Estudo demonstra que ter uma grande biblioteca em casa tem um efeito positivo na vida adulta

Dezembro 20, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Life Style Sapo de 16 de novembro de 2018.

Quem gosta de ler, gosta de colecionar livros e por isso vai ficar contente por saber que ter uma grande biblioteca em casa poderá trazer benefícios às crianças na vida adulta.

A socióloga Joanna Sikora da Universidade Nacional da Austrália publicou recentemente o estudo “Scholarly culture: How books in adolescence enhance adult literacy, numeracy and technology skills in 31 societies” (Cultura Académica: como os livros na adolescência melhoram a literária, numeraria e capacidades tecnológicas na vida adulta em 31 sociedades).

Neste estudo a Dra. Joanna Sikora analisou as respostas de 160.000 adultos de 31 países diferentes, com idades entre os 25 e os 65 anos, a perguntas sobre a sua educação, especificamente sobre a quantidade de livros que tinham em sua casa aos 16 anos.

Supondo que um metro de estante tem capacidade para uns 40 livros, a resposta média foi de 115 livros. Com estes dados, a socióloga concluiu que os adolescentes com menos de 80 livros em casa tinham níveis de alfabetização e aritmética abaixo da média, na idade adulta.

Mais surpreendente ainda foi a conclusão de que adolescentes sem um título universitário mas com uma grande biblioteca em casa normalmente têm tanto conhecimento, capacidade matemática e aptidão tecnológica na idade adulta como aqueles que efetivamente concluíram o ensino universitário mas cresceram rodeados de poucos livros.

Sikora destaca assim a importância de ter materiais de leitura em casa e a influência que a exposição a esse ambiente pode ter nos primeiros anos de vida, orientando as crianças na direção do sucesso escolar, bem como da realização profissional e construção da carreira enquanto adultos.

Precisava de uma boa desculpa para comprar mais livros? Aqui a tem. E da próxima vez que ficar aborrecido pela trabalheira que dá limpar as estantes de livros lá de casa, lembre-se deste artigo.

 

 

Incentivar a leitura das crianças- como, porquê, para quê e quando?

Dezembro 11, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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AnnHe

Texto do site Uptokids

Hoje em dia há uma grande variedade na oferta de bens de consumo para as crianças, todos incluídos (embora às vezes até de forma errada) na categoria dos “brinquedos”. Entre jogos, bonecos, consolas, tablets e outros materiais aparentemente mais apelativos e que apresentam resultados mais imediatos, os livros foram perdendo o seu lugar de destaque entre o público infantil
e juvenil.

Daí a necessidade de voltar a aproximar crianças, jovens e famílias dos livros e das histórias e de criar nas crianças e jovens o hábito e o gosto pela leitura, ou o gosto e o hábito (nunca sei qual deve vir primeiro!) um dia de cada vez, todos os dias.

Como?

Proporcionar espaços e tempos propícios e prazerosos para a leitura;

Ter à disposição livros em quantidade e qualidade e adequados;

Conhecer o gosto da criança ou jovem e respeitá-lo sem nunca perder a perspectiva de que é o adulto que deve ter a última palavra na escolha;

Ler histórias com e para as crianças.

Porquê?

Porque estimular a leitura é importante desde cedo. Porque ao ler podemos viajar e conhecer o mundo sem sair do lugar. Porque é divertido.

Quando?

Desde cedo. Desde que a criança consiga manusear objectos na mão deve começar a contactar a ter contacto com os livros para que não sejam “objectos estranhos”. Antes da criança aprender a ler as palavras, ela vai aprender a ler imagens e o gosto pelos livros começa aí.

Para quê?

Para estimular a criatividade; desenvolver capacidades pessoais; promover o conhecimento e cultura geral; melhorar a expressão oral e preparar a escrita; influenciar estados de espírito; ajudar a lidar com emoções e sentimentos.

Os livros antigamente serviam exclusivamente para ensinar. Tinham como objetivo serem veículos de transmissão de informação, de morais e bons costumes. Hoje em dia já não é assim, o livro ganhou outro estatuto. Foi sofrendo transformações ao longo dos anos, dando-se cada vez mais importância ao carácter estético e lúdico. Encara-se o livro como um objeto com o qual se pode
estabelecer uma relação afetiva, com muito mais potencialidades do que apenas o ensino formal de conceitos, teorias e retificação de comportamentos.

