Sestas são importantes para as crianças — e até ajudam a ter boas notas

Julho 4, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do MAGG de 1 de junho de 2019.

Não é nenhuma novidade que as sestas são benéficas para as crianças. Se conseguirem descansar e dormir a meio do dia, os miúdos, na sua generalidade, ficam mais bem-dispostos, com mais energia e até mais recetivos a novas aprendizagens.

E embora este facto seja comprovado pela grande maioria dos pais, um estudo publicado a 28 de maio no jornal científico “Sleep” vem dar razão aos educadores. De acordo com a investigação da Universidade da Pensilvânia e da Universidade da Califórnia, há uma relação direta entre as sestas e um crescimento saudável das crianças.

O estudo, que contou com uma amostra de cerca de três mil crianças com idades compreendidas entre os 10 e os 12 anos, encontrou uma relação entre as horas de sono a meio do dia e uma maior felicidade dos miúdos que conseguiam descansar neste período. As crianças que dormiam a sesta também demonstraram mais autocontrolo, determinação, menos problemas comportamentais e níveis mais elevados de QI, sendo este último ponto especialmente encontrado nos alunos do 6.º ano de escolaridade.

“As crianças que fazem a sesta três ou mais vezes por semana beneficiam de um aumento de 7,6% pontos na sua performance académica no sexto ano”, afirmou Adrian Raine, um dos autores da investigação.

Por outro lado, a falta de sono e o cansaço durante o dia “afeta 20% das crianças”, salientou Jianghong Liu, o autor principal do estudo. Mais: os efeitos cognitivos, emocionais e físicos negativos da falta de sono estão bem estabelecidos e começam a afetar as crianças desde a idade do pré-escolar, ou até mais novas.

Em Portugal, a Sociedade Portuguesa de Pediatria publicou, em junho de 2017, uma recomendação sobre a prática da sesta das crianças nas creches e infantários (públicos ou privados). Tal como se pode ler no documento partilhado no site da sociedade, “a sesta deverá ser facilitada e promovida até aos 5, 6 anos”, sendo que a “privação do sono na criança está associada a efeitos negativos a curto e a longo prazo em diversos domínios, tais como o desempenho cognitivo e aprendizagem, a regulação emocional e do comportamento, o risco de quedas acidentais, de obesidade e hipertensão arterial”.

No entanto, apesar da recomendação, a realidade portuguesa continua a ser outra: muitas das creches e jardins-infância nacionais, sejam públicas ou privadas, eliminam a hora da sesta a partir dos três anos.

 

 

Pais podem sofrer de privação do sono até seis anos após nascimento do primeiro filho

Março 12, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 26 de fevereiro de 2019.

Efeitos são piores nas mulheres. Mesmo quando os filhos crescem, há novos fatores de stress e preocupação

Primeiro, há as preocupações básicas. O bebé acaba de nascer, acorda muitas vezes de noite, precisa de ser alimentado e de atenção redobrada. Depois vai crescendo, mas surgem novos motivos de stress: os pesadelos, o medo do escuro, as noites mal dormidas. Um conjunto de fatores que se prolonga ao longo dos anos pode perturbar o sono dos pais até seis anos depois do nascimento do primeiro filho, aponta um novo estudo.

A investigação, da universidade britânica de Warwick e publicada pela revista científica “Sleep”, foi elaborada na Alemanha, com base em entrevistas a 2541 mulheres e 2118 homens. Os participantes no estudo foram questionados anualmente, entre 2015 e 2018, sobre a qualidade e quantidade do seu sono após o nascimento do primeiro, segundo ou terceiro filho. Mas, se era de esperar que os inquiridos indicassem problemas relativos ao sono sobretudo depois de serem pais pela primeira vez, a verdade é que os resultados que indicam uma degradação da qualidade e quantidade de sono a maior prazo surpreenderam os próprios investigadores.

“Não esperávamos este resultado, mas acreditamos que há muitas mudanças nas responsabilidades que se tem [quando se é pai ou mãe]”, diz ao jornal “The Guardian” Sakari Lemola, um dos cinco co-autores do estudo. Ou seja, quando se tem um filho as preocupações não deixam de surgir, mesmo que este seja menos dependente, e é preciso contar com noites mal dormidas bem além dos primeiros meses de vida – seja graças a doenças, pesadelos, noites interrompidas ou simplesmente o stress de se ser pai.

A investigação conclui que, no caso do primeiro filho, estes efeitos negativos poderão durar, sobretudo no caso das mulheres, até depois de quatro a seis anos após o nascimento. Mas a privação de sono também se prolonga depois dos segundos e terceiros filhos, embora por menos tempo.

No caso das mulheres, as mais afetadas por esta privação, a perda de sono é de mais de uma hora por noite nos meses depois do nascimento do primeiro filho, reduzindo-se esse tempo para quarenta minutos quando passa o primeiro ano. Mas podem passar-se anos até que se restabeleça o padrão normal de sono e se recuperem as horas (bem) dormidas.

 

 

Pesadelos traumáticos

Março 27, 2014 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 15 de Março de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Childhood Parasomnias and Psychotic Experiences at Age 12 Years in a United Kingdom Birth Cohort

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pesadelos


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