Inspirações de verão: 9 livros para ler na praia entre um e outro mergulho

Julho 12, 2020 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Sapo Lifestyle de 23 de junho de 2020.

Visitar faróis, descobrir praias e florestas, explorar o fundo do mar, proteger o ambiente, fazer experiências, jogos e passatempos, conhecer o património português e entrar em aventuras fantásticas. Em pleno verão, avance sobre estas propostas de leituras e de atividades para crianças e jovens.

Olá, Farol!

Uma viagem inesquecível ao imaginário dos faróis, da autoria de Sophie Blackall, ilustradora multipremiada. A constância, a mudança e a passagem do tempo num tributo luminoso a um farol intemporal e ao seu guardião.

Galardoado com a Caldecott Medal, prestigiado prémio de ilustração, o livro inclui no final uma nota pessoal da autora acerca da sua relação com os faróis e o que a inspirou a escrever esta história. Primeiras páginas aqui.

O Reino de Coral

Das mesmas autoras de Começa numa Semente, vencedor do prestigiado prémio Margaret Mallett para não-ficção infantil, este livro é um mergulho poético num ecossistema em perigo.

Através de rimas suaves e belas ilustrações, a história explora o ciclo da vida, a diversidade e a cor do ecossistema de recifes de coral, bem como as ameaças que estes enfrentam e o que podemos fazer para os salvar. O texto é de Laura Knowles e as ilustrações de Jennie Webber.

O Clube dos Cientistas 9: Alerta no Mar

A coleção ideal para quem gosta de ler e de fazer experiências. Neste volume, os três irmãos vêem-se envolvidos num perigoso caso passado em alto mar: serão eles capazes de ajudar a Polícia Marítima a apanhar o bando de ladrões de corais vermelhos? Primeiras páginas aqui.

Será o Mar o Meu Lugar?

Este livro ilustrado lança um alerta acerca dos perigos do plástico para todas as criaturas dos mares. Através da viagem de um saco de plástico pelas águas, e do risco que correm os seres marinhos que com ele se cruzam, as crianças aprendem a importância de manter o oceano limpo e a salvo das terríveis investidas do plástico.

As ilustrações divertidas e a história cativante fazem despertar a consciência ecológica dos mais pequenos. Primeiras páginas aqui.

À Descoberta da Praia

Tudo a postos para descobrir os segredos da praia? Este é o livro perfeito para jovens aventureiros. Inclui dicas sobre surf e mergulho, observação de criaturas marinhas, divertidos jogos de praia, e até como construir um incrível arco de pedras. Também alerta para os perigos, desde comer mexilhões partidos a ser apanhado num agueiro. 

À Descoberta da Floresta

Guia com jogos divertidos, dicas valiosas sobre como proteger a floresta, e informações sobre o que fazer em caso de emergências. Este livro explica como construir um abrigo, fazer nós especiais, preparar uma fogueira e até conseguir obter água a partir da tua urina! Também diz o que não fazer: desde comer cogumelos venenosos a atear um fogo florestal.

Caderno (da Natureza) do Bicho do Mato

Diana Oliveira desafia as famílias a tirar partido das experiências ao ar livre e do contacto com a natureza, os animais, as plantas, as formações naturais. Este Guia para Explorar e Experimentar a Natureza, ilustrado e com muitas informações úteis e práticas, convida a partir à aventura mesmo à porta de casa. Primeiras páginas aqui.

Viagem ao Património Português

A propósito de férias cá dentro e da campanha #euficoemportugal, este livro de Rita Jerónimo (texto) e Alberto Faria (ilustrações) sugere passeios em família à descoberta do património cultural, material e imaterial português classificado pela UNESCO como Património da Humanidade.

Uma viagem inesquecível para leitores de todas as idades à descoberta de lugares e experiências ímpares, do Alto Douro Vinhateiro à Dieta Mediterrânica. Primeiras páginas aqui.

As Viagens de Gulliver

Relato das famosas peripécias das quatro viagens de Lemuel Gulliver que o levaram a conhecer lugares e seres improváveis, desde os pequenos liliputianos até aos gigantes altivos e gananciosos de Brobdingnag.

Um livro de aventuras fantásticas que se tornou um clássico da literatura universal. Primeiras páginas aqui.

Esta coleção dá 10 razões para as crianças aprenderem mais sobre animais

Julho 10, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do Sapo Lifestyle 

Susana Krauss

Sabias que as tartarugas são tão antigas quanto os dinossauros? E que os leões são os únicos grandes felinos que vivem em grupo? Estes e muitos outros factos para aprender nesta coleção sobre animais.

