Presidente da República pede atenção para as crianças em situação de pobreza

Novembro 27, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 20 de novembro de 2019.

O Presidente da República defendeu esta quarta-feira que é preciso “acelerar passo” na proteção dos direitos das crianças e pediu a atenção da sociedade como um todo para as que ainda estão em situação ou risco de pobreza

Numa cerimónia de comemoração dos 30 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança, no Museu de Marinha, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que este “tem de ser um desafio nacional de todos os dias”.

Segundo o chefe de Estado, “tem de ser a sociedade a exigir mais, a chamar a atenção para este problema” e a questionar “por que é que há aquela bolsa de pobreza de crianças” ou “por que é que ali funciona e ali funciona mal”.

Logo no início da sua intervenção, o Presidente da República saudou a “estratégia que é posta hoje em debate público” sobre os direitos da criança por parte do Governo, congratulando-se também com “a criação de um conselho em que as pessoas que percebem destas matérias vão ser ouvidas pelo menos duas vezes por ano”.

“Fico muito feliz com esta estratégia nacional, que significa uma visão de conjunto e haver programas muito bem definidos sobre o que se vai fazer para os próximos anos, que ela seja discutida e aprovada”, acrescentou.

Ao longo de cerca de 20 minutos, Marcelo Rebelo de Sousa recuou aos anos 50 do século passado, quando a sua mãe trabalhava como assistente social no Casal Ventoso, em Lisboa, para lembrar como “as crianças eram destratadas, maltratadas, esquecidas em Portugal”, que hoje já “não é o mesmo país”.

“Era impressionante ver o que era a vida das crianças em Portugal e em Lisboa há 60 e tal anos, os que não tinham nascido do lado da vida com sol, tinham nascido do lado da sombra: era pobreza, era não ter as mínimas condições de saúde, era não ir à escola”, relatou, perante uma assistência composta por crianças e jovens.

O Presidente da República considerou que a Convenção sobre os Direitos da Criança adotada em novembro de 1989 pelas Nações Unidas “foi um sucesso” que provocou mudanças legislativas, mudanças de formação e de mentalidades sobre a necessidade de “proteção reforçada” das crianças.

No entanto, realçou que ainda “há crianças em zonas de pobreza e de risco de pobreza” e que “há diferenças entre aquelas que vão à escola e as que não vão à escola”.

“Isto é para nos lembrarmos como demorámos tempo de mais a enfrentar, a ter a noção da importância do problema. E como é importante agora acelerar passo”, concluiu.

Marcelo Rebelo de Sousa assinalou os 30 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança também com uma mensagem no portal da Presidência da República na Internet, referindo que Portugal ratificou este tratado em 1990 e que “em três décadas muito mudou”, mas os seus princípios orientadores “permanecem atuais”.

“Fenómenos emergentes como as alterações climáticas exigem posturas que reflitam o reconhecimento que Portugal deu à convenção. 30 anos depois são as crianças que nos pedem um novo olhar sobre o mundo. Um olhar responsável, um olhar que permita satisfazer necessidades presentes, sem comprometer gerações futuras”, escreveu.

Nesta mensagem, o Presidente da República “saúda todas as crianças” e manifesta o seu “empenho para que as suas vidas tenham sempre a esperança de um futuro digno”, salientando que “Portugal continua obrigado a assegurar a todas as suas crianças o cumprimento dos seus direitos”.

Discurso de Marcelo Rebelo de Sousa na Inauguração da nova sede do IAC

Abril 8, 2019 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
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Discurso do Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa na Inauguração da nova sede do Instituto de Apoio à Criança, Avenida da República, 21 Lisboa. 2 de abril de 2019.

Presidente da República elogia trabalho pioneiro do Instituto de Apoio à Criança

Abril 4, 2019 às 9:00 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 2 de abril de 2019.

Nova sede do IAC foi inaugurada esta terça-feira, na Avenida da República. O edifício da sede foi cedido pela autarquia lisboeta por um período de 50 anos renováveis.

Lusa

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, saudou esta terça-feira o trabalho feito ao longo de 36 anos pelo Instituto de Apoio à Criança (IAC), destacando ter sido pioneiro “numa causa que não existia”.

Em declarações aos jornalistas, no final da inauguração da nova sede do IAC, na Avenida da República, em Lisboa, o chefe de Estado começou por felicitar a sua agora presidente honorária, Manuela Eanes, que lançou o instituto em 1983.

