Famílias em Construção – Ed. Fábula

Outubro 9, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Clara encontra-se numa encruzilhada: a sua vida será, a partir daquele momento, repartida entre a casa da mãe e a casa do pai, com a sua nova mulher e o filho dela, Miguel, que não pretende tornar a vida de Clara fácil. Também para ele não é uma mudança desejada. O Bernardo vê a sua família em turbilhão e o Pedro vai ter de se adaptar a um novo país, porque a sua família vai emigrar. Aos poucos, todos eles vão descobrir que as suas vidas estão constantemente em construção e que há muito de bom para aproveitar!

mais informações sobre o livro no link:

https://fabula.pt/livros/familias-em-construcao

Pequenos livros sobre Grandes pessoas : Nelson Mandela

Setembro 4, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

https://www.fabula.pt/livros/pequenos-livros-sobre-grandes-pessoas-6-nelson-mandela

O que as crianças perdem quando não há ogros, bruxas e princesas nas histórias infantis?

Junho 30, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do El País Brasil de 7 de junho de 2019.

Eva Carnero

As narrativas para os pequenos estão mudando; como eles e a sociedade são afetados pelo processo?

O pai, trabalhando / mãe, no lar/ tudo já está em seu posto / tudo já em seu lugar. Não parecem versos com os quais alguém gostaria de educar seus filhos, mas muitos pais que hoje defendem com firmeza os postulados feministas, para não dizer todos, provavelmente elogiaram a autora alguma vez. Sim, certamente todos eles o fizeram, pois a autora não é outra senão Gloria Fuertes, uma poetisa que se caracterizou pela identidade feminista e escreveu essas letras nos anos setenta, no livro El Hada Acamarelada. Cuentos em Verso (A Fada Melosa. Contos em Verso). São os mesmos versos que, curiosamente, faltavam em algumas versões publicadas em 2017, quando se comemorou seu centenário de nascimento. Segundo conta a professora de Educação Primária e Infantil da Universidade Internacional de La Rioja, Concepción María Jiménez, a estrofe não figurava em todas as novas edições, e poucas crianças lerão esses versos.

O caso exposto pela professora universitária dá uma medida de até que ponto existe um temor, uma atitude preventiva em relação ao conteúdo das histórias e — por uma justificável extensão — em relação a toda obra literária destinada às crianças. Para as tenras mentes infantis, as histórias podem se tornar exemplos perversos a imitar, podem ensinar modelos com os quais perpetuem atitudes inadequadas, prejudiciais à sociedade, quase imperdoáveis em casos extremos… Talvez seja assim, talvez não, mas não há dúvida de que as histórias exercem um efeito inegável na ideia da realidade desenvolvida pelas crianças. “São o caminho mais eficaz para responder ao que cada um sente, em que calçamos os sapatos do outro e que nos ajudam não apenas a nos conhecer e nos entender, mas também a reconhecer o mundo”, explica Jiménez.

As histórias devem ser realistas?

Quando você lê ao seu filho Chapeuzinho Vermelho, Cinderela ou Os Três Porquinhos não está apenas transmitindo uma história com a qual a criança se entretém, desfruta e viaja com imaginação. Além disso, e aqui está o mais interessante, você está mostrando a ele “o reflexo da vida, com a crueldade, a inveja, o egoísmo, a coragem, a generosidade e tudo que caracteriza o ser humano”, diz Jiménez. Tudo que é bom e tudo que é mau. “Talvez por isso, nas histórias, os personagens não sejam ambivalentes, isto é, não sejam bons e maus ao mesmo tempo como realmente são os seres humanos, o que ajuda as crianças a compreender mais facilmente a diferença entre a maldade e a bondade” reflete Jiménez.

E assim pensa a professora que as histórias deveriam ser, pois se não mostram a realidade como ela é perdem a capacidade de responder às perguntas que sempre acompanharam o ser humano, aquelas que giram em torno da tristeza, do amor, da inveja… Neste sentido, ela defende com firmeza os contos de fadas e sua linguagem simbólica, e contraria a opinião de que “esse tipo de relato narra histórias simplórias, onde não existem problemas e tudo é idealizado”. Segundo ela, “se olharmos para os contos de Andersen ou dos irmãos Grimm veremos muitas coisas que seriam perversas: bruxas, ogros, atrocidades, crimes… Existe muito drama e muito conflito, algo de que as crianças tendem a gostar”.

