OMS: consequências da Covid-19 podem levar à morte de 10 mil crianças por mês

Agosto 7, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 30 de julho de 2020.

Informação consta de estudo científico e foi comentada pelo chefe da Organização Mundial da Saúde; Tedro Ghebreysus lembrou que quatro agências da ONU pediram US$ 2,4 bilhões para proteger as crianças; especialistas em nutrição afirmam que crise econômica, restrições comerciais e fechamento de escolas têm efeitos “arrasadores” para os menores.

A pandemia poderá causar a morte de mais de 10 mil crianças, por mês, em todo o mundo, ainda este ano. A conclusão é de um novo estudo publicado na revista cientifica The Lancet.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, Tedros Ghebreyesus, disseque o estudo foi realizado pelos maiores especialistas mundiais em nutrição.

Crianças

Tedros contou que “alimentos, serviços sociais e sistemas econômicos foram prejudicados pela pandemia.” Além disso, fechamento de escolas, restrições comerciais e bloqueios de países estão sendo arrasadores para comunidades que já enfrentavam dificuldades.

O chefe da agência afirmou, no entanto, que essa “é uma tragédia que pode ser evitada.”

A OMS está fazendo um apelo junto com o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, a Organização da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO, e o Programa Mundial de Alimentos, PMA. As quatro agências estão pedindo US$ 2,4 bilhões para proteger essas crianças.

Para Tedros, a comunidade global “deve agir agora para evitar as consequências arrasadoras da fome e da desnutrição a longo prazo.”

Iniciativas

O diretor-geral da OMS também fez uma atualização sobre os esforços para acelerar o desenvolvimento e a distribuição de vacinas, diagnósticos e tratamentos, usando a ferramenta Acelerador ACT, que lançada em abril.

Desde o lançamento, a OMS focou em três áreas principais: áreas técnicas para desenvolver produtos de saúde, financiamento inicial e garantia de um acesso equitativo e distribuição eficaz.

Até esta quinta-feira, mais de 16,8 milhões de casos de Covid-19 foram relatados à OMS em todo o mundo. Mais de 662 mil pessoas perderam a vida.

Grandes epidemias

Metade de todos os casos está nos três principais países com o maior número de casos: Estados Unidos, Brasil e Índia. Metade de todas as mortes se concentra nos quatro países mais afetados pela Covid-19: Estados Unidos, Brasil, Índia e Rússia.

Tedros disse que “embora esta seja uma pandemia global, nem todas as nações estão enfrentando grandes surtos não controlados.”

Ele lembrou que as medidas para salvar vidas permanecem as mesmas. Onde elas são praticadas, os casos diminuem.

O chefe da agência também deixou uma mensagem para os Estados-membros que enfrentam grandes epidemias, dizendo que “nunca é tarde demais.” Segundo ele, “até grandes epidemias podem ser revertidas.”

Neste 30 de julho, a OMS marca seis meses da declaração da Covid-19 como uma “emergência de saúde pública internacional.”

Para Tedros, a crise “está mostrando que a saúde não é uma recompensa pelo desenvolvimento, mas sim a base da estabilidade social, econômica e política.”

mais informações na notícia The Lancet:

Child malnutrition and COVID-19: the time to act is now

Menino de um ano morre devido a dieta crua. Pais vegan acusados de homicídio (EUA)

Dezembro 21, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Correio da Manhã de 20 de dezembro de 2019.

Ryan e Sheila O’Leary alimentavam os filhos só com fruta e vegetais.

Um casal vegan foi acusado de homicídio e abuso infantil após o filho ter morrido, alegadamente, devido a uma dieta imposta pelos pais de apenas fruta e vegetais.

Ryan e Sheila O’Leary, do estado norte-americano da Florida, alimentavam os quatro filhos, com idades compreendidas entre 11 anos um ano, com base em alimentos crus como mangas, bananas ou abacates.

O filho mais novo, com 18 meses, pesava apenas sete quilos quando morreu. Sete quilos é o que em média um bebé de sete meses deve pesar para ter o peso adequado.

A mãe, Sheila, de 35 anos, disse à polícia que o bebé nasceu em casa e nunca tinha ido ao médico antes. Esta mulher é também acusada por abuso infantil e negligência.

Quando morreu, a criança não comia há cerca de uma semana. A mãe afirma que achava ser por causa dos dentes e tentou amamentá-lo. Segundo o relato da Sheila à polícia, eram cerca de quatro da manhã quando, durante a amamentação, o menino começou a ter a respiração pesada.

