UNESCO defende redução de custo de manuais escolares

Fevereiro 10, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Notícia do site http://www.dnoticias.pt/ de 19 de janeiro de 2016.

descarregar o documento “Every Child Should Have a Textbook” citado na notícia no link:

http://en.unesco.org/gem-report/every-child-should-have-textbook#sthash.bIfMj7KM.dpbs

RS207539_07AGO058993B

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) defendeu hoje a redução do custo dos manuais escolares para permitir que mais alunos de todo o mundo possam aceder aos livros.

Num relatório intitulado “Every Child Should Have a Textbook” (“Cada criança deve ter um manual escolar”, da autoria do Global Education Monitoring Report (Relatório Mundial de Monitorização da Educação), defende-se que centralizar ao nível nacional o mercado dos livros poderia reduzir em 2,7 euros o preço de cada manual e permitir uma poupança mais de 900 milhões de euros por ano na aquisição de material escolar só na África subsariana.

Um melhor modelo financeiro poderia ajudar a triplicar o número de livros disponíveis para crianças em todo o mundo, contribuindo para a melhoria dos resultados escolares – sobretudo nos países pobres — e podendo aumentar os níveis de literacia entre 05 e 20 por cento.

Um inquérito realizado em escolas primárias de 11 países em desenvolvimento (Argentina, Brasil , Chile , Índia, Malásia , Paraguai, Peru, Filipinas , Sri Lanka , Tunísia e Uruguai) mostrou que, em média, até 20% dos alunos do quarto ano não têm manuais ou devem partilhá-los. Nos Camarões, há apenas um livro de leitura para cada 12 alunos e um de matemática para cada 14 alunos no segundo ano de escolaridade.

O instituto de estatísticas da UNESCO (UIS) concluiu ainda que os governos não estão a investir o suficiente nos manuais, revelando que em 2012, 36 países gastaram menos de 02% do seu orçamento para a educação primária nos materiais escolares, o que, no entender da UNESCO, cria novas barreiras à aprendizagem para os mais pobres.

Por isso, o documento recomenda que, pelo menos, 03 a 05% do orçamento destinado ao ensino básico seja gasto nos manuais, aumentando esse valor para 06 a 08% quando se trata do ensino secundário.

O relatório recomenda que o próximo Global Book Fund, proposto por vários países doadores, aumente os recursos para os manuais escolares e recorra a doações do setor privado, argumentando que isso poderia aumentar o financiamento dos livros na África subsaariana de 549 milhões de dólares para 785 milhões, o que poderia triplicar o número de manuais disponíveis na região.

 

 

 

 

Anúncios

Passa o Livro – Entregue os manuais que já não precisa e recolha os que lhe fazem falta! em Ponte de Sor

Setembro 2, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

passa

Troca do Livro Escolar – ensino básico e secundário, do 1.º ao 12.º ano de escolaridade – CML

Julho 31, 2015 às 9:09 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

troca

A Câmara Municipal de Lisboa está a promover a troca gratuita de livros escolares para o ensino básico e secundário, do 1.º ao 12.º ano de escolaridade.

Os pedidos e reservas de livros podem ser feitos através do emailtroca.livro.escolar@cm-lisboa.pt

ou, presencialmente, no Centro de Documentação do Edifício Central do Município, Campo Grande, n.º 25, 1.º F. O levantamento dos livros deve ser efetuado com um mínimo 24 horas, após a receção do email de confirmação da existência dos manuais pretendidos e cuja lista pode também ser solicitada via e-mail.
Saiba mais em http://bit.ly/1DaPeh8 #lisboa

Livros escolares são gratuitos em muitos países da Europa

Julho 28, 2015 às 10:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Notícia do Público de 25 de julho 2015.

Nelson Garrido

Ao contrário do que acontece em Portugal, na grande maioria dos outros países europeus os manuais escolares são gratuitos para todos os alunos durante a escolaridade obrigatória.