Mas o enfoque próprio dos contos tradicionais não costuma ser visto em muitas histórias infantis modernas nas quais, de acordo com Jiménez, “o que encontramos são instruções para administrar as emoções, para controlar os estereótipos e os gêneros, e para trabalhar os valores, quando, na verdade, o conto é algo íntimo, que cada pessoa interpreta de seu próprio interior”. A professora diz que direcionar esses sentimentos através da literatura é como fornecer uma receita para a vida. De acordo com ela, e por muito boas intenções que se tenham ao fazê-lo, algumas das histórias que se contam agora tratam sobre como devemos instruir a criança para que veja a vida de “forma bonita”, ou seja, como um lugar onde não existem decepções, conflitos ou dor: “Uma mentira que faz parte dessa nova política de não incomodar. Uma tarefa que fazem suprimindo o que é característico do conto tradicional, a transgressão, o simbolismo, a emoção, a ambiguidade…”

Uma maneira de entender que os outros pensam diferente

Além de mostrar à criança como é o mundo que a rodeia, cada história encerra uma mensagem única, “de forma simbólica, ensina a criança como lidar com as vicissitudes do dia a dia, aliviar os medos e enfrentar as ansiedades que certas incertezas podem provocar”, diz a professora. Neste caso é preciso levar em conta que o ensinamento que cada criança tira não é sempre o mesmo, pois cada um interpreta a história à sua maneira.

“O cérebro de cada criança se forma a partir de suas próprias experiências, mas também observando os exemplos da vida dos adultos, assim como as histórias que lhe contam. Estas têm um peso muito importante, embora não chegue a ser determinante”, esclarece Moisés de la Serna, doutor em Psicologia, escritor e mestre em Neurociência. Outra função que a Neurologia atribui às histórias é ajudar a criança a entender as dimensões do tempo e do espaço. Através da estrutura sequencial do relato, o cérebro cria lembranças que registra em ordem cronológica, o que, em última instância, pressupõe a existência de um passado, um presente e um futuro. É uma estrutura simples, mas básica para a vida social.

Segundo de la Serna, as histórias oferecem outra qualidade interessante para o desenvolvimento emocional das crianças. O especialista vê nesse tipo de histórias “uma maneira de aprender a entender que os outros podem ter diferentes formas de pensar, intenções e motivações”. Assim, o psicólogo diz que “a criança aumenta suas habilidades sociais desenvolvendo o que é conhecido como teoria da mente, isto é, a capacidade de saber que os outros têm pensamentos diferentes dos que ela tem”. Muito próxima dessa ideia, a professora Jiménez relaciona outra capacidade mais com a leitura de histórias, a de ensinar a se colocar na pele do outro (algo que nem sempre é benéfico), “essa empatia tão necessária em nossos dias”. Todas essas qualidades podem ser encontradas em maior ou menor grau nas histórias de todas as épocas, embora seja verdade que com nuances significativas que variam com o momento histórico.

O que existe de ‘tóxico’ nas histórias?

Jiménez descreve uma evolução interessante desse tipo de histórias, com ênfase em alguns aspectos particularmente relevantes. Para começar, temos as “histórias com moral de Perrault, nas quais se percebe a crueldade e há inclusive finais dramáticos. Mais tarde, no século XIX, os irmãos Grimm publicaram essas mesmas histórias suavizando o final para evitar tanta ‘crueldade’. E no século XX, a Disney também transformou várias dessas histórias para levá-las ao cinema”, diz. E as mulheres sabem bem que o cinema nem sempre conta as coisas como são. Finalmente, a especialista acredita que, desde a década passada, muitas dessas histórias primigênias foram manipuladas ou adaptadas para responder a necessidades diferentes, para se adequarem à época atual.

A doutora em Pedagogia, professora da Universidade Rovira i Virgili, escritora e contadora de histórias Maria Concepción Torres acredita que “os elementos do conto tradicional ainda aparecem em muitas narrativas atuais, enquanto muitos deles tentam apresentar situações reais próximas do menino ou da menina, ou do jovem ao qual se dirige a história: suas vivências, suas preocupações… que não são as mesmas de 10 ou 20 anos atrás”. Daí a mudança de enfoque, que desafia a tradição e tem um reflexo tangível fora das páginas das histórias para crianças.

Por exemplo, uma escola em Barcelona decidiu retirar de sua biblioteca Chapeuzinho Vermelho e A Bela Adormecida, junto com outros 200 títulos (30% dos livros do jardim da infância) por conterem histórias “tóxicas” do ponto de vista de gênero. É uma decisão que convida os pais a considerar se devem ler essas histórias para seus filhos ou se isso ajudaria a perpetuar o machismo na sociedade. Em outras palavras, uma notícia que mostra a enorme importância atribuída aos contos infantis na formação da sociedade.

Mas os contos, como qualquer mensagem, não devem ser tirados do contexto. “As mensagens dessas histórias devem ser situadas no momento de sua criação para poder compreendê-las. Quando as transferimos para a nossa realidade é quando se faz essa análise de estereótipos sexistas”. Torres defende os contos tradicionais e considera que devem continuar sendo transmitidos para poder contrastar a história com a realidade e, assim, gerar um pensamento crítico. E isso, ironias da literatura, certamente ajuda a ser mais livre no mundo real.