“Durante estes 36 anos, o Instituto apoiou crianças, sobretudo em bairros problemáticos, na Área Metropolitana de Lisboa e fora dela, em condições muito difíceis e com poucos meios e hoje finalmente tem uma sede à altura das necessidades”, salientou.

O Presidente da República destacou o mérito do IAC “em ter percebido primeiro o que hoje toda a gente admite”, que é a necessidade de protecção da criança e dos seus direitos, sobretudo das mais desfavorecidas. “Bem hajam por terem sido pioneiras numa causa que não existia e terem mantido essa luta com determinação, coragem, lucidez e determinação”, enfatizou.

Além de Manuela Eanes, marcou também presença na inauguração o antigo Presidente da República Ramalho Eanes, o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, e, em representação do Governo, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e as secretárias de Estado da Educação e da Inclusão.

A presença do primeiro-ministro estava também prevista, mas uma reunião que se estendeu para lá do previsto na Polícia Judiciária impediu António Costa de comparecer.

A actual presidente do IAC, Dulce Rocha, o provedor da Santana Casa da Misericórdia de Lisboa, Edmundo Martinho, a Procuradora Geral da República, Lucília Gago, e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, foram outras figuras presentes na inauguração da nova sede. O edifício da sede, em pleno coração lisboeta, foi cedido pela autarquia lisboeta por um período de 50 anos, renováveis.

A mudança para a nova sede, na Avenida da República, permitirá uma “maior concentração de serviços”, para dar uma “resposta mais pronta” aos casos de crianças em risco de que o IAC se ocupa, disse na segunda-feira à Lusa a presidente executiva da instituição sem fins lucrativos, Dulce Rocha.

A nova sede vai albergar os serviços jurídico, de relações externas e de actividade lúdica do IAC, o sector de humanização dos serviços de atendimento à criança, o fórum Construir Juntos, o Centro de Estudos, Documentação e Informação sobre a Criança e o Projecto Rua – Em Família para Crescer, embora a intervenção deste último decorra em contexto comunitário. Nas novas instalações vão trabalhar cerca de 40 funcionários.

Fora da nova sede fica o serviço SOS Criança, que vai manter-se nas antigas instalações, na Avenida da Igreja. Dulce Rocha justificou a “impossibilidade de mudar este sector” pelas “limitações de espaço” da nova sede, que funcionará num edifício cedido pela Câmara Municipal de Lisboa.

 

 

Marcelo elogia papel pioneiro do instituto

Abril 3, 2019 às 12:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Correio da Manhã de 3 de abril de 2019.

Instituto de Apoio à Criança inaugura nova sede com Marcelo Rebelo de Sousa a elogiar trabalho pioneiro

Abril 3, 2019 às 9:48 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do Sapo24 de 2 de abril de 2019.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, saudou hoje o trabalho feito ao longo de 36 anos pelo Instituto de Apoio à Criança (IAC), destacando ter sido pioneiro “numa causa que não existia”.

Em declarações aos jornalistas, no final da inauguração da nova sede do IAC, na Avenida da República, em Lisboa, o chefe de Estado começou por felicitar a sua agora presidente honorária, Manuela Eanes, que lançou o instituto em 1983.

“Durante estes 36 anos, o Instituto apoiou crianças, sobretudo em bairros problemáticos, na Área Metropolitana de Lisboa e fora dela, em condições muito difíceis e com poucos meios e hoje finalmente tem uma sede à altura das necessidades”, salientou.

O Presidente da República destacou o mérito do IAC “em ter percebido primeiro o que hoje toda a gente admite”, que é a necessidade de proteção da criança e dos seus direitos, sobretudo das mais desfavorecidas.

“Bem hajam por terem sido pioneiras numa causa que não existia e terem mantido essa luta com determinação, coragem, lucidez e determinação”, enfatizou.

Além de Manuela Eanes, marcou também presença na inauguração o antigo Presidente da República Ramalho Eanes, o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, e, em representação do Governo, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e as secretárias de Estado da Educação e da Inclusão.

 

 

Marcelo elogia Manuela Eanes e critica os líderes que desertificam o horizonte

Junho 2, 2016 às 10:07 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site http://24.sapo.pt/ de 31 de maio de 2016.

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, elogiou hoje Manuela Eanes pelo seu trabalho à frente do Instituto de Apoio à Criança e, a esse propósito, criticou os líderes que desertificam o horizonte.

