Há mais mundo quando as histórias são contadas em voz alta

Março 16, 2019 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto e imagem do site Educare de 1 de março de 2019.

As crianças entram no texto e viajam pelo mundo. Aprendem e questionam. E a imaginação, a curiosidade, o vocabulário, e a aprendizagem saem reforçados. Ler em voz alta aos mais pequenos estará em vias de extinção?

Sara R. Oliveira

Há novidades do outro lado do Atlântico que revelam que a leitura em voz alta para os mais novos está a aumentar desde 2014. Nos Estados Unidos da América, há cada vez mais crianças, entre os seis e os oito anos, que escutam histórias em voz alta pelo menos cinco dias por semana. É um momento especial em família e as boas notícias estão no estudo da Scholastic “Kids & Family Reading Report – The Rise of Read-Aloud”. Mais de 80% dos pais e filhos inquiridos confessaram apreciar bastante essa experiência e esta partilha em família.

Susana Almeida é mãe de dois filhos e blogger (sersupermaeeumatreta). Os seus filhos têm cinco e três anos e todas as noites há histórias para contar lá em casa. Muito cedo, habituaram-se a olhar para um livro como um brinquedo. Ler em voz alta tem várias virtudes e benefícios para as crianças. “Além de fomentar o contacto com os livros, estimula a imaginação, aumenta e diversifica o vocabulário e desperta a curiosidade para mais leituras”, refere a blogger ao EDUCARE.PT.

“A leitura deve ser incentivada”, defende. Susana Almeida não tem dúvidas. Ler em voz alta para os seus filhos “é um momento único de partilha, de conversa e de descoberta de mundos novos”. “A imaginação de uma criança é um terreno fértil, mas precisa de ser regado. Em famílias em que não existem hábitos de leitura enraizados, a escola tem um papel muito importante de levar os livros até às crianças e de fazer esse intercâmbio entre a escola e a casa. Nem todas as crianças vão ser futuros leitores, mas o papel dos pais e da escola é tentar que o sejam”, sublinha.

Em seu entender, não será apenas a leitura em voz alta que está em vias de extinção, a leitura no geral também não respira saúde. “Lemos cada vez menos, seja jornais, revistas ou livros em papel, que têm vindo a ser substituídos pelo que vamos lendo superficialmente na Internet. E acredito que os pais que não têm hábitos de leitura dificilmente vão criar esse hábito nos filhos”.

Mikaela Öven, especialista em parentalidade positiva, vê imensos benefícios na leitura em voz alta aos mais pequenos, seja na aprendizagem, seja no desenvolvimento da linguagem, no raciocínio, entre outras capacidades e competências. “É um excelente momento de conexão e de possibilidade de aprendizagens”, afirma ao EDUCARE.PT. Mas tudo depende dos livros que se escolhem. Uma coisa é ler “A Bela Adormecida”, outra coisa é ler “O Monstro das Cores”. “Depende também se nos limitarmos apenas ao ler, ou se também conversamos sobre o que estamos a ler”, diz.

“Dependendo dos livros que escolhemos é um excelente momento para elaborar e refletir sobre questões emocionais, sobre medos, sobre relações, sobre consentimento, sobre igualdade de género, sobre imensas coisas”. Os benefícios, na sua opinião, dependem muito do género de livro que se escolhe para ler e acredita que uma escolha consciente de livros é muito importante.

Para a especialista em parentalidade positiva, contar as histórias dos livros em voz alta para os mais pequenos não é uma prática em extinção. “Não tenho essa ideia. Acho que as pessoas são muito mais conscientes em relação às suas escolhas de livros infantis. Pelo menos quem se interessa pela parentalidade consciente”. Pais e escolas não devem esquecer que essa prática estimula a aprendizagem. “Certamente! Nas escolas acho que se deveria principalmente estimular a reflexão e a crítica em relação àquilo que estamos a ler. Sejam livros ou coisas online”, refere.