 

Oficina : Por Detrás dos Desenhos de Alice – 25 maio na Cinemateca Júnior (crianças dos 5 aos 8 anos)

Maio 14, 2019 às 8:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Marcação até dia 20 de maio

mais informações no link:

http://mkt.cinemateca.pt/vl/a3b-6020e351c59334aa3c0911c34-87-82cd0-93eI3edjJneOxRe097-853ad9?fbclid=IwAR2ZVUJrzfxUoLogRVwhsI7Dm9AzrAgsx0r97q3lypUChJKx2XbTCpUqSbM

Cuidado com as passwords”, avisam Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada

Dezembro 25, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Miguel Manso

Notícia do Público de 26 de novembro de 2018.

Armadilha Digital é o mais recente livro das autoras de Uma Aventura, que o apresentaram nesta segunda-feira, no Porto, com a ajuda do director da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica da Polícia Judiciária, Carlos Cabreira.

Rita Pimenta texto e Miguel Manso  fotografia

Alertar os mais jovens para “riscos e perigos da Internet” através de uma história com que se identifiquem é o propósito de Armadilha Digital, o quinto livro da colecção Seguros e Cidadania, editada pela Associação Portuguesa de Seguradores (APS). Protagonistas: passwords fracas.

Quais são elas? As “relacionadas com o próprio nome, nome dos filhos, datas de nascimento, telefones, número de porta, de residência, etc.”. Exemplos que surgem no final da obra, a que se acrescenta ainda recomendações para “evitar o furto de identidade”, como “nunca revelar a palavra-passe a ninguém” ou “evitar disponibilizar os dados pessoais em sites ou plataformas que promovem encontros online, como chats e redes sociais”.

Clonagem de cartões bancários, burlas online, cópias de ficheiros, e-mails falsos e ataques aos sistemas informáticos das empresas e do Estado são outros riscos para que Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada alertam em Armadilha Digital.

As autoras, conhecidas sobretudo pela colecção Uma Aventura, contaram com a colaboração do director da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica da Polícia Judiciária, Carlos Cabreira, e com a equipa do Centro de Investigação para as Tecnologias Interactivas da Universidade Nova de Lisboa.

Ana Maria Magalhães diz ao PÚBLICO: “Podia fazer-se um livro apenas informativo. Mas os textos informativos são apelativos para um reduzido número de pessoas. A maior parte chega a meio e abandona-os.” Por isso, criaram uma história que cativasse o jovem leitor: “Uma história, para arrebatar, tem de criar empatia. Pessoas de quem se goste, pessoas que se odeie, pessoas que nos indignam, atitudes e actos absolutamente condenáveis e outros enternecedores.”

Segundo Isabel Alçada, foi preciso “virar do avesso” os textos informativos que leram. E explica: “Estavam escritos do ponto de vista de quem já sabe e não do ponto de vista de quem está na eventualidade de sofrer um problema.”

Paixão e informação

Vamos à história: um workshop sobre programação numa escola de artes e o fascínio de uma aluna pelo formador dão o mote para uma narrativa que irá revelando os perigos que corremos ao transmitir certas informações a alguém que mal conhecemos.

Sem querermos entrar em muitos pormenores da narrativa, podemos desvendar que familiares da rapariga, Beatriz, hão-de ver-se a braços com crimes de pirataria informática decorrentes da sua ingenuidade e desconhecimento. De caminho, é-nos dado conta de que existem seguros que podem minimizar os danos destes novos cibercrimes.

Descreve Ana Maria Magalhães: “Íamos contando a história e nunca mais chegávamos ao que se pretendia.” Isabel Alçada continua: “Tínhamos de dar lastro às personagens e torná-las próximas do potencial leitor.” Ana completa: “É uma história de amor. Percebe-se que a rapariga está apaixonada e que ele é enigmático.” Isabel prossegue: “Quisemos reconstituir uma realidade que torne nítida a posição de cada personagem…” Ana conclui: “… e que a pessoa sinta: podia ser eu.”

Chegar às escolas

O tema do livro foi proposto, como habitualmente nesta colecção (começou em 2013), pela directora-geral da APS, Alexandra Queiroz, devido ao crescimento “da influência dos recursos digitais nas práticas financeiras e os riscos que isso implica, sobre os quais muita gente não tem noção”, explica Isabel Alçada.

De acordo com a associação, “o objectivo principal é chegar às escolas”, estando estas publicações integradas numa “acção de esclarecimento sobre o que é o seguro, no âmbito do programa nacional de literacia financeira, com a chancela Portugal Seguro”.

