As crianças de Torres Vedras vão poder voltar a brincar na rua, em segurança

Julho 31, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Ricardo Graça

Notícia do TorresVedrasWeb de 11 de julho de 2018.

O projeto foi lançado em Leiria há cerca de um ano e meio, onde funcionam quatro Grupos Comunitários de Brincar, com grande adesão. Já recebeu 2 distinções nacionais e uma internacional.

O projeto “Brincar de Rua”, com sede em Leiria, pretende agora chegar a Torres Vedras com a implementação de Grupos Comunitários de Brincar, onde as crianças podem brincar livremente, na rua, em segurança.

Os hábitos e o estilos de vida das crianças estão a tornar-se cada vez mais sedentários. As crianças ocupam muitos do seu tempo no estudo, em atividades organizadas ou em frente ao telemóvel, computador e TV; cada vez menos tempo livre e ao ar livre.

O programa está à procura de voluntários para iniciar o primeiro Grupo Comunitário de Brincar da cidade de Torres Vedras. As inscrições podem ser feitas online através do endereço: http://www.brincarderua.pt

Os cientistas estão a ficar preocupados com este facto, porque esta mudança está a começar a afetar a saúde das nossas crianças (por exemplo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, em Portugal, um terço das crianças têm excesso de peso) e também as suas competências pessoais e sociais (como ser capaz de tomar iniciativa, lidar com frustração ou resolver um problema ou conflito).

Sabia que a maioria das crianças portuguesas têm menos tempo livre, ao ar livre do que um prisioneiro? 70% das crianças portuguesas passam menos de uma hora ao ar livre.

Neste sentido  a Ludotempo, uma associação sem fins lucrativos sediada em Leiria, projetou e está agora a implementar uma solução integrada que vai ajudar a criar Grupos Comunitários de Brincar, onde as crianças podem brincar livremente, na rua, em segurança. A iniciativa está agora a chegar a Torres Vedras, em parceria com a Câmara Municipal.

O projeto foi lançado em Leiria há cerca de um ano e meio, onde funcionam quatro Grupos Comunitários de Brincar, com grande adesão. Já recebeu 2 distinções nacionais (10 finalistas no Programa FAZ IOP da Fundação Calouste Gulbenkian e Big Smart Cities) e uma internacional (12 melhores projetos mundiais, apoiados pela UEFA Foundation for Children).

Foi reconhecido recentemente pelo Plano de Ação Nacional para a Atividade Física (Governo de Portugal – http://www.panaf.gov.pt) como iniciativa de refência a nível nacional.

O Brincar de Rua está já a fazer a diferença na vida de muitas crianças e comunidades que se agregaram em torno desta causa comum: promover estilos de vida saudáveis, comunidades mais coesas e crianças mais felizes e capazes de enfrentar os desafios do seu futuro.

Créditos de Imagem: Ricardo Graça

Fotogaleria

https://torresvedrasweb.pt/fotogaleria-as-criancas-de-torres-vedras-vao-poder-voltar-a-brincar-na-rua-em-seguranca/

Brincar na rua, com dia e hora marcada

Fevereiro 22, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da https://www.tsf.pt/ de 6 de fevereiro de 2018.

Fora de casa e sem tecnologia. O projeto da associação Ludotempo, distinguido pela UEFA, está a chegar a Lisboa.

As crianças do projeto Brincar de Rua, em Leiria, juntam-se uma vez por semana para interagir fora de casa, sem tecnologia. “Brincamos no parque, depois vamos ali, temos um esconderijo. Partimos as pedras para ficar maior. Depois tem aquela árvore, parece uma cadeira”, descreve um dos elementos do grupo, Bogdan, nove anos de idade.

No Bairro dos Capuchos, a imaginação ganha asas entre as árvores, por caminhos tão livres como o pensamento.

– “Estamos a tentar construir uma casa, não sei se é mesmo”.
– Pode ser uma casa imaginária.
– “Sim, é isso que vai ser, só que vamos pôr alguns ramos a tapar”.
– Rafael, quem é que decide as brincadeiras, aqui?
– “É em conjunto, acho eu. Não, ainda não sei, isso eu não sei, está bem?”

Premiado pela Fundação UEFA for Children, o Brincar de Rua existe há ano e meio. Atualmente envolve 46 crianças, em quatro bairros.

Nos Capuchos, “podem brincar no monte ou no parque”, explica Sofia Rino, mãe e voluntária no projeto, que mobiliza dois monitores por sessão. “Neste caso, estava a mandar uma mensagem à Marta e ela estava a dizer-me que ficou com menos três meninos, ou seja, há três meninos que voltaram para trás, para ao pé de mim, no parque. E vamos gerindo assim, por SMS”.

Francisco Lontro, da associação Ludotempo, responsável pelo Brincar de Rua, a explicar a importância dos limites invisíveis no perímetro de segurança, porque “79% dos pais” responderam em inquérito que “achavam fundamental” a experiência de brincar na rua, mas “não tinham como o fazer”. Daí, adianta, “todo o processo do Brincar de Rua foi criar camadas sobre camadas de segurança” e pensar como podia ser otimizado para “devolver às comunidades a possibilidade de dar esta oportunidade aos miúdos”.

