Workshop “Falo bem para ir para o 1º ano?” 13 abril em Mira Sintra

Abril 9, 2018 às 10:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrições através do e-mail: cmr@cecdmirasintra.org, até dia 11 de abril

mais informações:

https://www.facebook.com/cecd.mirasintra/

Resultados de novo estudo podem ajudar a explicar discussões acesas nas redes sociais

Dezembro 25, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Kacper Pempel/ Reuters

Notícia da http://visao.sapo.pt/ de 13 de dezembro de 2017.

Repostas furiosas, ânimos exaltados,muito pouca ponderação. O cenário é conhecido de todos os que andam pelo mundo das redes sociais e uma nova investigação dá uma pista para o explicar

A voz de uma pessoa é mais persuasiva do que a palavra escrita e isso é relevante sobretudo quando em causa estão ideias diferentes das nossas.

Num estudo publicado recentemente no Psychological Science, uma equipa de investigadores das universidades da Califórnia e de Chicago, conduzida por Juliana Schroeder, levou a cabo várias experiências em que um grupo de voluntários era expostos a várias ideias: umas com as quais concordavam e as outras não.

Um dos exercícios consistia em fazer 300 participantes ver, ouvir ou ler argumentos sobre a guerra, o aborto ou a música, neste caso específico country ou rap, que são dois estilos que normalmente polarizam as opiniões. Depois, era pedido aos voluntários que avaliassem a pessoa que tinha exposto o argumento. Quando os participantes não concordavam, a tendência era a de “desumanizar” o interlocutor, ou atribuir-lhe uma menor capacidade para pensar ou sentir. Mas quando o mesmo argumento era ouvido, fosse em vídeo ou só mesmo através de um ficheiro de áudio, os participantes não se mostraram tão críticos.

Convicções transmitidas oralmente fazem o comunicador parecer mais razoável e até mais humano, explica ao The Washington Post Juliana Schroeder, enquanto as mesmas crenças perdem “os elementos humanizadores” quando são comunicadas por escrito.

A investigação começou com um artigo de jornal. Um dos cientistas leu uma citação no jornal de um discurso de um político com o qual discordava acentuadamente. Num email enviado ao Washington Post, Schroeder explica que o mesmo investigador ouviu, na semana seguinte, exatamente a mesma parte do discurso a passar na rádio e ficou “chocado” com a diferença da sua própria reação: Quando leu, o político pareceu-lhe imbecil, mas quando o ouviu, o mesmo político pareceu-lhe razoável.

Agora, já com o resultado do estudo na mão, Schroeder acredita que estas conclusões podem ajudar a explicar o efeito tão acentuado das redes sociais no aumento da polarização das opiniões políticas.

“De certa forma, a tecnologia está a tornar as nossas interações mais baseadas em texto. Muitas pessoas recebem a maioria das suas notícias através das redes sociais. Isto pode ser desumanizador e pode aumentar a polarização”, reflete.

 

 

Não acabem com a caligrafia: escrever à mão desenvolve o cérebro

Julho 11, 2016 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://diariodigital.sapo.pt/ de 25 de junho de 2016.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Relationships of Attention and Executive Functions to Oral Language, Reading, and Writing Skills and Systems in Middle Childhood and Early Adolescence

diário digital

Num artigo publicado no The Journal of Learning Disabilities, pesquisadores estudaram como a linguagem oral e escrita se relacionavam com a atenção e com o que é chamado de habilidades de «função executiva» (como planeamento) em crianças do quarto ao nono ano, com e sem dificuldades de aprendizagem.

Virginia Berninger, professora de Psicologia Educacional da Universidade de Washington e principal autora do estudo, contou que a evidência dessa e de outras pesquisas sugere que «escrever à mão – formando letras – envolve a mente, e isso pode ajudar as crianças a prestar atenção à linguagem escrita».

No ano passado, num artigo no Journal of Early Childhood Literacy, Laura Dinehart, professora associada de Educação da Primeira Infância na Universidade Internacional da Florida, discutiu várias possibilidades de associações entre boa caligrafia e desempenho académico: crianças com boa escrita à mão são capazes de conseguir notas melhores porque o seu trabalho é mais agradável para os professores lerem; as que têm dificuldades com a escrita podem achar que uma parte muito grande da sua atenção está a ser consumida pela produção de letras, e assim o conteúdo sofre.

Mas podemos realmente estimular o cérebro das crianças ao ajudá-las a formar letras com as suas mãos? Numa população de crianças pobres, diz Laura, as que possuíam boa coordenação motora fina antes mesmo do jardim da infância deram-se melhor mais tarde na escola.

Ela diz que mais pesquisas são necessárias sobre a escrita nos anos pré-escolares e sobre as maneiras para ajudar crianças pequenas a desenvolver as habilidades que precisam para realizar «tarefas complexas» que exigem coordenação de processos cognitivos, motores e neuromusculares.