É o que se passa, por exemplo, na Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia, Reino Unido e França, onde os manuais são adquiridos pelos governos, regiões, autarquias ou escolas, e distribuídos depois pelos alunos, que os têm de devolver no final do ano lectivo. O prazo de vigência dos manuais oscila entre os seis e os dez anos.

Esta prática resulta do facto de naqueles países o princípio da obrigatoriedade de frequência escolar ser “entendido como implicando a gratuitidade total dessa frequência, o que inclui todos recursos educativos que a escola entenda necessários”, conforme se resume no último parecer do Conselho Nacional de Educação, datado de 2011, sobre a introdução em Portugal de um sistema de empréstimo de manuais.

“Esta gratuitidade total geralmente toma a forma de empréstimo no caso dos manuais escolares. Embora com modalidades diversas, a tendência é para considerar que a devolução e reutilização dos manuais não só diminui a despesa do Estado como é educativa por ensinar a cuidar dos livros, a partilhá-los com os outros e a evitar o desperdício”, descreve o CNE no seu parecer de 2011, no qual defende que também em Portugal o princípio da gratuitidade da escolaridade obrigatória até aos 18 anos, já consagrada na lei, implique “que a escola não deva exigir o que não possa disponibilizar gratuitamente aos alunos”. 

 

 

 

Centenas de euros em manuais são um “pesadelo” anual para as famílias

Julho 28, 2015 às 9:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

Notícia do Público de 25 de julho de 2015.

grafi

Clara Viana

25/07/2015 – 20:45

É o terceiro ano consecutivo em que há manuais novos obrigatórios por causa da entrada em vigor das metas curriculares.

Um pesadelo. É assim que Joana Quintela descreve esta fase em que, todos os anos, se vê confrontada com os preços dos manuais para os seus sete filhos em idade escolar e em que deita mão a todas as alternativas para aliviar uma factura que facilmente ascende a muitas centenas de euros.

“Guardamos todos os manuais que podemos para passarem de filho para filho, recorremos aos bancos de troca, à família, aos amigos, aos amigos dos amigos, para ver quem tem livros que possam servir, mas muitas vezes não tem sido possível reutilizá-los por causa das mudanças aprovadas pelo Ministério da Educação nos últimos anos”, conta.

É um dilema partilhado por grande parte das famílias com filhos em idade escolar, numa altura em que, para aproveitar o máximo dos descontos propostos pelas editoras, estão a finalizar as encomendas dos manuais em vigor para o ano lectivo de 2015/2016.

Na véspera de falar com o PÚBLICO, Joana Quintela recorreu, precisamente, a um dos maiores bancos de trocas de livros a funcionar em Lisboa, o Dê p’ra troca, da Junta de Freguesia de Belém. Sem grande êxito: “Os manuais para deitar fora, porque já não estão em vigor, são muito mais do que os que estão nas prateleiras para serem reutilizados”.

A partir do 2.º ciclo de escolaridade, o preço dos manuais escolares por aluno ronda em média os 200 euros. No ano passado, quando os filhos de Joana em idade escolar eram seis, a factura em manuais rondou os 700 euros e só não foi bem superior porque conseguiu vários livros usados que ainda podiam ser utilizados. “Todos os anos é esta extorsão”, desabafa.

Dança de manuais

Desde 2006, os manuais passaram a ter um período de vigência de seis anos que, contudo, pode ser reduzido por decisão do Ministério da Educação na sequência da revisão dos programas ou metas curriculares que tenha aprovado. O próximo ano lectivo será, por isso, o terceiro consecutivo com mudanças obrigatória de manuais: em 2015/2016 há novos livros para a maioria das disciplinas do 9.º e 12.º ano; no 10.º também tiveram de ser adoptados novos livros para as disciplinas de Física e Química A, Matemática A, Matemática B e Matemática Aplicada às Ciências Sociais e Português.

“Já recolhemos milhares de manuais, mas a maior parte não é reutilizável por não serem os adoptados para este ano”, confirma Graça Margarido, da associação de pais do agrupamento de escolas Filipa de Lencastre, em Lisboa, responsável pelo banco de troca de livros que está ali a funcionar pelo quarto ano consecutivo.