O quinto volume, destinado ao 3.º ciclo e secundário, foi lançado nesta segunda-feira justamente numa “escola que tem no seu programa oficial, especificamente, a literacia em seguros”, o Agrupamento de Escolas Fontes Pereira de Melo, no Porto, em associação com a Fundação Cupertino Miranda.

Ambas as autoras admitem que alteraram comportamentos depois deste trabalho. Isabel Alçada: “Mudo as passwords de vez em quando, tenho mais cuidado quando vou ao banco online, tinha os cartões de código todos à vista e agora tenho outro cuidado e atenção.” Ana Maria Magalhães passou a usar “o cartão multibanco só dentro do banco”.

Convidar uma é convidar a outra

A trabalhar juntas desde 1982, quisemos saber se fizeram algum pacto ou contrato que as obrigue a assinar em conjunto. Divertidas, respondem: “Não, não fizemos, é implícito”, diz Isabel. Ana discorre: “Quando os miúdos nos fazem essa pergunta, eu costumo dizer: ‘Nasci com dois braços, seria muito estúpido cortar um para ver como é trabalhar só com o outro. Nós começámos juntas e correu bem. Em equipa que vence não se mexe.”

Durante todos estes anos, sempre que alguém sugere a uma das autoras algum tema ou iniciativa no âmbito da escrita para crianças e jovens, isso significa que a outra também está a ser convidada.

Dizem não estar “fartas” uma da outra, continuam amigas e vão tendo projectos em separado: Ana fez uma autobiografia, Isabel esteve no Plano Nacional de Leitura e escreveu sobre ele a solo.

Isabel Alçada recorre à geometria: “Somos secantes.” Isto para explicar que “a maior parte das actividades é em conjunto, mas depois cada uma tem a sua vida”. Ana: “Estamos óptimas assim. Se estivéssemos todos os dias a trabalhar juntas, ia tornar-se cansativo.”

O processo de trabalho mantém-se a cada novo título: lêem, estudam, investigam, cada uma por seu lado, mas recorrendo às mesmas fontes. Vão conversando, vêem se têm lacunas na investigação e se coincidem na interpretação dos documentos que consultaram. Se têm divergências sobre o entendimento de algo, recorrem a um especialista no assunto. “Depois, inventamos uma história.” Tem resultado.

Ambas ex-professoras de História, Ana já se reformou, mas Isabel ainda não. “Eu já me podia ter reformado, mas o Presidente [Marcelo Rebelo de Sousa] convidou-me para ser consultora para a Educação e eu achei muito interessante. Lá estou.”

Palavras de outros tempos

Durante a leitura de Armadilha Digital, tropeçámos em pelo menos duas expressões que nos soaram estranhas, por remeterem para tempos recuados: “dichotes e remoques” e “lançavam miradas aos seguranças”. Quisemos saber se eram propositadas e se tinham algum objectivo didáctico.

Divertidas, respondem: “Não, não é”, diz Isabel. “Escapou”, acrescenta Ana. E explica: “Muitas vezes escrevemos e depois, pensamos: espera aí, já ninguém diz isto. E cortamos. Há sempre uns que escapam, esses escaparam!”

Isabel: “Temos a preocupação de ver, no caso de o leitor não conhecer o termo, se o contexto o esclarece.” Ana: “Usamos imenso ‘mirada’. Eles tiram pelo sentido, mas temos de ter cuidado porque se não, não percebem a história.”

A compreensão por parte dos leitores sempre esteve nas suas preocupações: “Sempre tivemos a intuição de que, se tivéssemos termos, expressões ou figuras de estilo que impedissem a compreensão do texto, eles abandonavam a leitura.” Isabel lembra como os estudos entretanto realizados provam isso mesmo: “Há uma investigação na área da leitura que demonstra que, se houver, 10% de palavras que eles não conheçam o significado, rejeitam o livro.”

Sobre as frases feitas, Ana Maria Magalhães recorda um miúdo pequenino que “ria às gargalhadas” porque tinha lido a frase até então desconhecida “enquanto o Diabo esfrega um olho”. Logo Isabel Alçada se lembrou de outra criança que também se riu muito quando leu “foi num pé e veio no outro”. Convencido de que tinha ido e vindo “ao pé-coxinho”.

Acabaram por transpor essa ideia para a colecção A Bruxa Cartuxa. “Aproveitámos essas frases feitas, umas mais vulgares, outras menos. Através de magia, acontecem coisas como: ‘Nesta sala está tudo de pernas para o ar.’ E fica mesmo tudo de pernas para o ar. Eles acham imensa piada.”

A terminar, Ana refere: “Mesmo na colecção Uma Aventura, nalgumas reedições, houve termos que tiveram de ser substituídos por sinónimos. Isto por serem palavras que as pessoas deixaram de dizer completamente. Tem de se ter cuidado, estamos em 2018 e não em 1940.”

