Governo autoriza alargamento das aulas de Mandarim em escolas de S. João da Madeira

Setembro 16, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da SIC Notícias de 5 de setembro de 2013.

SIC Notícias

O Ministério da Educação autorizou a continuidade das aulas de Mandarim nas escolas do 1. Ciclo de S. João da Madeira, onde os resultados do projeto-piloto envolvendo 300 alunos justificam agora o alargamento da experiência a mais 300 crianças.

Tendo arrancado em janeiro de 2013 apenas nas turmas do 3. ano de escolaridade,  o programa propunha-se familiarizar o público infantil com uma língua cujo  domínio é apontado como “uma vantagem competitiva” em contactos comerciais  internacionais. A estratégia pretende assegurar que, no prazo de 10 a 15  anos, as empresas do concelho possam recrutar localmente os jovens que,  fluentes em Mandarim, facilitarão as negociações com o grande mercado da  China.

Citando um despacho do secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário,  a Direção Regional de Educação do Norte anuncia que “é dada continuidade  ao projeto no próximo ano letivo  de 2013/2014”.

A informação é acompanhada pelo relatório final de avaliação do projeto-piloto,  que, com base na monitorização de aulas e na auscultação de professores  e encarregados de educação, declara que do ensino experimental de Mandarim  “ressalta a mais-valia que o projeto representa para os alunos” – pelo que  se reconhecem as potencialidades dessa “primeira abordagem à aprendizagem  do Chinês”.

Considerando que a mesma equipa técnica antecipa “a recompensa que pode  advir da compreensão de uma das línguas mais faladas do mundo”, a secretaria  de Estado autoriza assim o alargamento do programa ao 4. ano de escolaridade,  propondo, aliás, o seu aprofundamento em termos de articulação, supervisão  e acompanhamento, no universo global dos 600 alunos que vão lecionar a língua.

Para Ricardo Figueiredo, presidente da Câmara Municipal de S. João da  Madeira, a lição a retirar da primeira etapa do projeto é que “as crianças  que aprendem Mandarim aprendem em simultâneo a ver mais longe”.

Defendendo que a competitividade do concelho no contexto da economia  global está dependente de “fatores diferenciadores como a inovação e a criatividade”,  o autarca enquadra o estudo do Mandarim na política de desenvolvimento local,  apostada no reforço da vocação exportadora do município.

“O conhecimento da língua e, sobretudo, da cultura chinesas colocarão  S. João da Madeira numa situação privilegiada para estabelecer laços económicos  com este novo mundo a Oriente”, declara Ricardo Figueiredo à Lusa. “Isso  abrirá aos são-joanenses imensas oportunidades que nos irão surpreender  no futuro, por estarem até muito para além daquelas que hoje conseguimos  perspetivar”.

 

Crianças de Bragança estão a aprender mandarim

Maio 11, 2013 às 3:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 9 de Maio de 2013.

chinesa

LUSA

O último toque do dia na escola foi hoje sinónimo de uma nova aventura para algumas crianças de Bragança que, depois das habituais aulas, regressaram à sala para aprender mandarim.

O ensino da língua chinesa arrancou nesta quarta-feira a título experimental no Centro Escolar de Santa Maria com uma turma do primeiro ciclo que até ao final do ano lectivo vai ter apenas “três ou quatro aulas” de preparação para alargar a iniciativa a outras turmas, em Setembro, como explicou a vereadora da Educação da Câmara de Bragança, Fátima Fernandes.

O desafio foi lançado pelo Instituto Politécnico de Bragança (IPB), que nos últimos anos tem oferecido cursos de mandarim no âmbito de uma parceria com universidades chinesas e que impulsionou a criação de um Centro de Língua e Cultura Chinesas naquela instituição.

A professora Guo Can, da Universidade de Pequim em Zuhai, que se encontra em Portugal no âmbito desta cooperação, é quem vai dar as aulas aos mais novos, apoiada na tradução para português por duas jovens estudantes chinesas que passaram este ano lectivo no politécnico de Bragança a aprender a língua portuguesa.

O primeiro contacto dos mais novos com os caracteres e a pronúncia chineses surgiu nas típicas folhas de papel de apresentação colocadas em frente de cada um, nas mesas da sala de aula, com o nome escrito em mandarim, de um lado, e a forma de o pronunciarem, do outro.

Às primeiras indicações da professora, a turma repetiu os sons correspondentes a palavras simples do quotidiano como cumprimentos ou os nomes de Portugal e da China.

“Vai custar” a aprender, antecipa o pequeno Luís, a quem parecem “estranhos” os símbolos da língua chinesa, “os escritos” mais antigos do mundo, como explicou a professora,

Mais entusiasmada estava Adriana que vê nesta iniciativa “uma oportunidade única para aprender chinês”, enquanto Leonor quer ganhar algum conhecimento porque espera um dia ir à China para o poder utilizar.

No próximo ano lectivo, as aulas de mandarim serão alargadas a duas turmas em cada um dos três agrupamentos de escolas de Bragança, em regime opcional para os alunos e a funcionar depois das aulas regulares e das actividades extra-curriculares.

O Instituto Politécnico de Bragança concretiza assim uma intenção anunciada pelo presidente, Sobrinho Teixeira, que pretende também alargar os cursos livres de mandarim a empresários transmontanos.

O IPB tem parcerias com duas universidades chinesas, a de Pequim e Cantão, no âmbito das quais acolhe cerca de 30 estudantes chineses para aprenderem português e ensina mandarim a perto de uma centena de estudantes português.

O intercâmbio envolve alunos e docentes e um professor do politécnico de Bragança faz parte do corpo docente que ensina português a cerca de 500 alunos na universidade de Zuhai, no sul da China, junto a Macau, que integra a universidade de Pequim.


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