“O que está em causa, em Portugal, é o incumprimento da Constituição e de várias leis da República”, alerta Henrique Cunha, do movimento Reutilizar, que está a preparar uma queixa para apresentar na Provedoria da Justiça, com vista a pôr termo à “extorsão” anual que é feita às famílias, aqui denunciada por Joana Quintela.

Henrique Cunha lembra que a Constituição apresenta como incumbências do Estado as de “assegurar o ensino básico universal, obrigatório e gratuito” e “estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino”. “Ora, se um aluno é obrigado a ter livros escolares e eles não são grátis, então o ensino não é gratuito!”, contrapõe, precisando que, na opinião do seu movimento, a inversão desta situação “não significa que deva ser o Estado a comprar livros novos todos os anos, para todos os alunos”.

“A criação de um sistema de partilha de livros em cada escola e acessível a todos os alunos – previsto na lei desde 2006 acabaria com este encargo para as famílias sem custos adicionais para o Estado”, defende, lembrando que já por três vezes, em 1989, 2006 e 2011, o Conselho Nacional da Educação, um órgão consultivo do Governo e da Assembleia da República, se pronunciou também no mesmo sentido, sem quaisquer efeitos práticos porque “todos os seus pareceres foram ignorados”.

“Ou seja, há 25 anos que os livros escolares mais não são do que um imposto encapotado sobre as famílias para financiar a indústria livreira perante a passividade cúmplice de todos os parceiros da educação”, denuncia o líder do Reutilizar.

É para tentar acabar com este estado das coisas que o movimento está a apelar aos pais para que apresentem testemunho das situações com que têm sido confrontados, para serem incluídos na queixa que será entregue na Provedoria da Justiça no dia 15 de Setembro. Para o efeito, foi criado, no início de Julho, um evento no Facebook (http://www.reutilizar.org/REUTILIZAR.ORG/REUTILIZAR.html), em que foram apresentadas, até ao momento, “70 denúncias muito relevantes”, a esmagadora maioria das quais apresentadas por mulheres, informa Henrique Cunha.

Sendo a escolaridade obrigatória até aos 18 anos, “o que é estritamente necessário a um bom trabalho de aprendizagem dos alunos deve ser gratuito”, defende, a propósito, e o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Jorge Ascensão, frisando que há ainda mais soluções que podem ser adoptadas de modo a reduzir os encargos das famílias, nomeadamente por via de alterações do sistema fiscal para garantir que as deduções das despesas com a educação sejam mais benéficas para as famílias. “Todos os intervenientes no sector da educação, onde se incluem as editoras, devem ser chamados a debater a situação e a encontrar soluções que garantam, de facto, a gratuitidade do ensino e a equidade entre os alunos”, acrescenta.

Bolsas para carenciados

A partir do ano lectivo 2013/2014, por decisão do Governo, foram também criadas nas escolas bolsas de manuais escolares destinadas aos alunos com Acção Social Escolar, cujas famílias recebiam até então comparticipações anuais do Estado para a aquisição dos manuais escolares. Só têm direito à Acção Social Escolar os agregados familiares com rendimentos mensais iguais ou inferiores ao salário mínimo nacional.

A comparticipação na compra de manuais passou só a ser garantida no caso de não existirem livros disponíveis naquelas bolsas, cuja constituição é da responsabilidade das escolas e que obedecem a princípios diferentes daqueles que norteiam os bancos de trocas de manuais criados por associações de pais, juntas de freguesia e várias outras organizações.

A criação destas bolsas, só para agregados carenciados, foi criticada pela Confap: é uma medida que irá “aprofundar as diferenças entre alunos”, alertou. Também Henrique Cunha considera que, com esta medida, “o sr. ministro da Educação fez uma infeliz associação da reutilização com a pobreza, reforçando a discriminação daqueles que mais deveria proteger”.