Por todas estas razões e mais algumas que não me ocorrem neste momento, leiam… ontem, hoje e sempre!

image@AnnHe

 

 

O que separa as crianças ricas das pobres? 35 milhões de palavras

Abril 26, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://observador.pt/ de 10 de abril de 2018.

Crianças com maior nível socioeconómico ouvem 48 milhões de palavras, em média, enquanto as que vivem em famílias mais humildes ouvem apenas 13 milhões.

A diferença entre as classes sociais influencia a capacidade intelectual de cada um. De acordo com o estudo “Diferenças significativas na experiência diária das crianças”, as crianças cujas famílias têm mais possibilidades económicas ouvem, em média 35 milhões de palavras a mais do que as crianças que crescem no seio de famílias humildes.

O estudo encontrou uma realidade preocupante: as crianças com mais posses a nível monetário ouviram, aos quatro anos, uma média de 48 milhões de palavras enquanto que os outros meninos da mesma idade ouviram apenas 13 milhões.

Os autores daquele que ficou conhecido como “A Catástrofe Precoce”, Betty Hart e Todd Riesly, analisaram 126 famílias durante quatro anos. Com a ajuda de vários alunos, que passaram uma hora a cada 15 dias com as famílias, conseguiram fazer a contagem do número de palavras que os pais diziam aos filhos pequenos.

Segundo Hart e Riesley, todos os pais agiram de forma correta. Contudo apresentaram algumas diferenças. Durante estas observações, os investigadores conseguiram perceber que os pais com mais posses incitavam as crianças a desenvolver as suas capacidades, utilizando uma maior variedade de palavras. Por sua vez, os pais com mais dificuldades a nível financeiro utilizavam um conjunto de palavras que faziam parte de um campo mais limitado.

A pedagoga Ana Roa disse ao jornal El Mundo que “a aprendizagem da linguagem é constantemente influenciada pela capacidade e pela experiência dos que nos rodeiam”. Contudo, o ambiente não é apenas crucial no desenvolvimento da linguagem. O estudo revela que também o QI (Quoficiente de Inteligência) das crianças é substancialmente diferente entre estratos sociais. Em média, crianças de famílias com menos posses apresentaram um QI de 75, enquanto as outras tinham um QI de 119.

Estas conclusões levam os investigadores a falar sobre um “círculo contínuo de desigualdade económica”.

 

VI Encontro da Rede de Bibliotecas Escolares de Lisboa . Literacias na Educação. Educação para as Literacias – 29 janeiro em Lisboa

Janeiro 20, 2018 às 6:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrição até 24 de Janeiro

mais informações:

http://www.cm-lisboa.pt/noticias/detalhe/article/bibliotecas-escolares-discutem-literacias-e-educacao

 

 

Quantas palavras dizes num minuto? Problemas com a língua previnem-se no pré-escolar

Dezembro 2, 2017 às 5:08 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Reportagem do https://www.publico.pt/ de 26 de novembro de 2017.

Projecto O Crescente do Ler foi lançado no ano lectivo passado pela Federação de Associações de Pais de Santa Maria da Feira e está a despertar interesse noutros concelhos.

Samuel Silva

“Vamos fazer um jogo de palavras”, propõe Heliana Sá. À sua frente está B., de cinco anos, aluno do Jardim de Infância da Igreja, em Paços de Brandão. O rapaz tem um fato de treino vermelho e o cabelo desgrenhado. Debaixo da pequena mesa em que está sentado, não consegue ter as pernas paradas. “Quero que me digas os nomes todos os animais que conheces”, prossegue a psicóloga. A resposta da criança surge pronta: “Se for um dinossauro também conta?”.

Não conta. E B. começa a enumerar: “Cobra, leão, tigre”… “Elefante.”

“Dinossauro”, acaba por dizer.

