Escolas e famílias devem ser envolvidas na educação para conter obesidade

Setembro 27, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Relatório, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 12 de setembro de 2018.

FAO destaca que mais de 672 milhões de pessoas vivem com a doença; representante da agência em Nova Iorque revela que debates de Alto Nível da Assembleia Geral incluem eventos paralelos sobre impactos do problema.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, defende que a ação para prevenir a obesidade deve envolver instituições que educam as crianças desde cedo.

O relatório Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo, Sofi, revela que uma em cada oito habitantes do planeta sofre desta doença. São mais de 672 milhões de pessoas, a maioria vivendo na América do Norte.  Em África e na Ásia a tendência aumenta.

Prevenção

Falando à ONU News, em Nova Iorque, a diretora do escritório da agência junto às Nações Unidas, Carla Mucavi, disse que é preciso aumentar a prevenção.

“Tem de haver mais consciencialização, tem de haver também políticas que possam levar, de facto, com que estes alimentos, refrigerantes, fritos, e tudo aquilo que é fast food, portanto, não apareça em primeiro plano em detrimento daquilo que seria uma alimentação saudável. Nós temos alguns problemas que educam, a partir das escolas, isto também tem de partir das famílias. Portanto, é toda a sociedade, que deve se consciencializar que uma alimentação saudável nem sempre é aquela que parece ser a mais próxima a nós. ”

Durante os Debates de Alto Nível da Assembleia Geral, a FAO terá eventos paralelos para falar de impactos da obesidade. Líderes mundiais envolvidos na discussão da situação que tem impacto nas economias.

Atenção

“Eu creio que, de facto, é alarmante o peso, o impacto que isso tem, sobretudo na saúde, na saúde das próprias pessoas, mas mesmo no sistema de saúde dos países, uma vez que encarece uma vez que temos pessoas com doenças, portanto, difíceis. Estamos a falar até de uma conferência mundial que vai ter lugar mesmo cá, aqui nas Nações Unidas, que é as doenças não-comunicáveis. Portanto, tudo isto tem também efeitos sob a forma como nos alimentamos. Portanto, eu chamaria a atenção para dar maior responsabilidade a todos os níveis, da sociedade, dos próprios governos, a nível global, em termos de políticas, mas também em termos de como é que nós nos alimentamos. ”

De acordo com a FAO, a desnutrição e a obesidade coexistem em muitos países e podem até ser observadas no mesmo lar.

Os riscos do sobrepeso e da obesidade envolvem o fraco acesso a alimentos nutritivos pelo seu alto custo, o estresse de viver com insegurança alimentar e as adaptações fisiológicas à privação alimentar.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

The State of Food Security and Nutrition in the World 2018

Planos de ajustamento do FMI podem afetar saúde infantil

Junho 21, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Noticia do http://www.dnoticias.pt/ de 16 de maio de 2017.

Os programas de austeridade do FMI nos países mais pobres podem diminuir a capacidade de alguns pais de garantir a saúde dos filhos, concluiu um estudo científico publicado na segunda-feira e contestado pela instituição financeira.

Realizado por seis universidades, este estudo publicado na revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences junta-se a uma vasta literatura sobre os possíveis malefícios da austeridade orçamental promovida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) nos países do sul.

O estudo, que compilou dados de 67 países recolhidos nos anos 2000, afastou a hipótese de uma “causa direta” entre uma degradação dos indicadores de saúde e os planos do FMI, que fornece empréstimos aos Estados em troca de programas de consolidação das finanças públicas.

O trabalho identificou “efeitos contraditórios” que a ação do FMI tem na saúde infantil.

“As intervenções do FMI procuram aumentar a estabilidade económica, o que traz benefícios para a população. No entanto, ao mesmo tempo, as medidas de ajustamento impostas pelo FMI diminuem os efeitos protetores [que o nível] de educação dos pais [tem] na saúde infantil”, escreveram os autores das universidades de Cambridge e Oxford, no Reino Unido.

Assim, os lares onde o chefe de família tem pelo menos um nível de educação primário têm, em termos gerais, mais condições de responder às necessidades dos filhos em termos de acesso à água, nutrição ou vacinação.

Esta capacidade é reduzida nos países sob assistência do FMI, especialmente em meios rurais, indicou o estudo.