No banco de troca de manuais do agrupamento de escolas Filipa de Lencastre, onde os alunos com Acção Social Escolar não representam mais de 8% do total, Graça Margarido tem constatado que não existem barreiras sociais na procura por livros usados. “Toda a gente vem ao banco de livros e muitos pais fazem-no também com intuitos educativos, para reforçar junto dos filhos a importância de reutilizar e reciclar os materiais usados. Não se trata só de procurar poupar dinheiro, mas sim de uma mudança de mentalidades e esse é um dos traços mais interessantes de projectos como este”, diz.

Joana Quintela fala também de educação ambiental, mas para sublinhar o paradoxo de existir tanto “desperdício” de livros por via da adopção de novos manuais: “Nas escolas estão sempre a falar aos alunos da necessidade de reciclar para depois existirem milhares de livros que não podem ser reutilizados. Não se pode dizer que isto seja educativo para as crianças”.

Já Graça Margarido frisa que o resultado dos bancos de trocas “vai sempre para alguma coisa boa”. Exemplos: muitos dos manuais são reencaminhados para países de língua portuguesa e os que não servem para mais nada acabam por ser encaminhados para os bancos alimentares no âmbito da campanha “Papel por Alimentos”, em que por cada tonelada de papel recolhido é doado o equivalente a 100 euros em produtos alimentares básicos.

 

 

 

Procedimentos para a adoção formal e a divulgação da adoção dos manuais escolares

Abril 9, 2014 às 2:11 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

Texto retirado daqui

Publicada pelo Ministério da Educação e Ciência a Portaria que estabelece os procedimentos para a adoção formal e a divulgação da adoção dos manuais escolares a seguir pelos agrupamentos de escolas e pelas escolas não agrupadas e fixa as disciplinas em que os manuais escolares e outros recursos didático-pedagógicos não estão sujeitos ao regime de avaliação e certificação, bem como aquelas em que não há lugar à adoção formal de manuais escolares ou em que esta é meramente facultativa.

 

Portaria n.º 81/2014. D.R. n.º 70, Série I de 2014-04-09

Alunos de duas turmas da escola de Cuba recebem manuais em formato digital

Outubro 1, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Notícia da SIC Notícias de 13 de setembro de 2013.

tablets

Ver a reportagem Aqui

Os alunos de duas turmas de sétimo ano da escola de Cuba, no Alentejo, vão receber na segunda-feira tablets com os manuais escolares. O projeto-piloto engloba 44 alunos que vão receber gratuitamente equipamentos e conteúdos.

 

 

 

 

 

 

Bolsa de Manuais Escolares “Um Sorriso por Um Livro”

Agosto 22, 2013 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

bolsa

Mais informações Aqui

Associação promove permuta de manuais escolares

Agosto 30, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

Notícia do Diário de Notícias de 22 de Agosto de 2012.

por Texto da Agência Lusa, publicado por Joana Capucho

A Associação dos Proprietários da Urbanização Vila D’Este, em Gaia, está a promover a campanha “Livros escolares VIVOS 2012”, uma iniciativa que visa a troca e doação de manuais escolares.

A iniciativa é levada a cabo por sete jovens, entre os 15 e os 25 anos, que participam no Programa de Ocupação dos Tempos Livres que a associação disponibiliza, em parceria com o Instituto Português do Desporto e Juventude.

Em declarações à Lusa, António Moreira, da direção da associação, afirmou que esta é uma iniciativa que existe há já quatro anos e que tem um objetivo didático e pedagógico.

Em 2011, “este programa foi procurado por cerca de 750 pessoas e a instituição permutou 4.843 livros”, explicou.

Em Vila D’Este, o programa de troca de manuais escolares tem várias etapas, sendo que até meados de setembro decorre o período de doação de livros à instituição.

A fase seguinte passa por chamar as pessoas que doaram livros para que levantem os manuais que precisam e só depois é que qualquer um pode recorrer à instituição.

António Moreira referiu, contudo, que “70 por cento dos utentes não fazem qualquer permuta”.

A campanha está a decorrer em três locais de Vila D’Este (rua Vila D’Este número 54, 1.º e 267 B e rua Alfredo Marceneiro, 3), entre as 09:00 e as 13:00 e as 14:00 e as 18:00.