Imaginar, comentar, duvidar
Os benefícios de ler em voz alta para quem está a crescer e a aprender são variados. A criança entra no texto e viaja pelo mundo. Aprende e questiona. “O momento da leitura de uma história, em família ou na escola, é um momento muito especial, uma oportunidade de conexão e de comunicação entre o adulto e a criança”, afirma Tânia Reis, terapeuta da fala. “A literatura infantil desenvolve a imaginação, promove a criatividade, facilita o entendimento do mundo e constitui uma excelente forma de potenciar o desenvolvimento linguístico, e não só, da criança”, realça.

Explorar uma história é conhecer mais mundo. Conhecer animais, plantas, flores, números, letras. “A exploração de histórias permite ampliar o conhecimento do mundo! A leitura de histórias permite à criança imaginar, iniciar um pensamento crítico e reflexivo, fazer relações com os diferentes conhecimentos, comentar, indagar, duvidar, criar uma opinião”.

Na linguagem oral, a leitura em voz alta e a exploração de histórias facilitam o contacto, a aquisição e a exploração de um maior número de palavras e, frequentemente, de palavras que são menos usuais no dia-a-dia da criança. Ouvir livros em voz alta também aumenta o vocabulário. Para Tânia Reis, “a leitura de histórias por um adulto possibilita o contacto com estruturas sintáticas mais complexas e menos frequentes (construção de frases), contribuindo para o aumento compreensão e expressão oral”.

A melodia da leitura produz efeitos. “Ouvir um adulto a ler permite à criança observar os padrões prosódicos (entoação) que terão uma importância extrema, futuramente, na compreensão leitora e na pontuação. Explorar em conjunto a leitura permite à criança fazer inferências, previsões, gerar conhecimento, atribuir significado, fulcrais para a literacia. Porque ler é muito mais do que transformar as letras em sons”, repara.

Ver como um adulto explora um livro permite à criança aceder a pré-competências de leitura. A terapeuta da fala exemplifica. Não é apenas o folhear de um livro, é igualmente “perceber que existem símbolos visuais que são transformados em palavras (descodificação), entender a ordem da leitura e da escrita (esquerda para a direita)”. “Com os livros contribuímos para a pré-história leitora da criança”, realça, lembrando o psicólogo russo Leo Vigotsky que, no século passado, escreveu: “A aprendizagem escolar nunca parte do zero. Toda a aprendizagem da criança na escola tem uma pré-história”.

O estudo mencionado no texto é o seguinte:

Kids & Family Reading Report – The Rise of Read-Aloud

Ler histórias às crianças pode torná-las mais felizes e menos agressivas

Fevereiro 25, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do MAGG de 30 de abril de 2018.

Costuma ler histórias em voz alta aos seus filhos? Se não o faz, saiba que este é um hábito que lhes pode trazer vantagens psicológicas.

por Catarina da Eira Ballestero

Basta ligar a televisão na Baby TV ou num canal do mesmo género para encontrarmos cenas de desenhos animados em que uma mãe ou um pai conta uma história ao filho para o adormecer (se tiverem filhos com um ano ou menos, é provável que estejam a ter na vossa cabeça a imagem do programa Boa Noite Ursinho).

Mas para além de momentos de qualidade entre pais e filhos e uma ótima estratégia para conseguir adormecer os miúdos, a verdade é que este hábito pode ter benefícios no desenvolvimento psicológico das crianças — e a conclusão é de uma investigação norte-americana.

O estudo intitulado “Reading Aloud, Play, and Social-Emotional Development” estabeleceu que ler em voz alta às crianças lhes pode trazer diversos benefícios comportamentais. Para além de melhorar as suas capacidades literárias, este hábito pode influenciar positivamente fatores como tristeza, agressividade e até o tempo que os seus filhos conseguem permanecer sentados e tranquilos.

Os momentos entre pais e filhos podem ajudar as crianças a controlar o seu comportamento

A investigação, que teve uma amostra de 675 famílias com crianças até aos cinco anos de idade, funcionou da seguinte forma: os pais eram gravados enquanto liam histórias em voz alta e brincavam com os seus filhos e, de seguida, essas gravações eram vistas pelos pais.