De acordo com os investigadores, o nível de escolaridade dos pais reduz os riscos de malnutrição infantil em 38% em épocas normais, mas apenas em 21% quando os países estão a ser apoiados pelo FMI.

Esta diferença está relacionada, de acordo com os investigadores, com a redução das despesas públicas exigidas pelo FMI que “comprime os salários” e provoca perdas de oportunidade de emprego, arriscando-se a limitar a “utilidade (…) de uma educação básica” na capacidade dos pais de garantirem uma saúde melhor aos filhos.

Contactado pela agência noticiosa France Presse (AFP), o FMI criticou o estudo e disse que este falhou em estabelecer uma ligação direta entre os planos de resgate e a saúde infantil.

De acordo com a instituição, os investigadores concluíram “de maneira errónea” que os gastos com a educação diminuem nos países sob assistência do FMI, com consequências nefastas para a saúde infantil.

“As nossas análises mostram que as despesas públicas com a educação aumentaram significativamente nos países de baixos rendimentos, durante a implementação dos programas de assistência do Fundo”, indicou uma porta-voz do FMI em comunicado.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Impact of International Monetary Fund programs on child health

 

 

 

“Progressos para as Crianças – Para além das médias: aprender com os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio” novo relatório da Unicef

Junho 28, 2015 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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unicef

descarregar o relatório no link:

http://www.unicef.pt/progressos_para_criancas/

Milhões de crianças das mais pobres no mundo continuam a ficar para trás apesar dos progressos globais

O novo relatório da UNICEF
“Progressos para as Crianças – Para além das médias: aprender com os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio” diz que, apesar de terem sido alcançados progressos significativos, as desigualdades de oportunidades fizeram com que milhões de crianças vivam na pobreza, morram antes do seu quinto aniversário, não frequentem a escola e sofram de má nutrição crónica. Os dados indicam claramente que a comunidade global falhará para com milhões de crianças se não houver um enfoque nas mais desfavorecidas de modo a colmatar as lacunas existentes.

As disparidades no interior dos próprios países levaram a que as crianças das famílias mais pobres tenham duas vezes mais probabilidades de morrer antes dos cinco anos de idade e as hipóteses de aprenderem a ler são ainda menores comparando com as crianças de agregados mais ricos.

 

Pobreza mata seis milhões de crianças todos os anos

Junho 23, 2015 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Rádio Renascença de 23 de junho de 2015.

A notícia contém declarações da Drª Dulce Rocha, Vice-Presidente do Instituto de Apoio à Criança.

Logan Abassi UN Photo

O número consta do relatório da UNICEF sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Em 2030, podem ser mais de 70 milhões as crianças menores de cinco anos a morrer de causas evitáveis.

por André Rodrigues

 Seis milhões de crianças com menos de cinco anos morrem anualmente por causa da pobreza extrema. O alerta vem no relatório da UNICEF sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, divulgado esta terça-feira.

O documento indica que, apesar dos progressos feitos nos últimos anos, a desigualdade de oportunidades continua a deixar milhões de crianças na pobreza. Todos os anos morrem 289 mil mulheres durante o parto; 58 milhões de crianças nem sequer chegam a ir à escola.

Quanto aos avanços, o relatório refere o que se conseguiu na protecção à infância desde 1990: a mortalidade nas crianças abaixo de cinco anos caiu mais de metade e a mortalidade materna caiu 45%.

Nos últimos 25 anos, mais de dois milhões e meio de pessoas passaram a ter acesso a água potável e a subnutrição crónica entre as crianças diminuiu mais de 40%.

Sudeste asiático, América Latina e Caraíbas são as três regiões desfavorecidas com melhor desempenho naqueles parâmetros de avaliação da UNICEF. Já a África subsaariana continua a ser a região do mundo onde as desigualdades são mais evidentes.

Um fenómeno que para a vice-presidente do Instituto de Apoio à Criança tem sido potenciado pelo surgimento de vários conflitos. “É uma situação que nós não estamos a ver um fim à vista. Estamos confrontados com situações gravíssimas em países como a Síria, Iémen e Iraque. Vemos situações em que as pessoas fogem em barcaças, que muitas vezes não chegam ao destino. Correm riscos porque nos seus países há perigo de vida, fome e miséria”, explicou à Renascença Dulce Rocha.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância lembra, contudo, que os próximos 15 anos são cruciais. A manterem-se as actuais taxas de progresso, e tendo em conta a projecção do crescimento demográfico, estima-se que em 2030 mais 68 milhões de crianças menores de cinco anos morram de causas evitáveis. A má nutrição crónica deverá afectar 119 milhões.