Os adultos não interferem, todo o guião de brincadeiras é construído em tempo real pelos mais novos. Uma questão decisiva, considera Francisco Lontro, para quem “não há autonomia, não há liberdade, sem responsabilidade”. Os objetivos do Brincar de Rua passam por “torná-los mais ativos” e “dar-lhes competências sociais e pessoais para que possam ser livres”, nas brincadeiras e noutras circunstâncias da vida. Para que se tornem “mais resilientes, mais resistentes, mais persistentes”.

Longe dos ecrãs e dos jogos de telemóvel, tablet ou consola, a viver emoções e desafios cara a cara. “Mas também depois há outro fator, que já não se fala tanto, que é a questão da literacia motora, por assim dizer. De ter miúdos que sabem utilizar o seu próprio corpo para saltar um muro, para medir a distância em relação ao outro para não se atropelarem, para construir qualquer coisa a partir de um elemento qualquer natural”, salienta Francisco Lontro.

Um brincar do antigamente, com dia e hora marcada. Que é “uma pedrinha na engrenagem” e permite aos pais “mudar a semana” dos filhos, afirma o presidente da associação Ludotempo.

Próximo passo, Lisboa: o Brincar de Rua está a chegar à freguesia de Carnide. “Os miúdos vivem num bairro, muitas vezes não conhecem sequer os vizinhos do próprio prédio, quanto mais a dinâmica do bairro, e nós queremos inverter isso. Queremos que isto funcione como uma microcomunidade, que facilite as relações entre as pessoas que estão dentro dessa tal microcomunidade do Brincar de Rua. E fomentar que eles, pequeninos, possam ser os embaixadores de um regresso a uma cultura de vivência de bairro”, esclarece Francisco Lontro.

O objetivo da Ludotempo é formar pelo menos 75 grupos comunitários até ao final de 2019. A associação acredita que o brincar está no código genético humano e que a rua nunca vai passar de moda.

Ouvir a reportagem no link:

https://www.tsf.pt/sociedade/interior/brincar-na-rua-com-dia-e-hora-marcada-9099962.html

Mais informações nos links:

http://www.ludotempo.pt/brincar_de_rua

https://uefafoundation.org/action/brincar-de-rua-street-play/

 

Voltar a brincar na rua

Novembro 14, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://www.educare.pt/ de 10 de outubro de 2016.

snews

Associação de Leiria lança projeto para que os mais novos brinquem nas ruas e jardins da cidade. São criados grupos comunitários e os adultos são embaixadores do brincar.

Sara R. Oliveira

“Queremos os mais novos a brincar livremente no espaço público, encontrando os amigos de sempre ou fazendo novos amigos, explorando a criatividade e com interferência mínima dos adultos.” Francisco Louro, presidente da associação Ludotempo, de Leiria, explica, em declarações à Lusa, a base do projeto “Brincar na Rua” que pretende recuar aos tempos das brincadeiras ao ar livre. A ideia é que as crianças brinquem nas ruas e jardins, que tenham essa experiência, mas de uma forma adequada aos tempos modernos e com toda a segurança.

O modelo está definido, a iniciativa destina-se a crianças entre os 5 e os 12 anos, e o projeto-piloto será testado num bairro na cidade de Leiria em outubro. Há vontade de replicar o projeto em outras cidades. São criados grupos de brincar comunitários, cada um não deverá ultrapassar as 15 inscrições. Cada grupo será monitorizado por dois adultos formados e certificados pela associação sem fins lucrativos de Leiria. E esses adultos monitores serão os embaixadores do brincar, responsáveis por garantir a segurança dos mais novos, por dinamizar a comunidade. Têm outras tarefas no processo, podem, por exemplo, ativar brincadeiras, mas logo que o façam retiram-se do palco das brincadeiras.

Crescer e aprender a brincar é também um dos motores do projeto. A associação sabe que os mais novos passam muito tempo fechados em casa à volta dos aparelhos tecnológicos e, além disso, auscultou a comunidade local. As conclusões são claras: 85,7% dos pais querem dar prioridade às atividades ao ar livre, 69,8% das crianças gostariam de brincar na rua, 58,9% dos pais querem espaços infantis onde os filhos possam brincar em segurança. Indicações importantes e que dão força à iniciativa.

“O grande bastião do projeto é a segurança das crianças”, refere, à Lusa, o responsável pela Ludotempo. E isso é assegurado por um sistema de geolocalização. “Este sistema permite definir um perímetro de segurança e se por alguma razão extraordinária, a criança se afastar, o sistema emite um alerta imediato e os monitores sabem que a criança saiu do perímetro de segurança e conseguem localizá-la”, explica Francisco Louro.

“Brincar na Rua” é um projeto de inovação social e foi reconhecido como uma das dez melhores iniciativas nacionais de 2016 pela Fundação Calouste Gulbenkian. Está nas mãos da Ludotempo e conta com as parcerias da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria, da câmara local, da União de Freguesias de Leiria e do Instituto Português do Desporto e Juventude.

http://www.ludotempo.pt/


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