“O que mais conhecemos, muitas vezes, são líderes que não deixam instituições para além deles, que desertificam o horizonte para além deles. Uma grande líder é aquela que garante a continuidade institucional de um trabalho através de equipas e através da institucionalização”, declarou o chefe de Estado, tendo ao seu lado Manuela Eanes, mulher do ex-Presidente Ramalho Eanes.

Marcelo Rebelo de Sousa falava no encerramento da IX Conferência sobre Crianças Desaparecidas, no auditório do edifício novo da Assembleia da República, organizada pelo Instituto de Apoio à Criança, criado em 1983, do qual Manuela Eanes foi fundadora.

Na sua intervenção, o Presidente da República dirigiu-se em especial a Manuela Eanes, para enaltecer o seu empenho enquanto cidadã no combate pelos direitos das crianças e lhe transmitir a mensagem de que, afinal, “há gratidão na política”, embora possa ser “seletiva” e nem sempre “imediata”.

“A uma distância que os 33 anos já permitem, eu queria dizer-lhe – não é o cidadão, é o Presidente da República – que lhe estamos todos muito gratos, e que não esquecemos”, acrescentou, motivando uma salva de palmas por parte da assistência.

Depois de ouvir Marcelo Rebelo de Sousa afirmar que “as instituições são feitas por mulheres e por homens, não são unidades abstratas, não são desencarnadas”, Manuela Eanes fez questão de ressalvar que trabalhou “com grandes equipas”.

“Mas o facto é que só há grandes equipas quando há grandes líderes. O facto de haver lideranças fortes facilita o haver equipas fortes também”, retorquiu o Presidente da República.

No seu discurso, o chefe de Estado referiu que Manuela Eanes “já tinha, à sua maneira, tido um papel importante na vida do país num momento difícil de transição para o constitucionalismo democrático”, numa alusão ao período em que o seu marido, António Ramalho Eanes, foi Presidente da República, entre 1976 e 1986.

“Mas enquanto cidadã entendeu que deveria iniciar um novo percurso, que não era novo porque tinha correspondido a uma opção de sempre, que eu bem conheço, vocacionalmente, e deu vida a este instituto que dirigiu até há relativamente pouco tempo”, elogiou.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, o Instituto de Apoio à Criança “não é um instituto, é uma grande causa – e hoje é uma causa óbvia, há 33 anos não era”.

Na altura, “não havia quem tivesse uma visão global, e foi o instituto, e foi a doutora Manuela Eanes que veio trazer essa visão global” sobre os direitos das crianças, considerou.

No final desta conferência, o Presidente da República foi questionado pelos jornalistas sobre os dados económicos divulgados hoje, mas não quis prestar declarações sobre esse assunto.

IEL // JPS

Lusa/Fim

 

Marcelo Rebelo de Sousa divulgou livro infantil “Menino como eu” cuja receita integral reverte para o SOS – Criança do IAC

Dezembro 21, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Livros, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Ver os comentários de Marcelo Rebelo de Sousa no Jornal da Noite da TVI do dia 11 de Dezembro de 2011 Aqui (sobre o livro infantil  “Menino como eu” minuto 12.14)

Luísa Lobão Moniz, professora do ensino básico e mestre em Educação Intercultural, escreveu um livro para crianças intitulado “MENINO COMO EU” que Rita Moniz, designer, ilustrou. É editado pela Teodolito.

O título do livro é uma frase dita por uma menina de 8 anos, em 1989, a propósito do seu sofrimento enquanto criança. O menino como eu era um menino maltratado…

Enquanto professora, Luísa Moniz, contactou de perto com crianças e famílias em risco e foi trabalhando com instituições vocacionadas para as apoiar, tendo uma especial admiração pelo IAC (Instituto de Apoio à Criança) e pelo SOS Criança.

Quis os imprevistos da vida que fosse destacada, o ano passado, para o SOS Criança.

Pela sua experiência profissional, aliada à nova experiência no SOS Criança, considerou, juntamente com todos os elementos da equipa, que era urgente dotar as crianças de algum conhecimento sobre a existência de um serviço que as pode orientar antes que o risco aconteça.

O SOS Criança, do Instituto de Apoio à Criança, é já um direito da criança e um dever de todos nós.

Este livro é um gesto de solidariedade com todas as crianças em risco, a receita da venda de “Menino como eu” vai na íntegra para o SOS Criança.

Preço do livro – 9 euros.


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