O Lápis Mágico de Malala chega a Portugal

Dezembro 19, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 15 de novembro de 2017.

Livro da activista paquistanesa Malala Yousafzai é editado pela Presença.

O livro ilustrado para a infância O Lápis Mágico de Malala, da jovem activista paquistanesa Malala Yousafzai, Nobel da Paz em 2014, é editado este mês em Portugal.

Trata-se de um conto autobiográfico no qual a jovem tenta transmitir uma das maiores batalhas pela qual é conhecida: a defesa do direito das raparigas irem à escola e terem acesso à educação. Na história, Malala diz que sonhava ter uma lápis mágico para poder desenhar vestidos bonitos para a mãe ou para desenhar “meninas e meninos, todos eles com direitos iguais”.

Neste primeiro livro para a infância, Malala revela que, com o poder da escrita, conseguiu chamar a atenção internacional: “Escrevia sozinha no meu quarto, mas pessoas em todo o mundo liam a minha história. (…) Finalmente encontrei a magia que procurava, nas minhas palavras e no meu trabalho”.

Sobre o ataque que sofreu em 2012, quando foi atingida a tiro na cabeça por elementos do Movimento dos Talibãs do Paquistão, o livro é omisso, com Malala a escrever sob um fundo negro: “A minha voz tornou-se tão poderosa que os homens perigosos tentaram silenciar-me. Mas falharam.”

A jovem paquistanesa, que desde 2009 criticava a violência dos talibãs e defendia a educação das raparigas no Paquistão, sobreviveu ao atentado e recebeu vasto apoio da comunidade internacional.

Em 2014, com 17 anos, tornou-se na mais jovem personalidade a receber o Prémio Nobel da Paz, partilhado com o activista indiano Kailash Satyarthi, de 60 anos. Na cerimónia em Oslo, Malala prometeu lutar até que a última criança seja escolarizada.

A jovem vive actualmente no Reino Unido, onde neste ano lectivo entrou para a universidade.

O Lápis Mágico de Malala, que sai este mês pela Presença, tem ilustrações de Sébastien Cosset e Marie Pommepuy, que assinam em conjunto como Kerascoet. Em Portugal está ainda editado o livro Eu, Malala (2013), no qual a activista conta a história de vida, dirigida a um público

mais informações sobre o livro no link:

https://www.penguin.co.uk/ladybird/books/306664/malala-s-magic-pencil/

Apresentação do livro “A admirável aventura de Malala” na Assembleia da República, 24 de junho

Junho 22, 2015 às 12:30 pm | Publicado em Divulgação, Livros | Deixe um comentário
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Apresentação do livro “A admirável aventura de Malala”
Biblioteca Assembleia da República | 24 de junho | 18h

O livro “A admirável aventura de Malala​”, de Maria Inês Almeida, é apresentado pelo Deputado​ José Ribeiro e Castro, pelo Vice-Presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Paquistão, Deputado Paulo Almeida, pela Embaixadora do Paquistão, Leena Salim Moazzam, pelo Comissário do Plano Nacional de Leitura, Fernando Pinto do Amaral, pela autora e pela editora. ​ A obra, publicada pela editora Planeta, retrata a vida da jovem paquistanesa a quem foi atribuído o Prémio Sakharov 2013 e o Prémio Nobel da Paz 2014.

http://www.planeta.pt/livro/a-admiravel-aventura-de-malala

Manuela Eanes quer Malala em Portugal

Outubro 21, 2014 às 1:30 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TVI 24 de 20 de outubro de 2014

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Por Élvio Carvalho

Presidente do Instituto de Apoio à Criança revela que ainda não há data

A presidente do Instituto de Apoio à Criança (IAC), Manuela Ramalho Eanes, revelou, esta segunda-feira,  que o IAC está a tentar trazer a co-vencedora do Nobel da Paz 2014, Malala Yousafzai, a Portugal para uma conferência.

«Não sei quando, nem se será no próximo ano, mas estamos a tentar trazer a Malala [Yousafzai a Portugal», disse.

Durante a sessão de abertura da Conferência dos 25 anos da Convenção dos Direitos da Criança, que se realiza hoje e amanhã na Assembleia da República, em Lisboa, Manuela Ramalho Eanes defendeu, em parte, a proposta de lei   de criação de uma lista de condenados por abuso sexual de menores que, a seu ver, «não reúne consenso», mas é necessária.

Comunicado da Direcção do IAC sobre Malala

Outubro 10, 2014 às 1:47 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Foi com grande alegria e comoção que o Instituto de Apoio à Criança teve conhecimento da atribuição do Prémio Nobel da Paz à jovem Malala.