A Fábula lança a coleção 10 Razões, que irá fazer as delícias das crianças que gostam de aprender mais sobre os animais e saber como podem ajudar à sua proteção e à defesa do planeta.

Com linguagem acessível, ilustrações realistas e um visual clássico, esta coleção apresenta-se em edições muito cuidadas, com seis títulos sobre animais muito acarinhados pelos mais pequenos.

Os primeiros três títulos chegaram às livrarias a 29 de junho e são eles “10 Razões para Gostares da Baleia”, “10 Razões para Gostares da Tartaruga” e “10 Razões para Gostares do Elefante”.

Os três títulos seguintes serão publicados a 13 de julho: “10 Razões para Gostares do Leão”, “10 Razões para Gostares do Pinguim” e “10 Razões para Gostares do Urso”.

Para ler na praia ou em casa durante o verão.

mais informações no link:

https://www.fabula.pt/catalogo/conhecimento-e-atividades-4-6/10-razoes

5 livros sobre refugiados para crianças e jovens

Junho 20, 2020 às 6:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Texto do Sapo Lifestyle

Susana Krauss

A propósito do Dia Mundial do Refugiado e numa altura em que protestos anti-racistas emergem no mundo, é importante educar os mais novos sobre desigualdades sociais. E estes livros podem ser uma boa ajuda.

No próximo sábado, 20 de junho, assinala-se o Dia Mundial do Refugiado, instituído em 2001 pela Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Numa altura em que a pandemia causada pela Covid-19 e os recentes protestos anti-racistas vieram pôr em evidência as desigualdades sociais, o tema da campanha deste ano é «Cada ação conta», relembrando que todos podemos ter um papel na criação de um mundo mais justo, inclusivo e igualitário.

A este propósito, sugerimos cinco livros para crianças e jovens, adequados a diferentes faixas etárias, que abordam o tema dos refugiados através da ficção e também inspirados em casos reais.

Todos os livros estão já disponíveis nas livrarias.

Pode também ler as primeiras páginas de cada um deles:

“O Rapaz Escondido”

“O Rapaz Que Contava Histórias”

“O Rapaz ao Fundo da Sala”

“A Viagem”

“Eu e o Meu Medo”

Os tres porquiños, adaptação Raquel Méndez e ilustração de Helga Bansch

Abril 6, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Versão em Galego.

Famílias em Construção – Ed. Fábula

Outubro 9, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Clara encontra-se numa encruzilhada: a sua vida será, a partir daquele momento, repartida entre a casa da mãe e a casa do pai, com a sua nova mulher e o filho dela, Miguel, que não pretende tornar a vida de Clara fácil. Também para ele não é uma mudança desejada. O Bernardo vê a sua família em turbilhão e o Pedro vai ter de se adaptar a um novo país, porque a sua família vai emigrar. Aos poucos, todos eles vão descobrir que as suas vidas estão constantemente em construção e que há muito de bom para aproveitar!

mais informações sobre o livro no link:

https://fabula.pt/livros/familias-em-construcao

Pequenos livros sobre Grandes pessoas : Nelson Mandela

Setembro 4, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

https://www.fabula.pt/livros/pequenos-livros-sobre-grandes-pessoas-6-nelson-mandela

O que as crianças perdem quando não há ogros, bruxas e princesas nas histórias infantis?

Junho 30, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do El País Brasil de 7 de junho de 2019.

Eva Carnero

As narrativas para os pequenos estão mudando; como eles e a sociedade são afetados pelo processo?

O pai, trabalhando / mãe, no lar/ tudo já está em seu posto / tudo já em seu lugar. Não parecem versos com os quais alguém gostaria de educar seus filhos, mas muitos pais que hoje defendem com firmeza os postulados feministas, para não dizer todos, provavelmente elogiaram a autora alguma vez. Sim, certamente todos eles o fizeram, pois a autora não é outra senão Gloria Fuertes, uma poetisa que se caracterizou pela identidade feminista e escreveu essas letras nos anos setenta, no livro El Hada Acamarelada. Cuentos em Verso (A Fada Melosa. Contos em Verso). São os mesmos versos que, curiosamente, faltavam em algumas versões publicadas em 2017, quando se comemorou seu centenário de nascimento. Segundo conta a professora de Educação Primária e Infantil da Universidade Internacional de La Rioja, Concepción María Jiménez, a estrofe não figurava em todas as novas edições, e poucas crianças lerão esses versos.