Desta colecção, Seguros e Cidadania, já fazem parte os seguintes títulos: O Risco Espreita, Mais Vale Jogar pelo Seguro (2013); Catástrofes e Grandes Desastres (2014); Um Perito em Busca da Verdade (2016); Encontro Acidental (2017), ilustrados por Carlos Marques. Em Armadilha Digital, as imagens são assinadas por João Pupo. São livros distribuídos gratuitamente nas bibliotecas escolares em articulação directa entre a APS e os professores bibliotecários.

 

 

 

Apresentação do livro “João rápido como um foguetão” | 16 Dezembro em Lisboa

Dezembro 15, 2018 às 3:17 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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https://www.wook.pt/livro/joao-rapido-como-um-foguetao-nuno-pereira-machado/22130472

 

Plasticus maritimus. Como explicar o problema do plástico às crianças

Dezembro 14, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 28 de novembro de 2018.

Ana Dias Ferreira

Tem direito a nome científico (inventado pela bióloga Ana Pêgo) e deu um livro da Planeta Tangerina. O problema do plástico nos oceanos está agora acessível a uma criança. Vamos formar ativistas?

É uma espécie exótica e invasora que se encontra em todos os mares e zonas costeiras do mundo. Pode apresentar-se sob uma grande variedade de formas e em todas as cores, incluindo a transparente ou mesmo “invisível”. Em geral, desloca-se fácil e rapidamente, em função dos ventos e correntes. Tem grande facilidade de se adaptar a todos os ecossistemas. Nome científico? Plasticus maritimus, uma designação inventada pela bióloga Ana Pêgo (e agora um livro), que nos últimos quatro anos tem feito questão de gastar o seu latim para falar do problema do plástico nos oceanos.

“O meu objetivo é chegar ao máximo de pessoas. Essa tem sido a minha arma de combate: informar”, diz a bióloga marinha de 47 anos. Munições não lhe faltam: em 2014 reconstruiu o esqueleto de uma baleia de 10 metros só com objetos de plástico branco encontrados na praia, na instalação “Balaena plasticus”, este ano reposta no Centro Cultural de Belém. Em 2015 criou a página Plasticus maritimus para partilhar fotografias do lixo que começou a colecionar e que deu origem a várias exposições. Desenvolve regularmente oficinas e ateliers sobre o ambiente para crianças e famílias, em instituições como a Gulbenkian e o Oceanário. Passa a vida a “escrever para todo o lado”, seja sobre as largadas de balões promovidas pelas câmaras municipais ou os pacotes de sumo com palhinhas distribuídos nas escolas. Agora escreveu também um livro, em parceria com Isabel Minhós Martins, da editora infanto-juvenil Planeta Tangerina, e com ilustrações de Bernardo P. Carvalho. Um guia de campo, como os biólogos fazem quando querem identificar determinadas plantas e animais, para falar desta “espécie invasora” que representa já 80% do lixo que existe nos oceanos e que ameaça sobrepor-se aos peixes em 2050. Objetivo: sensibilizar para um uso mais sensato dos plásticos (metade usados apenas uma vez), formar ativistas, levar à mudança. “Acho que se as pessoas forem informadas sobre o impacto dos nossos hábitos diários, se souberem que as largadas de balões e os cotonetes que atiram para a sanita vão parar ao mar, vão querer fazer alguma coisa. Não podemos continuar à espera que os outros resolvam os assuntos. Temos de ser ativos.”

Dando o exemplo do sabonete em lugar do gel de banho, Ana Pêgo defende que “não é preciso fazer uma mudança radical para começar a ‘desplastificar’”, basta começar por chegar ao supermercado e “não querer as bolachas que são vendidas dentro de dois pacotes”, ou fugir das embalagens de uso único. Esse é também todo o espírito (e mérito) do livro: dar sugestões concretas, descomplicar o que é complicado e tornar um dos maiores problemas e desafios do nosso planeta acessível a uma criança de oito anos.

É por isso que Plasticus maritimus – uma espécie invasora começa por mostrar, antes de mais, qual é a importância de salvar os oceanos, principais reguladores do clima e que produzem mais de 50% do oxigénio que respiramos. Ou que explica afinal o que é o plástico, com direito a uma “pequena aula de físico-química” que mostra como se fabrica e por que é um material tão especial e duradouro, podendo ficar dezenas, às vezes centenas de anos no meio ambiente. É por isso também que depois dos números assustadores — “todos os anos, cerca de oito milhões de toneladas de plástico acabam nos oceanos, o que equivale a serem despejados no mar, a cada hora que passa, cerca de mil toneladas de plástico, um camião cheio por minuto” — se mostram alternativas e bons exemplos que já estão a ser seguidos noutros países, como a lei aprovada em França para banir a louça descartável de plástico até 2020. Ou que se dão ainda sugestões de hábitos a implementar no dia-a-dia, com direito a umas quantas notas de como lidar com a atitude dos outros se nos acharem extraterrestres por recusarmos coisas que não são essenciais, identificarmos bizarrias que não deviam existir (como laranjas descascadas vendidas em placas de esferovite e envolvidas em celofane) ou mandarmos arranjar os objetos que se estragam em vez de ir a correr comprar outros.

