Being Bullied at School Video ChildLine

Agosto 22, 2012 às 6:00 am | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
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Bullying: Linha de apoio fechou há mais de três anos mas ainda é necessária

Maio 22, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site Jornalismo Porto Net de 15 de Maio de 2012.

Por Liliana Pinho

A Linha de Apoio a Alunos e Famílias – Bullying, um projeto da Associação Nacional de Professores, faria quatro anos este ano, mas só funcionou por seis meses. Três anos e meio depois de cessar o serviço, esta continua a ser necessária.

Em maio de 2008 nasce a Linha de Apoio a Pais e Vítimas de Bullying (808 968 888), sob a alçada de Ana Paula Granjo, da Associação Nacional de Professores (ANP). Recebiam chamadas recorrentes de professores que não sabiam lidar com este tipo de situações e não sabiam como ajudar. A funcionar duas horas por dia (das 18h00 às 20h00), todos os dias, recebeu cerca de seis chamadas em apenas um mês, de jovens com idades entre os 11 e os 21 anos. Só funcionou durante seis meses, não por falta de chamadas mas pelo surgimento de outras linhas de apoio e formas de ajuda às crianças e jovens.

“A nossa intenção foi mais a de divulgar este fenómenos”, afirma Ana Paula. “Não deixámos, no entanto, de dar apoio. O apoio deixou de existir enquanto linha telefónica, mas existe sempre o telefone da associação, para onde as pessoas ainda continuam a ligar e, sempre que preciso, fazemos uma intervenção”, conta.

O bullying não é, de todo, uma situação nova e revela-se quase inevitável. “Vamos ter sempre crianças que vão tentar humilhar outras e crianças mais tímidas, que se deixam intimidar pelos mais crescidos ou mais fortes, faz parte das relações de convivência”, explica Ana Paula. Assim, este fenómeno gera grande preocupação entre pais e professores, já que uma situação sem acompanhamento pode não ter um desfecho feliz. O relatório da UNICEF Innocenti Card 7 (United Nations Children’s Fund, 2007) afirma que o bullying é um problema mundial que afeta, mensalmente, cerca de um terço das crianças.

Os primeiros estudos realizados em Portugal, em 1996, no 1º. e 2º. ciclo do ensino básico, apontaram para uma incidência de 21% no fenómeno. Já em 2009, um estudo da Universidade do Minho diz que 13,5% dos jovens do 3.º ciclo e secundário são vítimas de bullying, enquanto uma em cada duas vítimas não faz queixa. “Uma das características do bullying é o facto de as vítimas permanecerem em silêncio, ao contrário das outras vítimas de violência”, explica Ana Paula.

Gozar, humilhar, ofender ou insultar são só algumas das formas de agressão verbal registadas

Durante o período em que esteve ativa, diz o relatório, 80% das crianças e jovens que recorreram à linha de apoio eram do sexo masculino e maioritariamente para fazerem queixa de situações com mais do que um agressor: três, quatro e até mais do que seis empatam no primeiro lugar.

Do primeiro ano ao ensino superior, as situações reportadas foram transversais à idade, à geografia e ao tipo de ensino, tendo sido maioritariamente de origem verbal, desde “gozar”, a “humilhar”, “ofender” ou “insultar”. As agressões físicas foram maioritariamente empurrões e ferimentos. Do recreio às salas de aula ou aos corredores, todos os espaços pareceram passíveis de serem utilizados para agressões, sendo que nenhuma situação aconteceu fora do recinto escolar.

Em todas as situações, as agressões foram continuadas e aconteceram mais do que uma vez, tendo provocado nas vítimas frequentes sintomas psicológicos como tristeza, apatia, perda de apetite ou perturbações de sono, isolamento social, baixa do rendimento escolar e recusa em ir para a escola. No Porto foram dois os casos registados. A roupa, a orientação sexual, a postura retraída ou a aparência física são apenas algumas das razões que motivam os agressores.

Bullying homofóbico também é frequente

O bullying homofóbico é também cada vez mais notório. Mas nem só os gays, lésbicas ou bissexuais sofrem este tipo de ataques. Este flagelo afeta qualquer jovem que quebre estereótipos de género, mesmo que seja heterossexual.