O caso exposto pela professora universitária dá uma medida de até que ponto existe um temor, uma atitude preventiva em relação ao conteúdo das histórias e — por uma justificável extensão — em relação a toda obra literária destinada às crianças. Para as tenras mentes infantis, as histórias podem se tornar exemplos perversos a imitar, podem ensinar modelos com os quais perpetuem atitudes inadequadas, prejudiciais à sociedade, quase imperdoáveis em casos extremos… Talvez seja assim, talvez não, mas não há dúvida de que as histórias exercem um efeito inegável na ideia da realidade desenvolvida pelas crianças. “São o caminho mais eficaz para responder ao que cada um sente, em que calçamos os sapatos do outro e que nos ajudam não apenas a nos conhecer e nos entender, mas também a reconhecer o mundo”, explica Jiménez.

As histórias devem ser realistas?

Quando você lê ao seu filho Chapeuzinho Vermelho, Cinderela ou Os Três Porquinhos não está apenas transmitindo uma história com a qual a criança se entretém, desfruta e viaja com imaginação. Além disso, e aqui está o mais interessante, você está mostrando a ele “o reflexo da vida, com a crueldade, a inveja, o egoísmo, a coragem, a generosidade e tudo que caracteriza o ser humano”, diz Jiménez. Tudo que é bom e tudo que é mau. “Talvez por isso, nas histórias, os personagens não sejam ambivalentes, isto é, não sejam bons e maus ao mesmo tempo como realmente são os seres humanos, o que ajuda as crianças a compreender mais facilmente a diferença entre a maldade e a bondade” reflete Jiménez.

E assim pensa a professora que as histórias deveriam ser, pois se não mostram a realidade como ela é perdem a capacidade de responder às perguntas que sempre acompanharam o ser humano, aquelas que giram em torno da tristeza, do amor, da inveja… Neste sentido, ela defende com firmeza os contos de fadas e sua linguagem simbólica, e contraria a opinião de que “esse tipo de relato narra histórias simplórias, onde não existem problemas e tudo é idealizado”. Segundo ela, “se olharmos para os contos de Andersen ou dos irmãos Grimm veremos muitas coisas que seriam perversas: bruxas, ogros, atrocidades, crimes… Existe muito drama e muito conflito, algo de que as crianças tendem a gostar”.

Mas o enfoque próprio dos contos tradicionais não costuma ser visto em muitas histórias infantis modernas nas quais, de acordo com Jiménez, “o que encontramos são instruções para administrar as emoções, para controlar os estereótipos e os gêneros, e para trabalhar os valores, quando, na verdade, o conto é algo íntimo, que cada pessoa interpreta de seu próprio interior”. A professora diz que direcionar esses sentimentos através da literatura é como fornecer uma receita para a vida. De acordo com ela, e por muito boas intenções que se tenham ao fazê-lo, algumas das histórias que se contam agora tratam sobre como devemos instruir a criança para que veja a vida de “forma bonita”, ou seja, como um lugar onde não existem decepções, conflitos ou dor: “Uma mentira que faz parte dessa nova política de não incomodar. Uma tarefa que fazem suprimindo o que é característico do conto tradicional, a transgressão, o simbolismo, a emoção, a ambiguidade…”

Uma maneira de entender que os outros pensam diferente

Além de mostrar à criança como é o mundo que a rodeia, cada história encerra uma mensagem única, “de forma simbólica, ensina a criança como lidar com as vicissitudes do dia a dia, aliviar os medos e enfrentar as ansiedades que certas incertezas podem provocar”, diz a professora. Neste caso é preciso levar em conta que o ensinamento que cada criança tira não é sempre o mesmo, pois cada um interpreta a história à sua maneira.

“O cérebro de cada criança se forma a partir de suas próprias experiências, mas também observando os exemplos da vida dos adultos, assim como as histórias que lhe contam. Estas têm um peso muito importante, embora não chegue a ser determinante”, esclarece Moisés de la Serna, doutor em Psicologia, escritor e mestre em Neurociência. Outra função que a Neurologia atribui às histórias é ajudar a criança a entender as dimensões do tempo e do espaço. Através da estrutura sequencial do relato, o cérebro cria lembranças que registra em ordem cronológica, o que, em última instância, pressupõe a existência de um passado, um presente e um futuro. É uma estrutura simples, mas básica para a vida social.