Estes hábitos são contra-corrente no mundo da novidade e do “usa-e-deita-fora”,  mas “o livro acaba por sair em plena explosão do plástico”, diz Ana, que em tempos se sentiu sozinha a alertar para uma questão a que ninguém parecia ligar. A sua instalação da baleia branca era o elefante na sala, mas em janeiro deste ano o elefante chegou a Bruxelas, com a apresentação da primeira grande Estratégia Europeia sobre Plásticos por parte da Comissão Europeia. “Este já não é um problema que está lá longe, na ilha do Pacífico feita de plástico, que tem 17 vezes o tamanho de Portugal e que continua a aumentar. É um problema que está aqui na Europa, aqui em Cascais, na nossa costa. Há animais que aparecem mortos e que comeram plástico.” Estão nas notícias, nas imagens (chocantes) postas a circular, começam a estar na agenda política.

Para Ana Pêgo, são os governos e os municípios que podem educar os cidadãos, mas também os cidadãos que podem exigir mais dos seus governos, através das suas escolhas. Mais do que no ecoponto amarelo, acredita numa série de “erres” antes do reciclar (repensar, recusar, reduzir, reparar e reutilizar), e acredita sobretudo no conceito de economia circular: “A reciclagem ainda tem um longo caminho pela frente e gasta recursos, além de que o plástico não é reciclável até ao infinito, ou não é facilmente reciclável de todo”, defende. “Acho que o futuro é a economia circular, que promove a reutilização de recursos e a reparação de materiais”. Citando o livro: “a ideia é que uma matéria-prima, quando é extraída da natureza, circule dentro deste circuito por muito, muito tempo… dando tempo à natureza de se regenerar.”

No seu guia de campo, e como um verdadeiro especialista à procura de uma determinada espécie no seu habitat natural, ensina a preparar uma saída para limpar as praias do Plasticus maritimus: o equipamento a levar, os cuidados a ter, os melhores locais e épocas. Para além de bióloga marinha, Ana Pêgo assume-se como beachcomber, isto é, alguém que não se limita a recolher lixo mas que coleciona e se interessa pela origem e a história dos objetos que encontra. Já apanhou 133 palhinhas na mesma praia e 253 tampas de garrafas em 20 minutos, num passeio no Cabo Raso, e tem coleções de pentes, peças de Lego, rodas, isqueiros, escovas de dentes ou embalagens de soro (todas mostradas no livro). A paixão pelo mar veio-lhe dos tempos de criança e de morar a 200 metros da Praia das Avencas, “o quintal mais incrível que alguém podia ter”. Adora baleias e esta é, resume, a sua forma de as salvar.

 

 

Ciclo de Conferências Literatura infantil e juvenil sem fronteiras – 25 outubro a 29 novembro na Universidade de Aveiro

Outubro 23, 2018 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://www.eventosaveiro.com/profile-main/286

8 livros para as crianças lerem antes do regresso às aulas

Agosto 31, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto da Evasões de 25 de agosto de 2018.

Cláudia Carvalho

As férias já vão longas e é preciso começar a preparar mais um ano. Porque não pô-los a ler banda desenhada e livros ilustrados? Dos grandes nomes da filosofia à história dramática de Anne Frank, do inventário ilustrado de aves a um guia para descobrir a natureza, as propostas são muitas e variadas.

Banda desenhada, rock, viagens, botânica, natureza ou História… São múltiplos os temas abordados nestes 8 livros ideais para pôr as crianças a ler (e a aprender) enquanto não chega o dia do regresso às aulas de mais um ano letivo. Tome nota das sugestões percorrendo a fotogaleria acima.

 

Portugal precisa de (mais) literatura para jovens

Agosto 29, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de Rita Pimenta publicado na Revista Cátedra Digital

Livros para crianças e jovens há muitos. Literatura nem por isso. A atenção das editoras a este segmento de mercado tem sido constante, mesmo nos anos de crise. No entanto, o incremento maior de obras escritas por autores portugueses verifica-se no álbum ilustrado e para as idades mais baixas.