Heliana Sá é uma de três pessoas que trabalham na coordenação do projecto “O crescente do ler”, lançado no ano lectivo passado pela Federação de Associações de Pais de Santa Maria da Feira (Fapfeira) para trabalhar a literacia emergente (ver caixa) das crianças do pré-escolar do concelho.
Enquanto B. desfia os nomes dos animais, a psicóloga tem um cronómetro à sua frente. Tenta perceber quantas palavras da mesma família a criança é capaz de dizer num minuto. O jogo serve para aquilatar a sua fluência verbal. É o sexto de oito exercícios que está a fazer com todas as crianças do pré-escolar do concelho de Santa Maria da Feira desde as primeiras semanas do ano lectivo, de modo a fazer uma caracterização do conjunto de crianças.

“Depois voltamos a repetir isto tudo em inícios de Maio, para apanhar o final do ano lectivo e percebermos a evolução”, explica Heliana Sá. “O crescente do ler” começou no ano lectivo passado e não tem ainda resultados finais para mostrar. Ao longo deste ano, os técnicos vão acompanhar um grupo de alunos do 1.º ano, que no ano passado estiveram envolvidos na iniciativa, para perceberem a sua evolução.

No entanto, a intenção é bem clara: identificar precocemente as dificuldades das crianças com a língua e dar-lhes uma resposta diferenciada. Mesmo sem números a que possa recorrer, a educadora no Jardim de Infância da Igreja, em Paços de Brandão Maria José Monteiro não tem dúvidas dos méritos do projecto. “No final do ano, nota-se bem a evolução”, diz. Sobretudo ao nível da rapidez de resposta e da fluidez da linguagem.

Antes de enumerar todos os nomes dos animais de que se lembrava, B. teve também que identificar a primeira sílaba de um conjunto de palavras ou repetir os nomes de cores ou objectos alinhados numa folha de papel. São todos exercícios destinados a caracterizar o se nível de conhecimento linguístico.

Tal como este despiste feito no início do ano lectivo pelos psicólogos da Fapfeira, o trabalho feito ao longo do ano nos jardins-de-infância também se baseia em jogos. “Usamos lenga-lengas, trava-línguas e canções”, conta Maria José Monteiro. As crianças aprendem sem disso se aperceberem.
Estas não são estratégias novas no ensino pré-escolar. A diferença trazida pelo “O crescente do ler” é que o acompanhamento feito ao longo do ano, pelos técnicos da Fapfeira e pelos Serviços de Psicologia e Orientação (SPO) dos agrupamentos de escolas, permite às educadoras saber em que áreas é preciso incidir mais com cada grupo.

O programa é acompanhado por Diana Alves, professora da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP), que faz a formação dos psicólogos e educadores e também consultoria.

A base da intervenção é a metodologia Response to Intervention (RTI), um modelo multinível, que permite ir ajustando as respostas às dificuldades encontradas. A caracterização universal que Heliana Sá aplicou a B. no Jardim de Infância da Igreja foi repetida com as quase 900 crianças envolvidas na iniciativa em todo o concelho de Santa Maria da Feira. Esse trabalho serve para identificar o ponto de partida de cada um dos grupos de crianças, a partir do qual é definido um primeiro nível de intervenção para toda a turma. “Aquilo que nós sabemos é que o grupo não responde da mesma maneira a uma instrução que é igual para todos”, explica Diana Alves.

Por isso, alguns alunos “responderão de forma mais eficaz”, mas outros “necessitarão de mais alguma informação”. Daí que exista um segundo nível de resposta, que permitirá às educadoras trabalhar, com grupos mais pequenos de alunos, de forma mais repetida.
O modelo pressupõe ainda um terceiro nível destinado às crianças para as quais se sinta que, apesar do investimento feito no nível 2, não houve qualquer ganho. Para esses casos, pode ser solicitada a intervenção de um técnico do serviço de psicologia ou de equipas do ensino especial, por exemplo.

A Fapfeira já tinha tentado desenvolver um programa de caracterização dos alunos de cinco anos em 2015/16. Na altura, o trabalho era focado na fase final do ano, tentando ajudar as crianças na transição para o 1.º ciclo. A nova versão, iniciada com a entrada da FPCEUP em 2016/17, é “muito mais promotora e menos remediativa”, valoriza o presidente da federação de associações de pais, Luís Barbosa.