A urbanização de Vila D’Este, construída na década de 80 à margem da autoestrada A1, fica na freguesia de Vilar de Andorinho, em Gaia, e conta com mais de 10 mil habitantes.

 

 

Manuais escolares usados à venda por 99 cêntimos

Agosto 7, 2012 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do Diário de Notícias de 29 de Julho de 2012.

por Sílvia Maia, da agência Lusa

Na internet, há manuais escolares em segunda mão à venda por 99 cêntimos, uma alternativa de poupança para as famílias que chegam a gastar 400 euros com o início das aulas.

Hipermercados, cadeias livreiras e até papelarias de bairro já começaram as campanhas promocionais de livros e material escolar. Mas, para muitas pessoas, a poupança faz-se sem sair de casa.

No site “leilões.net” há milhares de livros usados à venda. No total são quase 200 anúncios e alguns oferecem manuais a 99 cêntimos.

O “venderlivros” tem mais de 200 ofertas e no site “OLX” estão quase mil anúncios. Nos últimos dias, as propostas on-line dispararam: na quinta-feira, por exemplo, foram colocados mais de 60 novos anúncios no OLX.

No início da semana, Maria Cristina Carvalho, de Vila Franca de Xira, foi uma das utilizadoras que pôs um anúncio no OXL: vende 52 manuais do 1º ao 8º ano. Maria tem esperança no negócio, apesar de reconhecer que a sua oferta é “apenas uma entre milhares”.

Caso tenha sucesso, o dinheiro será usado para comprar livros dos dois filhos: “Um vai para o 7º e outro para o 9º. São cerca de 400 euros, só em livros”, contou à Lusa.

Na internet há milhares de livros a preços de saldo e há quem consiga poupar mais de 100 euros.

Carla Rocha, de Setúbal, usa este sistema desde que o filho entrou para o 6º ano.

“Nos dois primeiros anos poupei dois terços do valor que teria de gastar se comprasse novos”, conta à Lusa. Em 2011, “ano mais fraco do negócio”, economizou 80 euros e os manuais estavam todos em “bom estado”.

No entanto, ainda são poucos os que recorrem a esta opção e não é nas mochilas das crianças mais carenciadas que andam os materiais em segunda mão.

“Os alunos do escalão A recebem os livros gratuitamente e os do escalão B têm de apresentar as faturas para receberem apoio escolar social. Os outros alunos é que usam livros usados, mas não são muitos”, garante a professora da escola primária da Trafaria, Carla Gonçalves.

Maria Carvalho ficou desempregada e este ano tem direito a apoio escolar, por isso não deverá comprar livros usados: “É preciso entregar fatura para receber o apoio e na net ninguém a passa”, desabafa. No entanto, “se encontrar os livros todos por 150 euros nem penso duas vezes”.

É que quem recebe apoio social tem de avançar primeiro com o dinheiro e só depois é ressarcido. Só os mais carenciados recebem os livros gratuitamente.

É o caso da neta de João D. (nome fictício). A menina, de oito anos, beneficia desde o 1º ano do apoio social escolar, mas muitas vezes começa as aulas sem ter todo o material.

“Os livros vão chegando a conta-gotas”, lamenta o avó, explicando que a neta “já está habituada a esta situação, que ultrapassa muitas vezes com recurso a fichas e aos livros do colega do lado”.

Entretanto, no ano passado surgiu um novo movimento de troca de livros: o “Banco do Livro Escolar — Troca Gratuita de Livros Escolares”. Tem uma página no Facebook com 10 mil amigos e 60 bancos de recolha e troca gratuita de manuais espalhados pelo país.

De acordo com um levantamento feito pela Lusa, em média, uma família com uma criança no ensino básico gasta cerca de 50 euros. Já no 2º ciclo, o valor sobe para 100 e no 3º ciclo a fatura dos manuais escolares pode chegar aos 300 euros.

A venda e compra de livros usados online também acontece no ensino superior. Na net há quem venda “todos os livros do curso de Direito” a metade do preço e garanta que estão “como novos”.

« Página anteriorPágina seguinte »


Entries e comentários feeds.