Para os adolescentes e jovens (dos 12 aos 18 anos), são as traduções que mais ocupam as prateleiras das livrarias e das casas. Poucos nomes se juntaram aos há muito reconhecidos autores que criaram histórias que os adultos de hoje não esquecem, como Alice Vieira, Álvaro Magalhães, Ana Maria Magalhães, Ana Saldanha, António Mota, António Torrado, Isabel Alçada, José Jorge Letria, João Pedro Mésseder, Manuel António Pina, Sophia de Mello Breyner Andresen ou Teresa Maia González. E muitas crianças e jovens continuam a gostar de ler estes autores.

“As crianças não mudaram nada. O que mudou foram os adereços. Tudo o mais, os ciúmes, as zangas, as tristezas e alegrias, está tudo tal e qual como naquele livro”, disse recentemente Alice Vieira ao jornalista Tiago Palma, a propósito do seu primeiro livro para a infância, Rosa, Minha Irmã Rosa (1979

Mas não se fique com a ideia de que o mercado português se limita a oferecer obras traduzidas para os leitores que estão a abandonar a infância. Certos autores portugueses de gerações mais recentes vêm dedicando também algum do seu talento à literatura para jovens, não sendo, no entanto, este o seu público-alvo preferencial. São eles Afonso Cruz (Vamos Comprar Um Poeta, O Pintor debaixo do Lava-Loiças), Cristina Carvalho (Rebeldia, O Gato de Uppsala), Richard Zimler (O Cão Que Comia a Chuva) ou Valter Hugo Mãe (O Paraíso São os Outros). Com sucesso.

Outros autores – na verdade, autoras – surgiram nos últimos anos em dedicação praticamente exclusiva à literatura juvenil: Ana Pessoa (Supergigante, Mary John) Ana Soares e Bárbara Wong (colecção Olimpvs), Carla Maia de Almeida (Irmão Lobo, Amores de Família), Margarida Fonseca Santos (colecções A Escolha É Minha, Desafios em 77 Palavras) e Maria Francisca Macedo (colecção O Clube dos Cientistas). Também com sucesso.

No domínio da poesia, continuam a impor-se os autores João Pedro Mésseder (Olhos Tropeçando em Nuvens e Outras Coisas: Haicais ou quase), José Fanha (Esdrúxulas, Graves e Agudas, Magrinhas e Barrigudas) e José Jorge Letria (O Livro das Rimas Traquinas, A Guerra), a quem se juntam agora João Manuel Ribeiro (Palavras-Chave, Notícias Fugazes do Amor) e Manuela Leitão (Poemas da Horta e Outras Verduras, Poemas para as Quatro Estações).

O inconfundível humor de Luísa Ducla Soares continua a dirigir-se sobretudo aos mais novos, tendo, no entanto, a escritora alguns títulos vocacionados para jovens, como Diário de Sofia & Cª. Aos 15 Anos e Atenção! Sou Um Adolescente (Editorial Presença) ou a biografia de Teixeira de Pascoaes (Porto Editora).

Álvaro Magalhães adaptou-se aos novos tempos sem perder identidade nem qualidade literária em títulos como Poesia-me (ilustração de Cristina Valadas) ou em colecções como O Estranhão ou As Novas Crónicas do Vampiro Valentim (bem acompanhado pelo ilustrador Carlos J. Campos). E ainda a série (de futebol) Os Indomáveis FC.

Nomes como Rosário Alçada Araújo (Num Tempo Que já lá Vai), ou Joana Bértholo (O Museu do Pensamento) ajudam a compor uma oferta que se vai diversificando, sem, no entanto, podermos prever se continuará a ser alimentada por estas autoras, já que se desdobram em diferentes géneros literários e em inúmeras actividades culturais.

Livros de pendor científico e cultural para jovens também não contam com muitas assinaturas portuguesas, mas queremos aqui assinalar o trabalho da editora Planeta Tangerina com os títulos Lá Fora – Guia para Descobrir a Natureza (Maria Ana Peixe Dias e Inês Teixeira do Rosário), Cá Dentro – Guia para Descobrir o Cérebro (Isabel Minhós Martins e Maria Manuel Pedrosa) e, mais recentemente, Atlas das Viagens e dos Exploradores: as Viagens de Monges, Naturalistas e Outros Viajantes de Todos os Tempos e Lugares (Isabel Minhós Martins, com ilustração de Bernardo P. Carvalho).

Ainda um reparo feliz para Sou o Lince-Ibérico: o Felino mais Ameaçado do Mundo (Maria João Freitas, com ilustração de Nádia e Tiago Albuquerque), editado pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda.

Também o físico Carlos Fiolhais e o divulgador de ciência David Marçal têm contribuído para que os jovens se deixem conquistar por temas científicos de uma forma acessível e bem-humorada, sem deixar de ser rigorosa. Aqui ficam dois títulos destes autores aconselhados pelo Plano Nacional de Leitura (PNL) relativamente ao primeiro trimestre de 2018: A Ciência e os Seus Inimigos (Gradiva) e Não se Deixe Enganar (Contraponto).