Segundo de la Serna, as histórias oferecem outra qualidade interessante para o desenvolvimento emocional das crianças. O especialista vê nesse tipo de histórias “uma maneira de aprender a entender que os outros podem ter diferentes formas de pensar, intenções e motivações”. Assim, o psicólogo diz que “a criança aumenta suas habilidades sociais desenvolvendo o que é conhecido como teoria da mente, isto é, a capacidade de saber que os outros têm pensamentos diferentes dos que ela tem”. Muito próxima dessa ideia, a professora Jiménez relaciona outra capacidade mais com a leitura de histórias, a de ensinar a se colocar na pele do outro (algo que nem sempre é benéfico), “essa empatia tão necessária em nossos dias”. Todas essas qualidades podem ser encontradas em maior ou menor grau nas histórias de todas as épocas, embora seja verdade que com nuances significativas que variam com o momento histórico.

O que existe de ‘tóxico’ nas histórias?

Jiménez descreve uma evolução interessante desse tipo de histórias, com ênfase em alguns aspectos particularmente relevantes. Para começar, temos as “histórias com moral de Perrault, nas quais se percebe a crueldade e há inclusive finais dramáticos. Mais tarde, no século XIX, os irmãos Grimm publicaram essas mesmas histórias suavizando o final para evitar tanta ‘crueldade’. E no século XX, a Disney também transformou várias dessas histórias para levá-las ao cinema”, diz. E as mulheres sabem bem que o cinema nem sempre conta as coisas como são. Finalmente, a especialista acredita que, desde a década passada, muitas dessas histórias primigênias foram manipuladas ou adaptadas para responder a necessidades diferentes, para se adequarem à época atual.

A doutora em Pedagogia, professora da Universidade Rovira i Virgili, escritora e contadora de histórias Maria Concepción Torres acredita que “os elementos do conto tradicional ainda aparecem em muitas narrativas atuais, enquanto muitos deles tentam apresentar situações reais próximas do menino ou da menina, ou do jovem ao qual se dirige a história: suas vivências, suas preocupações… que não são as mesmas de 10 ou 20 anos atrás”. Daí a mudança de enfoque, que desafia a tradição e tem um reflexo tangível fora das páginas das histórias para crianças.

Por exemplo, uma escola em Barcelona decidiu retirar de sua biblioteca Chapeuzinho Vermelho e A Bela Adormecida, junto com outros 200 títulos (30% dos livros do jardim da infância) por conterem histórias “tóxicas” do ponto de vista de gênero. É uma decisão que convida os pais a considerar se devem ler essas histórias para seus filhos ou se isso ajudaria a perpetuar o machismo na sociedade. Em outras palavras, uma notícia que mostra a enorme importância atribuída aos contos infantis na formação da sociedade.

Mas os contos, como qualquer mensagem, não devem ser tirados do contexto. “As mensagens dessas histórias devem ser situadas no momento de sua criação para poder compreendê-las. Quando as transferimos para a nossa realidade é quando se faz essa análise de estereótipos sexistas”. Torres defende os contos tradicionais e considera que devem continuar sendo transmitidos para poder contrastar a história com a realidade e, assim, gerar um pensamento crítico. E isso, ironias da literatura, certamente ajuda a ser mais livre no mundo real.

 

Oficina : Por Detrás dos Desenhos de Alice – 25 maio na Cinemateca Júnior (crianças dos 5 aos 8 anos)

Maio 14, 2019 às 8:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Marcação até dia 20 de maio

mais informações no link:

http://mkt.cinemateca.pt/vl/a3b-6020e351c59334aa3c0911c34-87-82cd0-93eI3edjJneOxRe097-853ad9?fbclid=IwAR2ZVUJrzfxUoLogRVwhsI7Dm9AzrAgsx0r97q3lypUChJKx2XbTCpUqSbM

Cuidado com as passwords”, avisam Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada

Dezembro 25, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Miguel Manso

Notícia do Público de 26 de novembro de 2018.

Armadilha Digital é o mais recente livro das autoras de Uma Aventura, que o apresentaram nesta segunda-feira, no Porto, com a ajuda do director da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica da Polícia Judiciária, Carlos Cabreira.

Rita Pimenta texto e Miguel Manso  fotografia

Alertar os mais jovens para “riscos e perigos da Internet” através de uma história com que se identifiquem é o propósito de Armadilha Digital, o quinto livro da colecção Seguros e Cidadania, editada pela Associação Portuguesa de Seguradores (APS). Protagonistas: passwords fracas.

