Projeto “Olá Bebé” da União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão

Junho 5, 2016 às 5:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Print

mais informações:

http://www.uf-massamamabraao.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=253%3Aprojeto-ola-bebe&catid=78%3Agabinete-tecnico-intervencao-comunitaria&Itemid=287

São raros os leites para bebé que não incluem transgénicos

Julho 3, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do Expresso de 29 de junho de 2015.

2015-06-29-leite-transgenicos

A Plataforma Transgénicos alerta que “as pessoas têm de decidir o que querem dar aos seus filhos nos primeiros anos de vida e precisam de saber as opções que têm” JEAN-SEBASTIEN EVRARD / AFP / Getty Images

Carla Tomás

Só três marcas de leite infantil não incluem a presença de elementos transgénicos na sua cadeia de produção, alerta a Plataforma Transgénicos Fora.

“A maior parte dos leites infantis à venda em Portugal é proveniente de uma cadeia de produção que envolve animais alimentados com rações transgénicas”, afirma a Plataforma Transgénicos Fora,  num comunicado tornado público esta segunda-feira. 

O objetivo é informar os consumidores sobre como podem evitar ingerir elementos transgénicos, mesmo quando estes não constam dos rótulos dos produtos. 

É que as regras da rotulagem só obrigam a identificar a presença de organismos geneticamente modificados (OGM) quando estes se encontram no produto final. E essa obrigação não se estende à cadeia de produção, nomeadamente ao que comeram as vacas antes de delas se tirar o leite. 

Da produção convencional com base no leite de vaca, “apenas a marca Miltina (da empresa alemã Humana) pode garantir que os animais são alimentados exclusivamente a pasto e rações livres de transgénicos”, afirma Margarida Silva, dirigente da Plataforma. Além desta, juntam-se à lista “limpa” as marcas de produção biológica Holle e a Babybio, “que garantem por definição a não utilização de rações transgénicas na alimentação animal”, ou a Alpro Soya, 100% vegetal, cuja rotulagem não inclui OGM. 

A Plataforma, que envolve um conjunto de organizações não governamentais de ambiente e da agricultura (como a LPN, a Quercus, o Gaia ou a Agrobio) inquiriu as marcas mais conhecidas de produção convencional – entre as quais a Nutribén, Milupa, Nestlé, Mimosa, Milkid, Nutrilon, Aptamil, Bledina, Novalac, Enfalac, Nan e Nidina  – e concluiu que “nenhuma está em condições de garantir que os animais são alimentados sem recurso a rações transgénicas”. 

Informação inédita
“Esta é a primeira vez que esta informação chega aos consumidores”, garante Margarida Silva. O movimento não quer criar nenhum alarme, mas apenas informar os cidadãos interessados, já que somos um dos Estados-membros onde a população se revela menos informada sobre OGM, segundo um eurobarómetro recente. “Por isso não há pressão sobre o mercado”, garante a ambientalista, que reconhece que “só com um esforço muito grande e aumento substancial da procura, é que os produtores de leite conseguiriam garantir que os animais não comem rações transgénicas”.  

Na ronda feita pela Plataforma junto das marcas “a ideia que fica é que os maiores produtores de leite consideram que este não é um assunto importante”, explica Margarida Silva, lembrando que a Autoridade Europeia da Segurança Alimentar (EFSA) não reconhece qualquer problema no consumo de OGM.  

Um estudo recente,  desenvolvido por uma equipa da Universidade de Nápoles e citado no comunicado da Plataforma, “detectou perturbações no colostro do primeiro leite produzido pós-parto em cabras alimentadas com soja transgénicas”, e que “as crias apresentavam menos peso ao fim de um mês que as das cabras do grupo de controle”. Por isso, os ambientalistas defendem o princípio da precaução.  

“Não conseguimos ter garantias de risco zero e estamos longe de demonstrar uma relação de causa-efeito, mas as pessoas têm de decidir o que querem dar aos seus filhos nos primeiros anos de vida e precisam de saber as opções que têm”, conclui Margarida Silva.

 

 mais informações no comunicado da Plataforma Transgénicos:

Leites infantis em Portugal: como evitar transgénicos mesmo sem haver rótulo

 

 

 

 

Banco Alimentar com carência de alimentos lácteos para recém-nascidos e crianças no Algarve

Janeiro 23, 2014 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Notícia do Diário Digital de 13 de Janeiro de 2013.

banco

O presidente do Banco Alimentar contra a Fome no Algarve alertou hoje para a dificuldade em obter alimentos lácteos, produtos caros e que raramente são doados à instituição, para distribuir às famílias com recém-nascidos e crianças.

Em declarações à agência Lusa, Nuno Alves afirmou que existe uma grande carência deste tipo de produtos – leite em pó, papas e farinhas lácteas -, que quase não entram nos armazéns do Banco Alimentar, representando cerca de 1% dos alimentos recolhidos nas campanhas anuais da instituição.

“Há famílias com crianças e sem capacidade financeira para comprar esse tipo de produtos”, alertou, sublinhando que a situação é preocupante em concelhos como Faro, Olhão, Loulé e Portimão e estimando que poderão haver no distrito 1.000 crianças, entre os 0 e os 3 anos, com esta carência.