A mãe disse à polícia que ficou preocupada porque nunca tinha acontecido, mas como o menino depois adormeceu, Sheila não chamou os meios de socorro.

Só no dia seguinte, quando acordou, é que Sheila se apercebeu que o filho não respirava e estava frio. Foi aí que ligou para o 112 e o pai da criança o tentou reanimar, mas já era tarde.

Foi concluído que a criança morreu devido a desnutrição, desidratação, problemas de fígado e inchaço nas mãos, pés e parte inferior das pernas.

Os pais serão ouvidos em tribunal na próxima segunda-feira.

Mais informações na notícia:

US vegan parents who eat only raw fruit and vegetables are charged with MURDER for the starvation death of their 18-month-old son who was found weighing only 17lbs

 

Unicef alerta que 1 em cada 3 crianças com menos de 5 anos está desnutrida ou acima do peso

Outubro 24, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 15 de outubro de 2019.

Informação faz parte de novo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância; dentre os lusófonos, Timor-Leste tem a taxa mais alta de desnutrição crônica; no Brasil, cerca de 6% das crianças com menos de quatro anos são obesas.

Um número alarmante de crianças está sofrendo as consequências de dietas que não são saudáveis, alertou esta terça-feira o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

Pela primeira vez em 20 anos, o principal relatório do Unicef, o Estado Mundial da Criança, destaca o tema da alimentação.

Conclusões

Segundo a pesquisa, pelo menos uma em cada três crianças com menos de cinco anos está desnutrida ou acima do peso. No total, são mais de 200 milhões de meninos e meninas.

Além disso, duas em cada três crianças entre seis meses e dois anos de idade não estão se alimentando para ter um desenvolvimento rápido dos seus corpos e dos seus cérebros. Isso pode criar vários problemas, como atrasos mentais, baixo desempenho escolar, valores baixos de imunidade, maior probabilidade de infecções e até, em alguns casos, morte.

Mudança

Em nota, a diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, destacou os avanços tecnológicos, culturais e sociais das últimas décadas. No entanto, disse que o mundo “perdeu de vista o fato mais básico, que é se as crianças comem mal, vivem mal.”

A chefe do Unicef afirmou que “milhões de crianças sobrevivem a uma dieta pouco saudável porque não têm outra opção.”

Segundo Henrietta Fore, o mundo deve lidar de forma diferente com a desnutrição. Ela diz que “não se trata apenas de ter o suficiente para comer, mas sim o alimento certo.”

Lusófonos

O relatório apresenta os valores de vários indicadores para o período entre 2013 e 2018, destacando altura e peso abaixo do ideal, e obesidade.

Em Angola, a taxa de desnutrição crônica em crianças com menos de quatro anos ficou em 38%, desnutrição aguda 6% e obesidade 3%. No Brasil, os valores foram 7% e 3% para os dois tipos de desnutrição. Quanto à obesidade, ficou pelos 6%.

Na Guiné-Bissau, esses valores ficaram nos 25%, 7% e 2%, respectivamente. Em Moçambique, 43% das crianças tinham subnutrição crônica, 8% subnutrição aguda e 8% eram obesas.

Em São Tomé e Príncipe, esses valores ficaram em 17%, 5% e 2%, respectivamente. Dentre os lusófonos, Timor-Leste teve a taxa maior de desnutrição crônica, 51%, com 13% de desnutrição aguda e 1% de obesidade.

O relatório não inclui dados sobre estes indicadores para Portugal e Cabo Verde.

Ameaça tripla

O relatório descreve uma ameaça tripla para a saúde das crianças. Primeiro, desnutrição, depois, fome oculta, causada pela falta de nutrientes essenciais e, por fim, excesso de peso ou obesidade.

Em todo o mundo, 149 milhões de crianças são demasiadas baixas para a sua idade e cerca de 50 milhões tem um peso demasiado baixo.

Além disso, cerca de metade sofre de deficiências em vitaminas e nutrientes essenciais, como vitamina A e ferro. Por fim, 40 milhões estão acima do peso ou são obesas.

O relatório alerta que más práticas alimentares e alimentares começam desde os primeiros dias da vida de uma criança. Embora a amamentação possa salvar vidas, por exemplo, apenas 42% das crianças com menos de seis meses de idade são amamentadas exclusivamente e um número crescente de crianças são alimentadas com fórmula infantil.