Quais são elas? As “relacionadas com o próprio nome, nome dos filhos, datas de nascimento, telefones, número de porta, de residência, etc.”. Exemplos que surgem no final da obra, a que se acrescenta ainda recomendações para “evitar o furto de identidade”, como “nunca revelar a palavra-passe a ninguém” ou “evitar disponibilizar os dados pessoais em sites ou plataformas que promovem encontros online, como chats e redes sociais”.

Clonagem de cartões bancários, burlas online, cópias de ficheiros, e-mails falsos e ataques aos sistemas informáticos das empresas e do Estado são outros riscos para que Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada alertam em Armadilha Digital.

As autoras, conhecidas sobretudo pela colecção Uma Aventura, contaram com a colaboração do director da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica da Polícia Judiciária, Carlos Cabreira, e com a equipa do Centro de Investigação para as Tecnologias Interactivas da Universidade Nova de Lisboa.

Ana Maria Magalhães diz ao PÚBLICO: “Podia fazer-se um livro apenas informativo. Mas os textos informativos são apelativos para um reduzido número de pessoas. A maior parte chega a meio e abandona-os.” Por isso, criaram uma história que cativasse o jovem leitor: “Uma história, para arrebatar, tem de criar empatia. Pessoas de quem se goste, pessoas que se odeie, pessoas que nos indignam, atitudes e actos absolutamente condenáveis e outros enternecedores.”

Segundo Isabel Alçada, foi preciso “virar do avesso” os textos informativos que leram. E explica: “Estavam escritos do ponto de vista de quem já sabe e não do ponto de vista de quem está na eventualidade de sofrer um problema.”

Paixão e informação

Vamos à história: um workshop sobre programação numa escola de artes e o fascínio de uma aluna pelo formador dão o mote para uma narrativa que irá revelando os perigos que corremos ao transmitir certas informações a alguém que mal conhecemos.

Sem querermos entrar em muitos pormenores da narrativa, podemos desvendar que familiares da rapariga, Beatriz, hão-de ver-se a braços com crimes de pirataria informática decorrentes da sua ingenuidade e desconhecimento. De caminho, é-nos dado conta de que existem seguros que podem minimizar os danos destes novos cibercrimes.

Descreve Ana Maria Magalhães: “Íamos contando a história e nunca mais chegávamos ao que se pretendia.” Isabel Alçada continua: “Tínhamos de dar lastro às personagens e torná-las próximas do potencial leitor.” Ana completa: “É uma história de amor. Percebe-se que a rapariga está apaixonada e que ele é enigmático.” Isabel prossegue: “Quisemos reconstituir uma realidade que torne nítida a posição de cada personagem…” Ana conclui: “… e que a pessoa sinta: podia ser eu.”

Chegar às escolas

O tema do livro foi proposto, como habitualmente nesta colecção (começou em 2013), pela directora-geral da APS, Alexandra Queiroz, devido ao crescimento “da influência dos recursos digitais nas práticas financeiras e os riscos que isso implica, sobre os quais muita gente não tem noção”, explica Isabel Alçada.

De acordo com a associação, “o objectivo principal é chegar às escolas”, estando estas publicações integradas numa “acção de esclarecimento sobre o que é o seguro, no âmbito do programa nacional de literacia financeira, com a chancela Portugal Seguro”.

O quinto volume, destinado ao 3.º ciclo e secundário, foi lançado nesta segunda-feira justamente numa “escola que tem no seu programa oficial, especificamente, a literacia em seguros”, o Agrupamento de Escolas Fontes Pereira de Melo, no Porto, em associação com a Fundação Cupertino Miranda.

Ambas as autoras admitem que alteraram comportamentos depois deste trabalho. Isabel Alçada: “Mudo as passwords de vez em quando, tenho mais cuidado quando vou ao banco online, tinha os cartões de código todos à vista e agora tenho outro cuidado e atenção.” Ana Maria Magalhães passou a usar “o cartão multibanco só dentro do banco”.

Convidar uma é convidar a outra

A trabalhar juntas desde 1982, quisemos saber se fizeram algum pacto ou contrato que as obrigue a assinar em conjunto. Divertidas, respondem: “Não, não fizemos, é implícito”, diz Isabel. Ana discorre: “Quando os miúdos nos fazem essa pergunta, eu costumo dizer: ‘Nasci com dois braços, seria muito estúpido cortar um para ver como é trabalhar só com o outro. Nós começámos juntas e correu bem. Em equipa que vence não se mexe.”