Plano Nacional de Leitura está diferente

Contabilizando as indicações do PNL para os primeiros seis meses deste ano, observámos que havia 79 resultados (títulos) para leitores dos 12 aos 14 anos. Já para quem tem entre 15 e 18 anos surgiam 116 sugestões de livros.

Assim sendo, os adolescentes e jovens entre os 12 e os 18 anos, se quiserem seguir os critérios do PNL para estes primeiros meses, podem escolher entre 195 títulos. Mas, destes, apenas 45 são de autores portugueses. Ou seja, somente 23% das propostas do Plano. Entre eles, encontram-se autores como Fernando Pessoa, Eugénio de Andrade, Júlio Dinis, Alexandre O’Neill, Mário Cesariny, José Pacheco Pereira ou António Damásio.

São pequenos indicadores que nos permitem inferir que neste segmento faltam novos autores ou mais produção de textos literários por parte dos que já se dedicaram à literatura juvenil.

“Os livros que constam das listas PNL 2027 resultaram de uma seleção prévia feita pelas editoras posteriormente apreciada por um conjunto de especialistas independentes, de reconhecido mérito e qualificação nas diferentes áreas do saber”, explica-se no site do Plano, que está diferente.

Desde o dia 16 de Julho que os livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura deixaram de ser organizados por níveis de escolaridade, passando a haver uma base de dados online de atualização semestral. A primeira já foi lançada e nela baseámos os dados acima referidos. Em Dezembro, haverá nova listagem de sugestões.

Os livros recomendados podem ser encontrados através de um motor de pesquisa por idade, nível de leitura (pré-leitura, inicial, mediana, fluente), tema (banda desenhada, ensaio, poesia ou biografia), língua ou formato (livro, livro com CD e/ou DVD, livro-álbum). O sistema resulta de uma parceria com A Rede de Bibliotecas de Lisboa.

Palavras para quê?

A qualidade de muitos ilustradores portugueses, com forte projecção internacional, vem motivando uma aposta em livros cujo texto muitas vezes se reduz a breves legendas ou a ideias muito simples. Algumas obras prescindem mesmo das palavras e são objectos artísticos que conquistam também os adultos.

Bons exemplos desta prática têm sido os de editoras independentes como a Bruaá, Kalandraka, Orfeu Negro, Pato Lógico ou Planeta Tangerina. Divulgam ilustradores, artistas plásticos e designers portugueses, frequentam feiras internacionais e conseguem dinamizar com competência e criatividade o mercado nacional do livro ilustrado. Ainda bem.

A presença de Portugal na Feira do Livro Infantil de Bolonha vai aumentando a sua pujança e visibilidade, mais pela força da imagem do que da palavra. Nada contra. Mas é de literatura que vamos sentindo falta. Sem drama.

Congratulamo-nos com o facto de em Junho deste ano Portugal ter sido país convidado nas semanas internacionais do livro infanto-juvenil em Colónia, Alemanha. Nelas participaram os escritores e ilustradores: Afonso Cruz, Alice Vieira, Carla Maia de Almeida, Catarina Sobral, Fatinha Ramos, Inês Teixeira do Rosário, Isabel Minhós Martins, Madalena Matoso e Maria Ana Peixe Dias.

Um programa que incluiu leituras dos autores portugueses em bibliotecas e escolas, numa iniciativa com o apoio de Camões — Instituto da Cooperação e da Língua, através da Embaixada de Portugal/Camões Berlim, do Leitorado de Colónia e da Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB).

Este último organismo, a par com a Rede de Bibliotecas Escolares, muito têm contribuído para a conquista de novos leitores e para a dinamização de actividades à volta do livro e da leitura. A DGLAB.

Em 2017, venderam-se 11,8 milhões de livros

Segundo a GfK Portugal, o negócio editorial fechou no ano passado com um valor total de 147 milhões de euros, revelando crescimento de 3% face ao ano anterior (142,4 milhões). Isto apesar de terem sido vendidos menos livros. Em 2017, foram comercializadas cerca de 11,8 milhões de unidades, mas em 2016 vendeu-se um pouco mais: 11,9 milhões de livros.

Não foi possível obter dados discriminados para os livros infanto-juvenis, mas é sabido que é um dos segmentos que mais vendem.

Importância maior que os lucros de curto prazo é a certeza de que a conquista precoce de leitores e a aposta na sua relação continuada com os livros permitirão não apenas a continuidade do negócio editorial, mas a formação de cidadãos cultos e com sentido crítico. Fazem falta.

 

 

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