Em declarações ao “The New York Times”, Adriana Weisleder, uma das co-autoras do estudo, afirmou que “ver as reações das crianças às diferentes interações com os pais pode ser uma verdadeira chamada de atenção, um ‘abre-olhos’. Tentámos que os pais vissem o lado positivo destes momentos. É claro que os adultos podem-se sentir um pouco tontos ao verem-se a fazer vozes estranhas, mas depois também conseguiram ver o quanto os filhos adoraram esses momentos e o divertidos que foram — e isso pode ser muito motivador”.

Os resultados demonstraram que, após um ano e meio, as crianças que participaram no estudo tinham menos probabilidades de exibir problemas comportamentais como agressividade e hiperatividade.

“Na minha opinião, a mensagem-chave do estudo é percebermos que quando os pais leem e brincam com seus filhos numa tenra idade (estamos a falar de uma faixa etária entre o nascimento e os três anos), este é um hábito que tem um grande impacto no comportamento das crianças”, realçou também ao “The New York Times” Alan Mendelsohn, um dos investigadores do estudo, que acrescentou que “todas as famílias precisam de saber que quando leem, quando brincam com os filhos, ajudam-nos a aprender a controlar seu próprio comportamento”.

 

Menina de quatro anos já leu mais de mil livros

Janeiro 25, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jn.pt/ de 14 de janeiro de 2017.

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Uma menina de 4 anos que leu mais de mil livros foi convidada para ser bibliotecária por um dia, na Biblioteca do Congresso norte-americano.

Daliyah Marie Arana tinha 2 anos e 11 meses quando leu o primeiro livro de forma independente.

Haleema Arana, a mãe, contou ao jornal “The Washington Post” que quando estava grávida de Daliyah lia, diariamente, para outras crianças e que quando a filha era bebé ouvia o irmão mais velho a ler capítulos de livros em voz alta pela casa, em Gainesville, na Geórgia, nos Estados Unidos da América.

“Ela queria ler sozinha”, afirmou a mãe ao jornal. “Quanto mais palavras aprendia mais vontade tinha de ler”, explicou.

Agora, com 4 anos, a menina já leu mais de mil livros e alguns textos do ensino superior.

A mãe contactou a Biblioteca do Congresso e perguntou se era possível usufruir de uma experiência no local com a filha. Na última quarta-feira, Daliyah concretizou o sonho de ser bibliotecária por um dia.

A menina visitou a secção de crianças da Biblioteca, leu livros para Carla Hayden, 14ª bibliotecária do Congresso norte-americano, e conheceu alguns funcionários da instituição.

No entanto, quando a equipa lhe pediu algumas recomendações, a criança sugeriu que instalassem quadros brancos nos corredores da biblioteca para que as crianças, como ela, pudessem praticar a escrita.

Carla Hayden ficou impressionada com a paixão da menina pela leitura e pela literatura e publicou algumas fotografias da visita no Twitter.

Haleema Arana revelou ao “The Washington Post” que a filha estava sempre a dizer que a Biblioteca do Congresso era a sua preferida em todo o mundo.

Daliyah tem um cartão de leitor e frequenta a biblioteca local, em Gainesville, com bastante regularidade. “Eu gosto de verificar os livros todos os dias”, revelou a menina. “Eu quero ensinar outras crianças a ler cedo também”, disse a criança ao jornal “Gainesville Times”.

A mãe teve a ideia de começar a contar o número de livros que a filha lia, através do programa “1000 livros antes do jardim-de-infância”. De acordo com Haleema, a menina, aos 3 anos, já devia ter lido mil obras.

Os pais nunca testaram o nível de leitura da filha. Contudo, a mãe, para atender ao amor da menina por livros, lançou-lhe um desafio e deu-lhe o discurso “The Pleasure of Books” (O Prazer dos Livros), de William L Phelps, considerado de grau universitário, para ler. Acontece que Daliyah leu tão bem o texto e pronunciou tão bem as palavras que a mãe publicou um vídeo da leitura no YouTube.

Daliyah pretende atingir a meta de 1500 livros até entrar, no próximo outono, no infantário e espera ajudar o professor a ensinar outras crianças a ler.

 

 

 

 

“Histórias Assim” para ler e partilhar em voz alta

Janeiro 10, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Texto do http://www.dn.pt/ de 30 de dezembro de 2016.