“O crescente do ler” está presente nos nove agrupamentos de escolas públicos do concelho, aos quais, este ano, se juntaram os jardins-de-infância de 11 IPSS. O interesse ultrapassou até as fronteiras do município e, neste momento, há escolas dos concelhos vizinhos Vila Nova de Gaia, Ovar e Espinho interessadas em juntar-se a ele.

É a autarquia que financia a contratação dos técnicos e os aspectos logísticos da iniciativa, “seduzida” pela possibilidade de serem abrangidos todos os jardins-de-infância de Santa Maria da Feira, explica a vereadora da Educação, Cristina Tenreiro.

O município tem características muito particulares. Dos seus 139 mil habitantes (dados do Censo de 2011), apenas 18 mil vivem na cidade que é sede de concelho. Os restantes vivem noutros pólos urbanos dispersos pelo território, onde se incluem outras duas cidades (Fiães e Lourosa) e cinco vilas — além de Paços de Brandão, também Santa Maria de Lamas, S. Paio de Oleiros, Arrifana e Argoncilhe têm esse estatuto.

 

Além disso, a iniciativa faz uma articulação com os agrupamentos, o que tem sido crucial para que, nas escolas, “não haja a sensação de que este é algo que vem de fora e é imposto” prossegue a responsável autárquica.

Essa “dimensão ecológica” é uma das “vantagens do modelo”, acredita Diana Alves. Os especialistas da FPCEUP e os técnicos da Fapfeira trabalham de perto com os educadores e psicólogos. Após a caracterização inicial, os resultados são passados aos SPO das escolas e são estes quem reúne com as educadoras. São também os psicólogos escolares quem faz o acompanhamento mais regular do trabalho nas salas dos jardins-de-infância, identificando as crianças que precisam de uma atenção particular.

O que é a literacia emergente?

O projecto “O crescente do ler” assenta num conceito de literacia emergente. “Em termos práticos, o termo identifica os alicerces da casa da leitura e da escrita”, ilustra Diana Alves.

A partir do momento em que uma criança começa a ouvir falar e a falar, vai sendo invadida por estímulos auditivos. Estas ferramentas vão ser preditores da sua capacidade de leitura e de escrita. A literacia emergente denomina precisamente esses bases da leitura e da escrita. São estes que permitem a alguém ir ao encontro da convenção, transformando desenhos em sons, no caso da leitura. Ou o contrário, para a escrita.

Ou seja, a literacia emergente são todas essas competências associadas ao vocabulário, à consciência fonológica. “Tomar consciência que isto que nós falamos é constituído por diferentes sons e no início e no final das palavras temos sons. É todo o activar da consciência fonológica e, portanto, também do vocabulário”, explica a professora da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto que faz consultoria científica ao projecto lançado pela Federação das Associações de Pais de Santa Maria da Feira.

 

 

 

Colóquio Literacias na primeira infância – 24 e 25 novembro na Biblioteca Municipal José Saramago (BMJS), em Loures

Novembro 16, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://www.cm-loures.pt/Conteudo.aspx?DisplayId=3638

“Crise educativa”. Seis em cada dez crianças não estão a atingir níveis básicos de proficiência

Outubro 14, 2017 às 6:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://expresso.sapo.pt/ de 27 de setembro de 2017.

Joana Azevedo Viana

Relatório da ONU revela resultados “assombrosos de estudo global do Instituto de Estatísticas da UNESCO, que apurou que mais de 600 milhões de crianças em idade escolar não têm conhecimentos básicos de matemática nem de leitura

Seis em cada dez crianças e adolescentes de todo o mundo não estão a conseguir alcançar níveis básicos de proficiência na aprendizagem escolar, aponta a ONU num relatório divulgado esta quarta-feira no qual classifica os resultados do estudo do Instituto de Estatísticas da UNESCO como “assombrosos”, num sinal de que estamos a viver uma “crise de aprendizagem” a nível global. O foco da ajuda humanitária internacional para a Educação tem incidido sobre a falta de acesso a escolas, em particular em países pobres da África subsariana e em zonas de conflito. Mas de acordo com a nova investigação, a ausência de qualidade nas escolas não é exclusiva dessas regiões, havendo neste momento mais de 600 milhões de crianças em idade escolar em todo o mundo que não têm conhecimentos básicos de matemática nem de leitura.