A Rede Ex-aequo, uma associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e simpatizantes com idades compreendidas entre os 16 e os 30 anos, disponibiliza, na sua página, um formulário onde se pode denunciar casos de bullying, de modo a obter números deste fenómeno nas escolas portuguesas. Posteriormente, elaboram relatórios bianuais que enviam para o ministério da Educação. O mais recente, de 2009 a 2010, recolheu cerca de 100 testemunhos.

“Entrei numa enorme depressão porque alguém se lembrou de escrever na porta de uma casa de banho “Lésbicas do ******”, com o nome de duas colegas minhas que namoravam, o meu, e o de uma amiga minha só porque estávamos sempre juntas”, diz Joana (nome fictício), de 17 anos.

Segundo o estudo “Bullying Homofóbico nas Escolas em Portugal” (2010), que levaram a cabo em parceria com o ISCTE-IUL, 42% da juventude lésbica, gay ou bissexual afirma ter sido vítima de bullying homofóbico, enquanto 85% dos jovens diz já ter ouvido comentários homofóbicos na sua escola. Apesar da legislação existente, menos de um sexto (15%) das situações culmina com algum tipo de repreensão à pessoa agressora.

Mesmo com o fim da linha de apoio, é através destas iniciativas que é possível traçar um perfil da realidade portuguesa (mesmo que num período algo experimental e de amostra). A ANP, por sua vez, não deixou de combater este flagelo. “A associação agora é mais pró-ativa, trabalha muito ao nível da formação dos professores e na implementação de projetos nas escolas”, para ajudar a prevenir conflitos, indisciplina e violência. Até porque, como remata Ana Paula Granjo, “uma criança, quando é vitima de bullying sozinha, dificilmente consegue ultrapassar a situação sozinha”.

 

116 111: a linha que escuta crianças “stressadas”

Março 16, 2012 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site Educare de 9 de Março de 2012.

Sara R. Oliveira

Linha SOS Criança recebeu 2864 telefonemas em 2011 e 10% das chamadas foram feitas pelos mais novos que se sentem sozinhos, incompreendidos e angustiados.  A Linha SOS Criança tem o número 116 111 e está disponível durante os dias úteis das 9h00 às 19h00. O 116 100 é outro número para casos de crianças desaparecidas e exploradas sexualmente. Desde novembro de 1988 que o Instituto de Apoio à Criança (IAC) colocou o seu telefone à disposição de crianças e jovens até aos 18 anos e também das famílias. No ano passado, recebeu 2864 telefonemas, 286 dos quais feitos pelos mais novos. Desde 1998, a linha recebeu 109 254 apelos. É um serviço anónimo, gratuito e confidencial de âmbito nacional dirigido a crianças, jovens e adultos. Quem não quiser usar a voz, pode escrever para Apartado 1582 – 1056-001 Lisboa ou enviar um e-mail para soscrianca@net.sapo.pt.

As 286 chamadas de menores de 18 anos são significativas. “As crianças e os jovens ligam porque estão com dúvidas existenciais, porque querem conversar com alguém”, refere Manuel Coutinho, secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança (IAC) e coordenador da Linha SOS Criança, ao EDUCARE.PT. “As pessoas de quem mais as crianças gostam, os pais e as mães, deixam os filhos entregues a terceiros durante mais tempo”, acrescenta o responsável. E os telefonemas tornam-se indicadores de uma realidade que não pode ser ignorada.

Para Manuel Coutinho, é hora de repensar a sociedade, é tempo de tudo fazer para aproximar pais e filhos e não para aumentar ainda mais as cargas horárias de adultos e crianças. Acorda-se às sete da manhã, corre-se para o trabalho, corre-se para a escola, regressa-se a casa à noite, toma-se banho, janta-se, fazem-se os trabalhos da escola, prepara-se o dia seguinte. “As crianças andam exaustas, quando deviam ter tempo para os valores, para a cidadania, para brincarem, para não fazerem nada”, afirma. E, muitas vezes, são essas as crianças que pegam no telefone e marcam o número criado pelo IAC. “Estão, muitas vezes, em stress”, conta.

Do outro lado da linha está uma equipa técnica composta por psicólogos, assistentes sociais, educadores de infância e juristas. O que fazem? “Ouvem a criança e as crianças auscultam-se, ouvem-se com o coração”, adianta Manuel Coutinho. Os técnicos escutam e tentam perceber a lógica psicológica para dar o apoio adequado. “Tentam perceber o que está latente ou a acontecer e tentam tranquilizar as crianças, dar-lhes segurança”. A prevenção continua a ser a palavra-chave porque o IAC acredita, e tem confirmado, que é possível debelar ou minimizar situações de risco.

