19% das crianças desaparecidas na Europa enfrentam violência e abuso

Maio 28, 2018 às 11:00 am | Publicado em O IAC na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 25 de maio de 2018.

LUSA

Segundo um relatório da Missing Children Europe, Uma em cada 5 crianças desaparecidas nas linhas de atendimento enfrentaram situações de violência, abuso, negligência e exploração.

Uma em cada cinco crianças desaparecidas na Europa enfrentou situações de violência, abuso, negligência ou exploração, segundo um relatório da organização Missing Children Europe, divulgado esta sexta-feira.

A rede europeia de linhas de atendimento 116 000 existe em 32 países e em Portugal é gerida pelo Instituto de Apoio à Criança (IAC). Em 2017, esta rede recebeu 188.936 chamadas em toda a Europa e prestou apoio a casos relativos a 5.621 crianças desaparecidas.

De acordo com o relatório lançado para assinalar o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, que se assinala esta sexta-feira em todo o mundo, 19% das crianças declaradas desaparecidas nas linhas de atendimento enfrentaram situações de violência, abuso, negligência e exploração. Os jovens em fuga são as principais vítimas, pelas situações a que involuntariamente se expõem “nos seus percursos de fuga” ou “na procura desesperada dos seus sonhos”.

Em 2017, os jovens que fugiram ou foram expulsos de casa constituíram 57,2% dos casos de crianças desaparecidas relatadas às linhas 116 000, mantendo-se como o no maior grupo de crianças desaparecidas em toda a Europa.

O relatório salienta que a maioria das crianças encontradas sem vida eram jovens em fuga e que a percentagem de crianças/jovens que fogem repetidamente aumentou de 15% em 2016, para 16% em 2017. Os raptos parentais constituíram o segundo maior grupo de casos, com 23,2% dos casos.

Em Portugal, os dados do SOS Criança Desaparecida alinham-se com esta realidade, numa proporção ligeiramente superior para os raptos parentais, de 32% (e 51% para as fugas nacionais). Em 2017, 46% das crianças desaparecidas comunicadas às linhas 116 000, foram encontradas ainda nesse ano, um aumento de 4% em relação a 2016.

O relatório destaca também que, apesar de existirem milhares e milhares de crianças migrantes desaparecidas dos centros de acolhimento da Europa, são poucos os casos denunciados quer a estas linhas quer às autoridades policiais.

Segundo a Missing Children Europe, a subnotificação desses desaparecimentos e a falta de clareza sobre os papéis e responsabilidades em relação à prevenção e resposta a esse grupo muito vulnerável de crianças continua a ser uma questão preocupante.

O documento revela ainda que os raptos criminais representaram menos de 1% dos casos registados em 2017, como nos anos anteriores, enquanto os casos de crianças perdidas, feridas ou desaparecidas aumentaram em comparação com o ano passado, correspondendo a 14,3% dos casos.

Um em cada seis casos de crianças desaparecidas tinha natureza transfronteiriça, mostrando a importância da cooperação internacional entre os governos, as linhas 116 000, os tribunais e outras autoridades de proteção da criança, particularmente as autoridades centrais de cada estado membro.

No seu relatório a Missing Children Europe alerta que embora os governos nacionais garantam a maior parte do financiamento das linhas de apoio, as instituições que as gerem queixam-se que não tiveram acesso a financiamento das autoridades nacionais em 2017, pelo que a falta de recursos financeiros e humanos são os principais desafios citados repetidamente.

Segundo a organização, embora estas linhas diretas tenham respondido a mais de 1,2 milhões de chamadas relacionadas com crianças desaparecidas desde 2011, a falta de financiamento estável e contínuo coloca as linhas 116 000 em risco de encerramento.

 

Descarregar o relatório citado na notícia a no link:

Figures and Trends Report 2017

 

 

Missing Children facts and figures 2014

Novembro 11, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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missing

high

descarregar o documento no link:

http://missingchildreneurope.eu/Portals/0/Docs/Missing%20children%20facts%20and%20figures%202014.pdf

116 000 número de emergência para crianças desaparecidas – Vídeo de sensibilização do CFPE – Enfants Disparus

Agosto 12, 2015 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Em Portugal o 116 000 foi atribuído ao SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança. mais informações aqui 

 

A Europa está a fazer o suficiente para as crianças desaparecidas? reportagem do Euronews

Agosto 3, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Reportagem do Euronews de 30 de julho de 2015.

Is Europe doing enough for missing children? – the network

Every year, some 250,000 children are reported missing in Europe – one every two minutes, half of them runaways.

Twenty years after the Marc Dutroux child abductions and murders, are police and civic groups working closely enough across EU countries to keep children safe?