Entre 2008 e 2013, por exemplo, as vendas de fórmula à base de leite cresceram 72% em países de renda média alta, como Brasil, China e Turquia. O relatório diz que isso se deve “em grande parte ao marketing inadequado e políticas e programas fracos para proteger, promover e apoiar a amamentação.”

Mais tarde, entre seis meses e dois anos de idade, quase 45% das crianças não são alimentadas com frutas ou vegetais. Quase 60% não comem ovos, laticínios, peixe ou carne.

Acima do peso

Mais tarde na sua vida, o relatório mostra que 42% dos adolescentes em idade escolar em países de baixa e média renda consomem refrigerantes com açúcar pelo menos uma vez por dia e 46% comem fast-food pelo menos uma vez por semana. Em países de alta renda, essas taxas sobem para 62% e 49%.

Como resultado, os níveis de excesso de peso e obesidade na infância e adolescência estão aumentando em todo o mundo. De 2000 a 2016, a proporção de crianças com excesso de peso entre 5 e 19 anos dobrou. Dez vezes mais meninas e 12 vezes mais meninos sofrem de obesidade hoje do que em 1975.

O relatório também destaca crises alimentares causadas por desastres relacionados ao clima. A seca, por exemplo, é responsável por 80% dos danos e perdas na agricultura.

A diretora executiva do Unicef disse que o mundo “está perdendo a luta por dietas saudáveis.” Para Henrietta Fore, “é preciso que governos, setor privado e sociedade deem prioridade à nutrição infantil e trabalhem juntos”.

mais informações no link:

https://features.unicef.org/state-of-the-worlds-children-2019-nutrition/

O relatório mencionado na notícia é o seguinte:

The State of the World’s Children 2019 : Growing well in a changing world

Escolas e famílias devem ser envolvidas na educação para conter obesidade

Setembro 27, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Relatório, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 12 de setembro de 2018.

FAO destaca que mais de 672 milhões de pessoas vivem com a doença; representante da agência em Nova Iorque revela que debates de Alto Nível da Assembleia Geral incluem eventos paralelos sobre impactos do problema.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, defende que a ação para prevenir a obesidade deve envolver instituições que educam as crianças desde cedo.

O relatório Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo, Sofi, revela que uma em cada oito habitantes do planeta sofre desta doença. São mais de 672 milhões de pessoas, a maioria vivendo na América do Norte.  Em África e na Ásia a tendência aumenta.

Prevenção

Falando à ONU News, em Nova Iorque, a diretora do escritório da agência junto às Nações Unidas, Carla Mucavi, disse que é preciso aumentar a prevenção.

“Tem de haver mais consciencialização, tem de haver também políticas que possam levar, de facto, com que estes alimentos, refrigerantes, fritos, e tudo aquilo que é fast food, portanto, não apareça em primeiro plano em detrimento daquilo que seria uma alimentação saudável. Nós temos alguns problemas que educam, a partir das escolas, isto também tem de partir das famílias. Portanto, é toda a sociedade, que deve se consciencializar que uma alimentação saudável nem sempre é aquela que parece ser a mais próxima a nós. ”

Durante os Debates de Alto Nível da Assembleia Geral, a FAO terá eventos paralelos para falar de impactos da obesidade. Líderes mundiais envolvidos na discussão da situação que tem impacto nas economias.

Atenção

“Eu creio que, de facto, é alarmante o peso, o impacto que isso tem, sobretudo na saúde, na saúde das próprias pessoas, mas mesmo no sistema de saúde dos países, uma vez que encarece uma vez que temos pessoas com doenças, portanto, difíceis. Estamos a falar até de uma conferência mundial que vai ter lugar mesmo cá, aqui nas Nações Unidas, que é as doenças não-comunicáveis. Portanto, tudo isto tem também efeitos sob a forma como nos alimentamos. Portanto, eu chamaria a atenção para dar maior responsabilidade a todos os níveis, da sociedade, dos próprios governos, a nível global, em termos de políticas, mas também em termos de como é que nós nos alimentamos. ”

De acordo com a FAO, a desnutrição e a obesidade coexistem em muitos países e podem até ser observadas no mesmo lar.