Com a sua incansável ação a favor da não discriminação, Malala tem sido um exemplo na luta contra a indiferença, pela causa dos Direitos Humanos e do Direito de todas as crianças e jovens à Educação, que é a grande arma pelos valores universais da Paz e da Dignidade Humana.

Neste 25º Aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança, o IAC felicita com grande satisfação a jovem Malala, pelo seu activismo em prol da justiça, pela sua sensibilidade e generosidade, e que é já um símbolo da defesa dos direitos da criança, em particular o direito à liberdade de expressão do pensamento.

Parabéns Malala!

Nobel da Paz atribuído a Malala Yousafzai e Kailash Satyarthi

Outubro 10, 2014 às 11:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia da SIC Notícias de 10 de outubro de 2014.

Press Release do The Norwegian Nobel Committee

 

REUTERS

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O Nobel da Paz é atribuído este ano à paquistanesa Malala Yousafzai e ao indiano Kailash Satyarthi pela luta pelo direito das mulheres e das crianças à educação. O Comité Nobel fez o anúncio esta manhã, em Oslo.

“Pela luta de ambos na defesa do direito à educação de crianças e jovens”, sublinhou a Academia Sueca.

A jovem Malala Yousafzai foi atingida a tiro na cabeça, 2012, por dois homens, quando estava a caminho da escola. Ficou gravemente ferida e fez várias cirurgias. Numa delas teve de colocar uma placa de titânio na cabeça. Recuperou no Reino Unido, onde passou a residir com a família, e tornou-se num ícone da luta pelo direito à educação das mulheres.

Entre as muitas acções em que Malala participou, teve grande impacto internacional o seu discurso na ONU, em Nova Iorque, no qual apelou à tolerância entre os povos.

Malala Yousafzai, galardoada com o Prémio Sakharov em 2013, atribuído pelo Parlamento Europeu, tem actualmente 17 anos e é a mais jovem vencedora de sempre de um Prémio Nobel.

O ativista Kailash Satyarthi adotou os ensinamentos de Gandhi, dando voz a várias formas de protesto pacífico contra o trabalho infantil. Kailash Satyarthi tem lutado por causas como o fim do trabalho infantil. O indiano, de 60 anos, tem “liderado várias formas de protestos e manifestações, todas pacíficas, focando-se na exploração das crianças para ganhos financeiros”, realçou o Comité.

Na Índia, Satyarthi organizou várias ações para tornar a educação num artigo constitucional. Graças à sua luta, foi aprovado em 2009 no seu país a Lei do Direito à Educação Gratuita e Obrigatória.

O Comité Nobel sublinhou também o facto do Nobel ser atribuído “a um hindu e a uma muçulmana, um indiano e uma paquistanesa, que se juntam numa luta comum pela educação e contra o extremismo”.

O montante dos prémios foi fixado em 2012 em oito milhões de coroas suecas (equivalente a 883 mil euros).

Todos os Prémios Nobel serão entregues a 10 de dezembro, aniversário da morte do magnata sueco fundador do galardão, Alfred Nobel (1833-1896), químico e inventor da dinamite.

Milhões de crianças como eu lutam todos os dias pelo direito de ir à escola

Outubro 4, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto retirado do Facebook da Amnistia Internacional Portugal no dia 17 de setembro de 2013.

Malala Yousafzai tinha 15 anos quando levou um tiro na cabeça, em 2012, por defender no seu blogue o direito das raparigas à educação no Paquistão. Sobreviveu e, com coragem e determinação, conseguiu que a sua voz fosse ouvida por todo o médio oriente e norte de África.

Malala recebe hoje o galardão de Embaixador de Consciência da Amnistia Internacional, juntamente com Harry Belafonte, cantor norte-americano e ativista de causas sociais e humanitárias. bit.ly/17GcqAs

Ao receber a distinção, Malala afirmou: “Estou realmente honrada por receber este galardão e gostava de aproveitar esta oportunidade para relembrar a todos que há muitos milhões de crianças como eu pelo mundo que lutam todos os dias pelo direito de ir à escola. Espero que ao trabalharmos juntos possamos concretizar o sonho da educação para todas as crianças, em todo o mundo”.

Malala Yousafzai, a menina que lutou contra taliban, luta agora contra a morte

Outubro 15, 2012 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 12 de Outubro de 2012.

Por Cláudia Sobral

Eram muitas as noites em que Malala Yousafzai sonhava com soldados, helicópteros ou os taliban, também muitas aquelas em que não conseguia dormir. Mas tudo ficou ainda pior no dia em que a sharia (lei islâmica) passou a ser lei no Vale de Swat – uma concessão do Governo paquistanês para o cessar-fogo com os combatentes na região, em 2009.