A European hotline – 116000 – has been highly effective in reuniting missing children with their families or finding help for them. It targets children who fled from war zones, or were victims of abuse or exploitation. An awareness campaign also tackles the issue of parental abductions of children.

But EU funding for the hotline is to run out at the end of the year. Will national support and donations be enough to sustain it?

On The Network, these issues are debated by Delphine Moralis, Secretary General of Missing Children Europe, which includes 30 member organisations in 24 countries; Catherine Bearder, a member of the European Parliament and of the Alliance for Liberals and Democrats; and Alain Remue, Commanding Officer of the Missing Persons Unit of the Belgium Federal Police.

Em Portugal o 116 000 foi atribuído ao SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança. mais informações aqui 

Missing Children Europe: Here to help – vídeo

Junho 9, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Publicado a 24/05/2015

A child is reported missing every 2 minutes in the EU.

But who are these missing children? Over 50% of missing children cases reported to the 116 000 missing children hotline network are those of children running away from home or care institutions, another 37% are of children abducted by a parent while 1% of missing children cases are those of unaccompanied migrant children and criminal abductions respectively. 25% of these cases involve a cross-border element and therefore require coordinated cross border cooperation and support. This is the role played by Missing Children Europe. Missing Children Europe and its members ensure that support is available to missing children and their families across borders 24/7.

Missing Children Europe is the European federation for missing and sexually exploited children representing 30 grassroots NGOs in 24 countries in Europe who work directly with missing children and their families. This International Missing Children’s day, help protect missing children by saving the European missing children hotline number- 116 000 – in your phone. This hotline provides free, professional support to children and families facing child disappearances 24/7.

Together, we can create a safer Europe for children.

Campanha da Missing Children Europe de divulgação do 116 000 Linha Europeia para Crianças Desaparecidas

Maio 21, 2014 às 4:20 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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116000

texto da http://missingchildreneurope.eu/

“116 000” is the European hotline number for missing children. In 2013, these hotlines responded to over 630,724 calls but only 13% of Europeans are aware of this service. This 25th of May, for International Missing Children’s day, help Missing Children Europe raise awareness of the #116000MissingChildren hotline by joining their thunderclap campaign to save the 116 000 number in your phone. Swift responses by the public to missing children hotlines could mean the difference between finding children or losing them. By joining the Missing Children Europe thunderclap, you’ll help amplify their message and help make Europe a safer place for children. http://bit.ly/1s6XSBE

https://www.facebook.com/MissingChildrenEurope

Em Portugal o 116 000 foi atribuído ao SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança. mais informações aqui 

Missing Children in the European Union : Mapping, data collection and statistics

Janeiro 22, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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children

descarregar o documento aqui

The “Study on missing children: mapping, data collection and statistics on missing children in the European Union” was conducted by Ecorys on behalf of DG Justice from July 2012 to June 2013 and had two main objectives:

  • · To collect and analyse data and to develop the basis to improve the mechanisms involved when children go missing in the 27 EU Member States.
  • · To use and to build on existing data and indicators to obtain sustainable, comparable data and indicators on missing children in all 27 Member States covering the period 2008-2010 (and 2011 where available).

It was carried out in four phases: an inception phase for fine-tuning the methodology and workplan, a mapping phase where detailed information was collected on current definitions, responses and potential data sources in all Member States, a data collection phase where actual data where gathered from official and non-official sources (with a focus on the former), and a finalisation phase in which recommendations were developed.

Desaparecidas 53 crianças em 2012

Junho 6, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Correio da Manhã de 24 de Maio de 2013.

A notícia contém declarações do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança).

Clicar na imagem

noticia-24-maio

Número único europeu para crianças desaparecidas pouco utilizado – Instituto de Apoio à Criança defende a criação de «normas nacionais» para que as comunicações de desaparecimentos sejam obrigatórias

Maio 23, 2013 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TVI 24 de 23 de Maio de 2013.

A vice-presidente do Instituto de Apoio à Criança afirmou esta quinta-feira que há «poucas comunicações» para o número único europeu para crianças desaparecidas (116000), defendendo a criação de «normas nacionais» para que essa comunicação seja obrigatória.

Através do número europeu para Crianças Desaparecidas, chegaram, em 2012, ao serviço SOS-Criança, do IAC, 53 novos casos de crianças desaparecidas, mais 14 face ao ano anterior.

Os casos referiam-se «a fugas, raptos parentais, crianças perdidas ou feridas, raptos não acompanhados e raptos por terceiros», segundo dados do instituto a que a agência Lusa teve acesso.