Desde 1998, foram atendidas 74 500 chamadas. O atendimento psicológico existe desde 2001 e desde então acompanhou 908 famílias. Os e-mails começaram a funcionar em 1992 e até ao momento foram enviados 4747. Em 1997, entra em funcionamento o serviço de mediação escolar que já acompanhou 14 104 situações. Ao todo, 10 965 situações foram reencaminhadas, o trabalho em rede é uma das mais-valias da linha do IAC, e reavaliados 3591 casos. O IAC não está, portanto, sozinho. O apelo é feito, o serviço avalia o assunto e, sempre que necessário, solicita ajuda às instituições mais próximas e que possam dar uma resposta, nomeadamente a escola, o centro de saúde, as forças de segurança, a Segurança Social.

Continuam a ser os mais crescidos que mais usam a linha que se destina a ouvir histórias de crianças e jovens. Há apelos de crianças em perigo, situações de maus-tratos na família, apelos por questões de negligência, casos relacionados com questões de saúde. Não só. Nos últimos anos, o telefone tocou 2392 vezes e do outro lado da linha estavam apelos relacionados com pobreza, com mendicidade. O serviço também já atendeu 1500 casos de regulação do exercício das responsabilidades parentais e 860 situações de abuso sexual.

A Linha SOS Criança caminha para os 24 anos de existência. “É considerada, pela maioria das pessoas, um direito das crianças. É um serviço que de viva voz responde às crianças”, adianta Manuel Coutinho. A Linha SOS Criança é mais do que um serviço que atende chamadas e responde às dúvidas dos mais pequenos. Tem mais uma linha para situações de crianças desaparecidas, um e-mail e um apartado à disposição, atendimento psicológico e gabinetes de apoio a alunos e famílias.

Desde 1997, que o SOS Criança tem um serviço de mediação escolar que instala as suas raízes nas comunidades escolares de norte a sul do país. Já acompanhou mais de 14 mil situações. A sua missão passa por estar atento ao absentismo, ao abandono e violência escolares, aos comportamentos aditivos. A escola contacta o IAC que entra em ação com os gabinetes de apoio aos alunos e às famílias. A ideia é estar no terreno e ouvir o que se diz nos recreios e nos corredores das escolas para que a prevenção primária entre em cena.

286 crianças ligam só para conversar

Março 10, 2012 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Correio da Manhã de 5 de Março de 2012.

Por:Joana Nogueira

Ajuda: Serviço criado pelo Instituto de Apoio à criança é gratuito

A Linha SOS Criança recebeu 2864 chamadas no ano passado, dez por cento das quais feitas por crianças e jovens. Desde o início deste ano, o serviço de apoio, anónimo, já recebeu 580 telefonemas.

“Há crianças em solidão que telefonam quando se sentem sós, incompreendidas e precisam de falar com alguém. O SOS Criança é considerado por todos um direito da criança. Cerca de dez por cento dos apelos são feitos por crianças”, explicou ao Correio da Manhã Manuel Coutinho, secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança.

Desde a sua criação, em 1988, a Linha SOS Criança, acessível através do número gratuito 116 111, tem vindo a apoiar as crianças em risco, maltratadas e/ou abusadas sexualmente. A prevenção é a palavra-chave. “Ao longo dos anos, o SOS Criança recebeu 4049 apelos de crianças em perigo, 2777 situações de maus tratos na família, 3441 situações no âmbito da saúde, 3096 apelos motivados por questões de negligência e 2392 apelos relacionados com mendicidade”, revela o coordenador desta linha, acrescentando que, através deste serviço confidencial, chegaram 1500 casos de regulação do exercício das responsabilidades parentais, bem como 860 situações de abuso sexual.

Ainda que as chamadas telefónicas tenham diminuído em relação a 2010, ano em que 2982 pessoas pediram apoio aos profissionais e técnicos especializados que estão do outro lado da linha, isto não significa que as situações de risco tenham diminuído. “É positivo que o número de chamadas não aumente, mas não significa que os apelos tenham diminuído. Hoje, muitos dos que apelam utilizam o e-mail e outros procuram os técnicos da mediação escolar que o SOS Criança tem nas comunidades escolares”, explica Manuel Coutinho.