O caso da África subsariana, onde existem mais entraves à educação, é o mais gritante, com 88% das crianças e adolescentes a caminho da idade adulta sem saberem ler convenientemente. No sudeste asiático, o número de crianças sem níveis adequados de literacia ronda os 81%. Na América do Norte e na Europa, que concentram alguns dos países mais desenvolvidos do mundo, apenas 14% de crianças e adolescentes concluem os estudos num nível tão baixo — mas de acordo com a investigação, só 10% do total de crianças em idade escolar de todo o mundo é que vivem nesses países.

“Muitas destas crianças não estão escondidas ou isoladas dos seus governos e das suas comunidades, pelo contrário estão sentadas em salas de aula”, refere Silvia Montoya, diretora do Instituto de Estatísticas da UNESCO. As conclusões do estudo, acrescenta, são “uma chamada de atenção para que haja maior investimento na qualidade da educação”, já que as ambições de progresso social e económico serão asfixiadas por estes níveis de iliteracia.

Este problema de “ir à escola e não aprender” já tinha sido igualmente referido num relatório divulgado esta semana pelo Banco Mundial, no qual a instituição alerta que há milhões de crianças e jovens em países de rendimentos médios e baixos que não estão a receber educação adequada, o que a médio e longo prazo vai remetê-las para empregos mal pagos e insegurança profissional.

Ao apresentar o relatório, o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, não se poupou a críticas, dizendo que estes falhanços educativos representam uma “crise moral e económica” que precisa de respostas urgentes. No documento, os investigadores avisam em particular que, depois de vários na escola, os alunos do Quénia, Tanzânia, Uganda e Nicarágua não sabem fazer simples contas de somar nem ler frases simples.

No Japão há 99% de crianças com níveis básicos de proficiência na escola primária, mas apenas 7% no Mali, o que apesar de tudo denota algumas diferenças na aprendizagem consoante a concentração de riqueza dos países onde crescem. Outro ponto sublinhado é que parece haver um fosso ainda maior entre as crianças de famílias ricas e de famílias pobres — assim demonstra o exemplo dos Camarões, onde apenas 5% das raparigas de famílias mais pobres saem da escola primária preparadas para continuarem os estudos, contra 76% das raparigas oriundas de famílias ricas.

Quais as causas?

Na sua investigação, o Banco Mundial tentou examinar os fatores que contribuem para tão fracas conquistas a nível da aprendizagem escolar e o dinheiro desempenha um papel importante. Nos países mais pobres do mundo, as crianças entram na primeira classe sem condições de aprenderem por causa da má-nutrição e de outros problemas de saúde, a par da pobreza e deprivação de bens básicos. A par disso, a instituição revela-se preocupada com a qualidade do ensino, sublinhando que muitos professores não são, eles próprios, particularmente proficientes. Nalguns países da África subsariana, há ainda um problema endémico de falta de assiduidade dos professores, em grande parte ligado ao facto de não receberem salários regulares pelo seu trabalho.

Para Paul Romer, economista chefe do Banco Mundial, é preciso honestidade ao lidar com o facto de que, apesar de muitas crianças poderem ir à escola, isso não significa que elas estejam a aprender o bê-a-bá. O progresso, referiu ao apresentar o relatório, vai depender de reconhecer que “estes factos sobre a educação revelam uma verdade dolorosa” sobre o estado do ensino a nível global. Entre outros problemas, é apontado no documento que não há escrutínio suficiente dos padrões educativos e que existe ausência de informações básicas sobre as conquistas de cada aluno ao longo do seu percurso académico.

Apesar de nos países ocidentais o debate público estar focado há vários anos no excesso de testes e exames a que as crianças são submetidas, o Banco Mundial refere que, nas nações mais pobres do mundo, há “muito poucos medidores de aprendizagem e não demasiados”. A contrariar a tendência global, surgem casos positivos em que foram alcançados grandes progressos educativos, como na Coreia do Sul e no Vietname.