Taffy, a protagonista de dois contos de Rudyard, pelo traço do ilustrador Sébastien Pelon   |  Sébastien Pelon

Taffy, a protagonista de dois contos de Rudyard, pelo traço do ilustrador Sébastien Pelon
| Sébastien Pelon

Com ilustrações de Sébastien Pelon, os 12 contos que Rudyard Kipling escreveu para contar à filha já estão disponíveis em português, num só volume.

Como arranjou a baleia a sua garganta, porque tem o camelo uma bossa, porque é que os rinocerontes têm mau feitio e grandes pregas na pele? A resposta a estes e vários outros fenómenos ou simples acontecimentos do dia-a-dia surge no livro Histórias assim, que reúne doze contos do escritor inglês Rudyard Kipling num só volume.

Não se espere explicações complexas nem muito convencionais. Afinal, trata-se de contos originais de um dos maiores e mais inovadores escritores de literatura infantil, não de um livro científico. E embora com alguma veracidade, muitas das explicações são bastante fantasiosas. E mágicas.

Na origem destes contos que respondem a dúvidas que inquietam as mentes dos mais novos estão histórias que Rudyard, o primeiro autor inglês a ser distinguido com o Prémio Nobel da Literatura (1907), escreveu para à noite contar à sua filha Josephine. E surge no seguimento de O Livro da Selva, a sua obra mais popular, publicada em 1894, dois anos após o nascimento da rapariga. No caso da história protagonizada pelo pequeno Mowgli, num dos exemplares da primeira edição foi mesmo encontrada uma nota que comprovava a identidade do destinatário da produção literária de Kipling: “Este livro pertence a Josephine Kipling para quem foi escrito pelo seu pai.”

A explicação do título, Histórias assim (Just so Stories, no original, publicado em 1902, três anos após a morte da filha), também está relacionada com Josephine: as palavras usadas tinham de ser exatamente aquelas a que ela estava habituada.

E a tradução do livro, de Ana Mafalda Tello e João Quina, recentemente coeditado em Portugal pela Bertrand Editora e pelo Círculo de Leitores, mantém essas mesmas palavras, mesmo que algumas sejam pouco utilizadas atualmente e sendo o livro para um público infantil. Topete, badejo, tamariscos, drávido são palavras a procurar no dicionário antes de iniciar a leitura em voz alta para se ter resposta pronta porque o mais certo é os pequenos ouvintes terem uma curiosidade tão insaciável como o Elefante, do conto O filho de elefante.

Dizer que estas histórias são para partilhar é pôr em evidência a forma como foram escritas, interpelando quem as ouve – “Era uma vez, no fundo do mar, ó Mais-que-Tudo” -, passadas “no princípio dos tempos” ou “há muito, muito tempo” em épocas tão distantes quanto mágicas em que “a pele do rinoceronte se abotoava no ventre com três botões” e o elefante não tinha tromba, “só um nariz escuro e volumoso, do tamanho de uma bota”. E em locais tão reais como o mar Vermelho ou imaginários como “as desoladas Terras Completamente Desabitadas do Interior”, atravessadas pelo “grande, esverdeado e lamacento rio Limpopo” onde “há sorrisos que dão a volta à cara duas vezes”.

Segundo a editora, Ana Lúcia Duarte, do Círculo de Leitores, Histórias assim “tem todos os contos originais, só não se mantiveram os poemas que existiam no final de cada conto, por estarem ligados às ilustrações que o próprio escritor fez e que não são aqui reproduzidas, tendo-se antes optado pelas ilustrações de Sébastien Pelon, ao mesmo tempo doces e cheias de malícia”.