Os riscos do sobrepeso e da obesidade envolvem o fraco acesso a alimentos nutritivos pelo seu alto custo, o estresse de viver com insegurança alimentar e as adaptações fisiológicas à privação alimentar.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

The State of Food Security and Nutrition in the World 2018

Planos de ajustamento do FMI podem afetar saúde infantil

Junho 21, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Noticia do http://www.dnoticias.pt/ de 16 de maio de 2017.

Os programas de austeridade do FMI nos países mais pobres podem diminuir a capacidade de alguns pais de garantir a saúde dos filhos, concluiu um estudo científico publicado na segunda-feira e contestado pela instituição financeira.

Realizado por seis universidades, este estudo publicado na revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences junta-se a uma vasta literatura sobre os possíveis malefícios da austeridade orçamental promovida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) nos países do sul.

O estudo, que compilou dados de 67 países recolhidos nos anos 2000, afastou a hipótese de uma “causa direta” entre uma degradação dos indicadores de saúde e os planos do FMI, que fornece empréstimos aos Estados em troca de programas de consolidação das finanças públicas.

O trabalho identificou “efeitos contraditórios” que a ação do FMI tem na saúde infantil.

“As intervenções do FMI procuram aumentar a estabilidade económica, o que traz benefícios para a população. No entanto, ao mesmo tempo, as medidas de ajustamento impostas pelo FMI diminuem os efeitos protetores [que o nível] de educação dos pais [tem] na saúde infantil”, escreveram os autores das universidades de Cambridge e Oxford, no Reino Unido.

Assim, os lares onde o chefe de família tem pelo menos um nível de educação primário têm, em termos gerais, mais condições de responder às necessidades dos filhos em termos de acesso à água, nutrição ou vacinação.

Esta capacidade é reduzida nos países sob assistência do FMI, especialmente em meios rurais, indicou o estudo.

De acordo com os investigadores, o nível de escolaridade dos pais reduz os riscos de malnutrição infantil em 38% em épocas normais, mas apenas em 21% quando os países estão a ser apoiados pelo FMI.

Esta diferença está relacionada, de acordo com os investigadores, com a redução das despesas públicas exigidas pelo FMI que “comprime os salários” e provoca perdas de oportunidade de emprego, arriscando-se a limitar a “utilidade (…) de uma educação básica” na capacidade dos pais de garantirem uma saúde melhor aos filhos.

Contactado pela agência noticiosa France Presse (AFP), o FMI criticou o estudo e disse que este falhou em estabelecer uma ligação direta entre os planos de resgate e a saúde infantil.

De acordo com a instituição, os investigadores concluíram “de maneira errónea” que os gastos com a educação diminuem nos países sob assistência do FMI, com consequências nefastas para a saúde infantil.

“As nossas análises mostram que as despesas públicas com a educação aumentaram significativamente nos países de baixos rendimentos, durante a implementação dos programas de assistência do Fundo”, indicou uma porta-voz do FMI em comunicado.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Impact of International Monetary Fund programs on child health

 

 

 

“Progressos para as Crianças – Para além das médias: aprender com os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio” novo relatório da Unicef

Junho 28, 2015 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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unicef

descarregar o relatório no link:

http://www.unicef.pt/progressos_para_criancas/

Milhões de crianças das mais pobres no mundo continuam a ficar para trás apesar dos progressos globais

O novo relatório da UNICEF
“Progressos para as Crianças – Para além das médias: aprender com os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio” diz que, apesar de terem sido alcançados progressos significativos, as desigualdades de oportunidades fizeram com que milhões de crianças vivam na pobreza, morram antes do seu quinto aniversário, não frequentem a escola e sofram de má nutrição crónica. Os dados indicam claramente que a comunidade global falhará para com milhões de crianças se não houver um enfoque nas mais desfavorecidas de modo a colmatar as lacunas existentes.

As disparidades no interior dos próprios países levaram a que as crianças das famílias mais pobres tenham duas vezes mais probabilidades de morrer antes dos cinco anos de idade e as hipóteses de aprenderem a ler são ainda menores comparando com as crianças de agregados mais ricos.

 

Pobreza mata seis milhões de crianças todos os anos

Junho 23, 2015 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Rádio Renascença de 23 de junho de 2015.

A notícia contém declarações da Drª Dulce Rocha, Vice-Presidente do Instituto de Apoio à Criança.