Na noite de 14 de Fevereiro o pai pegava no rádio uma última vez para ter a certeza que nada tinha mudado, num gesto meio ingénuo, quase ridículo. Na manhã seguinte terminava o prazo dado pelos taliban: mais nenhuma menina poderia ir à escola. Malala, que já era conhecida pela sua luta pelo direito das mulheres à educação, foi. Apesar do medo.

“No caminho para a escola eles podem matar-nos, atirar-nos com ácido para a cara, fazer o que entenderem”, dizia então ao New York Times, que a acompanhava para o documentário Class Dismissed. “Mas eles não podem parar-me, eu vou ter a minha educação.” Tinha 11 anos.

No diário que escrevia para o site da BBC Urdu ja nessa altura (que assinava com o nome Gul Makai), descrevia a vida na sua cidade, Mingora, controlada pelos taliban. Insurgia-se sobretudo pelo direito das mulheres à educação. Via outros activistas mortos e exibidos pelas ruas e praças de Mingora, e sabia que um dia poderia chegar a sua vez.

Quando na terça-feira regressava da escola, apareceram dois homens armados que a atingiram na cabeça e num ombro. Gravemente ferida, está em estado crítico num hospital militar em Rawalpindi, a recuperar de uma operação à cabeça. Os próximos dias serão cruciais, não se sabe se sobreviverá ou não.

A jovem activista paquistanesa de 14 anos era já um símbolo da resistência contra os taliban do Paquistão – venceu o National Peace Award for Youth, no Paquistão, e foi nomeada para o International Children’s Peace Prize, da Dutch Kids Rights Foundation. Mas nos últimos dias o país esteve como nunca de olhos postos nela.

As orações semanais desta sexta-feira foram dedicadas a Malala por todo o Paquistão, dois dias antes as escolas tinham estado fechadas. O Presidente Asif Ali Zadari condenou o ataque, quis que ela fosse tratada no Dubai. No Vale de Swat são organizados protestos.

Os taliban já garantiram que se sobreviver voltarão a atacar. “Apesar de ela ser nova e uma menina e de os taliban não acreditarem em ataques a mulheres, qualquer um que faça campanha contra o islão e a sharia deve ser morto, segundo a sharia”, explicava há dias o porta-voz do grupo no comunicado em que o ataque foi reivindicado. “Não é apenas permitido matar uma pessoa assim, mas obrigatório.”

“Claro que vão tentar matá-la”, escreve o editor de política internacional da Slate. “Uma adolescente a falar no direito das mulheres à educação é a coisa mais assustadora no mundo para os taliban”, escreveu. “Ela não pertence a uma ONG estrangeira. Ela é muito mais perigosa do que isso: uma local, defensora do progresso da educação e do esclarecimento. Se pessoas como ela se multiplicarem os taliban não têm futuro.”

Pelo Paquistão já outras adolescentes disseram que não deixarão que o que aconteceu a Malala tenha sido em vão. Os dirigentes políticos fizeram o mesmo.

Um ícone

“Malala é o nosso orgulho. Tornou-se num ícone para o país”, disse o ministro do Interior, Rehman Malik. O primeiro-ministro, Raja Pervez Ashraf, foi visitá-la e pediu a todos os líderes paquistaneses que se juntassem a ele e o chefe das Forças Armadas, Ashfaq Parvez Kayani, afirmou que chegou a hora de “combater os que propagam esta mentalidade bárbara e os seus simpatizantes”.

Também Bushra Gohar, do Partido Nacional Awami, parte da frágil coligação governamental com o Partido do Povo do Paquistão (PPP) e no poder no Vale de Swat, já disse no Parlamento que “o tempo para acabar com o terrorismo chegou”.

Se este levará de facto à tomada de passos concretos na luta contra os taliban, que mantêm os alguns dos seus santuários no Norte, não se sabe ainda. Acontecerá o mesmo que em 2009, quando foi lançada uma grande ofensiva aos taliban depois de um vídeo de uma adolescente a ser espancada por um combatente? Para já não há movimentações militares no Vale de Swat, escreve o New York Times citando oficiais paquistaneses.O ataque contra a jovem activista, explicou num debate da Al-Jazira o presidente da Associação de Advogados Paquistaneses, Ahmad Malik, “prejudica a imagem do Paquistão tolerante que Malala representava”. Convidada no mesmo programa, Rubina Khalid, do PPP, disse que sentiu vergonha. “Não podíamos protegê-la e ela estava a lutar por aquilo por que devíamos ter sido nós a lutar. Devíamos ter sido nós na linha da frente, não ela.”

Malala dizia que queria estudar para ser médica. Mas esse era o seu sonho, como explicou numa das entrevistas para o documentário do New York Times. O pai queria que fizesse carreira na política. “Vejo um grande potencial nela. Ela pode criar uma sociedade em que um estudante de medicina possa facilmente tirar o seu doutoramento.”

 


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