«O que se verifica relativamente a este número é que as pessoas se fecham sobre si próprias e não se dá cumprimento a uma diretiva de 2001» de cooperação entre as autoridades policiais, públicas e organizações não-governamentais, disse Dulce Rocha, que falava à Lusa a propósito da Conferência Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente, que se realiza na sexta-feira para assinalar o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas (25 de maio).

Segundo a vice-presidente do IAC, «o número tem servido para as famílias participarem», mas a diretiva refere que «nas situações gravíssimas de desaparecimento» tem de haver colaboração entre as várias entidades envolvidas.

«Há uma subutilização do número e, por isso, há grandes divergências entre os números de desaparecimentos nas autoridades policiais e nos nossos processos», sublinhou, comentando que essa divergência também poderá dever-se às diferentes maneiras de contabilizar os casos.

«De qualquer forma creio que essa grande divergência continua a ser por não haver uma comunicação obrigatória dos casos de desaparecimento à linha», acrescentou.

Para Dulce Rocha, quando uma criança desaparece de uma instituição deve comunicar-se imediatamente à linha, uma prática que «não se faz porque não está escrito, não é obrigatório».

«Nós temos uma rede com mais de 100 instituições e podemos participar imediatamente, até a nível internacional», lembrou.

Os dados do IAC referem que dos 53 casos reportados ao SOS-Criança em 2010, 36 eram raparigas e 17 rapazes.

A maioria (19) era menor de cinco anos, 14 tinham idades entre os 14 e os 16 anos, 11 entre os seis e os 10 anos. Trinta desapareceram com o progenitor, 10 desapareceram sozinhos, dois acompanhados por amigos, três por namorados e um com um familiar.

Onze crianças tinham residência em Lisboa, nove no estrangeiro, sete em Setúbal e sete em Aveiro.

Na grande maioria dos casos (32) a problemática reportada foi o rapto parental, enquanto em 16 casos o motivo de desaparecimento foi a fuga, num caso foi rapto e noutro caso a criança perdeu-se.

Sistema de Alerta de Rapto de crianças devia incluir raptos parentais

Dulce Rocha defendeu também que o Sistema de Alerta de Rapto de Crianças devia passar a contemplar raptos parentais nos casos em que existam indícios de perigo.

Desde junho de 2009 que Portugal conta com este sistema de alerta que só pode ser ativado em caso de rapto ou sequestro, e não de um simples desaparecimento ou rapto parental, quando a integridade física ou a vida da criança estiver em perigo.

Acionado o sistema, a mensagem de alerta de rapto é imediatamente difundida para que todas as pessoas que possuam ou venham a ter informações possam comunicar imediatamente as autoridades policiais de forma a encontrar o menor ou o suspeito no mais curto espaço de tempo.

Para a vice-presidente do IAC, algumas situações de raptos parentais, que «estão a aumentar» e alguns terminam de forma trágica, deviam ser incluídas no sistema de alerta.

Dulce Rocha lembrou o caso de dois jovens irmãos holandeses que estavam desaparecidos desde 6 de maio, altura em que se encontravam com o pai, tendo sido encontrados mortos no domingo. «Eu costumo dizer que os erros que podem prejudicar os adultos ultrapassam-se, mas os erros contra as crianças muitas vezes são irreversíveis.»

Punir todos os abusos

Junho 5, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista da Drª Manuela Eanes, Presidente do Instituto de Apoio à Criança, ao Correio da Manhã de 25 de Maio de 2012.

Manuela Eanes, Presidente do Instituto Apoio à Criança (IAC), sobre o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas

Por: João Vaz

Correio da Manhã – Como analisa o problema das crianças desaparecidas em Portugal ?

Manuela Eanes – Os portugueses só despertaram para o horror das crianças desaparecidas e exploradas sexualmente com o processo Casa Pia. Antes dominava o medo e o silêncio. A Missing Children Europe também é recente. Surgiu em 2001 e o IAC integra-a desde a fundação. Em 2004, criámos a linha 1410 – exclusiva para casos de crianças desaparecidas e maltratadas. Hoje, temos o número 116000, igual em toda a Europa.

– Em que mais se avançou?

– Dou muita importância a duas leis que conseguimos modificar: a do crime continuado, em que o abusador era apenas condenado por um único crime embora o repetisse numerosas vezes sobre a mesma vítima; e a que mandava limpar, ao fim de cinco anos, o registo criminal dos condenados por abusos que passaram a ficar limpos só após 15 anos. Quando as leis são injustas têm de ser modificadas.

– Que outras medidas são mais urgentes?

– Na Conferência (hoje a partir das 9h30 na Assembleia da República) debateremos a nova directiva da UE para se punir todos os abusos sobre crianças. Acho incrível que no Parlamento Europeu dois deputados considerassem o bloqueio de sites de pornografia infantil um atentado às liberdades individuais.

 

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