A apresentação destes relatórios surge uma semana depois de vários Estados-membros da ONU se terem comprometido com um maior investimento na educação global durante a assembleia-geral que esteve a decorrer na semana passada em Nova Iorque. “Decidi transformar a educação na prioridade de topo do desenvolvimento e da política externa de França”, anunciou na altura o Presidente Emmanuel Macron. A par dele, também Gordon Brown, antigo primeiro-ministro britânico que é o atual enviado da ONU para a Educação, anunciou que tem como principal objetivo nesse cargo conseguir que a Parceria Global para a Educação consiga angariar pelo menos dois mil milhões de dólares (cerca de 1,7 mil milhões de euros) até 2020, fundos esses que serão canalizados para projetos educativos em todo o mundo.

A União Europeia, por sua vez, anunciou que vai alocar 8% do seu orçamento de ajuda humanitária para esta área — e que, através da Education Above All Foundation, da UNICEF e de outras organizações de caridade, vai investir 60 milhões de dólares extra (quase 51 milhões de euros) em projetos educativos para as crianças sírias que estão impedidas de ir à escola por causa da guerra civil que estalou no país em março de 2011 e que continua sem fim à vista.

Os documentos citados na notícia são os seguintes;

More Than One-Half of Children and Adolescents Are Not Learning Worldwide

World Development Report 2018: Learning to Realize Education’s Promise

 

 

Ebooks Clássicos portugueses e Algumas obras constantes das Metas de Português

Setembro 4, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação, Livros, Recursos educativos | Deixe um comentário
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Recolha dos Ebooks efetuada pelo blog https://jfborges.wordpress.com/

Ebooks Clássicos portugueses– pt de PT atual,  (download free– .epub e .pdf):

Gil Vicente:

  1. Auto da Índia (Gil Vicente)
  2. Auto da Barca do Inferno (Gil Vicente)
  3. Lendas e Narrativas (Alexandre Herculano)
  4. Eurico, o Presbítero (Alexandre Herculano)

Antero de Quental:

  1. Causas da decadência dos povos peninsulares (Luso Livros)

Eça de Queiroz:

  1. Os Maias (Eça de Queirós)
  2. Contos (Eça de Queirós)
  3. A Cidade e as Serras (Eça de Queirós)
  4. O Crime do Padre Amaro (Eça de Queirós)
  5. O Mistério da Estrada de Sintra (Eça de Queirós)
  6. A Relíquia (Eça de Queirós)
  7. O Mandarim (Eça de Queirós)
  8. O Primo Basílio (Eça de Queirós)
  9. A Ilustre Casa de Ramires (Eça de Queirós)

 

Almeida Garrett:

  1. Viagens na Minha Terra (Almeida Garrett)
  2. Frei Luís de Sousa (Almeida Garrett)
  3. Falar verdade a mentir (Almeida Garrett)
  4. Folhas caídas
  5. Camões

 

Camilo Castelo Branco:

  1. Amor de Perdição (Camilo Castelo Branco)
  2. Novelas do Minho (Camilo Castelo Branco)
  3. Onde está a felicidade? (Camilo Castelo Branco)
  4. A caveira da mártir (Camilo Castelo Branco)
  5. Maria Moisés
  6. Gracejos que matam
  7. O filho natural
  8. O degredado
  9. O comendador
  10. A queda de um anjo

 

Fernando Pessoa:

  1. Mensagem (Fernando Pessoa)
  2. O Banqueiro Anarquista e Outros Contos Filosóficos (Fernando Pessoa)
  3. Antologia Poética (Fernando Pessoa)
  4. Livro do Desassossego (Fernando Pessoa)
  5. Livro do Desassossego (edição em pdf do “Plano Nacional de Leitura: http://goo.gl/WUCxw9).
  6. Poemas Completos de Ricardo Reis (Fernando Pessoa)
  7. Poemas Completos de Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)
  8. Poemas Completos de Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)
  9. O Marinheiro

 

Júlio Diniz:

  1. Serões da Província (Júlio Dinis)
  2. Uma Família Inglesa (Júlio Dinis)
  3. Os Fidalgos da Casa Mourisca (Júlio Dinis)
  4. A Morgadinha dos Canaviais (Júlio Dinis)
  5. As Pupilas do Senhor Reitor (Júlio Dinis)
  6. O Canto da Sereia
  7. Romantismo e Realismo na obra de Júlio Dinis

