Subnutrição afecta 12,5% da população mundial e supera “de longe” obesidade

Junho 11, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do Público de 4 de Junho de 2013.

O relatório mencionado na notícia é o seguinte:

The State of Food and Agriculture 2013 : Food systems for better nutrition

reuters

 

LUSA

Relatório das Nações Unidas diz que subnutrição continua a ser o principal problema.

O custo social do excesso de peso e da obesidade quase duplicou nos últimos 20 anos, mas a subnutrição ainda é o principal problema, afectando 12,5% da população mundial, alerta a Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO).

Apresentado em Roma, o relatório anual da FAO conclui que 12,5% da população mundial ingere calorias a menos, o que representa apenas uma fracção do peso global da malnutrição, que inclui a subnutrição, as deficiências de micronutrientes e o excesso de peso e obesidade.

A FAO estima que 26% das crianças do mundo tenham baixo peso, que 2.000 milhões de pessoas sofram de deficiências de um ou mais micronutrientes e que 1,4 mil milhões de pessoas tenham excesso de peso, 500 milhões dos quais são obesos.

“Os custos sociais e económicos da malnutrição são imoralmente altos, atingindo talvez 3,5 biliões de dólares por ano, ou 500 dólares por pessoa globalmente”, alerta o director-geral da FAO, José Graziano da Silva, no prefácio do relatório.

Aquele valor equivale a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) global, acrescenta o relatório.

Embora o custo social da subnutrição materna e infantil tenha diminuído para quase metade nas últimas duas décadas, enquanto o excesso de peso e a obesidade quase duplicaram no mesmo período, o primeiro mantém-se “de longe o maior problema”, refere o relatório da FAO.

Com efeito, o custo social da subnutrição materna e infantil é quase o dobro do custo do excesso de peso e obesidade nos adultos, informa o documento.

No futuro imediato, argumenta a agência, a prioridade para a comunidade global deve continuar a ser a subnutrição e as deficiências de micronutrientes.

“O desafio para a comunidade global é, portanto, continuar a combater a fome e a subnutrição enquanto se previne ou inverte a emergente obesidade”, escreve Graziano da Silva.

Embora o desafio seja grande, o retorno do investimento neste objectivo seria elevado, pode ler-se no relatório da FAO, segundo o qual reduzir as deficiências micro nutricionais das crianças resultaria em mais saúde, menos mortalidade infantil e mais rendimentos futuros, com um rácio de custo-benefício de quase um para 13.

No seu relatório, a FAO defende que a malnutrição requer uma abordagem multissetorial, com intervenções nos sistemas alimentares, mas também na saúde pública e na educação.

Argumenta que há, nos sistemas alimentares, muitas oportunidades de intervir para melhorar as dietas e a nutrição, mas resultados positivos dependem de um conjunto de medidas, em todos os aspectos do sistema alimentar e qualquer intervenção isolada terá poucas probabilidades de ter impacto significativo.

“Os sistemas alimentares devem garantir que todas as pessoas têm acesso a um leque variado de alimentos nutritivos e ao conhecimento e à informação de que precisam para fazerem opções saudáveis”, escreve Graziano da Silva no prefácio.

Para o director-geral da FAO, os contributos da alimentação e da agricultura para a nutrição – através da produção, dos preços e dos rendimentos – são fundamentais, mas “os sistemas alimentares como um todo podem contribuir muito mais”.

Malnutrição mata 3,1 milhões de crianças por ano

Junho 11, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , ,

Notícia do Diário de Notícias de 6 de Junho de 2013.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Maternal and child undernutrition and overweight in low-income and middle-income countries

por Lusa, texto publicado por Sofia Fonseca

A malnutrição é responsável pela morte de 3,1 milhões de crianças por ano, revela um estudo hoje publicado na revista ‘The Lancet’, segundo o qual os problemas nutricionais estão por detrás de 45% de toda a mortalidade infantil.

Liderado por Robert Black, da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, em Baltimore, EUA, o estudo resulta de uma análise exaustiva das diferentes causas e consequências da malnutrição, incluindo a baixa estatura para a idade, o baixo peso para a altura e o baixo peso para a idade, os quais resultam num maior risco de morte e doença para as grávidas e as crianças.

Embora a prevalência de baixa estatura esteja a diminuir há 20 anos, as taxas não estão a cair a um ritmo que permita cumprir as metas estabelecidas no ano passado na Assembleia Mundial de Saúde, que previam uma quebra de 40% no número de crianças com baixa estatura até 2025.