Esse mito de que a caligrafia é apenas uma habilidade motora simplesmente está errado. Usamos as partes motoras do nosso cérebro, o planeamento motor, o controlo motor, mas muito mais importante é a região do órgão onde o visual e a linguagem se unem, os giros fusiformes, onde os estímulos visuais realmente se tornam letras e palavras escritas

As pessoas precisam de ver as letras «nos olhos da mente» para produzi-las na página, explica ela. A imagem do cérebro mostra que a activação dessa região é diferente em crianças que têm problemas com a caligrafia.

Monitorizações cerebrais funcionais de adultos mostram que uma rede cerebral característica é activada quando leem, incluindo áreas que se relacionam com processos motores. Os cientistas inferiram que o processo cognitivo de ler pode estar conectado com o processo motor de formar letras.

Larin James, professora de Ciências Psicológicas e do Cérebro na Universidade de Indiana, observou o cérebro de crianças que ainda não sabiam caligrafia. «Os seus cérebros não distinguiam as letras; elas respondiam às letras da mesma forma que respondiam a um triângulo», conta ela.

Depois de as crianças terem aprendido a escrever à mão, os padrões de activação do cérebro em resposta às letras mostraram mais activação daquela rede de leitura, incluindo os giros fusiformes, junto com o giro inferior frontal e regiões parietais posteriores do cérebro, que os adultos usam para processar a linguagem escrita – mesmo que as crianças ainda estivessem num estágio muito inicial na caligrafia.

«As letras que elas produzem são muito rabiscadas e variáveis, e isso na verdade é bom para o modo como as crianças aprendem as coisas. Esse parece ser um dos grandes benefícios da escrita à mão», conta Larin James.

 

Como estimular o bebê a falar

Janeiro 17, 2015 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site  http://revistacrescer.globo.com  de 7 de janeiro de 2015.

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Por Malu Echeverria

Basta o bebê emitir alguns sons, ainda nos primeiros meses de vida, para os pais se perguntarem: quando ele vai começar a falar? Ansiedades à parte, é importante ressaltar que o desenvolvimento da linguagem ocorre paralelamente ao neurológico. “Ele depende do amadurecimento cognitivo, mas também de um ambiente estimulador”, explica a fonoaudióloga Débora Befi Lopes, professora da USP e coordenadora do Serviço de Fonoaudiologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas (SP). Isso quer dizer que, sim, você pode ajudar seu filho em mais essa conquista. Veja, a seguir, como se dá a aquisição da linguagem e o que pode ser feito para facilitar esse processo.

Gugu-dadá

Não existe uma idade exata para as crianças falarem as primeiras palavras. Em geral, isso acontece por volta dos 12 meses. “Mas há aquelas que já começam aos 10 meses, enquanto outras só aos 16. E ambas estão dentro do normal”, esclarece a fonoaudióloga. Com 1 ano de idade, o bebê pronuncia, em média, dez palavras que tenham algum significado importante para ele, como papai, mamãe, bola, au-au, etc – provavelmente, ele não irá articular os sons de maneira correta. Nessa fase, compreende-se aproximadamente 50 palavras.

Ao redor dos 2 anos, a criança começa a juntar duas palavras para formar pequenas frases (“qué papá”, “dá bola”). Ocorre, então, um salto no desenvolvimento da linguagem: ela passa a produzir entre 150 e 200 palavras e entende aproximadamente 600 delas. Não por coincidência, esse boom corresponde ao período em que muitas entram na pré-escola. “O estímulo do novo meio, onde é preciso se esforçar mais para ser compreendido e interagir, faz diferença”, afirma Débora. Outro aspecto relevante é que, em contato com outras crianças, surgem palavras novas que antes talvez não fizessem parte do universo dela. Se um dos amigos tiver um gato, por exemplo, e ela não, esse será mais um bicho que passará a conhecer. É assim que a linguagem acontece: sempre dentro de um contexto. Justamente por isso, não adianta mostrar cartões com figuras de objetos para aumentar o vocabulário do seu filho. Ele não irá captá-las se elas não fizerem sentido dentro do cotidiano. Fale com ele

“Para falar, o bebê precisa ser exposto à linguagem, ou seja, ouvir a voz humana”, ensina Débora. O melhor incentivo, portanto, é conversar com o bebê desde sempre. Ao trocar a fralda, nomeie as partes do corpo. Leia e converse sobre a história contada. Cante para ele e junto com ele. Lembre-se, no entanto, de que você será o modelo que seu filho irá reproduzir. “Tudo bem mudar a entonação de voz para falar carinhosamente, algo que todas as mães fazem. Só não vale pronunciar as palavras do jeito errado”, alerta a especialista. Por fim, deixe que ele se esforce – de acordo com os limites da idade, claro – para falar os nomes, e não apenas apontar as coisas. E, quando ele desatar a conversar, controle-se para não corrigi-lo o tempo todo. Em vez de dizer que ‘aua’ está errado, o melhor é repetir a frase com a pronúncia correta: “quer água?”. Quando você menos esperar, acredite, ele estará falando pelos cotovelinhos.

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Lançamento dos JIL – Jogos Interativos de Leitura

Setembro 30, 2014 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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