Durante todos estes anos, sempre que alguém sugere a uma das autoras algum tema ou iniciativa no âmbito da escrita para crianças e jovens, isso significa que a outra também está a ser convidada.

Dizem não estar “fartas” uma da outra, continuam amigas e vão tendo projectos em separado: Ana fez uma autobiografia, Isabel esteve no Plano Nacional de Leitura e escreveu sobre ele a solo.

Isabel Alçada recorre à geometria: “Somos secantes.” Isto para explicar que “a maior parte das actividades é em conjunto, mas depois cada uma tem a sua vida”. Ana: “Estamos óptimas assim. Se estivéssemos todos os dias a trabalhar juntas, ia tornar-se cansativo.”

O processo de trabalho mantém-se a cada novo título: lêem, estudam, investigam, cada uma por seu lado, mas recorrendo às mesmas fontes. Vão conversando, vêem se têm lacunas na investigação e se coincidem na interpretação dos documentos que consultaram. Se têm divergências sobre o entendimento de algo, recorrem a um especialista no assunto. “Depois, inventamos uma história.” Tem resultado.

Ambas ex-professoras de História, Ana já se reformou, mas Isabel ainda não. “Eu já me podia ter reformado, mas o Presidente [Marcelo Rebelo de Sousa] convidou-me para ser consultora para a Educação e eu achei muito interessante. Lá estou.”

Palavras de outros tempos

Durante a leitura de Armadilha Digital, tropeçámos em pelo menos duas expressões que nos soaram estranhas, por remeterem para tempos recuados: “dichotes e remoques” e “lançavam miradas aos seguranças”. Quisemos saber se eram propositadas e se tinham algum objectivo didáctico.

Divertidas, respondem: “Não, não é”, diz Isabel. “Escapou”, acrescenta Ana. E explica: “Muitas vezes escrevemos e depois, pensamos: espera aí, já ninguém diz isto. E cortamos. Há sempre uns que escapam, esses escaparam!”

Isabel: “Temos a preocupação de ver, no caso de o leitor não conhecer o termo, se o contexto o esclarece.” Ana: “Usamos imenso ‘mirada’. Eles tiram pelo sentido, mas temos de ter cuidado porque se não, não percebem a história.”

A compreensão por parte dos leitores sempre esteve nas suas preocupações: “Sempre tivemos a intuição de que, se tivéssemos termos, expressões ou figuras de estilo que impedissem a compreensão do texto, eles abandonavam a leitura.” Isabel lembra como os estudos entretanto realizados provam isso mesmo: “Há uma investigação na área da leitura que demonstra que, se houver, 10% de palavras que eles não conheçam o significado, rejeitam o livro.”

Sobre as frases feitas, Ana Maria Magalhães recorda um miúdo pequenino que “ria às gargalhadas” porque tinha lido a frase até então desconhecida “enquanto o Diabo esfrega um olho”. Logo Isabel Alçada se lembrou de outra criança que também se riu muito quando leu “foi num pé e veio no outro”. Convencido de que tinha ido e vindo “ao pé-coxinho”.

Acabaram por transpor essa ideia para a colecção A Bruxa Cartuxa. “Aproveitámos essas frases feitas, umas mais vulgares, outras menos. Através de magia, acontecem coisas como: ‘Nesta sala está tudo de pernas para o ar.’ E fica mesmo tudo de pernas para o ar. Eles acham imensa piada.”

A terminar, Ana refere: “Mesmo na colecção Uma Aventura, nalgumas reedições, houve termos que tiveram de ser substituídos por sinónimos. Isto por serem palavras que as pessoas deixaram de dizer completamente. Tem de se ter cuidado, estamos em 2018 e não em 1940.”

Desta colecção, Seguros e Cidadania, já fazem parte os seguintes títulos: O Risco Espreita, Mais Vale Jogar pelo Seguro (2013); Catástrofes e Grandes Desastres (2014); Um Perito em Busca da Verdade (2016); Encontro Acidental (2017), ilustrados por Carlos Marques. Em Armadilha Digital, as imagens são assinadas por João Pupo. São livros distribuídos gratuitamente nas bibliotecas escolares em articulação directa entre a APS e os professores bibliotecários.

 

 

 

Apresentação do livro “João rápido como um foguetão” | 16 Dezembro em Lisboa

Dezembro 15, 2018 às 3:17 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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https://www.wook.pt/livro/joao-rapido-como-um-foguetao-nuno-pereira-machado/22130472

 

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