 

 

 

 

 

Investir nas crianças não é um gasto, é investir

Setembro 24, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Representante da UNICEF Moçambique Koen Vanormelingen numa entrevista à http://exame.abril.com.br/ em setembro de 2014.

clicar na imagem

KoenVanormelingen_on_Revist

 

South Sudan: Children are dying now

Agosto 26, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.supportunicef.org/site/c.dvKUI9OWInJ6H/b.7549291/k.BDF0/Home.htm

Nearly 1 million children under age 5 in South Sudan will require treatment for acute malnutrition in 2014, and without immediate intervention, it is estimated that 50,000 children could die from malnutrition by the end of the year. Further, one in every three people in the country faces dangerous levels of food insecurity, with many not knowing when and how they will secure their next meal.

Resurgent conflict has raised pre-existent emergency levels of undernutrition among children to grave heights, and famine now looms. If more is not done, we are in danger of witnessing a repetition of the crises that emerged in Somalia and the Horn of Africa three years ago, when early warnings of extreme hunger and escalating malnutrition went largely unheeded until official famine levels were announced. South Sudan’s children are already dying. They cannot wait for such an announcement.

To learn more about the nutrition situation in South Sudan, read: http://www.unicef.org/media/media_74581.html

 

Sudão: 50 mil crianças podem morrer à fome este ano

Abril 24, 2014 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 22 de abril de 2014.

mais informações na notícia da ONU:

South Sudan: UN says surging violence claimed lives of children, worsened malnutrition among survivors

sol

A Unicef lançou o alerta à comunidade internacional: são cerca de 50 mil as crianças no Sudão do Sul com menos de cinco anos em risco de morrer por subnutrição só este ano.

O porta-voz da Unicef, Christophe Boulierac, disse em conferência de imprensa que são 740 mil as crianças em rico de sofrer carências alimentares e que, caso não chegue ajuda com urgência, podem mesmo perder a vida já este ano cerca de 50 mil.

Segundo a organização, são cerca de 250 mil os menores que vão passar por carências alimentares agudas e severas nos próximos meses.

Milhares de pessoas têm sido mortas desde Dezembro numa onda de violência extrema no país motivada por conflitos étnicos. As forças leais a Salva Kiir, que pretence à etnia Dinka, tenta pôr fim à revolta liderada por Riek Machar, antigo vice-presidente que pertence à etnia Nuer.

SOL

 

 

Dois milhões de crianças em risco de desnutrição

Outubro 3, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 24 de setembro de 2013.

Mais informações e relatório da Save the Children:

Syria’s children at risk of malnutrition

Yazan Homsy

por Lusa

Mais de dois milhões de crianças sírias estão em risco de desnutrição em resultado do conflito no país, alertou na segunda-feira a organização humanitária britânica “Save the Children” (Salvem as Crianças).

Esta organização não-governamental (ONG) assinalou, em comunicado, que os afetados pelos confrontos bélicos na síria não têm podido comprar alimentação em quantidade suficiente, além de que os preços alimentares têm subido e há dificuldades para a produção de alimentos.

Nas zonas rurais de Damasco, um em cada 20 menores já está subnutrido, quantificou a ONG, que reuniu testemunhos de pessoas refugiadas nos países vizinhos, que denunciaram as dificuldades das famílias para alimentar os filhos.

A ONG assinala que muitas crianças têm vivido de plantas e pão durante dias e cita ainda o caso de uma família que se alimentou apenas de pão durante quatro dias, depois de se ter refugiado no sótão de uma casa, no seguimento de explosões.

A falta de alimentos disparou os despectivos preços para níveis que chegaram a duplicar os valores iniciais, segundo a organização.

“A comunidade internacional fez muito pouco e muito tarde. Os meninos da Síria têm sido alvejados e bombardeados e vão ficar traumatizados pelo horror da guerra. O conflito deixou milhares de crianças mortas e agora há uma ameaça de escassez de meios para sobreviver”, disse o diretor da organização, Justin Forsyth.