Os autores estimam que pelo menos 165 milhões de crianças em todo o mundo sofressem de raquitismo (baixa estatura para a idade) em 2011.

No mesmo ano, pelo menos 50 milhões de crianças sofriam de desnutrição (baixo peso para a altura) e 100 milhões tinham baixo peso para a idade.

Mais de 90% destas crianças estavam na Ásia ou em África, sendo esta última a única região do mundo onde o número de crianças com raquitismo aumentou na última década.

Numa série especial dedicada à nutrição materna e infantil hoje publicada na ‘The Lancet’, os autores recordam que a subnutrição não afeta apenas as hipóteses de sobrevivência e as medidas das crianças, mas também tem efeitos negativos no seu desenvolvimento, com consequências no desempenho escolar e na suscetibilidade a doenças infeciosas, entre outras.

Num outro artigo incluído nesta edição especial, os autores apresentam 10 intervenções que, juntas, poderiam salvar 900.000 vidas de crianças por ano, com um custo estimado de 9,6 mil milhões de dólares.

Os autores sublinham que mais de metade deste custo seria suportado pela Índia e pela Indonésia, que têm recursos suficientes para suportar a luta contra a malnutrição, pelo que, retirados os contributos dos restantes países afetados, restaria aos doadores externos contribuir com três a quatro mil milhões de dólares, menos do que o que a Coca-Cola e a McDonald’s juntas gastam num ano em publicidade.

O resultado, estimam os autores, seria salvar quase um milhão de vidas, mas também uma redução de 20% na prevalência de crianças com raquitismo em crianças com menos de cinco anos e melhorias nas perspetivas de 33 milhões de crianças em todo o mundo.

Entre as dez intervenções apontadas pelos investigadores estão o fornecimento de ácido fólico, cálcio e suplementos nutricionais a mulheres grávidas; a promoção da amamentação e de alimentos complementares às crianças quando necessário; o fornecimento de suplementos de vitamina A e zinco a crianças até cinco anos, bem como a utilização de estratégias comprovadas para tratar a malnutrição moderada a severa nas crianças.

“As nossas estimativas conservadoras mostram que com um investimento num pequeno número de intervenções comprovadas, podemos salvar a vida de 900.000 crianças e melhorar as perspetivas de vida de milhões de outras. Os benefícios potenciais para os países afetados em termos de aumento da produtividade e redução dos gastos com saúde são substanciais e o investimento necessário estaria inteiramente dentro das capacidades dos países e doadores que querem salvar crianças e melhorar o seu futuro”, escreveu Zulfiqar Bhutta, o autor principal do estudo.

Food for Thought : tackling child malnutrition to unlock potential and boost prosperity – Relatório da Save the Children

Junho 7, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , ,

food

Descarregar o relatório Aqui

infografia

 

Um quarto das crianças do mundo falha na escola por sofrer de malnutrição

Junho 7, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Notícia do Público de 28 de Maio de 2013.

estudo

Relatório da organização internacional Save the Children aponta danos irreversíveis para o desenvolvimento infantil.

Um quarto das crianças do mundo têm o seu desempenho escolar em risco por causa de malnutrição, denunciou hoje a organização internacional Save the Children, que apresentou um relatório sobre o impacto negativo de uma dieta deficiente na aprendizagem infantil.

No seu relatório Food for Thought, divulgado nesta terça-feira, a Save the Children aponta para os “danos irreversíveis” da malnutrição crónica em milhões de crianças de países em desenvolvimento, que não só faz o risco de morte infantil disparar, bem como põe em causa a sua aprendizagem – e o seu acesso a um emprego mais qualificado e uma vida melhor por efeito da educação.

Um estudo levado a cabo com mais de 7300 crianças, na Etiópia, Índia, Vietname e Peru, demonstrou que as crianças mal alimentadas tinham maiores dificuldades para aprender a ler e escrever. Aos oito anos de idade, 19% das crianças subnutridas exibiam uma maior propensão para se enganar na leitura de frases simples como, por exemplo, “o sol está quente”; 12,5% revelavam maior tendência para o erro na escrita e 7% tinham um desempenho pior na execução de operações simples de aritmética do que os colegas sem défices nutricionais.