Aliás, estas características das ilustrações acompanham o tom das histórias de Rudyard Kipling que são também pontuadas de bom humor. Veja-se, por exemplo, o nome da protagonista de dois dos contos (Como se escreveu a primeira carta e Como se inventou o alfabeto) Taffimai Metallumai “que significa “Pequena-sem-maneiras-que-merecia-uma surra”; mas nós, Mais-que-Tudo, vamos chamar-lhe Taffy”. Ora, a pequena Taffy é, muito provavelmente, Josephine. E foi ela quem escreveu a primeira carta (desenhada), num pedaço de casca de bétula, com um dente de tubarão. Ela, que também inventou o alfabeto, é apenas uma das muitas personagens “de que o autor troça com ternura, para nos revelar a sua humanidade e as suas fraquezas”, como assinala Ana Lúcia Duarte no prefácio. Para descobrir ao longo desta 110 páginas.

mais informações sobre o livro no link:

http://www.bertrand.pt/ficha/historias-assim?id=17946814

 

 

Portugueses criam tecnologia inovadora que avalia capacidade de leitura dos alunos

Setembro 29, 2016 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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notícia do http://lifestyle.sapo.pt/ de 13 de setembro de 2016.

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Nuno Noronha

Uma equipa de investigadores do Instituto de Telecomunicações (IT) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu, em parceria com a Microsoft, uma tecnologia capaz de avaliar em tempo real a capacidade de leitura em voz alta das crianças do primeiro ciclo do Ensino Básico (EB).

A capacidade de leitura é uma das principais metas curriculares do Programa de Português para o Ensino Básico, estabelecendo, por exemplo, que um aluno do primeiro ano do primeiro ciclo do EB deve ser capaz de “ler um texto com articulação e entoação razoavelmente corretas e uma velocidade de leitura de, no mínimo, 55 palavras por minuto”.

A tecnologia LetsRead – Automatic assessment of reading ability of children traduz-se assim numa ferramenta bastante útil não só para as crianças, mas essencialmente para os professores e tutores que estão envolvidos na sua educação.

Assente em modelos inteligentes de reconhecimento e processamento de fala de crianças com redes neuronais, esta tecnologia de aprendizagem assistida “deteta e quantifica o número de palavras corretas, erros de pronúncia, hesitações, velocidade de leitura e outros indicadores, calculando de forma automática um índice global de capacidade de leitura do aluno”, explica Fernando Perdigão, coordenador do projeto.

Através de um processo simples e rápido, bastará aceder a uma página WEB criada para o efeito, “o professor obtém o desempenho da turma, permitindo-lhe gerir melhor a expectativa do ano escolar, identificar dificuldades e corrigir discrepâncias entre alunos”, realça o docente da FCTUC. Além disso, adianta, esta tecnologia poderá ser usada “como uma ferramenta didática ou para detetar problemas como, por exemplo, dislexia”.

Para desenvolver este sistema inteligente, os investigadores recolheram gravações de leitura de cerca de 300 crianças em escolas primárias da região centro do país. Os textos que foram dados a ler aos alunos eram compostos por frases e pseudopalavras – palavras que não existem no léxico mas que são pronunciáveis e importantes para avaliar se um aluno sabe realmente aplicar as regras do código alfabético para ler. Numa segunda fase, as crianças foram avaliadas por mais de 100 professores do EB em todo o país para validar o sistema.

Considerando que o atual Governo aposta no «paradigma da aferição», a equipa diz que a tecnologia LetsRead está pronta para “ser implementada nas escolas do 1º ciclo de Ensino Básico do país, assim o Ministério da Educação tenha essa vontade”.

O projeto, desenvolvido no âmbito da Tese de Doutoramento do investigador Jorge Proença, foi galardoado recentemente com o “Prémio Camões 2016 para as Tecnologias da Língua Portuguesa” no âmbito da 12.ª edição da conferência PROPOR – Processamento Computacional da Língua Portuguesa.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

Notícia da Universidade de Coimbra no link:

http://www.uc.pt/fctuc/noticias/2016-09-14

 

 

Estudo diz que a leitura em voz alta para crianças, mais do que falar, constrói literacia

Julho 28, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://edsource.org de 8 de julho

Lillian Mongeau EdSource Today

By Susan Frey

In “The Pout-Pout Fish” children’s picture book, the author weaves words like “aghast” and “grimace” into a story about a fish who thought he was destined to “spread the dreary-wearies all over the place” until…well, no need to spoil the ending.

Finding such rich language in a picture book is not unusual, and reading those stories aloud will introduce children to an extensive vocabulary, according to new research conducted by Dominic Massaro, a professor emeritus in psychology at the University of California, Santa Cruz. He said although parents can build their children’s vocabularies by talking to them, reading to them is more effective.