Logan Abassi UN Photo

O número consta do relatório da UNICEF sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Em 2030, podem ser mais de 70 milhões as crianças menores de cinco anos a morrer de causas evitáveis.

por André Rodrigues

 Seis milhões de crianças com menos de cinco anos morrem anualmente por causa da pobreza extrema. O alerta vem no relatório da UNICEF sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, divulgado esta terça-feira.

O documento indica que, apesar dos progressos feitos nos últimos anos, a desigualdade de oportunidades continua a deixar milhões de crianças na pobreza. Todos os anos morrem 289 mil mulheres durante o parto; 58 milhões de crianças nem sequer chegam a ir à escola.

Quanto aos avanços, o relatório refere o que se conseguiu na protecção à infância desde 1990: a mortalidade nas crianças abaixo de cinco anos caiu mais de metade e a mortalidade materna caiu 45%.

Nos últimos 25 anos, mais de dois milhões e meio de pessoas passaram a ter acesso a água potável e a subnutrição crónica entre as crianças diminuiu mais de 40%.

Sudeste asiático, América Latina e Caraíbas são as três regiões desfavorecidas com melhor desempenho naqueles parâmetros de avaliação da UNICEF. Já a África subsaariana continua a ser a região do mundo onde as desigualdades são mais evidentes.

Um fenómeno que para a vice-presidente do Instituto de Apoio à Criança tem sido potenciado pelo surgimento de vários conflitos. “É uma situação que nós não estamos a ver um fim à vista. Estamos confrontados com situações gravíssimas em países como a Síria, Iémen e Iraque. Vemos situações em que as pessoas fogem em barcaças, que muitas vezes não chegam ao destino. Correm riscos porque nos seus países há perigo de vida, fome e miséria”, explicou à Renascença Dulce Rocha.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância lembra, contudo, que os próximos 15 anos são cruciais. A manterem-se as actuais taxas de progresso, e tendo em conta a projecção do crescimento demográfico, estima-se que em 2030 mais 68 milhões de crianças menores de cinco anos morram de causas evitáveis. A má nutrição crónica deverá afectar 119 milhões.

 

 

 

 

 

Investir nas crianças não é um gasto, é investir

Setembro 24, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Representante da UNICEF Moçambique Koen Vanormelingen numa entrevista à http://exame.abril.com.br/ em setembro de 2014.

clicar na imagem

KoenVanormelingen_on_Revist

 

South Sudan: Children are dying now

Agosto 26, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.supportunicef.org/site/c.dvKUI9OWInJ6H/b.7549291/k.BDF0/Home.htm

Nearly 1 million children under age 5 in South Sudan will require treatment for acute malnutrition in 2014, and without immediate intervention, it is estimated that 50,000 children could die from malnutrition by the end of the year. Further, one in every three people in the country faces dangerous levels of food insecurity, with many not knowing when and how they will secure their next meal.

Resurgent conflict has raised pre-existent emergency levels of undernutrition among children to grave heights, and famine now looms. If more is not done, we are in danger of witnessing a repetition of the crises that emerged in Somalia and the Horn of Africa three years ago, when early warnings of extreme hunger and escalating malnutrition went largely unheeded until official famine levels were announced. South Sudan’s children are already dying. They cannot wait for such an announcement.

To learn more about the nutrition situation in South Sudan, read: http://www.unicef.org/media/media_74581.html

 

Sudão: 50 mil crianças podem morrer à fome este ano

Abril 24, 2014 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 22 de abril de 2014.

mais informações na notícia da ONU:

South Sudan: UN says surging violence claimed lives of children, worsened malnutrition among survivors

sol

A Unicef lançou o alerta à comunidade internacional: são cerca de 50 mil as crianças no Sudão do Sul com menos de cinco anos em risco de morrer por subnutrição só este ano.

O porta-voz da Unicef, Christophe Boulierac, disse em conferência de imprensa que são 740 mil as crianças em rico de sofrer carências alimentares e que, caso não chegue ajuda com urgência, podem mesmo perder a vida já este ano cerca de 50 mil.

Segundo a organização, são cerca de 250 mil os menores que vão passar por carências alimentares agudas e severas nos próximos meses.

Milhares de pessoas têm sido mortas desde Dezembro numa onda de violência extrema no país motivada por conflitos étnicos. As forças leais a Salva Kiir, que pretence à etnia Dinka, tenta pôr fim à revolta liderada por Riek Machar, antigo vice-presidente que pertence à etnia Nuer.

SOL

 

 

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