O relatório cita, por exemplo, um menino de 12 anos da Etiópia, Shambel, que diz que “as crianças que tomam pequeno-almoço antes de vir para a escola aprendem bem a lição, mas para mim é mais difícil porque não como o suficiente”. De acordo com estimativas avançadas pela Save the Children, uma em cada quatro crianças do mundo sofrem de atrofia ou tem o seu desenvolvimento tolhido por deficiências na alimentação.

Os danos da malnutrição infantil não são apenas físicos. “Nos países em desenvolvimento, a subnutrição é um dos factores que explica a crise de iliteracia”, alertou a directora executiva da Save the Children International, Jasmine Whitbread, na apresentação do relatório. “São milhões de crianças, um quarto da população infantil, que tem o seu desenvolvimento cognitivo e educativo em risco”, sublinha, referindo que o estudo mostra, também, que as crianças mal alimentadas ganham em média menos 20% quando chegam à idade adulta.

“As conclusões deste relatório confirmam os nossos piores receios: de que a malnutrição prejudica irreversivelmente as hipóteses de futuro de uma criança mesmo antes de ela pôr os pés numa sala de aula. É verdade que foram feitos enormes progressos no combate à mortalidade infantil, mas o facto de 25% das crianças do mundo terem à partida o seu desempenho escolar comprometido tem graves consequências em termos dos esforços para pôr fim à pobreza global”, referiu.

As consequências económicas da malnutrição infantil em termos de crescimento económico podem ascender aos 125 mil milhões de dólares em 2030, projecta a Save the Children.

Desde 1999, o número de crianças que passou a frequentar o ensino básico aumentou em mais de 40 milhões. “Mas isso não resolve a crise global na educação, uma vez que, por causa das carências alimentares, temos 130 milhões de crianças na escola sem conseguir aprender. Ou seja, continuam sem ter as competências básicas e, por isso, sem ter a oportunidade de cumprir o seu potencial e levar uma vida produtiva”, lamenta.

A apresentação do relatório da Save The Children coincide com a realização de uma cimeira dos líderes do G8 (grupo dos oito países mais industrializados do mundo), na Irlanda do Norte, nos dias 17 e 18 de Junho. Aproveitando o “embalo”, o Governo britânico organiza uma sessão especial dedicada às questões da alimentação, no início de Junho, em Londres: a organização de defesa das crianças apelou aos seus participantes para incluir o combate à malnutrição infantil na sua lista de prioridades.

“Pedimos aos líderes mundiais que usem esta oportunidade para se comprometer com medidas que permitam acabar com o flagelo da malnutrição. O aumento no financiamento dos programas de nutrição dos países mais afectados por este problema pode transformar a vida de milhões de crianças”, frisou Whitbread.

Um grupo de escritores de livros infantis do Reino Unido – entre os quais o criador do urso Paddington, Michael Bond, e a autora da popular série The Gruffalo, Julia Donaldson – associou-se ao apelo da Save the Children, e lançou uma campanha de sensibilização da opinião pública e dos governos internacionais.

“O impacto da malnutrição infantil pode ser devastador e não deve ser subestimado. Este é um flagelo que impede as crianças de desenvolver os seus corpos e os seus espíritos. É uma fome global de literacia”, considerou Julia Donaldson.

 

Relatório da Save the Children UK sobre fome e malnutrição infantil

Fevereiro 24, 2012 às 6:00 am | Publicado em Divulgação, Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Descarregar o relatório Aqui

A Life Free from Hunger: Tackling child malnutrition

What are the causes of malnutrition, the solutions, and the politics? This report sets out six steps to tackle the crisis.

The world has enough food for everyone, but millions of children face a life sentence of hunger and malnutrition – the hidden reason so many die.

This report analyses the causes of malnutrition, focusing on chronic malnutrition and stunting in children. It identifies solutions that are proven to be effective:

  • direct interventions, such as exclusive breastfeeding, micronutrient supplementation and fortification
  • indirect interventions, such as introducing social protection programmes, and adapting agricultural production to meet the nutritional needs of children.

Crucially, this report then examines the political factors that contribute to the global burden of hunger and malnutrition.

Action must be taken now to prevent the crisis deteriorating and even more children suffering the life-long consequences. This report recommends how governments, multilateral agencies, business and individuals can play their part in tackling the problem – and help give every child a life free from hunger.

Comem pouco e comem mal: a malnutrição mata 300 crianças por hora em todo o mundo

Fevereiro 23, 2012 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia do Público de 16 de Fevereiro de 2012.

« Página anterior


Entries e comentários feeds.