 

Solidariedade: Linha Nacional de Emergência Social recebeu mais de 21 mil chamadas em 2011

Fevereiro 22, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 13 de Fevereiro de 2012.

Lisboa, 13 fev (Lusa) — Mais de 21 mil pessoas, a maioria mulheres, ligaram em 2011 para a Linha Nacional de Emergência Social, muitas vezes para denunciar situações de perigo de crianças, jovens e idosos, relacionadas com violência doméstica.

Os dados avançados à agência Lusa pelo Instituto de Segurança Social (ISS) indicam que Linha Nacional de Emergência Social (LNES) recebeu 21.023 contactos em 2011, mais 1.193 do que no ano anterior. Em 2009, foram atendidas 20.958 chamadas.

Cerca de 60 por cento das chamadas foram feitas por mulheres e a faixa etária predominante situa-se entre os 31 e os 64 anos.

 

Violence Against Children : Child helpline data on abuse and violence

Fevereiro 14, 2012 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação, Uncategorized | Deixe um comentário
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Descarregar o relatório Aqui

[24 January, Paris] CHI launches its fifth annual Violence Against Children Report today in Paris, together with the United Nations Secretary-General’s Special Representative on Violence against Children, Marta Santos Pais and it’s French member child helpline, 119 / Allô Enfance en Danger.

Five years after the United Nations Violence Against Children Study made its recommendations on combating this phenomenon in all its forms, millions of children around the world still face violence on a daily basis. In fact, reports to child helplines on physical abuse, bullying and sexual abuse are more prevalent than ever.

 CHI’s exceptional report clearly reflects the prevalence of violence and abuse to which children are subjected across all regions of the globe.

 Taken together, as is done in the Child Helpline International Violence Against Children Report, child helpline data from across the globe represents vital insight and a powerful tool to implement strategies to address and prevent abuse from taking place.

 Child helplines play a crucial role by listening to these children and providing services that ensure their well-being and protection from abuse. Child helplines refer children to other services if needed. In many countries they provide more comprehensive services as the child protection system is not fully developed.

 Most of the children who contact a child helpline about abuse and violence have never spoken with any other adult about it.

 In the words of Marta Santos Pais, the United Nations Secretary-General’s Special Representative on Violence against Children: “I fully support the Report’s recommendation that child helplines be recognized as core components of comprehensive, robust and integrated national child protection systems, and that they are given the resources required to enable them to provide maximum support to children.”

 In 2011, an average child helpline received 11 contacts on abuse every day.

Revista Terra do Nunca continua a divulgar Linha 116 111

Julho 28, 2011 às 6:00 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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A Linha de Apoio à Criança 116 111 do IAC continua a ser divulgada através de pequenos cartões impressos na revista Terra do Nunca, um suplemento da revista Notícias Magazine do Diário de Notícias.

Mais imagens Aqui

Lançamento da Linha Ajuda da Internet Segura

Junho 13, 2011 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Linha Ajuda é uma iniciativa da FDTI, no âmbito do consórcio Internet Segura e do programa Safer Internet, sendo co-financiada pela Comissão Europeia.

Esta tem por base um serviço de atendimento telefónico e online de crianças, jovens, pais e professores, sobre questões relacionadas com o uso de tecnologias em linha.

A Linha Ajuda garante o apoio, anónimo e confidencial, ao uso das tecnologias online cobrindo todos os assuntos relativos à utilização das mesmas, incluindo problemas relacionais no seio das famílias ou entre pares, bullying, assim como exploração imprópria e indigna das crianças e jovens.

Objectivos

Os objectivos da Linha Ajuda são:

• Prestar apoio telefónico ou online, de forma anónima e confidencial, a crianças, jovens, pais e professores, sobre questões relacionadas com o uso da tecnologia;
• Informar activamente os utilizadores (crianças, jovens, pais e professores) sobre a actividade da linha de apoio e de como entrar em contacto;
• Dispor de um sistema para remeter ocorrências graves às autoridades competentes quando uma criança parecer estar em perigo;
• Analisar, discutir e fornecer resultados que contribuam para as estratégias de sensibilização na área da Internet Segura

Mais informações Aqui


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