Segundo aquele responsável, as pessoas que doam alimentos, por vezes, preferem dar mais quantidade, por “ficarem com a sensação de que estão a ajudar mais pessoas”, do que poucos alimentos e mais caros, como é o caso dos produtos lácteos.

“Nós temos procurado alternativas para conseguir garantir, pelo menos, às instituições que nos pedem, porque se é caro para quem dá, também é caro para quem compra”, resumiu Nuno Alves.

Para tentar colmatar essa carência, foi lançado no final do ano passado o projeto “Separar para alimentar”, que prevê que, por cada tonelada de embalagens encaminhadas para reciclagem, sejam adquiridos bens alimentares para crianças.

As embalagens – de plástico, metal ou de cartão para alimentos líquidos – podem ser entregues nos ecocentros da Algar existentes na região ou em contentores identificados no Banco Alimentar, durante o período de um ano.

A campanha, que irá beneficiar o Banco Alimentar do Algarve, resulta de um protocolo entre a associação Entreajuda e a empresa responsável pela valorização e tratamento de resíduos sólidos no Algarve, a Algar.

Nuno Alves salientou que podem ser entregues todo o tipo de embalagens que se destinem ao ecoponto amarelo, desde sacos de plástico, a garrafas de água ou sumos, latas e embalagens de cartão, como por exemplo, pacotes de leite e de natas.

http://algarve.bancoalimentar.pt/contactos

Leites em pó para bebés podem ter bactérias potencialmente perigosas

Dezembro 10, 2013 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , ,

Notícia da Visão de 4 de Dezembro de 2013.

O estudo de Ricardo Assunção mencionado na notícia é o seguinte:

Enterobacter sakazakii em fórmulas lácteas infantis em pó: implementação da metodologia de detecção e avaliação microbiológica de amostras comercializadas no distrito de Lisboa

Recomendações da World Health Organization sobre Cronobacter Sakazakii (previously Enterobacter sakazakii)

Reuters

Os leites em pó para bebés podem conter bactérias nocivas, o que leva a Organização Mundial da Saúde a recomendar que sejam preparados com água a 70 graus e a apelar aos fabricantes para darem esta indicação aos consumidores.

Lusa – Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico

Érica Lopes, enfermeira e organizadora de um seminário sobre preparação e manuseamento de fórmulas em pó para lactentes, considera que este tema é pouco divulgado em Portugal, mesmo entre os profissionais de saúde.

Em Portugal, as autoridades não têm normas sobre este assunto, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) avisa que os processos de fabrico dos leites em pó não são estéreis, podendo estas ficar contaminadas com duas bactérias: Enterobacter sakazakii e Salmonella entérica.

Segundo uma avaliação de risco realizada pela OMS e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO), em 2006, os leites em pó nunca devem ser preparados com água a uma temperatura inferior a 70 graus.

Apesar disso, alguns fabricantes indicam, nos rótulos dos seus produtos, que o leite pode ser preparado com água a 30 ou a 40 graus.

“Quando se prepara a fórmula com água a menos de 70 graus, a temperatura não é suficiente para inativar por completo” os micro-organismos nocivos, refere a OMS nas suas orientações, recomendando que as instruções dos fabricantes sejam revistas.

Érica Lopes, uma das organizadoras do seminário que hoje decorre em Lisboa, considera que deve haver normas e orientações uniformes e claras para a preparação para as fórmulas de leite, quer em casa, quer em instituições, como creches.

“Como profissional de saúde, tento acompanhar o que diz a OMS e como consumidora quero saber se há riscos. No fundo, queremos dar uma escolha informada ao consumidor”, referiu à agência Lusa a enfermeira e conselheira de amamentação.

Além de discutir o tema, os organizadores pretendem que do seminário saia um grupo multidisciplinar que crie um documento de consenso, propondo boas práticas para a preparação, manuseamento e armazenamento das fórmulas em pó para lactentes.

Para evitar conflitos de interesse, a organizadora salienta que não foram aceites para o seminário patrocínios ou apoios de empresas que comercializam substitutos do leite materno ou produtos como tetinas e biberões.

Outro dos organizadores do encontro, Ricardo Assunção, realizou em 2008 um estudo sobre a presença de micro-organismos nas fórmulas de leite na região de Lisboa, tendo confirmado a ideia de que estes leites em pó não são produtos estéreis.

Embora nas amostras analisadas tenha encontrado níveis de contaminação muito reduzidos, detetou também a presença de uma bactéria ambiental que já esteve implicada em surtos associados a cuidados intensivos neonatais.

No final do estudo realizado na Universidade Técnica de Lisboa, Ricardo Assunção recomenda que as mães que não possam ou não queiram amamentar sejam alertadas para o facto de as fórmulas infantis em pó não serem estéreis e que determinados agentes podem ser responsáveis por situações graves de doença.

Além disso, é ainda sugerido que se melhore a rotulagem dos produtos e que se desenvolvam diretrizes transversais para preparação e uso destes leites em pó.

 


Entries e comentários feeds.