Este dirigente acrescentou que as crianças sírias estão “sós e traumatizadas” pela guerra.

“Mesmo que o mundo não consiga colocar-se de acordo sobre como acabar com o conflito, de certeza que pode colocar-se de acordo em que a ajuda deve chegar a cada criança que dela necessite na Síria. Não há espaço para adiamentos ou argumentos. Não se devia deixar que as crianças da Síria passassem fome”, insistiu.

 

 

Crianças mal alimentadas não aprendem a ler

Agosto 28, 2013 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do site Educare de 19 de Agosto de 2013.

O relatório mencionado na notícia é o seguinte:

Food for Thought : Tackling child malnutrition to unlock potential and boost prosperity

Uma em cada quatro crianças de todo o mundo estão subnutridas e isso reflete-se no momento de aprender. Relatório Food for Thought, da Save the Children, põe o dedo nas feridas.

Uma criança subnutrida não tem o mesmo rendimento escolar do que uma criança que siga as regras de uma alimentação equilibrada. Esta causa-efeito parece básica, mas há estudos que confirmam a constatação com números. O relatório Food for Thought, da organização internacional Save the Children, mostra uma dura realidade e um cenário que dá que pensar. Um estudo que envolveu mais de 7300 crianças da Etiópia, Índia, Vietname e Peru revela que as crianças mal alimentadas têm mais dificuldades para aprender a ler e a escrever. A conclusão matemática é que uma em cada quatro crianças de todo o mundo têm o seu desenvolvimento comprometido por deficiências na alimentação.

Não é apenas por fora que a subnutrição deve chocar. Crianças magras, barrigas inchadas de água, pouco peso e altura para a idade, tristes imagens que nos chegam dos países subdesenvolvidos ou em vias de desenvolvimento. A subnutrição afeta física e psicologicamente os mais pequenos e arrasta consigo danos irreversíveis a vários níveis. Segundo o relatório da Save the Children, aos oito anos de idade, 19% das crianças mal alimentadas têm uma maior propensão para se enganarem na leitura de frases simples, 12,5% revelam uma maior tendência para erros na escrita e 7% demonstram um pior desempenho na execução de operações simples de aritmética quando comparadas com crianças sem insuficiências nutricionais.

O relatório Food for Thought mostra um panorama difícil de digerir: um quarto da população infantil mundial tem o seu desenvolvimento educativo e cognitivo em risco por falta de comida. A subnutrição é também um fator que não pode ser alheio à crise de iliteracia. O mesmo estudo revela, por outro lado, que as crianças mal alimentadas ganham, em média, menos 20% quando chegam à idade adulta. E há uma outra conta que está feita: em 2030, o crescimento económico deverá ser afetado em 125 mil milhões de dólares devido à subnutrição infantil.

Ao todo, 130 milhões de crianças, em todo o mundo, estão nas escolas mas não conseguem aprender, não conseguem adquirir as competências básicas para fazer face a um futuro profissional. A diretora executiva da Save the Children Internacional, Jasmine Whitbread, está preocupada. “As conclusões deste relatório confirmam os nossos piores receios, de que a malnutrição prejudica irreversivelmente as hipóteses de futuro de uma criança mesmo antes de ela colocar os pés numa sala de aula”, referiu na apresentação do relatório.

Por todos os números, por todas as crianças, por futuros que não podem ficar comprometidos, por uma necessidade de primeiríssima ordem, a organização internacional pede atenção, medidas, estratégias. “Pedimos aos líderes mundiais que usem esta oportunidade para se comprometerem com medidas que permitam acabar com o flagelo da malnutrição”, pede a responsável que avisa que o aumento no financiamento de programas de nutrição nos países mais afetados pode mudar a vida de milhões de crianças

Vídeo Debate sobre Subnutrição Infantil

Agosto 18, 2013 às 1:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Millions of children still malnourished? In our studio we bring together more than a century of expertise, and ask: ‘why, & what are the solutions’. In this Debate: Dr David Nabarro, Professor Lawrence Haddad, Professor Andrew Tomkins, Dr Purnima Menon, and Dr Anna Lartey.

Vídeo produzido pelo Unicef Office Of Research

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