 

Cesário Verde:

  1. O Livro de Cesário Verde (Cesário Verde)
  2. O percurso sentimental de Cesário Verde

 

Florbela Espanca:

  1. Livro de Soror Saudade– (Florbela Espanca) Projeto Adamastor
  2. Sonetos completos (Luso Livros)
  3. O dominó preto (Luso Livros)
  4. Máscaras do destino (Luso Livros)

 

Padre António Vieira:

  1. Sermão de Santo António aos Peixes (Padre António Vieira)

 

Raúl Brandão:

  1. Húmus  (Raul Brandão)
  2. A Morte do Palhaço (Raul Brandão)

 

Mário de Sá-Carneiro:

  1. A confissão de Lúcio (Mário de Sá-Carneiro)
  2. Dispersão (Mário de Sá-Carneiro) – Projeto Adamastor

Teófilo Braga:

Viriato (Teófilo Braga)

 

Algumas obras constantes das Metas de Português

 

 

Mais filmes para mais alunos

Agosto 31, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site http://www.educare.pt/ de 24 de agosto de 2016.

educare

Plano Nacional de Cinema quer chegar a mais 33 escolas no próximo ano letivo para continuar a abrir horizontes sobre o dinamismo da cultura portuguesa. “Aniki-Bobó” de Manoel de Oliveira e “O feiticeiro de Oz” de Victor Fleming fazem parte da seleção.

Sara R. Oliveira

O Plano Nacional de Cinema (PNC) vai continuar a percorrer o país com mais filmes e chegará a mais escolas. No próximo ano letivo, a intenção é estar em 185 estabelecimentos de ensino, mais 33 do que os 152 do ano escolar anterior, e aumentar a oferta de filmes com obras de Leonor Teles, premiada com a curta-metragem “Balada de um batráquio” em Berlim, João Nicolau que este ano estreou “John From”, e ainda de Telmo Churro, João Rosas e Bruno de Almeida.

O PNC arrancou em 2013 para mostrar filmes dentro ou fora das escolas, em salas de cinema, envolvendo desta forma cineclubes, auditórios e cineteatros espalhados por todo o país. É um projeto que quer promover a “literacia para o cinema junto do público escolar” dos ensinos Básico e Secundário, privilegiando a apresentação do cinema português ou em língua portuguesa para mostrar múltiplos olhares “sobre o dinamismo da cultura portuguesa recente”.

Trata-se de um plano que organiza sessões para alunos sobre a história do cinema, formatos, linguagens e géneros, e exibe filmes. Nessa lista estão, entre outros, “Aniki-Bobó” de Manoel de Oliveira, “O feiticeiro de Oz” de Victor Fleming, “O meu tio” de Jacques Tati, “A viagem à Lua” de Georges Méliès, “O mundo a seus pés” de Orson Wells. Fernando Lopes, Pedro Serrazina, José Miguel Ribeiro, Regina Pessoa, António Reis e Margarida Gil, são também realizadores que têm obras a circular pelas escolas.

O balanço é positivo. Ao segundo ano, o PNC mais que duplicou o número de alunos que participaram nas sessões de cinema, de 10.898 do ano anterior para cerca de 25 mil estudantes de 152 escolas, segundo dados da Direção-Geral de Educação. Nos últimos meses foram feitas 216 sessões de cinema, 70 das quais em salas de cinema, ou seja, fora do ambiente escolar. Escolas de Viana do Castelo e de Évora participaram pela primeira vez no ano letivo anterior. Lisboa e Porto são os distritos que registaram maior participação de escolas, 52 ao todo. À distância, a Escola Portuguesa Ruy Cinatti, em Timor-Leste, também se associou às atividades do Plano. Este ano, é esperada a estreia de escolas da Madeira e da Escola Portuguesa de Moçambique.

O PNC é uma iniciativa conjunta das secretarias de Estado da Cultura e do Ensino Básico e Secundário. É coordenado por Elsa Mendes.

Mais informações no link:

http://www.dge.mec.pt/plano-nacional-de-cinema

 

I Seminário Internacional “Sala de Leituras do Futuro” 2 de julho em Barcelos

Junho 27, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://salaleiturasfuturo.wix.com/2016

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