Progresso Infantil

 


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