Reading aloud is the best way to help children develop word mastery and grammatical understanding, which form the basis for learning how to read, said Massaro, who studies language acquisition and literacy. He found that picture books are two to three times as likely as parent-child conversations to include a word that isn’t among the 5,000 most common English words.

Picture books even include more uncommon words than conversations among adults, he said.

“We talk with a lazy tongue,” Massaro said. “We tend to point at something or use a pronoun and the context tells you what it is. We talk at a basic level.”

Liv Ames for EdSource

Massaro said the limited vocabulary in ordinary, informal speech means what has been dubbed “the talking cure” – encouraging parents to talk more to their children to increase their vocabularies – has its drawbacks. Reading picture books to children would not only expose them to more words, he said, but it also would have a leveling effect for families with less education and a more limited vocabulary.

“Given the fact that word mastery in adulthood is correlated with early acquisition of words, shared picture book reading offers a potentially powerful strategy to prepare children for competent literacy skills,” Massaro said in the study.

The emphasis on talking more to children to increase their vocabularies is based on research by Betty Hart and Todd Risley at the University of Kansas. They found that parents on welfare spoke about 620 words to their children in an average hour compared with 2,150 words an hour spoken by parents with professional jobs. By age 3, the children with professional parents had heard 30 million more words than the children whose parents were on welfare. Hart and Risley concluded that the more parents talked to their children, the faster the children’s vocabularies grew and the higher the children’s I.Q. test scores were at age 3 and later. Since their research was published, there has been a push to encourage low-income parents to talk more to their children as a way to improve literacy.

But more picture book reading would be beneficial to children from every social class, Massaro said. What limits the tongue of even well-educated adults are “certain rules of discourse,” such as responding quickly, he said. That reduces word choices to those acquired early and used more frequently. In conversation, people also repeat words that have been recently spoken, further restricting the variety of words used.

Writing, on the other hand, is more formal, Massaro said, even in children’s books.

“Reading takes you beyond the easy way to communicate,” he said. “It takes you to another world and challenges you.”

Reading picture books to babies and toddlers is important, he said, because the earlier children acquire language, the more likely they are to master it.

“You are stretching them in vocabulary and grammar at an early age,” Massaro said. “You are preparing them to be expert language users, and indirectly you are going to facilitate their learning to read.”

Massaro said encouraging older children to sound out words and explaining what a word means if it isn’t clear in the context of the story will help build children’s vocabularies. Allowing children to pick the books they are interested in and turn the pages themselves keeps them active and engaged in learning, he said.

Reading to children also teaches them to listen, and “good listeners are going to be good readers,” Massaro said.

Massaro said that 95 percent of the time when adults are reading to children, the children are looking at the pictures, partly because picture books tend to have small or fancy fonts that are hard to read. If picture book publishers would use larger and simpler fonts, then children would be more likely to also focus on the words, helping them to become independent readers, he said.

In the study, Massaro compared the words in 112 popular picture books to adult-to-child conversations and adult-to-adult conversations. The picture books, which were recommended by librarians and chosen by him, included such favorites as “Goodnight Moon” and “If You Give a Mouse a Cookie.”

Most of the books Massaro used were fiction, but children’s picture books can also be nonfiction and discuss topics such as earthquakes or ocean life that would likely include a larger number of uncommon words, he said, giving them an even greater advantage over conversation.

To analyze the conversations, Massaro used two databases of words. One database involved 64 conversations with 32 mothers. The mothers had one conversation with their baby, age 2 to 5 months, while interacting with toys, and another “casual conversation” with an adult experimenter. The second database consisted of more than 2.5 million words spoken by parents, caregivers and experimenters in the presence of children with a mean age of 36 months.

In his comparison, Massaro identified the number of uncommon words, and he determined that the picture books he analyzed contained more of them than the language used in conversation.

Massaro’s study has been accepted for publication in The Journal of Literacy Research.

Susan Frey covers early learning, expanded learning, foster students and adult education. Email her or Follow her on Twitter. Sign up here for a no-cost online subscription to EdSource Today for reports from the largest education reporting team in Califórnia.

 

 

 

 


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